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31.12.18

Cocktail de camarão e feliz Ano Novo!

Cocktail de Camarão

Dos pratos que escrevem a sua história em mesas de outros países, há aqueles que não se contentam apenas por um ou dois e gostam de ter versões de um e outro lado do Atlântico. É o caso do cocktail de camarão, um clássico retro que nos leva de novo aos anos 80 do século passado e tem os seus antecedentes espalhados desde o porto de Boston Nos Estados Unidos da América até aos Pubs britânicos.

Por cá, cocktail de camarão faz parte do imaginário dos pais e dos avós e é, injustamente, descartada da mesa das gerações mais novas. Por ser sempre deslumbrante, é uma opção a considerar para jantares de festa e não podia ser mais simples e fácil de confeccionar.

Cocktail de Camarão

Para além da boa qualidade dos ingredientes utilizados, o molho é, talvez, o único segredo da receita. A salada crocante funciona como suporte para o camarão, tudo ligado pela cremosidade do molho. Chamado Marie Rose graças à sua cor bonita entre o rosa e o salmão, o molho que envolve o camarão confere-lhe sabor e textura e pode ter um rácio maior ou menor de maionese/ketchup.

Servido em taças bonitas de vidro, esta salada vestida de festa faz-se à mesa de celebrações e datas especiais. É a escolhida para dizer adeus ao ano velho e receber o ano novo de braços abertos, barriga feliz e coração cheio.

Bom Ano Novo!

Cocktail de Camarão
Cocktail de Camarão

22.2.18

Salada morna de batata-doce, tofu e kale (com molho chimichurri vermelho)

Salada quente de batata-doce e tofu (com molho chimichurri vermelho)

Luz sem fim e dias que começam a parecer Primavera. A última semana em Lisboa trouxe boas energias em forma de céu azul e flores a despontar. Promessa de uma estação mais esperançosa, as árvores mudam o seu perfil despido por um mais composto e nos canteiros surgem mil cores sob a forma de pétalas, maiores e mais pequenas. Da vontade de mudar também a cara do prato, abre-se a época das saladas mornas.

Gostar de provar novos ingredientes, receitas desconhecidas ou combinações pouco prováveis é sinónimo de curiosidade sem fim. A minha nunca se gasta e estou sempre pronta a explorar mundos nunca antes desbravados. E se cozinhar é ritual de todos os dias, sabendo o que leva o prato que nos chega à mesa, também não há qualquer problema em abrir a despensa e usar produtos já preparados desde que a qualidade seja boa. A última prova muito bem sucedida foi o molho chimichurri vermelho da Casa do Vale.

Salada quente de batata-doce e tofu (com molho chimichurri vermelho)
Salada quente de batata-doce e tofu (com molho chimichurri vermelho)

O molho chimichurri tem a sua história na América Latina com duas versões, verde e vermelha, sendo um acompanhamento comum das carnes grelhadas na Argentina e no Uruguai. Feito de salsa, orégãos, vinagre de vinho tinto e alho, a sua versão vermelha tem a adição de pimentos vermelhos assados ou tomate. Na versão maravilhosamente colorida da Casa do Vale há também o sabor único da pimenta rosa, que lhe dá igualmente textura.

O pretexto para um almoço vegetariano a dois veio das páginas de um livro bonito. Mighty Salads é a colectânea perfeita para os amantes de saladas e vai, claro, muito além das opções clássicas. Na receita escolhida (e muito alterada) é o tofu que oferece a proteína mas o papel principal pertence à batata-doce e à couve kale, com o arroz selvagem encarregue da textura. O segredo está no molho, que une todos os componentes, quando os misturamos no prato!

Salada quente de batata-doce e tofu (com molho chimichurri vermelho)

17.5.13

Pilaf de espargos e ervilhas com molho de iogurte e feta

Pilaf de espargos e ervilhas

Espargos, tingidos com azul ultramarino e uma cor rosada a escorrer das suas cabeças, finamente pontilhadas de lilás e azul, por meio de uma série de mudanças imperceptíveis nos seus pés brancos, ainda um pouco manchados pela terra do seu canteiro: uma beleza de arco-íris que não era deste mundo.

Marcel Proust, o amante de espargos.

