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22.2.18

Salada morna de batata-doce, tofu e kale (com molho chimichurri vermelho)

Salada quente de batata-doce e tofu (com molho chimichurri vermelho)

Luz sem fim e dias que começam a parecer Primavera. A última semana em Lisboa trouxe boas energias em forma de céu azul e flores a despontar. Promessa de uma estação mais esperançosa, as árvores mudam o seu perfil despido por um mais composto e nos canteiros surgem mil cores sob a forma de pétalas, maiores e mais pequenas. Da vontade de mudar também a cara do prato, abre-se a época das saladas mornas.

Gostar de provar novos ingredientes, receitas desconhecidas ou combinações pouco prováveis é sinónimo de curiosidade sem fim. A minha nunca se gasta e estou sempre pronta a explorar mundos nunca antes desbravados. E se cozinhar é ritual de todos os dias, sabendo o que leva o prato que nos chega à mesa, também não há qualquer problema em abrir a despensa e usar produtos já preparados desde que a qualidade seja boa. A última prova muito bem sucedida foi o molho chimichurri vermelho da Casa do Vale.

Salada quente de batata-doce e tofu (com molho chimichurri vermelho)
Salada quente de batata-doce e tofu (com molho chimichurri vermelho)

O molho chimichurri tem a sua história na América Latina com duas versões, verde e vermelha, sendo um acompanhamento comum das carnes grelhadas na Argentina e no Uruguai. Feito de salsa, orégãos, vinagre de vinho tinto e alho, a sua versão vermelha tem a adição de pimentos vermelhos assados ou tomate. Na versão maravilhosamente colorida da Casa do Vale há também o sabor único da pimenta rosa, que lhe dá igualmente textura.

O pretexto para um almoço vegetariano a dois veio das páginas de um livro bonito. Mighty Salads é a colectânea perfeita para os amantes de saladas e vai, claro, muito além das opções clássicas. Na receita escolhida (e muito alterada) é o tofu que oferece a proteína mas o papel principal pertence à batata-doce e à couve kale, com o arroz selvagem encarregue da textura. O segredo está no molho, que une todos os componentes, quando os misturamos no prato!

Salada quente de batata-doce e tofu (com molho chimichurri vermelho)

8.5.14

{almoço de semana} Salteado de cogumelos e tofu

Cogumelos e tofu, chinese style

Dias maiores, mais sol e sorrisos mais frequentes. Nada que mude os horários e as tarefas de um quotidiano dia de trabalho. Quando os almoços são em casa, não há tempo a perder. Que a tarde aproxima-se sempre a passos demasiado largos e há sempre muito para fazer.

As refeições durante a semana têm de ser rápidas e simples. E já agora nutritivas. O que não equivale a dizer que têm de ser monótonas ou sem sabor. Com a mudança da estação, as sopas começam a ser preteridas, com outros pratos a tomar a dianteira. Se o tempo é curto nada como fazer um salteado, que para ser fiel à técnica vem acompanhado de sabores asiáticos e, neste caso, é vegetariano.

malmequeres Cogumelos e tofu, chinese style

A cozinha asiática está sustentada num equilíbrio de sabores e numa harmonia entre o salgado, o doce, o ácido e o amargo. O princípio dos molhos, marinadas ou outros condimentos é sempre esse. A quantidade de ingredientes é grande mas os processos são simples e rápidos. O que a torna perfeita para dias sem tempo.

Com ou sem pauzinhos, dependendo da destreza do comensal. Comida de tigela para comer em ritmo acelerado, onde os sabores fortes estão garantidos mas onde reina a harmonia. São servidos?

Cogumelos e tofu, chinese style

5.4.13

Salteado de espinafres e tofu

Salteado de espinafres e tofu // Spinach Tofu Stir-fry

São as estações que ditam aquilo que se come cá em casa. Aceita-se o que a terra dá, quando dá e como dá, com esporádicas excepções e um ou outro devaneio. Despedimo-nos das pêras quando elas acabam, dizemos adeus às alcachofras de Jerusalém e até para o ano ao romanesco. Ansiamos pelas ervilhas e pelas favas, esperamos pelo dia em que valha a pena comer morangos e sorrimos às alcachofras que chegam. Até aqui tudo certo. O problema é quando as estações se baralham. É Primavera mas parece Outono. As sementeiras que deviam estar na rua, esperam em casa ou estão por fazer. Os casacos e as camisolas estendem o seu reinado. O tempo que faz é assunto como nunca, como sempre.

Há uma depressão colectiva aligeirada pelo sol periclitante que vai aparecendo. Para desaparecer em seguida. Procuramo-lo desenfreadamente. Dão-se alvíssaras a quem o devolva em definitivo ao céu onde pertence nesta altura do ano. Enquanto isso não acontece, resta-nos seguir junto ao fogão, de colher de pau em riste e com pratos quentes. Durante a semana não há tempo a perder. Simples, rápido, nutritivo e reconfortante. O plus é ser vegetariano. E delicioso.

