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17.1.19

Sopa de lentilhas e tomate assado

Sopa de Lentilhas e tomate assado

Começa-se de novo quando o calendário vira e um ano pronto a estrear nos chega às mãos. O que fazer dele (e com ele) é a questão que se coloca a cada Janeiro que se inicia. As minhas resoluções são parcas em detalhe e começam sempre no eterno retorno de um prato de sopa. Não há melhor conselheiro ou maior aliado quando procuramos organizar as ideias que o processo mágico de transformar simples vegetais em combustível para corpo e alma.

Entre panelas fumegantes e o forno ligado, as tardes de Inverno tornam-se mais positivas. A escolha recai nas lentilhas e a inspiração para a sopa que há-de ser refeição vem de uma das minhas autoras preferidas. Tem tudo o que se espera de um prato principal, completo e saciante, e a simplicidade de uma sopa, que se come de tigela na mão. Que 2019 vos permita conforto e plenitude em cada gesto!

Sopa de Lentilhas e tomate assado

6.12.17

Grelhada mista vegetariana (com queijo halloumi)

Grelhada mista vegetariana

Um mês que começa e um ano que acaba. Restam-nos os dias mais atarefados, cheios de emoções e celebrações e também alguma correria. Almoços, jantares, encontros e desencontros de um Dezembro que se faz sempre de menos horas que as necessárias para o tanto que há a fazer (e comer).

Com o código de cores natalícias estabelecido, não se estranha que a mesa se vista em tons de verde e vermelho mesmo quando se trata apenas de alimentar o estômago e encher o prato de vegetais. Assim que o mês de todos os excessos começa a ganhar velocidade apetece cada vez mais intercalar as refeições de festa com outras mais simples e leves.

Grelhada mista vegetariana
Grelhada mista vegetariana

Nada que uma receita vegetariana com beringela, curgete e pimento vermelho não resolva, servindo de caminho para matar saudades dos grelhados de outras estações, à boleia do Optigrill + da Tefal. E ainda que seja dos vegetais o palco, é o queijo quase a derreter que arrebata corações. Perfeito para grelhar, o halloumi é um queijo cipriota com um ponto de fundição alto que serve o propósito de acompanhar os vegetais, todos servidos com um molho de tomate-cereja acabado de fazer.

São servidos?

Grelhada mista vegetariana

13.7.17

Hambúrgueres de quinoa e beterraba (com curgete grelhada)

Hambúrgueres de quinoa e beterraba (com curgete grelhada)

Querido Verão, que bom que chegaste. O melhor de ti vem sob a forma de frutas e legumes para comer gulosamente em dias de longas horas de sol que parecem não ter fim. Nada tem o sabor desses momentos. São taças cheias de cerejas e pêssegos, morangos e mirtilos, figos e ameixas e promessas de beijos de açúcar sem conta. São pratos repletos de tomate de todas as cores, beringelas e curgetes e molhos de cenouras e beterrabas num arco-íris de aromas. É inspiração viva para refeições vegetarianas em que toda a atenção é dada aos heróis da estação.

Sempre com os grelhados a servir de desculpa para almoços ou jantares coloridos e para dar resposta a desejos de hambúrgueres, a beterraba dá corpo e cor à quinoa e eis que pequenas bolas rosadas se transformam nos mais perfeitos bolinhos.

Hambúrgueres de quinoa e beterraba (com curgete grelhada) Hambúrgueres de quinoa e beterraba (com curgete grelhada)

Ligado o grelhador, as curgetes verdes e amarelas chegam-se à frente para um acompanhamento fácil e ao gosto de todos. Por esta vez, passamos as batatas fritas e ficamos encantados nas marcas exactas da grelha que trazem todo o sabor a fatias longitudinais temperadas com limão e manjericão. Depois é altura de tirar os hambúrgueres do frio e levá-los a cozinhar. Rápido e bonito, o prato que chega à mesa encerra mostra todas as cores do Verão, com a ajuda de uma salada de tomate.

Para vegetarianos convictos e carnívoros sem redenção, fica a sugestão de uma receita que trará sorrisos a todos e a certeza de uma refeição deliciosa. Boas férias!

