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12.11.15

Linguini com tinta de choco e salmão marinado

Spaghetti nero com salmão marinado

Dir-se-ia que o calendário está enganado. Dou por mim a verificar uma e outra vez. Tudo indica que avançamos alegremente para meados de um Novembro cheio de luz e dias bonitos. Não que eu me queixe, culpando o São Martinho por tão boas horas de sol e temperaturas amenas. Razões de sobra para na mesa continuar a aparecer cor e vivacidade em pratos cheios de frescura.

A história desta pasta escreve-se na cor da tinta de choco que lhe confere um carácter único. O impacto visual é talvez maior que o seu sabor inicial pois é na profundidade das suas notas, à medida que se vão misturando com os outros ingredientes, que este linguine nero di sepia se revela plenamente.

Spaghetti nero com salmão marinado

Já sem muitas opções, como curgetes ou pimentos, são as ervilhas congeladas e o feijão verde já cortado que dão cor a este prato. No desígnio de reduzir a quantidade proteína animal na nossa alimentação, o salmão é aqui utilizado quase como tempero. A marinada de citrinos dá-lhe ainda mais sabor e "cozinha" o salmão com a acção dos ácidos. É uma forma rápida de tratar o peixe mantendo todas as suas características e que é especialmente adequada em peixes gordos. A introdução dos ovos de codorniz é mais uma tenativa de dar cor ao prato e diversificar a proteína.

Este linguini com tinta de choco e salmão marinado faz-se em menos de meia-hora e tem todos os sabores que ainda apetecem nestes dias claros. É uma opção perfeita para as refeições durante a semana quando o tempo não abunda e ainda nos apetece comer comida colorida e fresca.

São servidos?

flores brancas e amarelas Spaghetti nero com salmão marinado

9.10.15

Salteado asiático de cogumelos e massa de ovo

Salteado de cogumelos e pimentos com massa de ovo

Primeiro um, depois outro e outro. Na cidade grande onde o tempo não pára para coisas como a mudança das estações ou os humores dos seus habitantes, as cores mudam sem pedir licença. Entre ventanias, bátegas de água e dias nublados, desenha-se um Outono que queremos seja do nosso contentamento. Olhar em volta e notar as diferenças na paisagem urbana é uma das pequenas maravilhas de todos os dias. O momento mágico em que se dá o aparecimento de cogumelos depois das primeiras chuvas nunca deixa de me surpreender.

Sem prestar atenção ao calendário, os pimentos vermelhos e os (últimos) tomates insistem em dividir o espaço na bancada com os marmelos e as abóboras. São combinação perfeita para os cogumelos shiitake cuja produção em Portugal subiu em flecha nestes últimos anos. Acessíveis nos mercados e supermercados, estes cogumelos remetem para o Japão mas o seu sabor característico adapta-se muito bem a outras influências.

Salteado de cogumelos e pimentos com massa de ovo Salteado de cogumelos e pimentos com massa de ovo

Um dia damos por nós a gostar de ingredientes ou comidas às quais, por desdém ou simples implicação, sempre torcemos o nariz. Cá em casa, descobrimos os caminhos para os supermercados asiáticos e aceitámos há muito os encantos dos sabores que vêm de longe. Molhos diversos, vegetais menos comuns, especiarias mil e o fiel wok.

Na corrida dos almoços de semana, feito em três tempos e outras tantas mexidelas assim se faz esta receita. Da intersecção das estações, o melhor dos verões e o mais promissor dos outonos. Pimentos vermelhos e cogumelos, à boleia de massa de ovo e amendoins torrados. Tragam os pauzinhos, as taças estão servidas.

Salteado de cogumelos e pimentos com massa de ovo

6.7.14

Conchas recheadas com espinafres e ricotta

Conchas recheadas com espinafres e ricotta

Verde, branco e vermelho. Numa mesa italiana há-de haver sempre uma referência tricolor aos ingredientes que fazem do Verão uma estação feliz. Para quem como eu pode viver de frutos e vegetais, acompanhados de um ou outro cereal ou massa e os inevitáveis queijos, é tempo de refeições vegetarianas.