Os últimos espargos são uma das despedidas mais difíceis. Voltam para o ano, eu sei. Até lá, ficam as lembranças das sopas, tartes e saladas que cruzaram a mesa da nossa cozinha nas últimas semanas. E as palavras sábias de quem compreende a nossa tristeza de os ver partir. Valha-nos que as favas e as ervilhas ainda se encontram. Que as alcachofras vieram para ficar. E que os mirtilos ainda agora chegaram.

Ervilhas frescas // Fresh Peas Molho de iogurte e queijo feta

Tenho a convicção que os espargos devem ser celebrados. Como Proust, parecem-me sempre meio etéreos. Como se viessem de longe. Como se a sua fosse uma existência de outro universo.

Não há nada como os primeiros espargos na banca do mercado a receber a nova estação e todos os outros vegetais e frutas que caracterizam a Primavera. Mas a sua vigência é curta. A única possibilidade é aproveitá-los até ao limite enquanto vão aparecendo, na companhia das favas e ervilhas frescas e dos cebolos novos.

Num pilaf rápido, cheio de sabor.

Espargos // Asparagus

19.5.11

Espargos e maionese de limão para um prato de peixe

Espargos // Asparagus

Diz-se por aí que verde é esperança. Esperança de dias melhores, de dias maiores, de maiores vontades e melhores momentos. Mais sentidos, mais pensados, mais vividos. Os dias que correm sem se deixarem apanhar, as horas que se esboroam e ficam feitas em nada. O tempo que não se compadece de nós. É a azáfama do fim do ano (lectivo) traduzida em semanas, umas a seguir às outras, em que não se pensa em mais nada. Concentradíssimos. E sem esperança. Não nos concedemos a fraqueza de pensar no que vem depois da tormenta, demasiado presos que estamos no momento. Como se não houvesse outro a seguir. E outro e mais outro. Medo de sonhar com as férias e perder a coragem de continuar sem vacilar. Viver apenas o que está ao alcance da mão. Se da esperança nem vislumbre, fica o verde como mensageiro.

Espargos. Não me lembro de gostar tanto. Estes são os últimos de um ano em que os houve de várias cores e de todos os tamanhos. Brancos, verdes, roxos. Todos à espera de uma companhia que os fizesse brilhar. Simplesmente sós ou como acompanhamento, neste caso de um linguado meunière, a par de uma maionese de limão.

Espargos e maionese de limão // Asparagus and Lemon Mayonnaise

Há uma relação próxima dos espargos com molhos cremosos e de sabor ligeiramente ácido. O envolvimento necessário para uma certa textura crocante a precisar de tempero. Maionese. Perdão, 'fazer maionese'. Duas palavras apenas. Entre elas e o comum dos mortais fica um frasco com um rótulo azul ou verde e o medo da coisa correr mal. Tenho para mim que é um medo infundado. Se pode correr mal? Pode. Mas em rigor é assim com o mais simples dos vinagretes. Maionese, portanto. Gosto da minha feita com azeite. Reconheço que é mais fácil de emulsionar quando se usa óleo. Como entre fazer só com óleo ou só com azeite fica uma infinidade de possibilidades, nada como encontrar um compromisso. É escolher o possível, começando com óleo e passando ao azeite assim que começar a engrossar. Se correr mal, há sempre o frasco...

Espargos e ovos // Asparagus & eggs

13.8.10

O que fazer com tomate?

tomates+manjericão


É o tempo dele. Eis que a pergunta vem em forma de cestas, caixas e caixotes repletos do precioso fruto. Sim, que os vermelhinhos (amarelos, verdes, rosados, às riscas) ou de outra cor qualquer são frutos. Não fosse o calor abrasador e este seria o melhor dos tempos, com refeições rápidas e coloridas e a cabeça perdida em policiais e manhãs à beira-mar. Mas voltemos ao tomate. Pensa-se em frascos de molho e chutneys mas possibilidades imensas acabam invariavelmente nos sempre requisitados pratos de salada, gaspacho ou tartes e clafoutis salgados. E na felicidade estampada no rosto de quem podia comer tomate a toda a hora e nunca se fartar.


comida de praia

Salada de tomate arco-íris com vinagrete de manjericão

para 4 pessoas, como acompanhamento

250g mistura tomates cereja, mini-chucha, mini-ananás, etc.
flor de sal
folhinhas de manjericão para decorar

para o vinagrete de manjericão
3 colheres sopa azeite extra-virgem
1 colher sopa vinagre vinho tinto
4-6 folhas de manjericão em juliana fininha