Hambúrgueres de quinoa e beterraba (com curgete grelhada) Hambúrgueres de quinoa e beterraba (com curgete grelhada)

25.5.17

Quiche de brócolos e beterraba (com salada de cenoura e avelãs)

Quiche de brócolos e beterraba (com salada de cenoura e avelãs)

O que comer por estes dias? Abro o frigorífico, consulto as minhas notas mentais e recebo sugestões do comensal mais esfomeado cá de casa. Tivesse o universo feito de mim uma cozinheira organizada e nunca acabaria a sopa. Valha-me que tenho quem nunca se esquece das compras e assim temos sempre salada e queijo, fruta e café. E eu podia viver só de sopas e saladas, pão e queijo e o ocasional pedaço de mau caminho.

Esta é comida para gente sem tempo. Sobretudo quando já se vê o Verão ao longe e se sente na pele o sol mais intenso. Faz-se uma tarte que há-de salvar um par de jantares durante a semana e ajudar a restaurar a sanidade mental de mais um mês de Maio, que tem sido tudo (e mais) que prometeu.

Quiche de brócolos e beterraba (com salada de cenoura e avelãs)

Da salada de hoje, que os franceses conhecem de cor e faz parte da minha infância, faço acompanhamento para a última das minhas obsessões. Tartes e quiches, galettes e outras que tal, com ou sem massa, de recheio variado. Ainda entre estações com os últimos brócolos a receberem as sempre alegres beterrabas, para uma combinação temperada com queijo da ilha. Sem grande dificuldade, rale-se a cenoura e regue-se com sumo de limão. A adição das avelãs ganha em textura e traz sabor. É a minha nova salada favorita e adivinha-se visita frequente nas próximas semanas.

são servidos?

Quiche de brócolos e beterraba (com salada de cenoura e avelãs) Quiche de brócolos e beterraba (com salada de cenoura e avelãs)

4.5.17

Tarte de cogumelos em massa de arroz (e uma cerveja feliz)

Tarte de cogumelos e arroz (para uma cerveja)

Escolhe-se a bebida em função do que vamos comer ou o contrário? A pergunta parece decalcada da recorrente inquirição aos músicos sobre o que vem primeiro, se a melodia, se a letra. Esgares e expressões de tédio quando se trata de explicar, uma e outra vez, que... depende. Confesso que a ditadura do prato determina muitas vezes o que acompanha no copo, ao sabor dos desejos dos comensais e da inspiração do momento, com o meu cara-metade a demonstrar amiúde o seu grande amor pela cerveja.

Das questões mais repetidas cá em casa é o que vamos beber ao almoço. Num dos últimos fim-de-semana, escolhemos em uníssono uma cerveja Dois Corvos. A Creature IPA tem um rótulo bonito e original e vem com a promessa de ser uma cerveja feliz. Por nós, ficámos também do lado solar com a sua companhia à mesa e a combinação com a tarte de cogumelos. Muito gastronómica, são as notas cítricas que primeiro chegam que melhor par fazem com a fatia que espera no prato ao lado das cenouras. Depois vem todo o frutado e finalmente o registo pouco amargo que a torna perfeita para a ocasião.

Tarte de cogumelos e arroz (para uma cerveja)

Da receita de hoje fica a descberta de uma alternativa fácil às bases de tarte feitas de farinha e gordura. O arroz integral é o ingrediente que assume protagonismo e com um pouco de queijo e ovo para ligar cobre a tarteira que há-de receber o recheio de cogumelos que passaram previamente na frigideira. Com o tempo às caretas, entre o sol aberto e a chuva prometida, é ligar o forno e fazer esta tarde. Sem complicações, é garantia de refeição completa com a vantagem de ser uma proposta vegetariana. O cebolinho não é essencial mas torna tudo mais bonito e as flores que agora despontam são comestíveis. E deliciosas!

Com a cerveja perfeita a acompanhar, deixo-vos mais uma ideia para almoços sem esforço e com total sabor.

Tarte de cogumelos e arroz (para uma cerveja) Tarte de cogumelos e arroz (para uma cerveja)

23.3.17

Pizza fingida de polenta (com tomate marinado e agrião)

Pizza fingida de polenta

Março é um mês de mudanças. Salta-se para outra estação, muda-se a hora e ganham-se minutos de sol preciosos. Os espíritos ficam renovados com a perspectiva de outros ares e programas fora de portas. É tempo de saudar um novo começo. Mesmo com chuva e frio, que sejas bem-vinda Primavera!

