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30.3.18

Coroa de Páscoa (com citrinos e amêndoa)

Páscoa, um bolo e uma caça aos ovos

Começar de novo é o espírito destes dias. Renascer. A Páscoa faz-se de desejos de uma nova vida, do início de um tempo em que a natureza se reinventa e da promessa de oportunidades novinhas em folha para quem as quiser apanhar. Da festa religiosa ganha-se a narrativa, do coração recebe-se a esperança de um novo futuro.

Entre ovos, coelhinhos, amêndoas e chocolate, as referências da época parecem ensombrar outras tradições. Não vale esquecer os folares, as tranças e os (meus favoritos) bolos fintos. Se quiserem, há ainda as verdadeiras coroas trabalhadas de maneira a arrancar ainda mais sorrisos. Nada que desmoralize a receita de hoje, que não recebe lições de beleza ou sabor de nenhuma outra.

Páscoa, um bolo e uma caça aos ovos
Páscoa, um bolo e uma caça aos ovos
Páscoa, um bolo e uma caça aos ovos

A bem da verdade trata-se de um bolo. Lêvedo. Sem buraco. Chamar-lhe coroa é fazer uso abusivo da semântica. E contudo ao olhar para o seu ar altivo, encimada com amêndoas laminadas e coroada por um círculo perfeito de claras e açúcar, a cheirar a limão e laranja, nada parece mais ajustado. Havemos de cortar fatias grossas e barrá-las com lemon curd enquanto bebemos café. Desejamos que a vossa mesa seja da celebração do recomeço. Um que vos faça falta.

Boa Páscoa!

Páscoa, um bolo e uma caça aos ovos

3.4.15

Coroa entrançada de Páscoa

Coroa de Páscoa

Começar de novo. É o espírito do tempo presente, a mensagem repetida nas palavras que fazem esta época festiva. Numa celebração do que está para vir, a Páscoa representa sempre um recomeço. Uma espécie de nova oportunidade, sem passivo nem fardos para carregar. Na oferta dos ovos como metáfora de uma vida nova mora uma renovação de votos que estravasa o contexto religioso, se alinha no calendário à boleia da nova estação e coincide com as árvores a florescer e os campos cheios de verde.

Cá por casa encontramos na Páscoa um pretexto para nos juntarmos à volta da mesa em família. Das tradições que tornam o borrego o rei do almoço fazem também parte os pães doces, simples ou com especiarias, as tartes de amêndoa e os inevitáveis bolos fintos a cheirar a erva-doce.

Coroa de Páscoa Coroa de Páscoa

Este ano há-de ser uma coroa entrançada a dominar a mesa. Das mãos que por aqui se ocupam das massas lêvedas sai esta beleza doce, recheada de passas e amêndoa picada. O desafio de enrolar, cortar e entrançar a massa parece maior do que na realidade é. O resultado final é garantia de muitos sorrisos dividos e de uma família feliz.

Boa Páscoa!

Árvores em flor

17.4.14

{Para a mesa de Páscoa} Pão de especiarias, passas e avelãs

Pão de especiarias, passas e avelãs

As mãos que aparecem nestas (e noutras) fotografias, e que são presença frequente por aqui, fazem mais do que segurar pratos e travessas. Hoje estas mãos amassam um pão e escrevem a receita. Na primeira pessoa, O Provador vem partilhar a última das suas paixões: fazer pão. Porque é Páscoa, resta-me desejar-vos a todos uma festa feliz e passar a palavra.

Este é um pão inspirado na tradição dos folares e bolos de Páscoa feitos à base de massas levedadas e enriquecidas com açúcar, ovos e manteiga. Neste caso, os sabores são intensificados com uma mistura de especiarias, passas e avelãs levemente trituradas.

Pão de especiarias, passas e avelãs Pão de especiarias, passas e avelãs

A opção por adicionar frutos secos e especiarias e entrançar a massa faz com que este seja claramente um pão de festa, perfeito para uma celebração de família como a Páscoa. Se se escolher utilizar uma forma para cozer o pão, as suas fatias são muito boas ligeiramente torradas.

Sirva ao pequeno-almoço ou ao lanche, simples, barrado com manteiga ou com compotas de fruta. Acompanhe com chá ou café.

Pão de especiarias, passas e avelãs

5.4.12

Bolos fintos para uma Páscoa feliz

Bolos fintos

São as tradições que traçam as linhas entre as quais construímos o nosso mundo. Aquele que parece mais certo que os outros. O que para nós faz mais sentido é afinal aquilo que conhecemos e que sempre lá esteve. Pelo menos, desde que nos lembramos.

Em minha casa, a Páscoa sempre se fez com o borrego à mesa num ensopado que, confesso, não é das minhas comidas preferidas. É nos bolos, desde o folar, às padinhas passando pelos bolos fintos e terminando nas queijadas, que a minha memória se instalou. Se ainda não foi desta que me aventurei com as queijadas, resolvi que os bolos fintos não passavam deste ano. Parti de uma receita de Maria Noémia de Torres Vaz Freire, no seu livro de memórias e receitas Sabores de dias felizes, que usava 15 Kg de farinha e não tinha indicação de quantidade de água utilizada na calda ou de quanta erva-doce usar. A minha versão da receita é uma tentativa de preencher esses espaços e poderia, eventualmente, ter um sabor mais forte. Da próxima vez hei-de aumentar a quantidade de especiarias. Por agora, ficam os votos de uma Páscoa feliz!!

Bolos fintos