
Dois dígitos compostos pelo mesmo número. 11. Capicua símbolo da sorte de contar onze anos a escrever sobre o melhor da mesa, em boa companhia e (quase) sempre de copo na mão. São horas e horas passadas a falar de comida, das cozinhas para a sala, apenas metade das passadas a sonhar com novas aventuras. Entre a curiosidade e o desejo fica um caminho feito de descobertas: novos sabores, novos aromas, novos gostos. Ou como diria Brillat-Savarin, a descoberta de um novo prato faz mais pela felicidade da humanidade do que a descoberta de uma estrela. Por muito que se ande de olhos no céu, cá em casa é à mesa que encontramos sempre o norte.
Em onze anos guarda-se o mundo em memórias que devem ser celebradas, sítios, momentos e pessoas cuja marca é indelével e cujo pólo agregador se encontra nestas páginas. E passados tantos dias, semanas e meses continuamos gourmets amadores, gente gulosa de histórias, caçadores de emoções servidas com talher, curiosos guiados pela fome de saber e pela perspectiva de haver sobremesa.


Feita de bolacha, amêndoa e manteiga, tem nas maçãs texturas várias e guarnição. A extravagância está no parmesão que se faz crumble e no millet tufado porque é bonito. É também uma ode ao Outono à boleia de uma chávena de chá, partilhada com quem nos faz feliz.
Obrigada por estarem desse lado. Puxem uma cadeira e provem um pouco desta tarte. Juntem-se a nós porque a vida é infinitamente deliciosa. E que venham mais 11!
















