Coloque todos os ingredientes do molho num frasco com tampa hermética. Agite até emulsionar. Lave e parta os tomates ao meio. Tempere com flor de sal. Verta o molho sobre os tomates e decore com as folhinhas de manjericão. Sirva sobre triângulos de polenta grelhada, como acompanhamento de carne ou adicione queijo parmesão às lascas para uma alternativa vegetariana.


tomates+polenta

11.3.10

Uma salada de arroz [selvagem]

Wild Rice Salad

O arroz selvagem não é, na realidade, arroz. Eu acho sempre que a melhor maneira de dar estas notícias é ir directo ao assunto, sem preâmbulos nem introduções. Aquilo a que chamamos arroz selvagem é efectivamente a semente de uma planta da família das gramíneas, a que pertencem o trigo ou o arroz. Consome-se e comercializa-se já misturado com arroz, por a sua textura e sabor serem demasiado fortes a solo. Eu por mim confesso-me fã.

Salada de arroz selvagem com amendoins
Adaptado de Patricia Cornwell e Marlene Brown, Food to Die For - Secrets from Kay Scarpetta's Kitchen

4 doses, como acompanhamento

½ chávena arroz selvagem (cerca de 80g)
500 ml caldo de frango (ou de legumes)
1½ colheres sopa azeite
1 pimento verde grande, picado
½ chávena amendoins, picados grosseiramente
1 cebolinha verde, picada finamente

molho:
1½ colheres vinagre arroz (ou de cidra)
1 colher sopa azeite
½ colher sopa óleo de sésamo
½ dente alho, muito picadinho
sal e pimenta preta, moída na altura

alface para servir

Lave o arroz selvagem e coza no caldo até estar macio (siga as instruções do pacote quanto aos tempos de cozedura). Aqueça o azeite numa frigideira larga e aloure o pimento, 2-3 minutos. Adicione os amendoins e a cebolinha e mexa durante um par de minutos, até os amendoins começzrem a ficar dourados. Retire do lume. Adicione o arroz cozido e mexa para envolver.

Para o molho, use um frasco com tampa, coloque todos os ingredientes e agite até emulsionar. Tempere a salada e sirva sobre folhas de alface.

29.10.09

Macarons, avelãs e saudades

Hazelnut Macarons with Toffee

Tenho-me lembrado muito de Paris ultimamente. Qual patologia, a vontade vai-se adensando. Os sintomas são os usuais: tenho saudades de andar ao longo do Sena e do Boulevard Saint Michel, de entrar nas livrarias e invariavelmente sair com mais um livro sobre comida. Tenho muitas saudades dos meus bistrots favoritos, dos mercados e dos vendedores de rua. Até tenho saudades dos parisienses! Sonho com croissants estaladiços, pain au raisins et café au lait, chocolate quente e... macarons. O modo perfeito de me levar até Paris sem sair de casa é trazer Paris até mim, sob a forma de um colorido e saboroso macaron!

Os macarons remontam ao século XVIII e são feitos de claras de ovo, amêndoa ralada e açucar em pó. As delicadas bolachas são depois recheadas com creme ou ganache e servidas duas a duas formando uma sanduíche. A história recente é feita de chefs como Pierre Hermé ou (o meu preferido) Sadaharu Aoki e combinações de sabores rebuscadas e inusitadas. Fazer macarons tem estado na minha lista desde há algum tempo, mas por qualquer razão a ideia sempre se mostrou aterradora e de cada vez que passava os olhos pelas receitas marcadas da Tartelette o medo de fracassar aumentava. Até agora.

Hazelnut macarons & Paris

Macarons de avelãs com recheio Toffee

Ligeiramente adaptado de Claudia Fleming’s The Last Course: The Desserts of Gramercy Tavern e da receita da Helen de Pecan Pie Macarons

180 grs açucar em pó (icing sugar)
60 grs amêndoa ralada
55 grs avelã ralada
35 grs açucar granulado
3 claras (cerca de 90 grs), à temperatura ambiente

É importante usar claras de ovo "velhas". No dia antes de fazer os macarons, separe os ovos. Deixe as claras (tapadas) na bancada da cozinha durante 24h. Se planear deixar as claras 48h ou mais, mantenha-as no frigorífico.

