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23.10.15

{Restaurant Week} Do Chiado à Avenida e até ao Terreiro do Paço

Restaurant Week, U Chiado

Ir à descoberta e calcorrear caminhos percorridos uma e outra vez pode levar-nos ao encontro de lugares novos e ao retorno feliz a velhos conhecidos. Pelo Chiado, com o som de fundo do eléctrico e a luz reflectida pelo rio ao fundo da rua, vou em passo apressado conhecer a nova edição da Restaurant Week. Pretexto para ir finalmente conhecer restaurantes de topo ou experimentar novos conceitos.

A minha aventura começa no U-Chiado, onde já estive várias vezes. Entre lindos candelabros, numa sala com muita luz, mesas postas para uma entrada onde a sopa tem lugar marcado. O Creme de mexilhão com manjericão é a forma perfeita de iniciar uma refeição, com o conforto sempre bem-vindo de umas colheradas cheias de sabor, equilibradas pela textura do mexilhão e por um fio de azeite. Conversas sem fim, com um copo de vinho a acompanhar, fico a sonhar com um certo Crème brûlée de figos secos e Vinho do Porto.

Restaurant Week, U Chiado Restaurant Week, Tabik Restaurant Week, Tabik

Em busca do prato principal, sempre a direito até à Avenida da Liberdade, onde o Tabik Restaurant sob a direcção do chef Manuel Lino abriu recentemente. Num espaço bem conseguido cheio de pormenores deliciosos, com mesas de madeira a contraporem novas cores às paredes cobertas de vegetação e às cadeiras desencontradas. No prato um Rabo de Boi com puré de cherovia e chalotas onde um apontamento de gengibre vem trazer frescura a uma combinação muito outonal. Uma passagem breve por um espaço a que apetece voltar muitas vezes e explorar com mais calma.

Já com a sobremesa no horizonte, Rossio à frente a caminho do Terreiro do Paço. É lá que fica o Aura Lounge Café, ali bem junto ao Pátio da Galé, com a sua esplanada muito convidativa em dias de sol. Pétalas de rosa para uma sobremesa muito bonita, Trilogia de mousse que há-de fazer felizes todos os chocolátras (e outros gulosos). Quero acreditar que a Pêra folhada, a outra sobremesa no menu Restaurant Week, foi feita a pensar em mim. Com a redução de vinho no interior e uma colherada de creme custard era tudo o que me apetecia para finalizar a refeição.

Restaurant Week, Aura Restaurant Week, Aura Restaurant Week, Aura

A Restaurant Week é uma iniciativa que volta a restaurantes de todo o país até 1 de Novembro, abrindo as portas de mesas conhecidas a preços acessíveis. 20 € por entrada, prato e sobremesa com 1€ por cada menu a reverter para causas solidárias.

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U Chiado
Largo do Picadeiro - 8A,
1200-026 Lisboa

Tabik Restaurant
Av. da Liberdade 41,
1250-140 Lisboa

Aura Lounge Café
Terreiro do Paço - Praça do Comércio,
1200 Lisboa

14.10.15

Forno d'Oro, a Vera Pizza Napoletana em Lisboa

Forno D'Oro, chef Tanka Sapkota

Das muitas comidas que ultrapassam fronteiras nacionais e crescem no coração de outras cidades como bandeira do seu país de origem, a pizza talvez seja a mais emblemática. Uma fatia (ou duas) e estamos de volta a Itália, partilhando tradições de uma cultura gastronómica rica em história e estórias. O Forno d'Oro é um retorno à mesa italiana, onde os ingredientes certificados e a massa feita de acordo com os preceitos da Vera Pizza Napoletana ocupam um lugar central. Uma das vantagens de morar perto é poder desde o primeiro momento apreciar com facilidade aquela que é certamente uma das melhores pizzas em Lisboa.

O maior reconhecimento do trabalho do chef Tanka Sapkota veio recentemente com a distinção atribuída pela Associazione Verace Pizza Napoletana, o galardão máximo no universo das pizzas. Numa breve passagem pela evolução da pizza, primeiro sem tomate e sem queijo, depois com alho e ervas, em seguida com tomate fresco, até chegar à pizza como a conhecemos hoje.

