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1.11.18

Tarte de maçã com crumble de parmesão (e 11 anos a publicar por aqui)

Tarte de maçã e parmesão

Dois dígitos compostos pelo mesmo número. 11. Capicua símbolo da sorte de contar onze anos a escrever sobre o melhor da mesa, em boa companhia e (quase) sempre de copo na mão. São horas e horas passadas a falar de comida, das cozinhas para a sala, apenas metade das passadas a sonhar com novas aventuras. Entre a curiosidade e o desejo fica um caminho feito de descobertas: novos sabores, novos aromas, novos gostos. Ou como diria Brillat-Savarin, a descoberta de um novo prato faz mais pela felicidade da humanidade do que a descoberta de uma estrela. Por muito que se ande de olhos no céu, cá em casa é à mesa que encontramos sempre o norte.

Em onze anos guarda-se o mundo em memórias que devem ser celebradas, sítios, momentos e pessoas cuja marca é indelével e cujo pólo agregador se encontra nestas páginas. E passados tantos dias, semanas e meses continuamos gourmets amadores, gente gulosa de histórias, caçadores de emoções servidas com talher, curiosos guiados pela fome de saber e pela perspectiva de haver sobremesa.

Outono 2018
Tarte de maçã e parmesão

Feita de bolacha, amêndoa e manteiga, tem nas maçãs texturas várias e guarnição. A extravagância está no parmesão que se faz crumble e no millet tufado porque é bonito. É também uma ode ao Outono à boleia de uma chávena de chá, partilhada com quem nos faz feliz.

Obrigada por estarem desse lado. Puxem uma cadeira e provem um pouco desta tarte. Juntem-se a nós porque a vida é infinitamente deliciosa. E que venham mais 11!

Outono 2018
Tarte de maçã e parmesão

5.4.16

Bolo mágico de maçã e um passatempo

Bolo mágico de maçã

Precisará o mundo de mais um bolo de maçã? Talvez não. A não ser que o mesmo seja bonito, se pareça com uma tarte e a forma de o confeccionar seja mágica. Nesse caso, queiram fazer uso das maçãs que ainda restam na fruteira, ligar o forno e tirar a mandolina do armário. Garanto que vai valer a pena.

Este é o bolo para enfrentar dias de chuva, tardes compridas e desejos de um doce saudável. Não leva açúcar refinado, é mais fruta que tudo o resto, faz um bolo pequeno e fica perfeito com iogurte grego. Já vos convenci?

Bolo mágico de maçã Bolo mágico de maçã

E porque uma fatia de bolo pede sempre uma bebida a acompanhar, hoje a aveia cumpre esse papel. É a panaceia para cafeína a mais quando a vontade nos pede uma chávena fumegante. As Bebidas de Cereais Nestlé fazem parte do meu imaginário por estarem sempre na mesa dos lanches lá de casa quando eu era miúda. Com o refrão "cevada, chicória e centeio" a tocar em repeat lá preparo mais um lanche para dois.

Fica o desafio de fazer esta receita em casa e escolher a bebida de cereais que melhor combina com este bolo. Tenho dois cabazes de Bebidas de Cereais Nestlé para dois leitores para que possam experimentar e decidir. Cada cabaz é composto por 9 embalagens e vem com as novidades: 2 frascos de Pensal Aveia + 2 frascos de Mokambo Intenso + 2 embalagens de Bolero Cremoso e os de sempre: + 1 frasco de Mokambo standard + 1 frasco de Pensal standard + 1 frasco de Bolero standard. O passatempo decorre até dia 11 de Abril e é só preencher o questionário no final desta publicação. Boa sorte!

Aveia, chicória e cevada (para beber)

8.4.13

{Na Rota dos Cafés} Trieste e strudel de maçãs e alperces

Trieste, strudel com maçãs e alperces

São viagens imaginárias, convites a partir para longe sem sair do lugar. Meto o nariz numa chávena de café e lá vou eu. Parto, tantas vezes sem destino, em busca do sabor perfeito na memória escondida de viagens passadas. Quero ir mesmo que a viagem dure apenas uma chávena de líquido quente e um dedo de creme. Mesmo que depois fique um vazio no sítio onde antes nada havia. É que quando se prova algo especial, é um caminho sem retorno.

Tenho saudades de sítios onde nunca estive e daqueles onde quase cheguei. Trieste, em Itália, é um deles. Há uns anos fiquei literalmente a um par de quilómetros e agora foi lá que "voltei", numa chávena de café Nespresso Limited Edition e numa fatia de strudel.

Trieste Nespresso

Vi-me de volta aquela Primavera em que uma passagem pela Eslovénia quase me levou até Trieste. Não aconteceu. Fiquei-me pelo Adriático que banha a costa e pelo azul a perder de vista. É por lá que passa desde sempre a Rota dos Cafés, quando o movimentado porto de Trieste recebia todo o café que abastecia Viena e o Império Austro-Húngaro.

