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12.12.18

Cataplana de polvo e batata-doce (para um almoço de amigos)

Cataplana de polvo e batata-doce

Dezembro é tempo de comida de tacho. É também altura de reunir à volta da mesa os amigos e pôr em dia a conversa. Se o pretexto é a época natalícia, a vontade de passar um tempo descansado com quem gostamos tem de ter correspondência na ementa escolhida.

A cataplana é um tacho especial pois permite manter o vapor dos alimentos cozinhados e tem sempre aquele factor surpresa quando se abre a tampa. Por isso, é ideal para refeições fáceis de fazer que impressionam os comensais e garantem o melhor sabor. A combinação de polvo e batata-doce é um clássico com reminiscências algarvias mas funciona na perfeição com um copo de tinto do Douro.

red & green
Casa do Vinho: que vinho escolher?

Bom almoço!

4.6.14

Salada de favas e ervilhas com polvo

Salada de favas e ervilhas com polvo

Por mais que a meteorologia nos confunda o guarda-roupa e os planos de passeios à beira-mar, há em nós evidentes sinais que a estação mudou. Queira o senhor do clima ou não, é tempo de trocar o disco e começar a passar novos êxitos para dias mais longos e quentes, comidas mais leves e simples. Sem querer saber das previsões de chuva para os próximos dias.

No mercado, é um gosto passar os olhos pelos novos vegetais e frutos que finalmente chegam. Alguns de estação curta, chegam à mesa sob diferentes formas e feitios e povoam a mente com novas possibilidades. Para assinalar o fim das favas e das ervilhas e celebrar as batatinhas novas, eis que sai uma saladinha de polvo para o almoço.

alhos novos e curgetes Salada de favas e ervilhas com polvo

Uma boa opção quando é preciso usar restos de polvo cozido e pequenas quantidades de favas e ervilhas. Muito rápida de fazer, esta salada pode ser feita só com favas ou com ervilhas e sem as batatas. Mas esta combinação junta os pontos fortes dos diferentes ingredientes e põe no prato a sazonalidade.

E porque a estação pede também novas bebidas, cá em casa abrimos a temporada dos brancos e dos rosés. Tenho aprendido a gostar destes últimos e a não deixar que a ideia instalada de que rosé "não é carne nem peixe" me impeça de os apreciar. Desta feita e para acompanhar a salada que se fez almoço, bebemos um Castelo do Sulco rosé 2013 acabado de chegar. Frutado e vibrante como se quer, este é um vinho descomplicado. São servidos?

Castelo do sulco rosé 2013


17.11.09

O que se leva desta vida

Octopus with Sweet Potato

O que se leva desta vida é um título roubado (leia-se: gentilmente pedido emprestado) à peça em cena no São Luiz. A história? Dizem os autores que é sobre a arte e a ciência da cozinha, sobre a insatisfação permanente e o espírito inventivo de dois cozinheiros que acabam por descobrir que um prato conta sempre a história de quem o cozinhou. É sobretudo uma poderosa metáfora sobre diferentes visões do mundo e como aquilo em que acreditamos forma o modo como nos relacionamos com o que nos rodeia. A acção desenrola-se numa cozinha, mas podia passar-se numa sala de aula, no Parlamento ou à mesa de um café. Trata-se, para os chefs Gonçalo Waddington e Tiago Rodrigues, da criação de um prato e todo o stress que 'rola' na cozinha de um restaurante em plena laboração. É o conflito de dois olhares, duas cozinhas, dois mundos. São os valores de cada um, as distintas perspectivas sobre a vida que os faz defender os seus pontos de vista desavindos e que, afinal de contas, não são obrigatoriamente inconciliáveis.

Fiz há dias este prato. Polvo com batata-doce. Combinação inusitada? Talvez. Mas tão saboroso. Descobri a receita no Cinco Quartos de Laranja, depois de saber que o chef Bertílio Gomes assina um prato de polvo e batata-doce na Casa da Comida. Fomos todos ao teatro na semana passada. Eu gosto mais do que vi a cada dia que passa. A Laranjinha conta o olhar dela sobre a peça aqui.

Octopus with Sweet Potato

Polvo no forno com batata-doce
Adaptação de meia receita, o original no Cinco Quartos de Laranja

Para 3-4 pessoas

750 gr polvo, cabeça e tentáculos separados
750 gr batata-doce, às rodelas (usei com casca, bem lavadas)
1 cebola média
1-2 dentes alho
300 gr tomates
1 folha louro
100 ml vinho branco
50 ml azeite
salsa picada
1/2 colher chá colorau
sal e pimenta preta moída na altura

Coloque o polvo num tabuleiro de ir ao forno e tempere com sal e pimenta. Junte as batatas-doces, a cebola, os alhos e o tomate picados, a folha de louro, colorau, vinho branco e o azeite. Polvilhe com salsa picada e leve a assar em forno a 170ºC durante cerca de 45 minutos a uma hora. Sirva de imediato.