A inspiração de Itália no prato é recorrente numa cozinha que privilegia a cor e o sabor e onde as ervas aromáticas e algumas especiarias desenham combinações que funcionam sempre. Espinafres e ricotta, noz moscada e passas, tomate e manjericão. Verde, branco e vermelho para um desafio italiamo.

manjericão Conchas recheadas com espinafres e ricotta

A sugestão de hoje faz uso de uma das minhas massas de eleição. As conchas gigantes são garantia de pratos bonitos para uma reunião familiar em volta da mesa e nunca falham quando se procura surpreender. Por serem muito flexíveis no que ao sabor diz respeito, escolho-as como recipiente predilecto para rechear, neste caso, com sabores italianos.

Esta receita não é propriamente rápida mas o trabalho que dá é compensado quando o tabuleiro é recebido por sorrisos e caras satisfeitas. É também uma forma de deixar de fora carne e peixe sem que a sua falta seja sentida, mesmo por carnívoros convictos.

Conchas recheadas com espinafres e ricotta

27.6.14

A salada asiática do chef Kiko Martins e os vinhos Grão Vasco

Restaurante O Talho, Workshop chef Kiko Martins

São dez da manhã quando entro n'O Talho. Da visão do chef Kiko Martins nasce um conceito peculiar que reúne um restaurante e, como o nome indica, um talho. Nesta área de entrada, a azáfama antes do almoço é feita de clientes que chegam para comprar os conhecidos hamburguéres, a alheira envolta em massa kadaif ou a vitela maronesa. Ali ao lado, o restaurante está ainda à média luz enquanto na cozinha se faz a preparação para os almoços e jantares. Gosto do ambiente sereno e ordenado que marca o começo de mais um dia n'O Talho. O espaço, pensado para ser multidisciplinar, recebe também aulas e workshops com o chef onde a comida e as viagens se encontram com os vinhos. Hoje são as receitas para todos os dias e a harmonização com os vinhos Grão Vasco que ocupam o balcão.

Como cozinhar e que carne escolher para as refeições familiares e que vinho combinar com o prato são perguntas frequentes. Frango, pato, vitela e alheira são os exemplos escolhidos pelo chef Kiko Martins para as suas sugestões de harmonização com o Grão Vasco branco e tinto, a comemorar 50 anos de história.

Restaurante O Talho, Workshop chef Kiko Martins Restaurante O Talho, Workshop chef Kiko Martins

Reunidos à conversa, com um copo de Grão Vasco branco 2013 apresentado pela enóloga Beatriz Cabral de Almeida acompanhamos a confecção de um bife de frango com tomilho e limão e de um cuscuz de curgete e tomate-cereja com manjericão. Um prato feito num piscar de olhos, onde a cor e o sabor do acompanhamento equilibram o conjunto. O vinho que tenho no copo é herdeiro de uma identidade particular e tem o Dão inscrito na sua estrutura e na sua história. Na minha mente, Grão Vasco e Dão são quase sinónimos. É um imaginário feito de cheiros e imagens que me transporta de imediato para norte. O novo rótulo reforça esse sentimento, partilhado por tantos, mantendo na cápsula da garrafa a referência à obra de Vasco Fernandes, São Pedro. É um retorno às origens.

Enquanto ordeno ideias e rabisco notas, o chef Kiko Martins prepara aquele que para mim foi o prato do dia. Uma salada asiática de magret de pato com laranja que há-de fazer os encantos de muitos. A discussão centra-se na harmonização. Branco ou tinto? Com corpo e sabor para ombrear com o Grão Vasco tinto 2010, o pato traz consigo os sabores frescos do gengibre e da hortelã que parecem combinar na perfeição com os aromas cítricos e frutados do branco. Escolha feita e a certeza de um par notável.

