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28.4.16

O bolo merengue de amêndoa da minha mãe

Bolo merengue de amêndoa (com molho de maracujá)

Celebram-se ideias, valores, instituições ou pessoas todos os dias. Confesso a minha falta de atenção para datas específicas para além dos aniversários. Esqueço-me ou só percebo à última da hora. É assim também a minha relação com o dia da mãe. Apesar dos quilómetros que nos separam, tenho a sorte de ter com a minha mãe uma relação diária, feita de insignificâncias e conversa sem importância, de partilha de um quotidiano que é nosso e que em cada dia repetimos como se fosse o primeiro.

E se todos os dias dou e recebo da minha mãe os mais preciosos presentes, sob a forma de tempo e atenção, nem sempre (ou quase nunca) é dia de bolo. Valha o pretexto do dia da mãe para eu me esquecer da diabetes dela e fazer vista grossa à fatia maior que acaba no seu prato. A receita hoje é da minha mãe e este é, definitivamente, um bolo para ocasiões especiais.

Bolo merengue de amêndoa (com molho de maracujá)

Pudesse um espírito criativo seguir receitas e o mundo seria menos interessante. A minha mãe não consegue fazer a mesma receita duas vezes. Alguma coisa há-de mudar, seja o aroma ou tempero, um dos ingredientes (ou todos), a forma ou o tamanho, o recheio ou a cobertura. Razões de sobra para a emoção estar garantida e não ser fácil registar a dita receita. Este bolo foi feito várias vezes, uma só com os seus 3 ingredientes, outra com "duas colheres de sopa de farinha autolevedante, porque cresce mais" (mãe dixit). Por mim continuo a preferir a versão simples (sem farinha) que para mais não tem glúten. Por ser feito apenas com claras, este bolo merengue de amêndoa é uma boa alternativa para aproveitar sobras de outras receitas. Nesse caso pode ser servido com natas batidas e frutos vermelhos ou ananás. Cá em casa usamos também uma coalhada de limão ou frutos tropicais para servir este bolo ou, caso se utilizem os ovos inteiros, ovos moles. Esta é (claro!) a opção preferida da minha mãe e a sua receita original (ou o mais próximo que se consegue). É também a versão mais doce e especial, a que faz a felicidade dos gulosos e amantes dos doces "conventuais".

Para a minha mãe, o mesmo que lhe desejo todos os dias, beijos, juízo e até amanhã. Porque o dia das mães é todos os dias! Não há é sempre bolo.

Bolo merengue de amêndoa (com molho de maracujá) Bolo merengue de amêndoa (com molho de maracujá)

30.5.13

Gelatina de frutos tropicais com maracujá

Gelatina de maracujá

Uma gelatina de frutos tropicais para reafirmar memórias de Verões passados. De colher em punho e gargalhadas repetidas até à exaustão a ver tremer a sobremesa. Aniversários. A minha primeira associação quando oiço a palavra gelatina. É o que dá fazer anos nas "férias grandes". As lembranças são de t-shirt e doces coloridos com fruta. Que a temperatura não permite outras roupagens e a idade também não.

Mas que é que a gelatina tem que a torna especial?

Tem a textura e a cor dos sonhos. É nutritiva e fácil de comer. E as opções de sabores são infindáveis. Razões de sobra para que os mais novos a adoptem como sua. Mas a gelatina pode ter também um lado mais adulto.

flores do campo Gelatina de maracujá

Os maracujás são fruta de gente crescida. São ácidos e têm sementes grandes. Encerram mistérios sob a pele enrugada e prometem sabores fortes. São também os meus favoritos. Quando os encontrei num cesto repleto de fruta na companhia de uma gelatina de frutos tropicais da Royal, já sabia o que fazer com eles.

Uma gelatina que é quase um pudim e se separa em camadas de cores e texturas diferentes. É uma versão adulta das minhas memórias de infância. Um compromisso com o gosto por sabores ácidos de quem cresceu mas que ainda se ri quando a gelatina treme.

Para esperar por um Verão que tarda em vir.

Maracujás + cesto de fruta Gelatina de maracujá