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3.3.16

Falafel de batata-doce com molho de iogurte

Falafel de Batata-doce

Na longa lista de receitas a experimentar, ideias mais ou menos vagas sobre um ingrediente ou uma técnica e pratos memoráveis a recriar têm estado há largos os falafel. Estes bolinhos pequenos e deliciosos são uma espécie de croquetes dourados, estaladiços por fora e macios por dentro que fazem parte da herança gastronómica do Médio-Oriente. Normalmente feitos com grão triturado e especiarias, são fritos e comidos como parte de uma refeição ou transformados em comida de rua, dentro de pães espalmados, com vegetais e hummus.

A versão fácil e saudável de falafel que faz parte da minha lista é a que invariavelmente peço quando em Londres entro numa Leon, a cadeia de fast food natural, que os serve com arroz integral, molho de iogurte e salada de couve. De colheres em riste e pronta a moldar falafel, eis que se faz o jantar (e o almoço do dia seguinte).

Falafel de Batata-doce Falafel de Batata-doce

A pensar nessa abordagem equilibrada e cheia de sabor, é a batata-doce que faz as vezes do grão o que resulta em bolinhos húmidos no interior com uma boa crosta, prontos em 15 minutos na Actifry. Para servi-los, um cuscuz simples com passas, beterraba assada e coentros e uma salada verde.

Esta quantidade de massa faz um número considerável de falafel mas vale a pena fazer a receita completa. Pode ser guardada no frigorífico por 24 horas e os bolinhos também são excelentes frios. A marmita com os restos do jantar fez um almoço feliz para o dia seguinte, com um pequeno boião de molho de iogurte à parte.

Falafel de Batata-doce

11.3.13

Ovos de codorniz com dukkah e flor de sal

Dukkah

We travel, some of us forever, to seek other states, other lives, other souls.
Anaïs Nin, O diário de Anaïs Nin, Vol. 7, 1966-1974

Vou ali. Quero conhecer o mundo. Viajar por entre os pingos da chuva e chegar a um lugar novo. Quero ir. Com o sol no rosto e a vontade de conhecer às costas. São as pessoas, os espaços, os cheiros e os sabores que melhor guardam a memória de dias felizes. Nos sempre viajantes procura-se a alma de quem calcorreou caminhos de pedra e se sentou a muitas mesas. É numa garfada ou num gole que se reencontra o nunca conhecido.

Ponho de parte os ingredientes. Cominhos e coentros em semente. O almofariz ali ao lado e uma frigideira a aquecer no fogão. Quando as especiarias caem no fundo quente é uma lufada de emoções, cortesia de um nariz habituado a aromas longínquos. Estou no Cairo ou num bazar do Médio Oriente. Viajo para longe da bancada da minha cozinha onde o mundo chegou. Depois junto as avelãs e as sementes de sésamo, até estas últimas começarem a crepitar. A seguir é só bater até obter uma espécie de serradura dos sonhos. Cartão de viagem para terras além mar, sem sair da cozinha.

ovos de codorniz Ovos de codorniz com dukkah // Dukkah Quail Eggs

Dukkah é o condimento de origem egípcia, usado em todo o Médio Oriente. É tradicionalmente servido com pão e azeite. Eu gosto de polvilhar ovos de codorniz cozidos e chamá-los party food.

A utilização de flor de sal é essencial porque ajusta os diferentes sabores, das especiarias e dos frutos secos, e dá ao condimento uma textura muito própria. Em Portugal temos excelente flor de sal mas é um produto ainda desconhecido em muitas cozinhas. Deve ser utilizada para finalizar pratos, como tempero e para molhos ou condimentos como este. Sou fã confessa da flor de sal da Casa do Sal da Figueira da Foz que é a que uso no dukkah.