Mas o tinto não perde por esperar. A alheira crocante com arroz cremoso de grelos e compota de tomate é candidato a acompanhá-lo com distinção. Este é um prato assinatura que faz parte da carta do restaurante e que também está disponível pronto para ir ao forno na secção do talho. Já o tinha provado numa das minhas visitas anteriores, entre risos e sorrisos a propósito do nome dado ao prato (que se chama o "Sr. Quer Alheira"). A harmonização com o vinho realça a sua versatilidade. Por ser um tinto leve, enquadra o prato sem se sobrepor e completa a refeição. É também essa a intenção ao servir este tinto 2010 com a picanha grelhada e o maravilhosos puré de batata noisette e presunto do Talho. As venturas da manteiga noisette ficam para outro dia mas a memória deste puré não desvanece. Um je-ne-sais-pas-quoi de encantos mil.

Restaurante O Talho, Workshop chef Kiko Martins Restaurante O Talho, Workshop chef Kiko Martins Restaurante O Talho, Workshop chef Kiko Martins

É tempo de passar para a mesa. A abrir os muito falados croquetes de cozido com maionese de chouriço. As carnes do cozido, hortelã e chouriço em forma de fingerfood. Incontornáveis em qualquer passagem pelo Talho, estes croquetes ganham ares de comida de prato pela adição de uma maionese de chouriço que vem em bisnaga. Um piscar de olho de olho à passagem de Kiko Martins pelas cozinhas de Heston Blumenthal. Na escolha do vinho, e por mais que a fritura peça o branco, é no tinto que os sabores fortes do cozido encontram um parceiro à altura.

Nesta experiência, o desafio era combinar os diferentes sabores da cozinha do chef Kiko Martins com a simplicidade elegante dos vinhos Grão Vasco. Com tudo para encaixar na perfeição, algumas escolhas mostraram-se surpreendentes. Como conclusão, se gostei muito do tinto, fiquei perdida de encantos pelo branco. Desconfio que me há-de acompanhar por este Verão, em aventuras de pratos leves e descomplicados.

Restaurante O Talho, Workshop chef Kiko Martins Restaurante O Talho, Workshop chef Kiko Martins Restaurante O Talho, Workshop chef Kiko Martins

23.12.13

Aletria de arroz e coco e votos de Festas Felizes!

Aletria de arroz e coco

Cá em casa o Natal vem envolto em açúcar e canela, beijos melados e carinho embrulhado em papel de arroz. Sem fitas nem laços, o melhor presente é servido à mesa e partilhado nos sorrisos de miúdos e graúdos em sonhos, rabanadas e taças de aletria. Não é Natal se não houver aletria.

Esta é a minha receita de Natal partilhada No Reino dos 7, com votos de alegria e felicidade.

Rosa mosqueta // Rosehips Aletria de arroz e coco

A versão de aletria deste Natal é sem glúten e sem lacticínios, com massa de arroz e leite de coco. Taças preparadas e colheres em riste. Canela e compota de pêra e vinho do Porto para os crescidos, cacau e um quadrado de chocolate para os pequenos.

Festas felizes!

Aletria de arroz e coco

25.10.13

{Dia Mundial das Massas} Timballo de beringelas, anchovas e azeitonas

Timballo de beringelas e pimentos

Para relembrar a importância de uma dieta equilibrada e saudável, celebra-se como noutros anos o Dia Mundial das Massas. Os ingredientes de todos os dias, nas quantidades certas e utilizados numa alimentação variada, são o segredo de uma vida mais harmoniosa. Dizem-me que é assim e eu acredito. Confesso que gosto de massa por outras razões mais fúteis. São as cores, os sabores e as formas diferentes que me encantam. A promessa de pratos divertidos e um número sem fim de possibilidades, em que uma nova massa, outro molho ou um queijo diferente e muda tudo.

Com o céu como limite e uma mão cheia de massa, desenham-se mil caminhos onde o mais difícil é decidir qual seguir.

Macarronete de azeitonas

Quando a Milaneza me convidou a participar no Dia Mundial das Massas, lembrei-me de uma receita referida no workshop pelo chef Augusto Gemelli e que na altura me deixou muito curiosa. Decidi fazer um timballo.

Em italiano, timballo quer dizer “tambor”. A forma é idêntica e as receitas, características do sul de Itália apresentam diferentes possibilidades. Desde a massa de tarte coberta a envolver a massa até à utilização de massa filo, passando pela beringela grelhada, as versões são quase intermináveis. Embora mais difícil de desenformar, ao forrar uma tigela ou forma com beringela consegue-se um prato visualmente diferente e mais um vegetal na combinação.

