
Começo o dia a ler sobre o assunto. Oiço de passagem na televisão que agora é que é e vão salvar o mundo. Abro mensagens onde só se fala deles. Espreito o meu instagram e lá estão. São super alimentos, comidas do bem, planos detox, promessas de salvação ou expiação de toda a culpa. Repitam comigo: não há alimentos maus e não existe comida do demónio. Existem dietas alimentares que servem cada um diferentemente e se adequam (ou não) às características e necessidades de cada pessoa. São compromissos a longo prazo que devem proporcionar uma vida física e mental equilibrada, que representam os nossos valores e se traduzem num corpo onde nos sentimos confortáveis. É só isso.
E depois há a culpa. Os pratos sem culpa e as receitas culpadas de todos os males da humanidade. Repitam novamente (e até ficar gravado): não há alimentos maus. O que há é escolhas desajustadas e hábitos alimentares que não são saudáveis. O meu mantra? Diversidade, equilíbrio e bom senso (e muitos quilómetros andados). Gordura, hidratos de carbono e até o esporádico açúcar, tudo com conta, peso e medida. Não como doces processados, não há sobremesa todos os dias mas quando como aproveito cada migalha. De culpa não tenho nem resquício.

A receita de hoje tem queijo e arroz, tem azeite e passas, tem gorduras, hidratos e açúcares. E também tem meia-dúzia de vegetais diferentes. Tem ainda uma paleta de cores vibrantes, tem cru e cozinhado, estaladiço e cremoso. Só não tem culpa que ainda não seja Primavera!
Estes pimentos recheados de espinafres e tomate, com queijo da ilha, são uma refeição vegetariana ou podem servir como acompanhamento para carne grelhada. E são muito fáceis de preparar. Não há desculpa para não fazer.

































