
Olho uma e outra vez o ecrã branco com o cursor a piscar. Tenho sempre um conselho na ponta da língua para quando alguém não sabe por onde começar. Na falta de melhor opinião, o início costuma ser um bom sítio. Comecemos então algures numa Primavera distante que não houve.
Os últimos meses têm sido pródigos em emoções, viagens e longas horas de trabalho. Entre os desafios de todos os dias, eis que surge algum que parece escapar da mão e nos deixa de coração apertado. O membro da família com quatro patas, dezasseis anos e apenas um olho ficou muito doente. Foram manhãs, tardes e noites a gerir o coração e a razão, com o primeiro a ganhar em todas as frentes.

Agora que o céu parece um pouco mais azul, relembro a primeira receita que publiquei aqui. Muffins de mirtilos e a aparição travessa de uma então ainda jovem fera. Porque parece certo na ordem incompreensível do universo, são queques que saem do forno para agradecer a quem dela cuidou nestes tempos difíceis, sempre com um sorriso e muita esperança.
Desta feita, a combinação clássica de chocolate branco e frutos vermelhos fez-se em bolinhos para pequenos-almoços ou lanches tardios. Devem ser consumidos com moderação por gulosos e deixados de lado por quem acha que chocolate de cor branca não o é de facto. Fazem-se num abrir e fechar de olhos e são (foram) devorados num ápice!














































