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22.7.16

Queques de chocolate branco e groselhas para um agradecimento

Queques de chocolate branco

Olho uma e outra vez o ecrã branco com o cursor a piscar. Tenho sempre um conselho na ponta da língua para quando alguém não sabe por onde começar. Na falta de melhor opinião, o início costuma ser um bom sítio. Comecemos então algures numa Primavera distante que não houve.

Os últimos meses têm sido pródigos em emoções, viagens e longas horas de trabalho. Entre os desafios de todos os dias, eis que surge algum que parece escapar da mão e nos deixa de coração apertado. O membro da família com quatro patas, dezasseis anos e apenas um olho ficou muito doente. Foram manhãs, tardes e noites a gerir o coração e a razão, com o primeiro a ganhar em todas as frentes.

Queques de chocolate branco Queques de chocolate branco

Agora que o céu parece um pouco mais azul, relembro a primeira receita que publiquei aqui. Muffins de mirtilos e a aparição travessa de uma então ainda jovem fera. Porque parece certo na ordem incompreensível do universo, são queques que saem do forno para agradecer a quem dela cuidou nestes tempos difíceis, sempre com um sorriso e muita esperança.

Desta feita, a combinação clássica de chocolate branco e frutos vermelhos fez-se em bolinhos para pequenos-almoços ou lanches tardios. Devem ser consumidos com moderação por gulosos e deixados de lado por quem acha que chocolate de cor branca não o é de facto. Fazem-se num abrir e fechar de olhos e são (foram) devorados num ápice!

Queques de chocolate branco

24.3.15

Arroz doce de amêndoa {com framboesas}

Arroz doce com amêndoas e framboesas

Eu não sei fazer arroz doce. É o meu karma. Por simples que os processos sejam, por melhor que a preparação se faça, o meu arroz doce nunca chega aos calcanhares do que comi feito pela minha avó ou do arroz doce branco da minha mãe que faz sempre parte das férias na praia. Há um desencontro que não se entende entre mim e um tacho fumegante de arroz a cozer e a promessa de conforto. Como sou teimosa faço uma e outra vez e outra ainda. Mudo o tipo de arroz, o leite utilizado, os temperos, mudo o tacho e o fogão. Frequentemente com resultados pouco mais que razoáveis.

A versão de hoje surpreendeu os comensais. É branca e alva e tem a textura fofa e os sabores intensos de um gelado mais do que de um arroz doce. E não tem lactose. As framboesas são um piscar de olho à nova estação e à mudança de frutos e vegetais que se avizinha. Tragam uma colher, há uma taça à espera.

a primavera 2015 Arroz doce com amêndoas e framboesas

27.8.14

Sangria branca de pêssegos e mirtilos

Sangria branca de pêssegos e mirtilos

Anunciado um fim de Verão quase por começar, de manhãs cinzentas e tardes às caretas, pouco pode servir de consolo para umas férias demasiado curtas. A promessa de que depois da tempestade alguma bonança há-de vir esboça laivos de esperança num calendário de trabalho que se pode tornar mais clemente lá para o Inverno. Ainda assim e sem vontade de dias mais frios, resiste a vontade de bebidas frescas e cheias de cor.

Uma sangria branca é um contra senso nos termos. À falta de melhor nome, fica uma combinação de pêssegos, mirtilos e hortelã.

pêssegos Sangria branca de pêssegos e mirtilos

A discussão sobre que vinho usar numa bebida deste tipo é interminável. Entre os que se arrepiam ao ver misturar vinho com gelo e gasosa e os que alegremente bebem qualquer coisa, as opiniões dividem-se. Por mim, recuso-me a beber mau vinho, mesmo que seja em sangria. E convenhamos que presentemente não há nenhuma dificuldade em encontrar vinhos de baixo preço que são muito bem feitos. Para esta receita, usei um Castelo do Sulco branco 2013 de um produtor de que gosto bastante. As frutas da estação e um molho de hortelã foram o mote perfeito para uma bebida que se pode comer à colher.

Para brindar a um Verão que ainda há-de ser.