Coloque o açucar em pó, a amêndoa e a avelã ralada (ou inteira) num processador (ou picadora) e moa até estar reduzido a um pó fino. Bata as claras em castelo. Lentamente adicione o açucar granulado e bata mais um pouco até conseguir um merengue brilhante e denso. Adicione um terço da mistura de amêndoa e avelã ao merengue e envolva cuidadosamente até os ingredientes estarem combinados. Acrescente a restante mistura de secos. Não trabalhe a massa demasiado, envolvendo apenas até obter um resultado homogéneo. [Conselho da Helen: Envolva com movimentos rápidos de ínicio para quebrar o merengue. Todo o processo não deve implicar mais de 50 "mexidelas". Teste uma pequena quantidade num prato: se o topo ficar plano por si só sem necessitar de uma espátula, a massa está pronta. Se se formar um pequeno pico, mexa mais um pouco a massa.]
Deite a massa num saco de pasteleiro com uma ponta lisa (ou use um saco plástico com uma ponta cortada). Disponha pequenas quantidades de massa (2.5 cm) em tapetes de silicone ou tabuleiros cobertos com papel vegetal.

Pré-aqueça o forno a 150ºC. Deixe os macarons descansar nos tabuleiros durante 30 minutos a 1h antes de levá-los ao forno. Coza os macaroons por 15-20 minutos (dependendo do seu tamanho). Remova o tabuleiro do forno e deixe arrefecer ligeiramente antes de retirar os bolos (se tiver dificuldade deite alguma água no tabuleiro por debaixo do tapete ou do papel vegetal e aguarde 2 minutos). Deixe arrefecer completamente antes de rechear.

Para o recheio:

50g manteiga com sal
125 grs açucar amarelo (ou light brown sugar)
125 grs golden syrup
125 ml natas
1/2 colher chá extracto baunilha

Combinme todos os ingredientes numa caçarola. ferva até engrossar (5 minutos), mexendo ocasionalmente. Deixe arrefecer antes de rechear os macarons.

Notas: Deixei as minhas claras 3 dias no frigorífico. Devia ter peneirado a amêndoa e a avelã para evitar os pedaços maiores e conseguir macarons menos "rústicos" e mais lisos. Infelizmente não o fiz e os topos ficaram irregulares, o que não alterou o resultado final em termos de sabor ou textura. Deixei os macarons descansar nos tabuleiros durante 30 minutos a 1h antes de levá-los ao forno e acho que fez toda a diferença: a segunda fornada ficou melhor que a primeira. Usei tapetes de silicone e papel vegetal e ambos permitiram descolar os bolos com uma espátula sem problemas. O molho toffee que sobrar mantém-se refrigerado e é perfeito com gelado.

Este foi o tema proposto pela Ami S como desafio de Outubro dos Daring Bakers.

7.10.09

Tomate aos molhos...

Tomato Sauce

E em molho! São os primeiros dias de chuva de um Outono que tardava em chegar. Ainda tenho a fartura de frutos e vegetais que caracteriza os dias mais risonhos a povoar os cestos e as prateleiras, e os projectos de compotas e chutneys em pleno working process... Há qualquer coisa de previsível na minha cozinha, que fluí com o ritmo das estações e dos ingredientes. Nada de estranhar que há um ano atrás, quase neste exacto dia, a receita publicada aqui fosse dedicada aos tomates. Para não variar e porque em breve não haverá mais tomates crescidos em dias solarengos, nada como armazenar em molho para o Inverno uma ou outra pitada de Verão.

Molho de tomate com vinho tinto
Adaptado de Donna Hay, Cozinha Rápida - para saborear devagar

1,5 Kg tomates maduros (6-8 grandes)
1 colher sopa azeite
1 dente alho, picado finamente
2 cebolas, picadas
125 ml (1/2 chávena) vinho tinto
2 colheres sopa oregãos e manjericão
sal e pimenta preta moída na altura

Para pelar o tomate mergulhe cada um durante alguns segundos em água a ferver. Escorra e retire a pele. Pique o tomate grosseiramente para uma tigela, reservando também o líquido que possa escorrer.

Num tacho largo, aqueça o azeite com o alho e junte as cebolas. Deixe alourar até a cebola estar macia (2-3 minutos). Junte o tomate, o vinho e as ervas aromáticas. Deixe ferver por 20 minutos ou até o molho ter engrossado e apurado. Tempere com sal e pimenta.

Coloque ainda quente em frascos esterilizados, feche e deixe arrefecer invertidos (para criar vácuo). Guarde no frigorífico ou congele em doses individuais.