Em Itália faz-se um espresso como em poucos sítios no mundo. A cultura do café está enraizada e é coisa séria para baristas e consumidores. Se alguém sabe tudo sobre o caffè espresso perfetto são os italianos. Na Rota dos Cafés, a homenagem a Itália é não apenas merecida como incontornável. Trieste é, a Norte, um exemplo da importância geográfica e cultural da Itália na história do café na Europa.

E o que é que acompanha um expresso? Fruto da proximidade com a Áustria e a Eslovénia, os bolos e doces locais reflectem um percurso onde se encontram tartes e tortas recheadas, como o strudel. Foi uma fatia com sabor a maçã e passas que veio fazer companhia à minha chávena de Trieste, na apresentação desta edição limitada da Nespresso.

{Dia 12 de Abril, entre as 16h00 e as 18h00, a Nespresso organiza um workshop de harmonização entre cafés, vinhos e sobremesas na 6ª edição do Peixe em Lisboa, com inscrição gratuita a todos os visitantes do Peixe em Lisboa}

Strudel de maçãs e alperces

Strudel é um bolo tradicional Vienense, normalmente recheado com maçã, muito popular em diversos países da Europa. Em Trieste, representa a convergência das culturas alemã, eslava e latina e, não sendo o típica sobremesa italiana, faz parte da tradição da cidade. Acompanha um café curto Trieste, que para mim é bebido "nero" mas que dizem os entendidos pode ser tomado cortado com leite. Nesse caso peça-se um "capo".

A minha receita de strudel é muito simples. Gosto de usar alperces secos e cranberries, que têm maior acidez, e maçãs Granny Smith, que mantêm a sua forma e têm um travo a verde que funciona bem com os restantes sabores. A massa pode ser feita em casa mas é trabalhosa. Pode ser substituída com muito bons resultados por massa philo. É servida polvilhada com açúcar em pó, simples ou acompanhada de gelado ou um crème anglaise .

De Trieste, parto para um novo destino na Rota dos Cafés: Nápoles. É lá que me espera um novo café e uma nova sobremesa, muito diferente desta. Qual será?

Strudel de maçãs e alperces
Strudel

22.10.12

Maçãs, figos e phisalis para uma tarte de Outono

Tarte de Outono

As minhas odes mais ou menos eufóricas ao Outono acontecem inevitavelmente a cada 12 meses e apresentam sintomas recorrentes de desejos de sopa, comida de tacho e de um bolo no forno. Acompanham as descidas da temperatura e a chegada das maçãs, abóboras e batata-doce às bancas do mercado. Dá-me para sonhar em tons de amarelo e castanho avermelhado e dar mais valor à réstia de sol perdida que marca o fim do dia.

Dou por mim a ferver água para o chá com mais frequência e a escolher receitas com as frutas da estação. As que enchem a fruteira e alegram a cozinha: maçãs, os últimos figos e uma mão cheia de phisalis para uma tarte de Outono.

Tarte de Outono (maçãs, figos e phisalis)

A propósito de um aniversário - duplo, que por cá não fazemos por menos - combinamos um encontro de família. À volta da mesa, evidentemente. Decido fazer uma tarte com frutas. Há uma chuva miudinha a bater nas janelas enquanto vou descascando a maçã. Na bancada, ao meu lado, fumega uma chávena de chá. Se algumas dúvidas subsistiam, hei-las que se desvanecem. Tenho a certeza que chegou mais um Outono.

Esta tarde fez-se sobremesa do nosso almoço de Domingo em que erguemos os copos e celebrámos outro ano de vida de mais dois membros da família.

Tarte de Outono (maçãs, figos e phisalis)

6.11.11

Assado de Domingo: Pato no forno com maçãs

Pato com maçãs // Roast Duck with Apples

Lentos e longínquos Domingos. Daqueles em que o relógio fica esquecido sobre um mesa qualquer e as rotinas se estilhaçam por completo. Domingos sem história e ainda assim memoráveis. Dos que são efémeros e raramente nos brindam com a sua existência. Dias em que os almoços se fazem devagar e sem grande atenção. Um olho aberto e outro fechado. A mente perdida por outras paragens. Maçãs, cebolas e o forno ligado. Com grande surpresa descobrimos no prato muitas estórias para contar.

Sem pressas.

Maçãs e cebolas // Apples & Onions

De quando em vez há uma refeição com carne cá em casa. Não acontece muitas vezes e resulta quase sempre de um empurrão alheio. Desta feita, o pato foi trazido pela minha mãe que com saudades de Paris me incitou a cozinhá-lo. Devia ter sido confitado. Talvez para a próxima. Fez-se com maçãs e um cheirinho a alecrim.

A carne de pato é muito rica. O seu teor de gordura é elevado e o sabor pronunciado. É importante incentivar a gordura a derreter por duas razões: para que a pele fique crocante e para aproveitar nas batatas o excesso e conseguir todo o sabor que daí advém. A minha opção por cebolas e maçãs passa por procurar combinar o seu doce e compensar essa "riqueza" toda. Resulta!

Pato com maçãs // Roast Duck with Apples