Castelo do Sulco 2013

18.6.14

Panna cotta de chocolate branco e morangos em Moscatel

Panna cotta de chocolate branco e morangos em Moscatel

Uma coisa e outra. Lugares e sabores que se amontoam nas notas que ficam entre a bancada da cozinha e a minha mesa de trabalho. Tenho tanto para contar, tantos dias doces e salgados, outras tantas receitas e mais notas. Impassível, o tempo que não se fica, em horas que nunca chegam. Junto aos cadernos e folhas soltas, mil planos para outro mês que não este e os morangos da semana. Comidos ao natural ou com iogurte, enquanto o mundo continua à velocidade da luz e eu sem o conseguir acompanhar.

Aprende-se a aceitar. Criam-se estratégias para dias preenchidos. São passagens rápidas pela cozinha, tachos mexidos com a cabeça a mil e receitas escolhidas pela rapidez e felicidade que prometem. É um vê-se-te-avias.

papoilas morangos em Moscatel

O que fazer com os morangos mais maduros? Macerá-los em Moscatel tem sido panaceia para todas as urgências. Colheradas de fruta para crescidos precisados de um doce. Levados ao limite da compensação, são espalhados sobre uma panna cotta de chocolate branco. Mais um tacho que se cuida sozinho, uma mistura mexida e vertida em ritmo apressado. Potinhos que prometem conforto no final da refeição. E mais vontade para seguir em frente.

São servidos?

Panna cotta de chocolate branco e morangos em Moscatel

14.5.14

{World Baking Day} Queques de mirtilos

Queques de mirtilos, World Baking Day

Da partilha de uma fatia de bolo, dois dedos de conversa e um sorriso se fazem muitas amizades. É a forma mais simples e uma das mais bonitas maneiras de mostrar afecto. Na base do World Baking Day está este intuito singelo: repartir alegrias em forma de açúcar. Simples ou com camadas, grandes ou pequenos, bolos e bolinhos fazem sempre os encantos de todos.

Para comemorar o World Baking Day de 2014 vamos fazer um bolo no próximo Domingo, dia 18 de Maio?

As ideias doces estão por aqui e são todas válidas. Ovos, açúcar e farinha, uma receita e estamos prontos. Em Portugal, este dia tem o apoio da Vaqueiro, que dinamiza este movimento de união na cozinha. Foi na Academia dos Sabores da Vaqueiro que testamos uma mão cheia de receitas, umas mais simples outras mais complexas, para adoçar o World Baking Day deste ano.

World Baking Day

[imagens do workshop gentilmente cedidas pela Academia dos Sabores Vaqueiro]

Em boa companhia, calhou-me fazer tarteletes de amêndoa e leite condensado. Como publiquei há pouco a minha receita de tarte de amêndoa e limão, resolvi partilhar convosco uma fornada de queques com mirtilos que fiz no fim-de-semana.

A inclusão de frutos na massa é sempre uma boa opção. Cor e sabor ao alcance da mão. Aqui a escolha de colocar uma cobertura de chocolate branco faz destes queques uma receita de festa. Como os meus foram feitos para comer durante a semana com o café, polvilhei-os apenas com açúcar em pó. Mas fica a receita da cobertura para os mais gulosos.

No Domingo dia 18 de Maio tenham um feliz World Baking Day!

World Baking Day 2014 Queques de mirtilos, World Baking Day

6.3.14

Cheesecake de abacate com frutos silvestres

Cheesecake de abacate

O que escolhemos comer é fruto do nosso percurso pessoal, das influências culturais e do acesso, mais ou menos facilitado, que temos aos ingredientes, às técnicas e à comida em geral. Do meu mundo, dos meus gostos e do alcance da minha mão, o abacate pouco fez parte. Há uns anos tornei-me fã do sabor e da textura, o que não acontece com o resto da família. Sobrolho torcido, argumentos de "sabe a relva" e outros mimos acompanham qualquer tentativa de introduzir o abacate na nossa alimentação.

O que fazer quando uma caixa de abacates nos chega à cozinha? Foi a pergunta que fiz em jeito de pedido de socorro.

Respostas mil, tantas sugestões e tão inspiradoras que temi que os muitos abacates na caixa não fossem suficientes. Metodicamente, tenho experimentado variantes de batidos, dips, mousses e bolos. Para desespero de quem continua a não ser fã dos verdinhos e, volta e meia, se encontra com eles à mesa.

abacates Bolachas de frutos silvestres

Um dos primeiros usos que dei aos abacates foi este cheesecake. Especial por não ir ao forno e combinar de forma mais equilibrada queijo, natas e leite. Não deixa de ser uma sobremesa de celebrações, a que o contraste com o vermelho do molho dá um ar inequívoco de festa. Cá em casa é carinhosamente chamado cheesecake Hannibal, num imaginário partilhado mais... "alternativo".