15.12.08

Pesto de Rúcula e uma Sopa de Feijão Branco

Rocket Pesto

Participo num ou noutro evento, como o Hay Hay it's Donna Hay ou os Daring Bakers. Gosto especialmente do Hay Hay it's Donna Hay por causa da dita senhora. E dos temas, e das receitas, e das fotografias. E sobretudo porque gosto de algumas pessoas. A Joey do fantástico 80 Breakfasts escolheu Pesto como tema e eu fiquei contente por ser fácil e versátil. Por coincidência, há precisamente um ano andava eu às voltas com um Pesto de Hortelã e Nozes, depois de ter feito um de Amêndoa e Coentros. E agora o que havia de ser? Rúcula! Embora a rúcula não seja muito usual nesta receita, é provavelmente o meu vegetal preferido para fazer pesto.

Rocket Pesto

Pesto Rústico de Rúcula*
Ligeiramente adaptado de Donna Hay Magazine, issue 35, p. 104

1 chávena rúcula, picada grosseiramente
2 colheres sopa pinhões, tostados na frigideira e picados
1 dente alho, (bem) esmagado
1/4 chávena Parmesão ralado grosseiramente
Flor de sal e pimenta preta acabada de moer
3/4 chávena azeite (Uso virgem extra com um sabor pouco vincado para esta receita)

Coloque todos os ingredientes numa tigela e mexa para combiná-los. Faz uma chávena (250 ml).

White Bean Soup with Rocket Pesto

Sopa de Feijão Branco
Adaptado de Donna Hay Magazine, issue 33, p. 104

2 colheres sopa azeite
1 cebola, picada finamente
1 talo aipo, fatiado
2 dentes alho, esmagados
450 grs feijão branco, re-hidratados
4 chávenas (1 litro) caldo frango (ou de vegetais)
sal e pimenta

O feijão seco deve ser colocado em água pelo menos 4 horas ou ficar de um dia para o outro. São necessários cerca de 175 grs de feijão seco.


Aqueça uma panela grande em lume médio. Deite o azeite, a cebola, o alho e o aipo e aloure 2-3 minutes, até os vegetais ficarem translúcidos. Adicione o feijão e o caldo e deixe ferver, mexendo ocasionalmente para que o feijão não se pegue ao fundo. Reduza o lume, tape e deixe cozer 1 hora ou até o feijão estar macio. Mexa de vez em quando durante a cozedura.

Bata a sopa com a varinha mágica ou num processador até a textura ser uniforme e aveludada. Tempere. Leve de novo ao lume até engrossar e atingir a consistência desejada. Serve 4 pessoas.

Sirva a sopa em tigelas com uma ou duas colheradas de pesto de rúcula.

* A receita original é servida com chouriço.

23.10.08

A minha cerveja favorita

Barley Salad

Eu não sou grande fã de cerveja. Para dizer a verdade, passa-me completamente ao lado o amor de certas pessoas por semelhante bebida. Se não pela ocasional Guinness Stout, eu viveria feliz da vida se a cerveja não existisse... Acontece que recentemente descobri que ADORO cevada. Desde que experimentei pela primeira vez na Eslovénia e depois quando fiz minestrone, fiquei viciada neste simplíssimo cereal. Esta salada faz-se num piscar de olhos se a cevada já estiver cozida - o que pode ser feito em maiores quantidades e guardado no frigorífico - e a abóbora assada (regada com azeite e uma folha de louro) - o que também é mais fácil fazer em quantidade superior a uma chávena e com antecedência.

Salada de Cevada com Espinafres e Feta

Para 2

1 chávena cevada, cozida
1 chávena abóbora assada, aos pedaços
2 chávenas espinafres frescos
1 colher sopa azeite
pitada de noz moscada
1/2 chávena queijo feta, esfarelado
1 ovo cozido, aos quartos

Numa frigideira, aqueça o azeite sobre lume médio. Adicione os espinafres e aloure por 2-3 minutos ou até estarem macios. Tempere com a noz moscada ralada na altura e uma pitada de sal.

Molho

2 colheres sopa sumo limão
pitada de sal
pimenta preta, a gosto
3 colheres chá azeite extra virgem

Numa tigela de servir, misture o sumo de limão, salt e pimenta. Gradualmente, adicione o azeite, batendo até emulsionar. Adicione a cevada e os restantes ingredientes (excepto o ovo) e agite para misturar o molho. Acrescente os quartos de ovo cozido e pimenta extra se necessário. Sirva.

