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1.5.14

Da praia da Falésia ao pinhal, um Passeio Botânico no Sheraton Algarve

Praia da Falésia, Sheraton Algarve

Faz sol agora e chove logo. É um dos primeiros fins-de-semana da nova estação e a Primavera ainda se faz rogada. Mas de quando em vez, abrem-se as nuvens e entre nesgas de céu azul, há a promessa de um fim de tarde de Sábado de memórias mil. A natureza que envolve o Sheraton Algarve & Pine Cliffs Resort é um convite a passear sem destino à vista, um paraíso para as objectivas e para as mentes a precisar de sossego. Não que os desafios não estejam lá, assim os queiramos abraçar.

Vamos em direcção à praia? As escadas de madeira são mais convidativas a parar a cada lanço para admirar a vista. Os preguiçosos do grupo rendem-se ao elevador panorâmico e juram que de lá se vê melhor a paisagem. Incapazes de concordar, aceitamos as duas possibilidades. Os pinheiros e as giestas que nos recebem cá em baixo parecem indicar o caminho e convidar à preguiça. Lá vamos. Devagarinho, que o dia não é de pressas.

Praia da Falésia, Sheraton Algarve

A praia com as suas falésias laranja e o mar azul a perder de vista é o exemplo de como a natureza exerce o seu poder de atracção. Com o sol fugidio do final do dia descobrem-se mais reentrâncias na arriba e a luz quente faz esquecer a temperatura ambiente. Não fosse o relógio e podíamos ficar ali a olhar indefinidamente.

Os pés cansados são esquecidos e a alma cheia de um dia de aventuras promete dominar os pensamentos. De guia em punho, o Passeio Botânico levou-nos por veredas e caminhos, escadas e canais. À descoberta das muitas plantas que existem no perímetro, com boa companhia e conversa infindável passaram-se as horas de um dia que se quer repetido muitas vezes.

Praia da Falésia, Sheraton Algarve Praia da Falésia, Sheraton Algarve Passeio Botânico, Sheraton Algarve

29.7.10

Tarte folhada de tomate, beringela e chèvre para um almoço de praia

caminho da praia // beach path

Se os pontos cardeais fossem mais do que meras convenções e cada ser humano viesse de série com uma bússola integrada, a minha indicaria sempre o sul - o que pode explicar eu andar sempre perdida. Sigo a direcção das planícies, as vinhas e as oliveiras e a imensidão a perder de vista. Não temo a serra mas não a procuro. A linha de um horizonte longínquo é mais um conforto que uma opressão e a promessa de dias felizes está inscrita em cada marco da estrada. É manhã cedo e parece tudo no seu devido lugar. Há na infinidade do campo uma calma sem fim. Ninguém à minha volta parece notar: o gato está descansadamente de olho em mim, a minha cara metade conduz concentrado e o vaso de manjericão repousa direito entre os meus pés. Vamos todos para um sítio (mais) a sul onde a paisagem muda e as flores surgem espalhadas pelos recantos. Aqui há árvores frondosas e uma brisa fresca e ao longe o mar bate.

nós, o gato e o manjericão
reservado

A viagem é feita ao sabor da corrente. Nós, o gato e o vaso de manjericão chegamos a bom porto. Entre cigarras, pardais e jacarandás, pessegueiros e roseirais ainda com flor voltamos a pôr a mesa no terraço. Passou um ano desde que cá estivemos. Parece tudo igual. Até os pássaros. Penduramos fatos de banho e enchemos travessas de tomate e pimentos. Aguardamos que os figos encham as bancas do mercado. Fazemo-nos às férias com dupla vontade. E com fome.

tarte tomate e beringela //

Tarte folhada de tomate, beringela e chèvre

1 placa massa folhada (preferencialmente biológica)
1 beringela media, às fatias (1 cm)
1 tomate grande maduro com pele, às fatias (1 cm)
150g queijo chèvre, às fatias (1 cm)
75ml natas + 2 colheres sopa leite
2 ovos
sal e pimenta preta moída na altura
azeite para pincelar a beringela

para o crumble:
1 chávena de tostas esmagadas (até obter migalhas grandes)
2--3 colheres azeite
1 colher sopa folhinhas de tomilho

tarte tomate e beringela //

Grelhe as fatias de beringela num grelhador antiaderente. Vire ao fim de 2-3 minutos. Pincele com azeite e tempere generosamente com sal e pimenta. Reserve e repita até grelhar todas as fatias. Escorra as graínhas do tomate, sem desmanchar as fatias.

Junte todos os ingredientes do crumble numa tigela e mexa com uma colher até misturar. Reserve.

Pré-aqueça o forno a 220ºC. Num tabuleiro rectangular, desenrole a massa folhada e arranje os cantos. Pique a massa com um garfo. Coloque uma folha de papel vegetal e encha com pesos de cerâmica (ou feijão seco). Leve ao forno por 10 minutos ou até começara a ficar dourada no rebordo. Retire o papel vegetal e os pesos e leve de novo ao forno por mais 3-4 minutos.

Bata os ovos, as natas e o leite. Tempere com sal e pimenta preta. Retire a base do forno e faça filas alternadas com uma fatia de beringela grelhada, uma de tomate e uma de queijo. Desencontre na fila seguinte . Repita até cobrir toda a superfície da massa e usar todos os ingredientes. Distribua o crumble por cima.

Reduza a temperatura do forno para 180ºC. Leve a cozer 25-30 minutos ou até o crumble estar dourado e a tarte cozida. Sirva com uma salada verde de alfaces e rúcula.