A minha versão é servida em doses individuais mas este prato é tradicionalmente feito em formas grandes e cortado à fatia, muitas vezes para celebrações familiares. A receita pode facilmente ser triplicada.

Timballo de beringelas e pimentos Timballo de beringelas e pimentos

20.8.13

Atum braseado com soba e legumes

Atum braseado com soba e legumes

A cidade partiu para parte incerta. As ruas estão quase desertas e há uma calma que só o Verão sabe trazer. Este ano fico por cá, a braços com uma montanha de trabalho que há-de ser escalada e conquistada. Não evito, contudo, que a minha mente parta de vez em quando na direcção de uma ria ou para uma ilha querida no meio do oceano. Que os cheiros e os sabores de longe, as memórias de dias felizes e as saudades dos locais onde não estive ainda, me assaltem sem aviso. Em dias desses, há o consolo do prato onde se pode viajar para qualquer parte do mundo. Sem sair da mesa.

É assim com uma salada de massa e legumes, a piscar o olho ao Japão.

A correr... Atum braseado com soba e legumes

Shoyu, soba, wasabi. A culinária do Japão faz uso de diferentes condimentos que há poucos anos eram desconhecidos para mim. Aprendi a gostar. Descobri novos ingredientes e combinações surpreendentes. Muitos destes sabores estão inscritos na vivência quotidiana e na cozinha Japonesa. Não vive apenas de sushi ou sashimi mas das muitas cozinhas que cabem na mesa dos japoneses e na proliferação dos restaurantes japoneses por todo o mundo. Tornámo-nos fãs. Cá em casa vamos experimentando. Uns sabores são adquiridos, outros são naturalmente aceites.

Com presença garantida na despensa, a soba é uma massa sem glúten feita de farinha de trigo sarraceno. Tem um travo forte a nozes e uma consistência perfeita para saladas. Desta vez, fez-se ao prato na companhia de umas fatias de atum rosado, numa rara concessão a um peixe favorito que tem de ser consumido muito ocasionalmente.

São servidos?

Atum braseado com soba e legumes

26.7.13

Salada de massa fria com milho, curgete e lulas e o Workshop Milaneza

Massas frias para o Verão

Os italianos chamam-lhe pasta. De muitas formas e feitios, sempre no centro do prato e das atenções. Por cá adoptamos a palavra massa e damos-lhe durante muito tempo importância relativa. Tem sido assim numa cozinha onde o lugar da massa é secundário. Mas mudam-se os gostos e os hábitos alimentares e eis que na mesa somos cada vez mais adeptos de massa. Integrais, com sabores, formatos e cores diferentes. Perfeitas para dias de Verão, as saladas de massa fria piscam-me o olho. Fixo-me nos novos Búzios integrais da Milaneza no lançamento Especial Saladas. Entre conversas, risos e uma bancada cheia de ingredientes é a massa que nos une. Vamos fazer saladas de massa fria!

Por mim, aceito o repto e vou aprendendo com quem sabe. Nada como um chef italiano a falar com paixão pelas massas e uma marca portuguesa com um caminho percorrido em 80 anos de História. Longe dos dias em que era difícil encontrar boas massas secas em Portugal, hoje as opções são quase intermináveis e podem ser saudáveis, divertidas e muito úteis para esta altura do ano em que as temperaturas sobem. É a mensagem que fica neste Workshop Milaneza com o chef Augusto Gemelli.

Massas frias para o Verão Massas frias para o Verão

E é assim, num dia quente em tons de azul com o rio ali ao lado, que o chef Gemelli mostra como cozer a massa para ficar al dente e como combinar ingredientes para obter texturas e sabores equilibrados. De novo as diferenças entre italianos e portugueses, entre pasta e massa. Medidas na História e na tradição de cada um dos povos, é tempo de encurtar distâncias e (re)pensar o papel das massas no cardápio.