Ainda sem ter conseguido converter os descrentes e calar os críticos, este é um cheesecake de abacate que não recebeu pontos negativos. São servidos?

Cheesecake de abacate Cheesecake de abacate

1.11.13

Pavlova de coco e ruibarbo e 6 anos de gourmets amadores

Pavlova

De mansinho instala-se a vontade. Sem razão para além da fútil ideia de imortalidade. Como registo, para guardar para sempre as memórias, as experiências, as emoções e aprisionar os sabores, os aromas e o prazer da mesa. Depois toma forma e instala-se no nosso quotidiano, como se fosse seu. Senta-se à mesa connosco, atrasa-nos os dias, prolonga as conversas. Faz-nos felizes. Existe para além desta existência digital sem corpo palpável. Talvez as palavras sejam demasiado simples para expressar o que de facto esta criatura representa. Manter um blog é quase um exercício de fé. É acreditar que ali se constroem pontes entre lugares distantes e se ganha a eternidade. Nem que seja apenas por uns minutos.

6 anos. Meia-dúzia. Juntem-se à festa. Sejam servidos. Um blog é apenas de quem o lê, das pessoas a quem chega, dos sorrisos que consegue provocar.

são rosas ruibarbo e laranja

Uma pavlova é sinónimo de mesas bonitas e própria de dias de festa. Inúmeras discussões sobre a origem da criação e nenhuma dúvida sobre a sua beleza. Resta-me combater o medo dos merengues achatados e seguir em frente. Trancas ao forno e a mais linda a repousar e arrefecer durante a noite. Acordo para a recompensa de um merengue alto. Temos sobremesa!

Doce, ácido, fofo e estaladiço. Cada colherada é um fogo de artifício na boca. Cheia de opostos, (com sorte) equilibrada, esta é a sobremesa do ano. Pecaminosa q.b. Perfeita para hoje. Afinal 6 anos não se fazem todos os dias.

Pavlova

20.10.13

Batido de banana e framboesa para um pequeno-almoço saboroso

Batido de banana e framboesa

Entre raios de sol tímidos e um céu a ameaçar chuva, a mesa está posta na cozinha. É assim todas as manhãs. Um privilégio sentado que não tem hora nem dia da semana. Com um olho aberto e outro fechado, num ritual que serve para ir acordando umas vezes mais devagar, outras mais rapidamente quando assim tem de ser.

Se há uma refeição mais importante que as outras é o pequeno-almoço. Tem de ser nutritiva, diversificada e completa. Tem de ser colorida e partilhada. Tem de ser saborosa.

Batido de banana e framboesa

Quando o Lidl me desafiou para partilhar um pequeno-almoço saboroso e saudável no âmbito da sua campanha frescura, fiquei a pensar nas bananas da Madeira e nas framboesas que iluminavam a cesta. E não consegui deixar de pensar nelas.

Este batido pode ser um pequeno-almoço rápido e nem por isso menos completo. Num dia guloso, excepcionalmente, fez companhia a uns irresistíveis croissants com doce de frutos vermelhos.

malmequeres
Batido de banana e framboesa

4.6.13

Peito de pato, compota de frutos do bosque e o Workshop Canderel Green

Workshop Canderel Green

Doce e salgado, o par eterno. O sal e o açúcar são responsáveis por dois dos cinco sabores básicos (doce, salgado, amargo, ácido e umami). Um dos segredos da cozinha é saber dosear em proporções equilibradas os diferentes sabores, os que são complementares e os que são contrastantes, e não ter medo de experimentar.

E, numa manhã de sol e calor, é este o desafio feito pelo chef Rodrigo Meneses no workshop Canderel Green, que teve lugar no Kiss The Cook. Vamos experimentando o doce da stévia, uma planta muito curiosa, enquanto falamos sobre a alternativa ao açúcar que este adoçante natural proporciona e o que se pode fazer ele.