Forno D'Oro, chef Tanka Sapkota Forno D'Oro, chef Tanka Sapkota Forno D'Oro, chef Tanka Sapkota Forno D'Oro, chef Tanka Sapkota Forno D'Oro, chef Tanka Sapkota

Percorrendo as propostas do chef Tanka Sapkota compreende-se o enorme respeito pela melhor tradição dos pizzaiolos napolitanos, a começar na maravilhosa massa com fermento natural, o que a torna leve e de digestão fácil, até à perfeita combinação de sabores italianos em velhas conhecidas, como a Vesúvio ou a Diavola. Mas na carta do Forno d'Oro há ainda lugar para um piscar de olho aos sabores lusitanos, com reinterpretações inteligentes e muito bem conseguidas. Uma das favoritas de sempre é a Transumância, homenagem ao interior do país, com o Alentejo a encontrar o queijo de Seia numa pizza de sabor intenso mas equilibrado. Bravo!

Se estas não são razões suficientes, há ainda uma carta de cervejas artesanais para explorar. Com presença em força das cervejas italianas, importadas directamente, encontram-se também outras origens e uma oferta diversificada onde até palatos pouco sofisticados como o meu encontrarão uma cerveja para si. Muito curiosa esta harmonização entre produtos fruto da fermentação, com a cerveja e o massa da pizza em primeiro plano. Por altura da sobremesa e já sem estômago para mais, um leve sorvete de limão ou, para os mais corajosos, o óptimo tiramisú.

Forno D'Oro, chef Tanka Sapkota

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Forno d'Oro
Rua Artilharia 1, 16B
Lisboa

20.5.15

Daiquiris de morango e tapas no Volver

Daiquiris e tapas, Volver

Vamos ali conhecer um restaurante diferente e aprender a fazer daiquiris? A proposta é feita e aceite no mesmo instante. Chegados ao Volver, onde a inspiração e o imaginário do chef Chakall estão por toda a parte, é a luz e os infindáveis pormenores de cor que povoam o restaurante que me prende a atenção. O desafio feito pela Zomato implica arregaçar as mangas e passar para o lado de lá do bar. De olho nos daiquiris de morango que tomam forma rapidamente graças às indicações da equipa Volver aguça-se a curiosidade por esta bebida Sul Americana onde o rum e a fruta se encontram numa combinação ganhadora.

Servidos os copos altos com palhinhas coloridas, há ainda tempo para aprender a fazer outras bebidas como o pisco sour e a deliciosa sangria de champanhe e frutos vermelhos. Sem ser muito dada a cocktails e nunca ter parado para pensar sobre daiquiris fico fã da bebida de cor vibrante e sabor a dias de Verão.

Daiquiris e tapas, Volver

Feita a sangria que há-de acompanhar o nosso jantar de tapas é tempo de ficar a conhecer os segredos de alguns pratos emblemáticos do Volver pela mão do chef David Page. Entre rolinhos de legumes e uma curiosa pannacotta de beterraba, é o cheesecake invertido, com goiabada e pó de amêndoas e caramelo que arrebata corações. Lá emprato o meu a custo (que isto de usar um saco de pasteleiro nunca foi o meu forte) e mando para o frio a minha sobremesa do jantar feita por mim. Não está bonito mas como hei-de comprovar é delicioso.

Depois de tanto esforço no bar e na cozinha encontramos a nossa mesa. Entretanto o dia perdeu luz e os candeeiros e velas que pontuam o espaço do restaurante criam agora um ambiente aconchegante muito convidativo à refeição que se segue. De Carne Y Alma.

Daiquiris e tapas, Volver

2.7.14

Tradição presente no Assinatura

Assinatura, Lisboa

Dos lugares onde nos sentimos em casa fica a memória de sermos sempre bem-vindos, seja a que horas for. É assim no Assinatura, a cada retorno para almoçar ou jantar. Perto de casa e do coração, este é um restaurante onde a cada refeição reforçamos o que nos liga a este espaço. Em semana de aniversário, o quarto, voltamos para celebrar uma mesa de que muito gostamos.

No Assinatura, com o chef Vítor Areias no comando da cozinha há uma certeza serena que prevalece a cada prato. O lema que mais reforça o sentimento é o de uma "tradição presente", integrada numa ideia bem definida de cozinha. Vou recordando a primeira vez que me cruzei com o chef, numa conversa entre jovens talentos, há uns anos no Peixe em Lisboa. Do seu discurso guardo um entendimento esclarecido da relação entre os produtos, as técnicas e a dimensão criativa da cozinha. No meu prato, ao longo deste almoço, vão sendo enunciados todos esses princípios.