Se o meu olhar se perdeu nos Búzios Integrais, nesta ocasião a minha barriga elegeu os Laços Bicolores. Culpa de uma salada colorida e repleta de sabor. Milho doce, curgetes marinadas, lulas crocantes. Para ligar afinidades e cores, um azeite de agrião fantástico. Na mesa em poucos minutos, é a minha salada de massa preferida por estes dias.

Massas frias para o Verão

Como num verdadeiro menu italiano, a salada de massa fria com milho, curgete e lulas é só o primeiro prato. Havemos de nos debater com uma outra salada, desta feita morna e onde os bonitos Búzios Integrais vêm acompanhados de creme de queijo Mascarpone, presunto estaladiço, tomate seco e rúcula. Uma combinação muito boa para dias mais frescos de um Verão como este.

Para terminar, uma sobremesa também com massa. Um Timballo de Aletria com passas, chocolate negro, fruta cristalizada, limão e laranja. Uma curiosa versão para um prato doce já que o Timballo é um prato italiano feito no forno com massa, arroz ou batata, a que se juntam outros ingredientes como carne ou peixe, legumes e frutas. Cortado à fatia e servido com molho de chocolate com um sabor forte a laranja é demasiado pesado para mim num dia de tanto calor. Mas fica a vontade de voltar a esta interessante receita do chef Gemelli lá mais para o Outono.

Massas frias para o Verão Massas frias para o Verão

1.4.13

Penne com azeitonas, almôndegas e hortelã

Penne com azeitonas, almôndegas e hortelã

Uma tigela fumegante e o conforto da massa envolta em molho de tomate é a panaceia possível para todas as tristezas de fim de estação. Que é como quem diz, um Inverno que teima em não partir e levar consigo a chuva, os vírus e as mazelas do tempo frio. Mais que prontos para os dias de Primavera, cá em casa fazemos compassos de espera. Uma e outra vez. E desesperamos. Possa um almoço quente e reconfortante trazer alegria a dias cinzentos.

Há flores que teimosamente vão nascendo, um pouco por todo o lado. Por entre os pingos da chuva incessante, um passeio junto ao mar parece trazer a promessa de tardes mais risonhas. Fica o desejo.

pedra do sal Penne com azeitonas, almôndegas e hortelã

Massa e almôndegas é um par muito pouco italiano, a piscar o olho a uma reinterpretação feita por terras do Tio Sam. É comum utilizar spaghetti ou spaghettini neste prato. Porque gosto muito de massas com orifícios onde o molho se esconda, fiz penne alle olive, uma versão com sabores mediterrânicos que combina as azeitonas na própria massa. Qualquer outro formato ou massa simples, pode ser usada, eventualmente aumentando a quantidade de azeitonas para reforçar o sabor ao finalizar o prato.

São servidos?

25.10.12

{Dia Mundial das Massas} Conchiglioni com beringela, pimento assado e feta

Conchiglioni com beringela, pimento assado e feta

A mais justa homenagem aos ingredientes simples é a celebração do dia-a-dia. Com felicidade garantida, assim o cozinheiro escolha integrá-los na ementa. É tê-los na mesa a acompanhar um quotidiano feito de refeições mais ou menos a correr, das que se fazem em cima do relógio e das outras sem a pressão do tempo. Alimento de todos os dias, as massas fazem parte da cozinha simples e têm lugar em muitas mesas. Dia 25 de Outubro é Dia Mundial das Massas. Vamos comer massa hoje?

Por serem versáteis, económicas e nutritivas, as massas oferecem possibilidades quase infinitas e são um veículo perfeito para levar vegetais ao prato. De todas as formas e feitios, as minhas preferidas são as que oferecem "bolsos e ranhuras" onde o molho se possa esconder. E aquelas que podem ser recheadas, como estes Conchiglioni.

Beringelas e tomates // Aubergines & Tomatoes Conchiglioni com beringela, pimento assado e feta

A comemoração do Dia Mundial das Massas é um lembrete que se agradece. Traz consigo uma chamada de atenção para um alimento cheio de qualidades. Não vejo a massa como um acompanhamento, papel que na cozinha em Portugal tantas vezes lhe é conferido. É antes uma base multifacetada, na cor, na forma e na textura, para uma infinidade de combinações a que o queijo raramente é alheio.