Na mesa, a paisagem ganha cor e os sabores ficam mais frescos. São desejos de outros pratos onde os vegetais crus ganham lugar aos cozinhados e se aligeiram temperos e acompanhamentos. Desta feita viaja-se até aos sabores italianos mais elementares: tomate, manjericão e mozzarella. Convoca-se ainda a polenta para uma pouco ortodoxa "pizza", capaz de levantar sobrolhos e franzir narizes a qualquer transalpino.

Pizza fingida de polenta Pizza fingida de polenta Pizza fingida de polenta

A pizza que se diz fingida para evitar dissabores com os puristas também não é feita no forno. Volto-me para o fiel Optigrill para uma refeição leve e cheia de cor, de esforço diminuto e sabor total. Desta feita opto pelo manual para cozinhar a base feita de polenta, a que as marcas bem definidas dão um aroma especial e o padrão certo para entranhar o pesto. Entretanto marina-se o tomate cereja e escolhem-se os agriões, parte-se o queijo e misturasse o pesto com um pouco de azeite. Com um pouco mais de paciência, dispõem-se todos os ingredientes na base quente e é hora de chamar para a mesa!

São servidos?

Pizza fingida de polenta

9.3.17

Pimentos recheados com queijo da ilha e uma conversa sobre culpa

Pimentos recheados

Começo o dia a ler sobre o assunto. Oiço de passagem na televisão que agora é que é e vão salvar o mundo. Abro mensagens onde só se fala deles. Espreito o meu instagram e lá estão. São super alimentos, comidas do bem, planos detox, promessas de salvação ou expiação de toda a culpa. Repitam comigo: não há alimentos maus e não existe comida do demónio. Existem dietas alimentares que servem cada um diferentemente e se adequam (ou não) às características e necessidades de cada pessoa. São compromissos a longo prazo que devem proporcionar uma vida física e mental equilibrada, que representam os nossos valores e se traduzem num corpo onde nos sentimos confortáveis. É só isso.

E depois há a culpa. Os pratos sem culpa e as receitas culpadas de todos os males da humanidade. Repitam novamente (e até ficar gravado): não há alimentos maus. O que há é escolhas desajustadas e hábitos alimentares que não são saudáveis. O meu mantra? Diversidade, equilíbrio e bom senso (e muitos quilómetros andados). Gordura, hidratos de carbono e até o esporádico açúcar, tudo com conta, peso e medida. Não como doces processados, não há sobremesa todos os dias mas quando como aproveito cada migalha. De culpa não tenho nem resquício.

primavera Pimentos recheados

A receita de hoje tem queijo e arroz, tem azeite e passas, tem gorduras, hidratos e açúcares. E também tem meia-dúzia de vegetais diferentes. Tem ainda uma paleta de cores vibrantes, tem cru e cozinhado, estaladiço e cremoso. Só não tem culpa que ainda não seja Primavera!

Estes pimentos recheados de espinafres e tomate, com queijo da ilha, são uma refeição vegetariana ou podem servir como acompanhamento para carne grelhada. E são muito fáceis de preparar. Não há desculpa para não fazer.

18.1.17

Ovos (com feijão branco e pimento vermelho)

Ovos com feijão branco e pimento

Sem resoluções, nem promessas, começa o ano. Mais do mesmo ou a vontade de comer o mundo. Sempre mais, com mais determinação, mais daquela curiosidade que não deixa sossegar a alma e se transforma em fome de viver. Apetece-me dizer como Albert Camus: em pleno Inverno, descobri em mim um Verão invencível. Não é das estações que o poeta fala e eu não consigo deixar de pensar que o frio que faz lá fora só muda tudo ao meu redor se eu quiser. Se não há sol, que se crie um no prato. Se chove, que haja abrigo à mesa.

De volta à cozinha e às rotinas, a conversa repete-se de vez em quando. Não contamos almoçar em casa e de repente a vida muda-nos os planos. Inventa-se em minutos o que a despensa e o frigorífico oferecem e a barriga pede. A escolha cai muitas vezes nos ovos e é invariavelmente vegetariana, colorida e bem disposta.

a ver o mar Ovos com feijão branco e pimento

Ao longo dos últimos meses tenho feito da minha Actifry panaceia para todos os males, seja a falta de tempo ou a intenção de cozinhar com menos gordura. Os resultados têm sido quase sempre um sucesso e volto a utilizá-la uma e outra vez, seja na granola (quase) semanal, nos desejos repetidos de scones ou na necessidade (permanente) de guardar o Verão soba a forma de um prato de ratatouille.