Assinatura, Lisboa Assinatura, Lisboa Assinatura, Lisboa

20.6.14

Lisboa Sobre Rodas

Lisboa Sobre Rodas

Para uma cidade que tem dias de sol a perder de vista, em Lisboa a comida de rua é ainda pouco comum. Por ruelas, avenidas e jardins, lá se faz de vez em quando uma descoberta de um quiosque ou de uma banca a que apetece voltar. É a vontade de encontrar, como noutras metrópoles, uma cultura de "street food" capaz de traduzir a riqueza da cozinha lisboeta e que leve as pessoas para a rua. Na diversidade dos petiscos, da comida dentro do pão e fácil de comer em movimento, abrem-se possibilidades sem fim.

O projecto Lisboa Sobre Rodas reúne 5 carrinhas com conceitos diferentes que se deslocam pela cidade. N'A Frigideira de Bairro, BANANACAFE, Hamburgueria, HotDog Lovers e Wasabi servem-se comidas para todos os gostos.

Lisboa Sobre Rodas Lisboa Sobre Rodas Lisboa Sobre Rodas

Andar de um lado para outro é que é coisa que ainda não entrou nas dinâmicas dos lisboetas. Por ser comida sobre rodas, a ideia é ir ao encontro das pessoas bem no centro da cidade. Durante a semana as carrinhas estão no Cais do Sodré, Amoreiras, Saldanha, Entrecampos e Campo Grande e assentam arrais no cimo do Parque Eduardo VII de quinta a sábado, a partir das oito da noite.

Foi lá que as encontrei em passeios com a família e onde passámos um excelente final de dia, com miúdos e graúdos a encontrarem razões para sorrir. Os hambúrgueres e batatas fritas da Hamburgueria fizeram as delícias de pequenos e mais crescidos. Por mim, rendi-me às chamuças d'A Frigideira e ao vinho da Bacalhôa, partilhei lascas de bacalhau e burras de porco e acabei a dividir uma tarte de amêndoa e a beber café e ginjinha.

Lisboa Sobre Rodas

29.5.14

{Postal Ilustrado} Rota das Tapas em Lisboa

Rota das Tapas, Lisboa Rota das Tapas, Lisboa
Rota das Tapas, Lisboa Rota das Tapas, Lisboa

O destino já está traçado. Vamos deambular pelo Princípe Real até ao Bairro Alto e talvez cheguemos a Alfama. É a 3ª edição da Rota das Tapas Estrella Damm que está na rua. Até 8 de Junho, uma tapa e uma cerveja por 3€ em quase três dezenas de restaurantes e bares espalhados por Lisboa.

É no Prego da Peixaria que nos encontramos. Para além de um espaço bonito e serviço simpático, a proposta neste restaurante é um mini-burguer de camarão que há-de ser o meu preferido da tarde. Na Rota das Tapas o objectivo é conhecer sítios novos e pôr a conversa em dia. Pretexto mais que perfeito para calcorrear os bairros no coração da cidade, seguimos. Mapa em punho, basta-nos atravessar a rua até ao El Tomate onde um croquete de alheira com molho aïoli nos espera. O croquete é só um e há quem fique a suspirar por mais, enquanto decidimos a paragem seguinte. Daqui partimos rumo ao Bairro Alto.

Rota das Tapas, Lisboa

6.5.14

No restaurante A Charcutaria, à conversa com um artesão gastronómico

A Charcutaria, Lisboa

É assim que a Rua do Alecrim começa a subir do Cais do Sodré. À esquerda, fica A Charcutaria, um espaço com recantos convidativos e uma janela inspiradora. Entro para um almoço tardio e uma boa conversa com o artesão gastronómico: Manuel Martins tem muito para contar. Na sua cozinha, com fortes traços da gastronomia alentejana contam-se anos de experiência e muito amor pela partilha da mesa. Sento-me na barra, logo ao lado da cozinha. Nas mãos do chef coloco o destino deste almoço. São suas as escolhas e as histórias em torno dos pratos que fazem as minhas alegrias.