A minha sugestão de hoje é uma refeição vegetariana, com uma combinação de legumes assados e queijo Feta, que servem de recheio a umas bonitas conchas gigantes. Com um molho de 3 tomates, que é como quem diz, tomate assado, tomate seco e tomate maduro. Não é uma receita para todos os dias. Implica algum tempo e um período de meditação (que corresponde a rechear cada uma das conchas gigantes) e uma longa lista de ingredientes e procedimentos. Mas vale cada um dos esforços. E pode ser preparada aos poucos, assando os vegetais e fazendo o molho num dia e recheando e finalizando o prato no outro. Se ainda restarem pimentos vermelhos e os últimos tomates, este prato oferece uma excelente oportunidade para os usar.

Pimentos // Red Bell Peppers

17.5.10

Um tacho para 6

Seafood Pasta // Massada de marisco

O meu tempo na cozinha é tempo de qualidade. Cozinho para dois ou para uma dúzia. Não me importo com a lista de ingredientes ou a extensão dos procedimentos, raramente me assusto com as técnicas e acredito sempre que no final vai ficar tudo bem, porque se outros fizeram eu também sou capaz. Desastres tenho alguns e más experiências também, mas nada de extraordinário. Há, no entanto, uma tarefa da qual fujo a sete pés: lavar loiça é um pesadelo para mim. Diz-se por aí que herdei da minha mãe a fraca apetência pela água e pela esponja. Dir-se-ia que os espíritos criativos não nasceram para estar confinados a um lava-loiças... Bendita a senhora que inventou a máquina da loiça e obrigada forças do Universo por uma cara metade que põe as luvas e trata do assunto! Apesar de uma máquina eficiente e de um marido eficaz, a minha opção favorita é uma receita que sirva uma refeição para várias pessoas com economia de meios no que toca à utilização de tachos. Porque me apetece ficar a conversar toda a tarde sem preocupações com a loiça, assim se faz uma massada.

Seafood Pasta // Massada de marisco

Massada de lulas e marisco

6 porções individuais

2 cebolas médias, picadas
2 dentes de alho, picados
2 colheres de sopa azeite
1/2 colher de chá orégãos secos
pitada manjericão seco
1 lata de tomate (400g)
125 ml de vinho branco seco
1 colher de chá de açafrão das índias (curcuma)
600g lulas limpas, cortadas
12 camarões grandes, crus (descascados mas com cabeça)
500-650ml caldo de peixe, quente
400g massa seca (macarrão ou cotovelinhos)
2 colheres de sopa de coentros picados
sal e pimenta q.b

Coza a massa escolhida em bastante água com sal, conforme as indicações da embalagem. A massa deve ficar al dente.

Num tacho grande de fundo grosso, aqueça o azeite com o alho e junte as cebolas. Deixe alourar até a cebola estar macia (2-3 minutos). Junte o tomate (e o seu líquido), o vinho e as ervas aromáticas. Deixe ferver por 10 minutos ou até o molho ter engrossado. Tempere com sal e pimenta. Reduza a puré num liquidificador, se achar necessário (opcional). Adicione o caldo de peixe e o açafrão. Coloque as lulas no tacho e deixe cozer, destapado, 5 minutos. Junte os camarões, tape e deixe cozer 2 minutos. Retire do lume. Rectifique o tempero.

Escorra a massa e adicione ao molho de lulas e camarão. Mexa para envolver. Polvilhe com coentros picados. Sirva de imediato.

20.11.09

[4 por 6] Pasta, pasta!

