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1.6.16

Rolinhos de sapateira e milho

Rolinhos de sapateira e milho

Tudo começa com uma vontade de aligeirar as refeições, depois vem o desejo de as tornar mais coloridas e finalmente damos por nós a contar os dias para as férias. Com o calendário a mostrar ainda muitas semanas antes dos esperados dias de descanso, é na cozinha que a mudança é primeiro sentida.

Amarelo, roxo e verde em múltiplas sobreposições de diferentes tons. Pudesse usar-se a comida como pigmento e cada receita seria uma página cheia de cor. A pensar na frescura que apetece encontrar no prato surgem uns rolinhos de sapateira e milho, com um recheio delicado envolto em massa philo crocante.

Amores perfeitos Recheio de sapateira e milho

Os ingredientes que agora desafiam novas combinações podem ser encontrados frescos ou recorrer-se às versões em conserva que ainda estejam na despensa. Tradicionalmente fritos, estes rolinhos ficam perfeitos na Actifry e fazem um aperitivo fácil para uma festa ou uma refeição ligeira, acompanhados de pimenta da terra e uma salada verde.

Dicas importantes para os melhores resultados é que o recheio seja o mais seco possível, a massa seja manuseada rapidamente para não secar e os rolinhos sejam servidos de imediato. Depois é só comer!

Rolinhos de sapateira e milho Rolinhos de sapateira e milho

27.5.14

Panquecas de milho para um brunch de Domingo

Panquecas de milho

Ausentes entre alergias e um gato que não faz boa companhia a jarras floridas. São as flores que não posso ter em casa e estão perto do meu coração. Nada que não se resolva com o lavar dos olhos nos passeios pelo campo, que agora está no seu quase esplendor. Com o cebolinho todo florido, é boa ideia aproveitar também no prato as flores das ervas aromáticas.

As refeições leves fazem parte integrante do dia-a-dia cá de casa. Quer seja nos almoços de semana ou nas horas mais calmas do fim-de-semana, pratos coloridos e fáceis de fazer são sempre bem-vindos. Crepes e panquecas salgados são uma opção que arranca sorrisos mesmo em Domingos mais cinzentos. Servidas num brunch ou como almoço ligeiro, na companhia de uma salada, e estamos prontos para outras aventuras.

Panquecas de milho

A satisfação de colocar na mesa uma refeição feita a pensar na partilha da mesa com a família não tem obrigatoriamente de consumir horas a fio na cozinha. É esse o pressuposto do livro Paixão pela cozinha, que faz uma selecção das melhores receitas da Continente Magazine e as apresenta em forma de compilação.

É de lá que vem a receita de umas panquecas de milho deliciosas. Servidas com molho de iogurte e um chutney de pimento vermelho. A repetir muitas vezes.

Panquecas de milho Panquecas de milho

24.9.13

Milho grelhado com manteiga de malagueta e coentros

Milho com manteiga de malagueta

Para onde foram os dias e os meses, não sei. Diz o calendário que já estamos no Outono. Opinião contrária têm os corpos que se recusam a largar as sandálias e a deixar, sem luta, as rotinas dos dias ainda longos. Trago um par de maçarocas de milho do mercado. Estão em estação quando o sol vai alto e apetece chamar almoço a uma tigela de salada. Dizem-me que este ano as frutas e os legumes estão atrasados, que os tomates continuam doces, que as curgetes e as beringelas estão em pleno e que os figos estão para ficar. Sabendo que tudo muda num ápice, estou determinada a não mudar de estação.

Outono? Ainda não.

Ainda o Verão! Milho e manteiga de malagueta e coentros

Há pratos que ficam na memória e nunca são esquecidos. Muitas vezes são simples combinações de dois ou três ingredientes ou a inusitada junção de sabores e texturas. Outras vezes é apenas a vontade de voltar aos lugares onde os minutos passaram depressa demais e onde apetece voltar o mais rapidamente possível. Não voltámos (ainda) ao De Kas e a memória daquele almoço ficou connosco, colou-se à pele e recusa-se a desaparecer. Não nos esquecemos do milho grelhado que nos foi servido como entrada.

Neste final de Verão temos aproveitado o milho fresco do mercado e embarcado nas memórias de viagens passadas.

