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14.8.15

Salada de tomate, pêssego e morangos e uma tarte

Salada de tomate, pêssego e mornagos

Como se nunca fosse acabar, o Verão continua a pintar as bancas do mercado, a encher a bancada da cozinha e a aparecer no nosso prato em tons de vermelho e laranja, ensolarado e quente, num pleno de alegria e exuberante manifestação de boa disposição. Pudesse eu e guardava cada bocadinho desta estação para dias menos fertéis, para temperaturas menos amenas. Entre planos de refeições simples e leituras postas em dia, é fácil confiar nos frutos e vegetais que, por si e quase sem transformação, se compõem em pratos vegetarianos que o mais intrépido carnívoro não consegue recusar.

Da improvável combinação de frutas, uma salada sem doce (para além do da fruta) e o contraste do azeite de sabor vincado a colocar as notas certas no acompanhamento de uma tarte de curegete e cebola roxa, cujo segredo fica guardado na massa de espelta.

Tarte de curgete e cebola roxa (massa de espelta) Azeite Quinta do Crasto Tarte de curgete e cebola roxa (massa de espelta)

Do olival ao prato vai um longo caminho onde o trabalho desenvolvido se traduz em azeites de aroma e sabor muito diversos. Como tantas vezes acontece, oliveiras e videiras coexistem no mesmo ecossistema, o que faz com que azeite e vinho andem a par, como na lindíssima Quinta do Crasto no Douro. Tão interessante como explorar o mundo infinito dos vinhos, o azeite oferece igualmente um território propício à prova e à descoberta de diferentes produtos e a sua utilização em pratos distintos.

Para esta salada inusitada, a escolha do azeite Quinta do Crasto Selection, muito aromático e ligeiramente picante, resultado das variedades de azeitona utilizadas, Cobrançosa e Madural, e das características únicas do lugar onde as oliveiras crescem e florescem. A recomendação é que a escolha se faça por um azeite com personalidade e onde o picante se encontre para reforçar nesta salada de fruta a sua faceta salgada e de acompanhamento da tarte de curgete e cebola roxa onde o sabor da espelta traz notas de frutos secos.

Azeite Quinta do Crasto Tarte de curgete e cebola roxa (massa de espelta)

27.8.14

Sangria branca de pêssegos e mirtilos

Sangria branca de pêssegos e mirtilos

Anunciado um fim de Verão quase por começar, de manhãs cinzentas e tardes às caretas, pouco pode servir de consolo para umas férias demasiado curtas. A promessa de que depois da tempestade alguma bonança há-de vir esboça laivos de esperança num calendário de trabalho que se pode tornar mais clemente lá para o Inverno. Ainda assim e sem vontade de dias mais frios, resiste a vontade de bebidas frescas e cheias de cor.

Uma sangria branca é um contra senso nos termos. À falta de melhor nome, fica uma combinação de pêssegos, mirtilos e hortelã.

pêssegos Sangria branca de pêssegos e mirtilos

A discussão sobre que vinho usar numa bebida deste tipo é interminável. Entre os que se arrepiam ao ver misturar vinho com gelo e gasosa e os que alegremente bebem qualquer coisa, as opiniões dividem-se. Por mim, recuso-me a beber mau vinho, mesmo que seja em sangria. E convenhamos que presentemente não há nenhuma dificuldade em encontrar vinhos de baixo preço que são muito bem feitos. Para esta receita, usei um Castelo do Sulco branco 2013 de um produtor de que gosto bastante. As frutas da estação e um molho de hortelã foram o mote perfeito para uma bebida que se pode comer à colher.

Para brindar a um Verão que ainda há-de ser.

Castelo do Sulco 2013

30.7.14

Bolo húmido de chocolate e pêssegos

Pudim de chocolate e pêssegos

No consolo de rotinas que fazem dias de trabalho preenchidos e atarefados abrem-se pequenas clareiras de felicidade. Momentos de celebração do que o tempo quente traz de melhor. Dias longos e muita luz. Frutos doces e sumarentos, de todas as cores e feitios. Há-de haver razões de sobra para lembrar com saudade os dias de férias já passados mas não estou para aí virada. Uma travessa repleta de pêssegos e ameixas tem um efeito apaziguador e é panaceia para longas horas de escrita. É também a desculpa ideal para pensar na sobremesa ou no lanche.

Chocolate, pêssegos, amêndoas torradas e hortelã. Em forma de bolo húmido, a acompanhar um chá de menta fresca e limão acabado de fazer.

Pudim de chocolate e pêssegos

Dos encantos de ser feito com muita fruta, pouco açúcar e sem farinha, este é um bolo para comer à colher e sem culpas. O chocolate 70% de cacau da Casa Grande que usei é muito conveniente por vir em pastilhas. Entre o sabor forte do chocolate com muito teor de cacau e o doce dos pêssegos, acrescenta-se a textura das amêndoas e a hortelã fresca. O segredo é não cozer demasiado este bolo e servi-lo com uma colherada de crème fraîche.

São servidos?

fruta na árvore Pudim de chocolate e pêssegos

22.6.12

Clafoutis de damascos (com pistácios)

Clafoutis de damascos

A luz de Junho em Lisboa quase rivaliza com a bonita e envolvente luminosidade da capital em Outubro, naquela que é a altura do ano preferida pelos fotógrafos. Para mais chegam finalmente os frutos e legumes de Verão, para aquecer o coração e a barriga de quem por eles anseia há longos meses. Mato saudades de curgetes e tomate. Encho-me de cerejas e mirtilos. Afogo as mágoas em pêssegos e damascos. Deixo o olhar na imensidão das avenidas ladeadas por jacarandás. Há um manto azul que cobre os chãos de Lisboa. Estende-se pelos jardins e pelas avenidas como se fosse um mar a perder de vista. Uma espécie de neve colorida que cai sobre a cabeça dos transeuntes, a distribuir magia.

Junho não consta da minha lista de meses favoritos. Mas devia. Um dia há-de ser assim.

Jacarandás em Lisboa
Clafoutis de damascos (com pistácios)

Há uma certeza de que o Verão chegou quando a casa se enche de cestos coloridos, numa paleta de cores entre o roxo azulado dos mirtilos, o vermelho escuro das cerejas e vibrante amarelo dos damascos. E quando do forno saem recipientes pequenos com frutas.

É tempo de clafoutis. Desta feita numa versão menos tradicional, com os damascos a passarem pela frigideira para caramelizar e a fazerem par com pistácios. É a palavra v-e-r-ã-o, soletrada numa taça e celebrada às colheradas.

Clafoutis de damascos (com pistácios)