Primeiro, uma sopa de kiwi e gengibre, a que umas raspas de limão acabado de ralar servem de chamamento. O exemplo último de que doce e ácido fazem boa companhia, aqui numa entrada fria a lembrar sobremesa. Para gáudio dos muitos gulosos de serviço.

Workshop Canderel Green

Depois, já na bancada e de facas afiadas, um prato de carne a que uma compota rápida se vem juntar como tempero. Para um almoço leve e colorido, uma receita de peito de pato servido sobre folhas de salada e nozes e uma compota de frutos do bosque que lhe dá toda a graça.

Doce, ácido, salgado. O pato, aqui cozinhado a 4 mãos e com muita conversa pelo meio, talvez tenha passado um pouco do ponto. A compota, essa, estava perfeita nas diferentes camadas de sabor e há-de ser repetida muitas vezes.

Workshop Canderel Green
Workshop Canderel Green

17.2.12

{More Than Cookies} Queques de laranja com groselhas e pistácios

GreenGate cupcake cups

Se eu quisesse escrever um ensaio sobre a beleza, não saberia por onde começar. Talvez com uma lista de coisas bonitas na mão, por lá pudesse encontrar um fio condutor. Pego no lápis e escrevo. Flores plantadas, um par de sapatos vermelhos, a luz do fim do dia, o Mar de Inverno, uma mão cheia de frutos vermelhos, os meus garfos antigos, fitas de seda, tachos de cobre, bolas e flores, riscas às cores. E um nunca mais acabar de desejos em forma de objectos, momentos e lugares. Não saberia escolher e não sei se quero.

Desisto do ensaio e contento-me apenas com a beleza. E uns queques.

queques de laranja com groselhas e pistácios

É de coisas bonitas que se faz a More Than Cookies, uma loja online (que também tem cookies) onde se podem encontrar as lindas forminhas da GreenGate (entre outras maravilhas) que recebem estes queques de laranja com groselhas e pistácios. Qual pedras preciosas nos mais bonitos receptáculos. Com lugar garantido na minha lista em torno da beleza. Um agradecimento especial à More Than Cookies pelo convite para ser 'Blog Convidado' e pelo envio destas deliciosas formas de cupcakes! Imagino que sem creme, devo chamar-lhes queques. Mas quem precisa de creme com uma cobertura destas?

A receita é baseada numa de Isadora Popovic, no seu Popina Book of Baking, para uns muffins com cranberries, laranja e pistácios que aqui aparecem com groselhas. Deliciosos!

queques de laranja com groselhas e pistácios

24.8.11

Friands ou financiers e um receita com mirtilos

friands // financiers

Tenho para comigo que há receitas que surgem para resolver problemas levantados por outras. Umas são pensadas sem comprometimentos, sem pressões. E depois há as outras que têm de se ver com os restos, o que sobra ou o que falta, o que é barato, o que precisa de ser gasto. É uma escolha entre a receita higiénica e o lixo. E não há nada que me tire mais do sério que o desperdício. Por isso sou fã de financiers. Ou friands como lhe queiram chamar. Tenho para comigo que se há receita que viu a luz por causa de claras e mais claras a amontoarem-se numa qualquer cozinha, esta foi uma delas. Nada que retire qualquer mérito aos autores ou aos bolinhos propriamente ditos.

A discussão sobre o nome é antiga. Financiers são também chamados Friands na terminologia anglo-saxónica. Alguns defendem que os bolinhos de inspiração francesa (financiers) são apenas feitos com amêndoa enquanto os friands podem levar outros ingredientes como coco ou nozes raladas. Nomes à parte fica a sugestão para quando as claras abundam.

Flores em Paris
friands // financiers

18.8.11

Figos e amoras em xarope de anis estrelado

Figos e amoras em xarope de anis estrelado

Um céu estrelado numa noite de Verão sem vento é o que mais próximo existe da ideia de férias perfeitas. As horas são escritas na palma da mão e escondidas nas páginas dos livros que se acumularam durante o ano à espera de serem lidos. As conversas intermináveis são postas em dia entre almoços e jantares de amigos e família, sem pressões, nem correrias. As rotinas estilhaçadas são esquecidas atrás dos dias compridos, envoltas numa mistura de preguiça e descanso merecido.

