
A estrada serpenteia por um Alentejo em tons de verde que se abre à nossa frente e nos conduz até ao Convento do Espinheiro. As oliveiras que guardam a entrada, antes e depois do arco que nos dá as boas-vindas, prometem histórias do lugar que albergou reis e rainhas. O tempo fica suspenso quando avançamos pelas grandes salas da entrada, atravessamos os corredores com tectos trabalhados e nos dirigimos ao restaurante Divinus.
Sob o comando seguro do chef Hugo Silva, a cozinha combina as técnicas clássicas com os ingredientes locais, a história do lugar e um rigor e atenção ao detalhe responsável pelos pratos bonitos que dão início ao almoço. Da carta de Inverno fazem parte alguns pratos assinatura e novas explorações em torno de um proposta sempre cuidada.


Como amuse-bouche, uma curiosa combinação de Lagostins com aipo, maçã e couve pak-choi pensada para ser comida de uma vez e que resulta correcta na harmonização com o Espumante Bruto com a chancela do Convento do Espinheiro. Para começo de refeição, a entrada que conta a história de um ingrediente esquecido chega em forma de umas Vieiras salteadas com escursioneira, couve de bruxelas, amêndoa e cacau (imagem inicial) e lembra um vegetal que, fazendo parte do espólio hortícola da região, praticamente deixou de ser cultivado: a escurcioneira recebe a devida atenção num prato onde cada componente funciona de modo simples, complementando os restantes.








