Milho com manteiga de malagueta
Milho com manteiga de malagueta

26.7.13

Salada de massa fria com milho, curgete e lulas e o Workshop Milaneza

Massas frias para o Verão

Os italianos chamam-lhe pasta. De muitas formas e feitios, sempre no centro do prato e das atenções. Por cá adoptamos a palavra massa e damos-lhe durante muito tempo importância relativa. Tem sido assim numa cozinha onde o lugar da massa é secundário. Mas mudam-se os gostos e os hábitos alimentares e eis que na mesa somos cada vez mais adeptos de massa. Integrais, com sabores, formatos e cores diferentes. Perfeitas para dias de Verão, as saladas de massa fria piscam-me o olho. Fixo-me nos novos Búzios integrais da Milaneza no lançamento Especial Saladas. Entre conversas, risos e uma bancada cheia de ingredientes é a massa que nos une. Vamos fazer saladas de massa fria!

Por mim, aceito o repto e vou aprendendo com quem sabe. Nada como um chef italiano a falar com paixão pelas massas e uma marca portuguesa com um caminho percorrido em 80 anos de História. Longe dos dias em que era difícil encontrar boas massas secas em Portugal, hoje as opções são quase intermináveis e podem ser saudáveis, divertidas e muito úteis para esta altura do ano em que as temperaturas sobem. É a mensagem que fica neste Workshop Milaneza com o chef Augusto Gemelli.

Massas frias para o Verão Massas frias para o Verão

E é assim, num dia quente em tons de azul com o rio ali ao lado, que o chef Gemelli mostra como cozer a massa para ficar al dente e como combinar ingredientes para obter texturas e sabores equilibrados. De novo as diferenças entre italianos e portugueses, entre pasta e massa. Medidas na História e na tradição de cada um dos povos, é tempo de encurtar distâncias e (re)pensar o papel das massas no cardápio.

Se o meu olhar se perdeu nos Búzios Integrais, nesta ocasião a minha barriga elegeu os Laços Bicolores. Culpa de uma salada colorida e repleta de sabor. Milho doce, curgetes marinadas, lulas crocantes. Para ligar afinidades e cores, um azeite de agrião fantástico. Na mesa em poucos minutos, é a minha salada de massa preferida por estes dias.

Massas frias para o Verão

Como num verdadeiro menu italiano, a salada de massa fria com milho, curgete e lulas é só o primeiro prato. Havemos de nos debater com uma outra salada, desta feita morna e onde os bonitos Búzios Integrais vêm acompanhados de creme de queijo Mascarpone, presunto estaladiço, tomate seco e rúcula. Uma combinação muito boa para dias mais frescos de um Verão como este.

Para terminar, uma sobremesa também com massa. Um Timballo de Aletria com passas, chocolate negro, fruta cristalizada, limão e laranja. Uma curiosa versão para um prato doce já que o Timballo é um prato italiano feito no forno com massa, arroz ou batata, a que se juntam outros ingredientes como carne ou peixe, legumes e frutas. Cortado à fatia e servido com molho de chocolate com um sabor forte a laranja é demasiado pesado para mim num dia de tanto calor. Mas fica a vontade de voltar a esta interessante receita do chef Gemelli lá mais para o Outono.

Massas frias para o Verão Massas frias para o Verão

4.1.13

Uma sopa de milho e camarão ou o elogio da esperança

Chowder

It's a new dawn, it's a new day, it's a new life... and I'm feeling good. É mais um ano que começa. Com sopa. Que as festas foram longas. Mesas fartas, sempre postas. Encontros e celebrações, a perder de vista. Horas esquecidas em volta do fogão e do forno. A tradição a tomar conta do menu. O de sempre, como nunca, com uma ou outra alteração. O conforto do conhecido, a partilha com a família. O Natal celebrado. A chegada do ano novo. O fim das festas. Dias normais.

Finalmente.

Apetece-me rumar para fora de pé. De barco, navegando por águas conhecidas. A pé, por caminhos nunca antes trilhados. O que nos trará o novo ano? Como folhas de chá no fundo de uma chávena. Quem se atreve a prever o futuro? Não eu e também não sei se quero. Dos desejos e das vontades, a esperança.

folhas no chão molhado

O elogio da esperança. Ficam desejos de saúde, paz e amor. Afinal, os únicos ingredientes essenciais para uma receita da vida de todos os dias bem sucedida. Das crises, da falta de confiança, do futuro negro fica apenas o inevitável. É que o pior de qualquer previsão é levar-nos a esperança de que o novo amanhecer, o novo dia (que Nina Simone canta) não seja uma nova vida. Melhor. Mais humana. Sempre com melhores intenções. Possa o vosso ano ser isso tudo.

A começar na mesa.

Esta é uma sopa para comer em dias frios. Preenche a minha necessidade de sabores diferentes dos que povoam a quadra que agora termina. Leite de coco, milho, camarão. Chamem-lhe chowder, sopa ou o que melhor vos parecer. Feliz Ano Novo!

Chowder