
Das coisas que fazem os meus dias melhores, o café tem de ser uma delas. É tanto uma vontade de acordar para a vida como uma necessidade de partilhar hábitos que activam memórias e contribuem para um quotidiano mais feliz. Razões de sobra para querer sempre saber mais sobre o café que me chega à chávena ou ao copo e perceber melhor as diferenças entre perfis aromáticos, formas de beber café e como acompanhá-lo. Mas o caminho entre a planta do café, os grãos torrados e o líquido escuro e saboroso que consumimos todos os dias é longo, depende de muitas pessoas e tem influência no planeta em que vivemos.
Um destes dias fui conhecer o programa de sustentabilidade The Positive Cup da Nespresso e beber "uma chávena de café com um impacto positivo". Impacto esse que muda a vida de quem o produz, processa e consome em todo o mundo.

Para além do Ecolaboration, que promove a reciclagem das cápsulas (que por serem totalmente feitas em alumínio são 100% recicláveis), é o programa Nespresso AAA Sustainable Quality™ que recebe todas as atenções. Pensado com a Rainforest Alliance para ajudar os produtores a cultivar o melhor café e a receber um justo valor por isso, é parte do compromisso firmado pela Nespresso. O exemplo do Sudão do Sul, onde se acredita que o café nasceu, é o mais recente projecto deste programa. Num país destruído pelas guerras, o cultivo do café quase desapareceu nas últimas décadas e agora surge como uma oportunidade para mudar a vida daquelas populações. Ainda sem produção suficiente, é uma história emocionante onde o café desempenha um papel importante.
De volta à minha cozinha e ainda a pensar nas robustas e arábicas africanas, imagino uma chávena de café onde se encontrem outros sabores. Como ingrediente, o café é muito versátil combinado em pratos doces e salgados. Hoje é numa panna cotta feita com leite de coco e coco torrado no topo. Lembra de alguma forma um cappuccino na aparência e nos aromas um gelado. É um piscar de olho a mais horas de luz que hão-de trazer melhores dias.



