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26.11.12

{da minha estante} Pilaf de trigo bulgur e o Novo Vegetariano

Pilaf de bulgur com grão e feta

Uma estante repleta de livros é sempre uma visão reconfortante. É território familiar e adorado. Adivinha-se aventura e mistério, mil tesouros para descobrir ou simplesmente o retorno ao que se conhece e onde a felicidade já nos encontrou. Quando passamos por perto dessas estantes, os autores sussurram segredos e promessas, em vozes reconhecíveis ou nem por isso. Umas vezes fazemos orelhas moucas e seguimos caminho. Noutras deixamo-nos encantar. São assim as incursões (in)esperadas pelas filas desalinhadas onde esperam palavras e fotografias em forma de livro.

Foi por quase mero acaso que num destes dias me deixei apanhar pelo feitiço do encantador Yotam Ottolenghi. Dedos que percorrem páginas, sorrisos de antecipação, memórias e viagens. E tudo sem sair da minha sala.

O novo vegetariano

O meu primeiro encontro com Ottolenghi aconteceu num dia de chuva, tipicamente londrino, há uns anos atrás. Fiquei-me pela montra da loja de Portobello, à conversa com amigos queridos. Só voltei a pensar no senhor Ottolenghi muito tempo depois. De livro aberto, com vontade de provar tudo perante uma abundância de saladas e vegetais coloridos, foi um pilaf que me ganhou o coração.

O Novo Vegetariano, no original Plenty (abundante), é um livro com múltiplos encantos. Um conforto tanto para quem come como para quem lê e para quem vê. Porque as receitas são guias e não letras paradas, a minha versão serve como refeição e acrescenta leguminosas e queijo. Espero que Yotam Ottolenghi me perdoe a ousadia.

O novo vegetariano de Ottolenghi