Não é que seja costume eu fazer bifes da vazia e nacos de peixe a toda a hora, mas há alturas em que da minha cozinha tendem a sair pratos vegetarianos uns atrás dos outros... O Provador, coitado, resigna-se à ditadura de quem armado de colher de pau e poucos desejos de proteína animal, comanda as panelas. Só que desta vez a ausência da carne não foi notada - este prato de massa merece o papel de solista por mérito próprio. É delicioso. Por isso, a sugestão deste 4 por 6 é novamente vegetariana. Para me redimir completamente, fiz também uma sobremesa (porque a gestão das compensações dá sempre resultado). ;)

Courgette Pasta with Spinach Balls

Massa com molho de curgete e almôndegas de espinafres
Adaptado de Antonio Carluccio, Simple Cooking (via delicious. magazine, Outubro 2009)

4 pessoas

400 gr massa fresca, rigatoni ou penne

para o molho:
2 dentes alho, picados finamente
120ml azeite (usei cerca de metade)
1 malagueta fresca, sem sementes, picada
2 curgetes médias, raladas
60g parmesão (ou grana padano), ralado

para as almôndegas:
500g espinafres
pitada noz moscada
1 dente alho (pequeno), picado finamente
2 ovos médios (ou 1 grande)
100g miolo pão, em migalhas (usar pão do dia anterior)
50g parmesão, ralado
(pão ralado para moldar)
(óleo e) azeite para fritar

Courgette Pasta with Spinach Balls

Para as almôndegas de espinafres, coza os espinafres em água com sal por 2 minutos. Escorra o máximo de água possível e pique. Misture com os restantes ingredientes numa tigela. Tempere com sal e pimenta. Se a mistura estiver demasiado mole, acrescente 1 colher sopa de pão ralado. Molde em bolas do tamanho de nozes. Cubra com azeite e/ou óleo vegetal o fundo de uma caçarola larga. Frite as almôndegas (4-5 minutos de cada lado) até estarem douradas. Escorra o excesso de gordura em papel de cozinha. Reserve num prato aquecido.

Coza a massa em bastante água com sal, conforme as indicações da embalagem. Reserve parte da água da cozedura.

Coloque o alho, azeite e malagueta num tacho grande e deixe alourar 1 minuto. Junte as curgetes e cozinhe por 3-4 minutos. Retire do lume. Adicione a massa escorrida, o parmesão ralado e parte da água da cozedura que reservou. Envolva e sirva de imediato com as almôndegas quentes. Se desejar polvilhe com extra parmesão ralado.

Coconut Pudding

Pudim de Coco

A receita base deste pudim é a mesma medida de ovos, leite e açucar. Os sabores extra podem ser adicionados garantindo a consistência da mistura. As quantidades indicadas a seguir servem 4 gulosos.

5 ovos (250ml)
160g açucar (um pouco menos de 250 ml)
250ml leite
2 colheres sopa coco ralado
1 colher sopa licor coco (tipo Malibú) ou 1/2 chá extracto (opcional)

caramelo (num tacho alto coloque a mesma quantidade de água e açúcar, deixe ferver e quando atingir o ponto de caramelo - ou seja, quando atingir uma cor acastanhada - retire do lume.)

Bata os ovos ligeiramente e misture os restantes ingredientes. Deite numa forma de pudim (com tampa) forrada com caramelo e leve ao forno a 180ºC cerca de 30 minutos em banho-maria ou cozana panela de pressão (cerca de 10 minutos).

Dica de poupança: Use a panela de pressão para cozer alimentos que demoram muito tempo numa panela convencional. É o caso das leguminosas e também deste pudim. A cozedura é mais rápida sob pressão, os alimentos são cozidos a uma temperatura mais elevada, cozinham mais rápido e consequentemente consome-se menos energia.

Factura:
pão (1.29€/un.) - 0.15€
espinafres (1.89€/Kg) - 0.95€
massa fresca (0.79€/400grs) - 0.79€
queijo parmesão (€ 4,50€/250grs) - 1.80€
curgetes (1.20€/Kg) - 0.30
azeite (2.99€/garrafa) - 0.60€
óleo (1.21€/L) - 0.10€ (considerei óleo de girassol)

ovos (1,64/12 un.) - 0.96€
coco (0.49/200grs) - 0.05€
açucar (0.94/Kg) - 0.08€
leite (0.54€/L) - 0.14€

total - 5.92€

Os preços de referência dos ingredientes são do continente. Não foram considerados valores para o alho e malagueta, nem para o licor. Os valores são, como sempre, apenas indicativos.