Barley Salad

9.10.08

Tomate Slow Mood

Tomatoes

A saga continua. O que é que se faz quando à nossa porta chegam cestos cheios de tomate? Bem, em primeiro lugar, diz-se 'Obrigada' - parte importante, porque é o que se faz qundo nos oferecem um presente. Agradece-se. Excepto se a cabeça (de alho chocho) já se perdeu em pensamentos longínquos de receitas e outras possibilidades. A visão de doces, sumarentos e delicosos tomates, para não falar num zilião de possibilidades em tons de vermelho vibrante, deixaram-me sem reacção. Ouvi depois que a tua cara de felicidade disse tudo!! É caso para dizer que eu não tenho segredos no que toca a comida!

Tomates assados lentamente são deliciosos por si só, em saladas, numa tarte ou com pasta, servem para fazer molhos ou sopa. Por mim, perco-me pelo molho de tomate feito no minuto (e num minuto!), reduzindo os tomates e os alhos assados (sem casca) a puré com umas quantas folhas de manjericão fresco. YAM!

Roasted Tomatoes

Tomates assados em forno lento

12-14 tomates médio-grandes, aos quartos
6-8 dentes alho, com pele
1/4 chávena azeite (cerca de 60ml)
1 colher sopa açucar
umas gotas vinagre balsâmico
sal e pimenta
pitada manjericão seco (opcional)

Aqueça o forno a 150ºC. Coloque os tomates e os dentes de alho num tabuleiro forrado com papel vegetal. Regue com o azeite e vinagre balsâmico. Tempere com sal e pimenta. Polvilhe com o açucar e o manjericão seco. Asse por 50-60 minutos ou até os tomates estarem secos. Retire a pele dos alhos e esmague. Use com os tomates.

Guarde no frigirífico com azeite extra, se necessário. Use antes de uma semana.

Roasted Tomatoes

30.1.08

Salada Dois Hemisférios





O Rei da quinzena é o Rei Calor. Cozinhar para dias de muito calor é coisa que por agora me parece ainda uma miragem, apesar dos dias de quase primavera que tem feito por aqui. Resolvi fazer uma salada que faço durante todo o ano e que pode ser servida quente ou fria, alterando apenas o molho.

Salada de Batatas e Espinafres com Atum

2 Pessoas

2 ovos cozidos (usei 8 ovos de codorniz*)
8 batatas novas pequenas
100 grs espinafres frescos
1 bife atum (200 grs) ou duas latas de atum em azeite escorrido
1 colher sopa alcaparras, escorridas
2 colheres azeitonas verdes (desta vez na tinha)
2 colheres azeite
sal e pimenta preta moída na altura

Uma hora antes, marina-se o atum no azeite e tempera-se com um pouco de pimenta. Reserva-se. Escaldam-se os espinafres brevemente em água a ferver temperada com sal. Retiram-se os espinafres ao fim de 2 minutos e aproveita-se a água para cozer os ovos e as batatas (cada uma com um corte transversal) durante 8-10 minutos. Grelha-se o atum numa frigideira anti-aderente, cerca de 2-3 minutos em cada lado. Combina-se as batatas e os espinafres escorridos numa tigela de ir à mesa. Fatia-se o atum, junta-se com as alcaparras na mesma tigela. Mistura-se tudo com cuidado para não desmanchar as batatas ou o atum. Adiciona-se os ovos aos quartos.

* Os ovos de codorniz devem ser cozidos à parte pois largam uma areiazinha.

Esta salada pode servir-se quente ou colocar-se no frio durante 45 minutos. Acompanha-se com o molho da estação.

Molho Salada Quente

3 colheres sopa azeite
1 colher sopa limão
1/2 colher chá mostarda de Dijon
1 colher sopa tomilho fresco (sem os pauzinhos)

Bate-se o azeite com o limão até emulsionar, junta-se a mostarda e o tomilho e deita-se sobre a salada. Serve-se de imediato.

Molho Salada Fria

1 gema de ovo
1 colher sopa limão
1/2 colher chá sal
50 grs manteiga sem sal

Num processador (ou num shaker), bate-se a gema com o limão e o sal até emulsionar. Derrete-se a manteiga até ferver (mas sem queimar - é necessário que a temperatura seja elevada para espessar o molho e cozer a gema). Junta-se ao preparado anterior e bate-se de novo. Serve-se à parte. Este molho deve ser mantido refrigerado antes de usar.