A receita de hoje faz-se de feijão branco estufado com pimentos vermelhos e ovos abertos, num piscar de olho aos muitos pratos do género que fazem parte das mesas de outras cozinhas. Para finalizar, salsa e requeijão esfarelado e pão, que é imprescindível para a gema a escorrer. Talvez seja um prato mais comum nos pequenos-almoços para valentes mas pelo meio-dia e em jeito de almoço não fica nada mal.

Ovos com feijão branco e pimento

3.10.16

Ratatouille fácil

Ratatouille

Querido Verão, fica mais um pouco. Podes ir depois quando eu já não tiver vontade de frutos cheios de açúcar e ceús pintados às cores. Fica enquanto durar o desejo de vegetais de todas as formas e feitios. Não vás que ainda não tenho a minha conta de sobremesas de fruta e saladas entre o doce e o salgado. Fica só mais um pouco e prometo não ter muitas saudades tuas. Esqueço-me de ti assim que houver romãs e castanhas, juro. Mas já, já não.

Fica e deixa-me continuar a fazer ratatouille.

Ratatouille Ratatouille

Dizem que é proveniente de Nice e que é apenas um estufado de vegetais, com cebolas, curgetes, tomates, beringelas e pimentos, fritos e estufados em azeite e que pode ser servido quente ou frio. Cá em casa tem sido o prato deste Verão, em jeito de acompanhamento, como refeição com queijo, em crumble, batido em sopa ou comido no pão, como uma tartine.

Esta é uma versão na Actifry, cheia de sabor mas muito fácil de fazer. Como no prato tradicional, a ordem dos ingredientes importa e a sequência deve ser cumprida. Porque é uma versão rápida, vou juntando ao ingrediente anterior o próximo e o sabor de cada um mantêm-se por é cozinhado pouco tempo. É importante que o molho de tomate usado seja de boa qualidade e o tomilho fresco dá mais uma camada de sabor. Deixo-vos um ratatouille que é a essência do Verão.

Ratatouille

31.8.16

Espetadas de queijo halloumi

Espetadas de halloumi, curgete e tomate (com menta e malagueta)

Olhar para as cozinhas do mundo é encontrar visões diferentes da comida, baseadas na tradição e nos ingredientes mais comuns numa determinada geografia. A nossa alimentação é determinada sobretudo pela nossa história e pela cultura de que fazemos parte. Explorar novas formas de confecção ou produtos de outras latitudes mesmo que a distância não seja grande é sempre garantia de aventura no prato.

Da infinidade de queijos que se encontram nos países mediterrânicos, o cipriota halloumi é talvez um dos mais curiosos. Por não derreter como os demais, permite receitas onde o queijo é grelhado ou utilizado de maneira a manter a sua forma mesmo quando sujeito a temperaturas altas.

Espetadas de halloumi, curgete e tomate (com menta e malagueta)

A ideia de umas mini-espetadas pode ser servida como parte de uma refeição ou como fingerfood. A combinação de curgete e tomate cereja pisca o olho ao Verão, com uma marinada de hortelã / menta seca e malagueta a completar a noção de que se trata de espetadas grelhadas. A montagem é divertida e muito simples de fazer. Cozinhei as minhas na Actifry e servi com uma salada de quinoa mas as possibilidades para estas espetadas são quase infinitas, podendo utilizar-se outros vegetais como a beringela e o pimento ou a cebola roxa e as malaguetas frescas adaptando a receita ao gosto de cada um e que se tem mais à mão.

Esta é uma receita perfeita para o final do Verão, celebrando o sol e o bom tempo, ou para uma refeição ligeira do agrado de miúdos e graúdos!

Salada de quinoa, beterraba e feijão verde

29.6.16

Quinoa de espargos para uma tarde de Verão

espargos

Depois de tanto suspirar pelo calor e pelas tardes sem fim, ei-lo que chega. É o Verão a instalar-se de armas e bagagens, as temperaturas a subir e os suspiros a mudarem de justificação. Agora são as férias que nunca mais chegam, ainda que espreitem ali ao virar da esquina, as tardes prometidas de dolce far niente.

Cá por casa fazemos ainda um balanço da estação que passou. Os últimos espargos são solução para almoços rápidos de gente cansada, a precisar de desligar. Mas não importa o cansaço quando o mais bonito dos bouquets espreita por entre as compras do mercado. Há sempre sorrisos quando há espargos.