Para começar, aquelas que são conhecidas como as melhores empadas da cidade de Lisboa. Desembraço-me dos talheres e à primeira dentada a certeza de que são certamente das melhores que tive oportunidade de provar. Excelentes. Servidas como entradinha, a ombrear com um delicioso patê de fígados de aves e torradas de pão alentejano, são incontornáveis em qualquer visita À Charcutaria.

A Charcutaria, Lisboa A Charcutaria, Lisboa

Ainda com uma pequena tosta de queijo da Ilha e presunto na mão, perco-me de amores por umas petingas em conserva caseira. Manuel Martins explica o segredo destas pequenas sardinhas e o processo de confecção. De sabores fortes, hão-de desafiar o prato seguinte: uma patanisca com salada russa, que estando bem, não me faz esquecer as petingas. Falo delas, uma e outra vez, até chegarem as migas de ovo e batata, que na sua enorma simplicidade são para mim sinónimo do que de mais interessante tem a cozinha alentejana.

Com as entradas ainda a desfilar à minha frente, dou por mim a pensar num dos pratos assinatura d'A Charcutaria. Não resisto a perguntar, esperançosa, se há sopa de tomate e ovo. Recebo um sorriso cúmplice.

A Charcutaria, Lisboa A Charcutaria, Lisboa

21.9.13

Do Princípe Real ao Bairro Alto e até Alfama na Rota das Tapas

Estrella Damm - Rota das Tapas

Em Lisboa esconde-se uma cidade cheia de encantos que se desenha nas curvas e contra-curvas das colinas que sobem e descem, para gáudio de uns e pesadelo de outros. Se é para deambular sem destino e ao sabor das vontades, não há nada melhor que saltitar entre lugares onde petiscos variados acompanhados por uma cerveja alimentam dois dedos de conversa. Enquanto as noites amenas não se vão embora, a 2ª edição da Rota das Tapas está na rua até dia 6 de Outubro.

A Rota das Tapas, promovida pela Estrella Damm, começa no Princípe Real, desce ao Bairro Alto e apanha o eléctrico 28 até Alfama. Faz-se um percurso marcado no mapa e contado em tapas preferidas, que nesta edição são escolhidas por voto popular e por um júri de especialistas. Entre as 35 tapas a provar não será fácil escolher.

Lisboa, Fernando Pessoa Estrella Damm - Rota das Tapas

Aquando da 1ª edição da Rota das Tapas, os restaurantes e bares que tomaram parte estavam localizados no Princípe Real e no Bairro Alto. Desta feita, a Rota estende-se até Alfama onde (dizem alguns) bate o coração da cidade boémia. Foi lá, no Duetos da Sé, que nos deixámos guiar por entre tapas pela história do bairro.

22.5.13

Na Rota das Tapas por Lisboa

Rota das Tapas Estrella Damm

A tapear! Diz-se de um hábito muito característico em Espanha, onde a cultura da convivialidade é coisa séria e sair com os amigos para beber um copo é (quase) uma religião. Nas tapas é imperioso usufruir da partilha do ritual e aproveitar a experiência. O espírito de quem tapeia é traduzido em encontros e conversas e não precisa de razões especiais para acontecer. A não ser que haja uma rota de tapas (com mapa e tudo), sítios marcados e tapas especiais acompanhadas da inevitável cerveja.

A Estrella Damm promove em Lisboa, entre 23 de Maio e 2 de Junho, uma rota de tapas em 12 restaurantes espalhados entre o Bairro Alto, o Príncipe Real e o Chiado. No menu, uma tapa pensada para a ocasião e uma cerveja.

Rota das Tapas Estrella Damm

A ideia é cumprir uma espécie de romaria pelas capelinhas e ir provando as 12 tapas que fazem parte da rota. Eu provei três delas. Um pão crocante, aïoli, pimentos piquillos e petinga de conserva a que chamaram "Montadito 28" e que veio com um shot de gazpacho delicioso. Talvez o meu preferido.

Ou um pão grelhado com azeite verde de manjericão, alheira de caça e ovo de codorniz estrelado que recebeu o nome de "Montadito 52". É difícil de comer devido à altura mas tem todos os sabores certos.

Ou ainda um hamburger. Mini. De sua graça, "mini burger Robin dos Bosques". Com cebola caramelizada, como é suposto. O meu tinha a carne no ponto e estava muito bom. E eu que nem sou grande fã.