
Do sol que espreita por entre as nuvens vem a promessa de uma nova estação e dias com mais luz. Ainda não é tempo de desligar o forno e a cozinha não deixou de ser o lugar preferido da casa, escolhido por humanos e um felino para finais de tarde em que a temperatura cai a pique e pede uma chávena de líquido a fumegar. Na mesa posta, há queijo fresco e compota para o pão que está a cozer e a na chaleira a água está quase a entrar em ebulição.
A preguiça depois de um dia de trabalho não é desculpa para deixar de lado a farinha e a água e não desfrutar de pão acabado de fazer. Basta pensar num pão rápido, em que o fermento utilizado não é diferente do usado no mais simples bolo. Se ao lote se juntar sementes e passas de uva e se as farinhas escolhidas adicionarem sabor e textura, estão reunidas as condições para o lanche perfeito.

O que bebemos é parte integrante da nossa cultura da mesa e das tradições que nos são passadas ao longo do tempo. As infusões, feitas a partir de plantas, são um ritual que mantemos com gosto. Porque são deliciosas e nos mantém hidratados e porque em cada chávena de erva príncipe ou tília reencontramos os aromas que nos trazem de novo a casa. As Infusões com História são um projecto que procura perpetuar esse legado e reforçar a ligação à terra, no duplo sentido da paisagem e da história. Da Infusão do Mato, com o sabor inconfundível da carqueja, às Infusões Montanha de Sensações, em torno da urze e da prunela, até às Infusões do Românico Português, com notas de erva cidreira e hortelã, encontra-se uma viagem repleta de emoções.
Enquanto a Primavera se apronta lá fora, aqui dentro aproveitamos os raios de um sol do qual já tínhamos saudades. Com o nariz metido na chávena e a mente focada em ideias positivas, sonha-se acordado com os dias que hão-de vir. Feliz quarta-feira!












