Quinoa com espargos, mozzarella e amêndoas Lírios do campo

Do campo ou da praia, das flores e do mar, temos até ver apenas uma miragem. Já do almoço tudo se combina e a mesa fica composta em minutos. No tacho, uma mistura de quinoas coze em água borbulhante enquanto por cima uma dezena de espargos aproveita o vapor sem perder o verde. Vegetais, ervas aromáticas e a textura das amêndoas torradas. Só falta o branco imaculado da mozarella e a frescura do manjericão e temos o prato feito.

São servidos?

Quinoa com espargos, mozzarella e amêndoas

6.5.16

Couve-flor panada (com maionese de caril)

Couve-flor panada (com maionese de caril)

No mundo da culinária, como noutros, as tendências ditam muitas vezes que ingredientes esquecidos assumam de repente o estatuto de indispensáveis. Pudesse a couve-flor falar e certamente contaria que durante anos foi desprezada até recentemente aparecer em todos os pratos, desde base de pizza a falso cuscuz passando por assados vegetarianos onde surge inteira e com o papel principal. Por ser tão versátil, a couve-flor presta-se a diferentes abordagens mas é quase sempre o forno ou a combinação com sabores fortes que trazem ao de cima toda sua graça.

A receita de hoje é muito fácil de fazer e por ser feita na Actifry utiliza apenas uma pequena quantidade de gordura. A couve-flor panada faz parte das minhas memórias de infância, na altura comida sem outros complementos. Aqui fica a sugestão de uma maionese de caril, que é uma combinação perfeita (e quase essencial) para este aperitivo e que faz as delícias de todos.

São servidos?

flores Couve-flor panada (com maionese de caril)

31.3.16

Arroz selvagem frito (com abóbora e cogumelos)

Arroz selvagem frito (com abóbora e cogumelos)

O último dia do mês de Março faz-se de sol às caretas e uma indecisão sobre o que vestir. Na cozinha continuam ainda a imperar as cores da estação que agora termina com as maçãs a dominar na fruteira e uma bóbora a espreitar por entre as batatas-doce. Há-de haver um dia em que este cenário muda mas ainda não é hoje.

Quase a decidir o que fazer para o almoço, num daqueles dias em que rápido, nutritivo e saboroso são palavras de ordem. Assim é este arroz frito, feito sem pensar muito para dar utilidade a meia dúzia de cogumelos e um resto de arroz selvagem que esperam impacientemente no frigorífico.

Arroz selvagem frito (com abóbora e cogumelos)

O arroz frito é um prato de raízes asiáticas a que se associam normalmente sabores frequentes nestas cozinhas. A minha versão usa apenas ervas secas e cebolos tão característicos neste tipo de confecções e junta abóbora e cogumelos para um almoço express na Actifry.

Pode ser utilizado como acompanhamento para carne assada ou servido como refeição com um ovo estrelado. Esta foi a opção vegetariana para o almoço de hoje. São servidos?

Arroz selvagem frito (com abóbora e cogumelos)

29.3.16

Salteado de brócolos e alcachofras de Jerusalém

Salteado de brócolos e alcachofras de Jerusalém

Entre a emoção do que está para vir e a constatação do que ainda temos fica uma imensa vontade de mudar de agulha. Seguir na direcção da nova estação parece uma realidade inevitável à espera de acontecer. Em ânsias pela chegada das favas e das ervilhas, dos morangos e dos alperces, lá me vou consolando com as últimas alcachofras de Jerusalém e os (ainda) deliciosos brócolos.

Blue skies / Smiling at me / Nothing but blue skies / Do I see... É a voz doce de Ella Fitzgerald que oiço ao ouvido, uma voz que desliza fácil e que de repente rosna, em ameaça contida. Os mesmos sentimentos ambivalentes de dias que ora são lindos e prometedores, ora se fecham em mil rabanadas de vento e todas as gradações de cinzento.

Spring Series (I) Salteado de brócolos e alcachofras de Jerusalém

Um tacho com água e o cesto pronto para cozer ao vapor alcachofras de Jerusalém, previamente escovadas com atenção redobrada. Nem resquícios da terra sempre presente entre as rugas e saliências que as caracterizam. Depois os brócolos e o almoço fica quase pronto. É na frigideira com alho e umas ervinhas que se cozinha a magia final, finalizada com cajús torrados e coentros polvilhados.

Se temos de esperar pela Primavera que seja de barriga cheia. E com a esperança pintada em céus azuis e promessas de dias bonitos.

Spring Series (II)