
Acelera-se a vida, um dia a seguir ao outro, até que se vê espreitar o final do ano. Dezembro chega sempre de surpresa e vai-se como se nunca fosse suficiente. Se há corrida que já se espera mas nunca se abrevia é a da azáfama das festas. Entre jantares, almoços, só um café ou apenas o abraço, sofre a rotina de todos os dias que se vê mudada ou esquecida até que o ano novo se apresente.
Do mercado que se faz de Inverno e de cores mais esbatidas, trazemos um saquinho de alcachofras de Jerusalém. Também lhe chamam topinambo, consoante a herança seja anglo-saxónicas ou francófona. São pequenas formas tubulares com protuberâncias que trazem sempre terra e que sabem a nozes.


A salada de hoje usa as alcachofras de Jerusalém em crú e combina com o doce da maçã e os sabores fortes das nozes. Os rebentos de rúcula são mais para agradar aos olhos que ao palato mas a sua presença oferece o ligeiro amargor que faltava. O mais difícil é não deixar o cérebro em roda livre quando a mandolina faz o seu papel e resistir ao impulso de roubar mais uma noz.
Servida ao almoço na companhia (boa) de uma tarte de cogumelos restaura a esperança que os dias do mês hão-de ser capazes de albergar todos os afazeres já planeados. Bom apetite!

















