Não são tempos de pratos complicados ou receitas com muitos passos. Nada que a variedade de frutos e vegetais não compense. São cores e texturas que o tempo quente traz consigo e que fazem desta uma época ainda mais especial. Crescem morangos e amoras silvestres, pêssegos, ameixas e outros frutos de Verão. Comem-se às mãos cheias, entre lambidelas e sorrisos melados.

Morangos silvestres // Wild Strawberries

E depois há os figos. Não sei porque gosto tanto de figos. Pode ser que seja o doce. Ou as diferentes texturas da pele, das grainhas e do sumo. Ou talvez seja apenas a graça de um fruto que é quase tão bom seco como fresco. Diz-se destes terem sido a fruta favorita de Cleópatra. Dignos de uma imperatriz, os figos frescos não precisam de grande coisa para lembrarem o céu. Neste caso, estrelado e sem sombra de vento.

Figos e amoras em xarope de anis estrelado

15.6.11

My Blueberry Nights, uma padaria na Suécia e um bolo de limão e mirtilos

Bolo de limão e mirtilos // Blueberry Lemon Cake

Diz-se por aí que o amor é um lugar estranho. [Lost in Translation] Como o são as traduções que mudam a face e o nome dos filmes de uma vida ou só de uma noite de (quase) Verão. O Sabor do Amor é o título português de uma verdadeira história de amor que começa com uma fatia de tarte de mirtilos comida fora de horas na companhia de um (quase) desconhecido. My Blueberry Nights é um filme quase poético, um amor desenhado a doce sobre o prato e descoberto depois de um ano de viagem pela América que conduz apenas ao outro lado da rua. Se o argumento pode até ser meio lamechas, as imagens são de uma enorme beleza que é quase comovente. E como o amor é de facto um lugar estranho pode bem não ser uma tarte mas um bolo a provocar olhos brilhantes, sorrisos patetas e mais uma história lamechas.

As viagens levam-nos onde o coração deixa. O sítio a que chamamos casa pode ser ao virar da esquina ou do outro lado do mundo. De pouco importa quando aquilo que nos define lá está. Em pequenos gestos ou sob a forma de um bolo, de uma tarte ou de um pão. A Padaria da Ana é um desses lugares onde se encontram sentimentos e emoções envoltos em chocolate ou farinha e a sua localização na Suécia é uma mera característica da geografia, da que se mede em quilómetros e de uma outra feita de afectos. Este é o meu Bolo Especial para a Ana, feito de limão e mirtilos e comido num lugar chamado casa, partilhado com a cara-metade sob o olhar atento da gata. A felicidade é um lugar nada estranho.

Bolo de limão e mirtilos // Blueberry Lemon Cake

2.6.11

Panna cotta de limão e morangos para um fim de semana tranquilo

Panna cotta e morangos // Panna Cotta with Strawberries

Vamos ali e já voltamos. Queremos caminhar sem olhar para o relógio. Chegar, abancar, dizer olá aos gatos e aos cães. Abraços, sorrisos e o colo da mãe. Falar sem assunto, de tudo e de nada, do hoje e do amanhã, de futebol, da política e do tempo que faz. Ou de outra coisa qualquer. Puxar uma cadeira e conversar uma tarde inteira como se não houvesse amanhã. Rir das mesmas coisas de outras tardes como esta e gostar tanto (ou ainda mais), como sempre, como nunca. Um fim de semana sem trabalho a avizinhar-se não tem feito parte da realidade neste lado do paraíso. Faz tempo que um par de horas em flores tenha sido mais do que uma miragem. Se é dos justos o reino dos céus, ele que venha com colher e uma panna cotta de limão e morangos!

Morangos // Strawberries

Fico curiosa sempre que vejo uma receita diferente de panna cotta. Sabendo da minha perdição por esta sobremesa, a minha amiga Pipoka recomenda-me um potinho da sua panna cotta de iogurte e erva príncipe com manga. Não hesito. Colher após colher, fico a pensar que esta é uma opção bem interessante. Os puristas insistirão que não se trata realmente de uma panna cotta. Seja. Ou melhor, não seja. A minha versão é um pouco diferente e tem uma textura um pouco mais compacta. Se serve de compensação, esta é uma receita menos rica do que a tradicional.

Panna cotta e morangos // Panna Cotta with Strawberries