15.6.15

Ostras com manteiga e alho-francês

Ostras

Comer uma ostra é como um mergulho no oceano. O sal que fica na pele, o aroma da maresia que entra pelas narinas e uma explosão de sabores na boca. É onde os que adoram e os que nem por isso se separam. Por mim, sigo sem pensar duas vezes aqueles que se podiam alimentar de ostras ao natural enquanto o tempo quente durar. Quis a vida que ostras seja uma das duas comidas que a minha cara-metade não aprecia (a outra é pepino), razão de sobra para as ostras rarearem cá por casa.

Quando me propuseram aprender mais sobre ostras e conhecer as Speciales Geay na Feira de Hotelaria e Restauração da Makro Alfragide dei por mim a sonhar com dias felizes junto ao mar. A cultura de ostras é um trabalho de amor e paciência. Cada uma precisa de 3 anos até atingir a sua maturidade e chegar à nossa mesa. O sabor, textura e tamanho dependem das águas onde são criadas e sobretudo do modo como são cuidadas ao longo desse tempo. Os amantes incondicionais reconhecem estas diferenças e deliciam-se com o sabor a mar na sua forma mais pura. Para os mais renitentes, os experientes produtores reservam as ostras cozinhadas, com temperos subtis como a muito francesa manteiga ou mais vincados como o vinho ou o queijo.

Ostras ao pé do mar Ostras Ostras

Abrir ostras não é tarefa fácil. É preciso ter conhecimento, desenvolver a técnica e apanhar o jeito. Nada que eu consiga sem muito esforço e algumas caretas. Quando voltei para casa com um tabuleiro de ostras, confesso que pensei comê-las sozinha. Mas depois resolvi insistir e tentar converter novamente o meu marido com a sugestão feita durante o workshop e replicar uma das receitas, com manteiga e alho francês.

O resultado é perfeito na combinação de dois ingredientes que ficam sempre bem juntos e por ser cozinhada, a ostra mostra uma outra faceta, onde os sabores frescos do mar se transformam em texturas ricas que remetem para a tradição francesa, com a manteiga em primeiro plano. Como petisco ou refeição leve, estas ostras foram um sucesso! Da próxima vez que alguém disser que não gosta de ostras, liguem o forno, puxem de um tabuleiro e recheiem as conchas. Não se esqueçam das torradas!

Ostras




Ostras com manteiga e alho-francês

serve 4, como aperitivo

12 ostras (usei da bretanha, de abertura mais fácil, na Makro Alfragide)
1 alho francês pequeno, apenas a parte branca e verde clara
50 g manteiga sem sal
1 pitada de piment d'Espelette (opcional)

pão torrado, para servir

Pré-aqueça o forno a 200ºC. Pique o alho-francês, derreta a manteiga (é importante que seja sem sal pois as ostras são normalmente muito salgadas) e misture tudo. Tempere com uma pitada de piment d'Espelette, se usar. Abra as ostras. Coloque-as num tabuleiro, garantindo que ficam apenas numa camada sem sobrepor. Divida o recheio pelas ostras (cerca de uma colher de chá por cada uma) e leve ao forno até a ostra se separar da concha (6-8 minutos). Retire de imediato e deixe arrefecer ligeiramente.

Sirva com torradas estaladiças.

Recheio para ostras

4 comentários:

  1. Nunca comi ostras. O Vel é fã, mas temos dificuldade em encontrá-las. Portanto, não faço ideia se gosto ou não. Mas pelo ar delicioso das fotos, acho que iria adorar :)

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    1. Tenho a certeza que sim, embora seja algo que divide muito os comensais. ;)

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  2. Eu faço parte do clube do Pedro, já provei várias vezes, mas continuo a não gostar de ostras. Assim cozinhadas, se calhar a história muda de figura.

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    1. Pensei em ti quando estava a escrever o texto. ;)

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