São viagens imaginárias, convites a partir para longe sem sair do lugar. Meto o nariz numa chávena de café e lá vou eu. Parto, tantas vezes sem destino, em busca do sabor perfeito na memória escondida de viagens passadas. Quero ir mesmo que a viagem dure apenas uma chávena de líquido quente e um dedo de creme. Mesmo que depois fique um vazio no sítio onde antes nada havia. É que quando se prova algo especial, é um caminho sem retorno.
Tenho saudades de sítios onde nunca estive e daqueles onde quase cheguei.
Trieste, em Itália, é um deles. Há uns anos fiquei literalmente a um par de quilómetros e agora foi lá que "voltei", numa chávena de café
Nespresso Limited Edition e numa fatia de
strudel.
Vi-me de volta aquela Primavera em que
uma passagem pela Eslovénia quase me levou até Trieste. Não aconteceu. Fiquei-me pelo Adriático que banha a costa e pelo azul a perder de vista. É por lá que passa desde sempre a Rota dos Cafés, quando o movimentado porto de Trieste recebia todo o café que abastecia Viena e o Império Austro-Húngaro.
Em Itália faz-se um
espresso como em poucos sítios no mundo. A cultura do café está enraizada e é coisa séria para baristas e consumidores. Se alguém sabe tudo sobre o
caffè espresso perfetto são os italianos. Na Rota dos Cafés, a homenagem a Itália é não apenas merecida como incontornável. Trieste é, a Norte, um exemplo da importância geográfica e cultural da Itália na história do café na Europa.
E o que é que acompanha um expresso? Fruto da proximidade com a Áustria e a Eslovénia, os bolos e doces locais reflectem um percurso onde se encontram tartes e tortas recheadas, como o
strudel. Foi uma fatia com sabor a maçã e passas que veio fazer companhia à minha chávena de Trieste, na apresentação desta edição limitada da Nespresso.
{Dia 12 de Abril, entre as 16h00 e as 18h00, a Nespresso organiza um workshop de harmonização entre cafés, vinhos e sobremesas na 6ª edição do Peixe em Lisboa, com inscrição gratuita a todos os visitantes do Peixe em Lisboa}
Strudel é um bolo tradicional Vienense, normalmente recheado com maçã, muito popular em diversos países da Europa. Em Trieste, representa a convergência das culturas alemã, eslava e latina e, não sendo o típica sobremesa italiana, faz parte da tradição da cidade. Acompanha um café curto
Trieste, que para mim é bebido "nero" mas que dizem os entendidos pode ser tomado cortado com leite. Nesse caso peça-se um "capo".
A minha receita de
strudel é muito simples. Gosto de usar alperces secos e
cranberries, que têm maior acidez, e maçãs
Granny Smith, que mantêm a sua forma e têm um travo a verde que funciona bem com os restantes sabores. A massa pode ser feita em casa mas é trabalhosa. Pode ser substituída com muito bons resultados por massa
philo. É servida polvilhada com açúcar em pó, simples ou acompanhada de gelado ou um
crème anglaise .
De Trieste, parto para um novo destino na Rota dos Cafés: Nápoles. É lá que me espera um novo café e uma nova sobremesa, muito diferente desta. Qual será?