Como as pequenas flores que nasceram e já partiram. Até para o ano!

crocus
Salteado de espinafres e tofu // Spinach Tofu Stir-fry

Saltear legumes na frigideira ou no wok é uma forma de cozinhar rápida e saborosa. Juntar uma fonte de nutrição adicional como o tofu, frutos secos ou sementes é sempre uma boa ideia para transformar o prato em refeição completa. Importa lembrar que o incremento de sabor que vem das especiarias ou do molho de soja, do mirin ou dos vinagres ajuda a agregar os diferentes ingredientes. E assim, com meia-dúzia de coisas se faz o almoço.


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Salteado de tofu, couve roxa e ervilhas tortas
Crepes de legumes salteados

18.3.13

Camarão, tofu e folhas de chá verde para uma celebração

Camarão, tofu e chá verde

As histórias que os pratos contam têm nos ingredientes, nas técnicas, nos aromas, nas texturas e nos sabores as palavras que compõem frases de alegria e satisfação, vindas da boca (às vezes ainda cheia) dos comensais. Comemoram-se datas em que acontece ou aconteceu algo memorável, como pretexto para encontrar a família e os amigos. Na vertigem da vida apressada de sempre, encontram-se razões para parar um pouco e gozar a companhia. Se há um dia do pai é todos os dias. Mas se há uma vontade de celebrar, que seja feita de atenção, do tempo que quase sempre nos escapa e de boa comida.

É que de estômago vazio não há coração que se console!

Mais do que lembrar em dias marcados o que realmente importa todos os dias, vale a pena parar de vez em quando e partilhar apenas um pouco do quotidiano. Puxar uma cadeira e fazer tempo para um par de horas à mesa com as pessoas de que gostamos é o modo último de celebração. Para mim fica completo se for eu cozinhar e se houver conversa e gargalhadas. Quando se tem uma família espalhada de Sul a Norte, são momentos sempre muito aguardados.

Chá verde it by Jugais // Green Tea it by Jugais Camarão, tofu e chá verde

Porque os pretextos para experimentar com novos sabores e sair da zona de conforto são bem-vindos, fiquei a pensar na proposta da it-tea by Jugais: um prato principal de carne ou peixe com chá para comemorar o dia do pai. E do desejo de usar chá verde, nasceu uma viagem de sabores asiáticos, com ingredientes locais e um wok por companhia.

A combinação de camarão e folhas de chá verde conta uma história que remonta à China, onde o prato é ainda hoje um clássico. A lenda diz que o chef do Imperador terá deixado cair algumas folhas de chá verde por engano enquanto refogava camarão e os sabores causaram sensação. Das diferentes receitas que encontrei, retenho de uma receita de Loose Leaf Daily onde se junta laranja e molho de soja. Porque havia tofu para gastar e o camarão não era muito, decido juntá-lo também.

8.4.11

Salteado de tofu, couve roxa e ervilhas tortas e um conversa sobre louras

Salteado de tofu, couve roxa e ervilhas tortas

Uma loura bonita não é inteligente. Não gosta de literatura. Não lê os clássicos. Não pode. A convicção popular é alimentada no mais íntimo de cada um a cada novo caso de uma cabeça amarela pela qual passa um túnel de vento ou a cada excepção que confirma a regra. De quando em vez lá aparece uma loura bonita que, pasme-se, é também inteligente. Que sabe escrever. Que tem coisas para dizer. Fios de cabelo dourados a encimar um cérebro funcional e uma carinha laroca. Se uma réstia de qualquer coisa que se assemelhe a justiça divina ainda resta, uma loura bonita e inteligente não sabe cozinhar. Não sabe fazer ovos florentinos. Não tem uma receita imbatível de bolo de chocolate. Não pode.

Uma longa noite de conversa envolta em gargalhadas. Tantas cabeças cheias de ideias, nenhuma delas loura. A minha amiga Carlota apresenta-me essa loura única, em forma de livro. Um livro bonito, daqueles que também se vêem com as mãos, passando os dedos devagarinho sobre as páginas coloridas. Como se as letras tivessem relevo e as fotografias se pudessem provar. Uma ex-modelo loira que fez cinema e agora escreve livros, de receitas e outros. Hão-de convir que o guião não indicia nada de bom. E eis que o insólito acontece. Uma ligação que se cria. Eu que tive uma fase loura que terminou aos dois anos e da qual apenas restam fotografias e um envelope de caracóis cor de palha, dou por mim a querer ver mais. Identifico-me com a escrita e gosto das receitas. Não largo o livro. Fico a pensar que isto de cabeça, cérebro e estômago tem muito que se lhe diga.

Salteado de tofu, couve roxa e ervilhas tortas

Esta receita vem do livro de Sophie Dahl, Miss Dahl's Voluptuous Delights e é uma breve incursão nas tendências da cozinha asiática, usando uma técnica de confecção, ingredientes e temperos que remetem para outras paragens.

A cozinha asiática tem tradição na confecção rápida de vegetais, numa "fritura" com pequenas quantidades de gordura que potenciam os sabores sem alterar muito a aparência e composição de cada um. A utilização de um wok é opcional e pode fazer-se algo semelhante usando uma comum frigideira antiaderente. O tofu, amado por uns, detestado por outros, é produzido a partir da soja. Como não tem muito sabor, deve ser temperado e condimentado funcionando como um bom veículo para muitos e diferentes sabores. É também uma boa fonte de proteínas para vegetarianos.

Salteado de tofu, couve roxa e ervilhas tortas