11.12.07

Pesto, presto!



English Version

O meu molho favorito para massa é o pesto (que significa literalmente 'pasta'): pode pôr-se qualquer coisa lá para dentro que resulta sempre bem. E foi o que fiz, com a combinação hortelã / noz a ficar perfeita, os ingredientes a misturarem-se sem problemas e um resultado final muito saboroso, sem ser demasiado forte (como cheguei a temer quando esmaguei a hortelã e o cheiro era MESMO forte!).
Este pesto fica muito bem com massa, mas também é fantástico com frango grelhado ou queijo gratinado, como por exemplo o ricotta.

Pesto de Hortelã

50 grs folhas de hortelã (escolhidas e picadas)
1/2 dente alho
4 colheres sopa nozes (torradas)
50 ml azeite (grau de acidez baixo)
1/2 chávena parmesão ralado

Colocam-se as nozes com umas gotas de azeite numa frigideira, agita-se durante 2 minutos para torrar e aquecer. Pica-se o alho, junta-se uma pitada de sal e a hortelã num almofariz e bate-se até formar um puré. Passa-se para uma tigela. Batem-se as nozes e junta-se à hortelã. Acrescenta-se metade do queijo, algum azeite e mexe-se. Tempera-se a gosto. Adiciona-se parte do parmesão restante e azeite. Continua-se este procedimento até atingir a consistência e o tempero pretendidos.

7.12.07

Almoço de Salmão



Os almoços de semana são normalmente zen e muitas vezes compostos por peixe grelhado sem qualquer história. Este não foge à regra: salmão grelhado com puré de batata e puré de couves - de reter talvez o molho com 2 parte vinagre balsâmico + 1 parte sumo laranja + 4 partes azeite (para dois, fiz com colheres de chá).

Adenda às couves: aloura-se uma cebola pequena picada e 2 dentes de alho com duas colheres de azeite, juntam-se as couves também picadas e deixa-se tomar o gosto em lume fraco. Rectifica-se o tempero e leva-se ao liquidificador. Fica bastante bom se no ínicio do processo se adicionar ao refogado uns cubinhos de bacon ou presunto e depois misturar no final um punhado de nozes picadas. Desta vez fiz simples para acompanhar o peixe, mas com o bacon e as nozes é especial.



A Matilde não aprecia salmão, é mesmo só pela curiosidade!

3.12.07

11 minutos, 36 segundos e um Prato de Massa



As minhas refeições rápidas quando aparecem convidados não anunciados para o almoço - vulgo, o Provador - acabam normalmente num prato de massa. E quando há um bom pesto e parmesão, a coisa faz-se sem problemas. Adoro pesto, seja o tradicional de manjericão ou qualquer outra versão com rúcula, hortelã ou até mesmo salsa.

Demorou apenas 10 minutos para que o almoço ficasse pronto. Esparguete cozida com sal e azeite, ervilhas, duas colheradas de Pesto de Coentros e Amêndoas, servido com parmesão e tomates às metades.


Pesto de Coentros e Amêndoas*

50 grs folhas de coentros (escolhidas e picadas)
1/2 dente alho
4 colheres sopa amêndoas (torradas)
50 ml azeite (de boa qualidade)
1/2 chávena parmesão ralado

Colocam-se as amêndoas com umas gotas de azeite numa frigideira, agita-se durante 2 minutos para torrar e aquecer. Pica-se o alho, junta-se uma pitada de sal e coentros e bate-se até formar um puré. Pode utilizar-se um robot ou um almofariz - que é o que prefiro. Retira-se para uma tigela. Batem-se as amêndoas e junta-se aos coentros. Acrescenta-se metade do queijo, algum azeite e mexe-se. Tempera-se a gosto. Adiciona-se parte do parmesão restante e azeite. Continua-se este procedimento até atingir a consistência e o tempero pretendidos.

*As quantidades são indicativas, devem ajustar-se conforme necessário.

13.11.07

Almoço de Atum



Bife de atum grelhado, temperado depois de cozinhado com sal e pimenta. Arroz selvagem cozido em água com sal e 2 gotinhas de azeite. Salada dos saquinhos milagrosos. O molho é a única coisa a registar.

Molho escuro

2 colheres de chá de dark brown sugar
2 colheres sobremesa molho de soja (escuro)
1 colher sobremesa sumo de lima
2 colheres de chá de azeite (de boa qualidade)