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7.3.19

{ Ingrediente Secreto } Fregola com legumes assados e atum

Fregola com legumes assados e atum

Fruto do acesso mais fácil a outras cozinhas e outros pratos, descobrir novos sabores, novas texturas ou novas combinações é cada vez menos comum. E de repente há algo diferente que se cruza no dia-a-dia previsível e adiciona graça à mesa. Fica contente a cozinheira que mal pode esperar para experimentar o ingrediente descoberto e alargar as suas utilizações e satisfeitos os comensais que, curiosos, querem saber tudo sobre as bolinhas imperfeitas que lhes chegam ao prato. Venham daí conhecer a fregola!

A fregola é uma pasta proveniente da Sardenha que é feita com semolina e água. A sua textura é diferente do cuscuz devido ao seu tamanho e, como é torrada, possui um sabor pronunciado de frutos secos. Utiliza-se em receitas mais tradicionais de massa mas também em saladas ou sopas, como acompanhamento ou como ingrediente principal.

Fregola com legumes assados e atum
Fregola com legumes assados e atum

A paleta de sabores desta receita é muito "italiana", com o manjericão e o vinagre balsâmico a dar o mote, mas é a passagem do tomate-cereja, da curgete e da cebola pelo forno que confere mais sabor ao conjunto. O processo torna também muito fácil finalizar o prato e servir com rapidez e pouco esforço. Como sempre, a qualidade dos legumes usados e do atum escolhido é essencial para o resultado final.

Porque é importante manter a curiosidade sobre o que comemos, experimentar ingredientes menos usuais permite muitas vezes encontrar soluções simples e deliciosas para refeições rápidas durante a semana. A fregola é um desses ingredientes secretos. Não deixem de provar!

Fregola com legumes assados e atum
Fregola com legumes assados e atum

17.1.19

Sopa de lentilhas e tomate assado

Sopa de Lentilhas e tomate assado

Começa-se de novo quando o calendário vira e um ano pronto a estrear nos chega às mãos. O que fazer dele (e com ele) é a questão que se coloca a cada Janeiro que se inicia. As minhas resoluções são parcas em detalhe e começam sempre no eterno retorno de um prato de sopa. Não há melhor conselheiro ou maior aliado quando procuramos organizar as ideias que o processo mágico de transformar simples vegetais em combustível para corpo e alma.

Entre panelas fumegantes e o forno ligado, as tardes de Inverno tornam-se mais positivas. A escolha recai nas lentilhas e a inspiração para a sopa que há-de ser refeição vem de uma das minhas autoras preferidas. Tem tudo o que se espera de um prato principal, completo e saciante, e a simplicidade de uma sopa, que se come de tigela na mão. Que 2019 vos permita conforto e plenitude em cada gesto!

Sopa de Lentilhas e tomate assado

31.8.16

Espetadas de queijo halloumi

Espetadas de halloumi, curgete e tomate (com menta e malagueta)

Olhar para as cozinhas do mundo é encontrar visões diferentes da comida, baseadas na tradição e nos ingredientes mais comuns numa determinada geografia. A nossa alimentação é determinada sobretudo pela nossa história e pela cultura de que fazemos parte. Explorar novas formas de confecção ou produtos de outras latitudes mesmo que a distância não seja grande é sempre garantia de aventura no prato.

Da infinidade de queijos que se encontram nos países mediterrânicos, o cipriota halloumi é talvez um dos mais curiosos. Por não derreter como os demais, permite receitas onde o queijo é grelhado ou utilizado de maneira a manter a sua forma mesmo quando sujeito a temperaturas altas.

Espetadas de halloumi, curgete e tomate (com menta e malagueta)

A ideia de umas mini-espetadas pode ser servida como parte de uma refeição ou como fingerfood. A combinação de curgete e tomate cereja pisca o olho ao Verão, com uma marinada de hortelã / menta seca e malagueta a completar a noção de que se trata de espetadas grelhadas. A montagem é divertida e muito simples de fazer. Cozinhei as minhas na Actifry e servi com uma salada de quinoa mas as possibilidades para estas espetadas são quase infinitas, podendo utilizar-se outros vegetais como a beringela e o pimento ou a cebola roxa e as malaguetas frescas adaptando a receita ao gosto de cada um e que se tem mais à mão.

Esta é uma receita perfeita para o final do Verão, celebrando o sol e o bom tempo, ou para uma refeição ligeira do agrado de miúdos e graúdos!

Salada de quinoa, beterraba e feijão verde

3.9.15

Gaspacho com pimento assado e croutons de alho e orégãos

Gaspacho e dias de praia

Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Mas há também quem garanta que nem todas, só as de Verão. No fundo, isto não tem muita importância. O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos.

Pudesse William Shakespeare ter escrito Sonho de uma noite de Verão não como uma comédia trágica mas como uma peça dramática e nada seria o mesmo. Expectativas literárias à parte, é a reflexão sobre a vida que mais surpreende nesta obra, hilariante e improvável, aparentemente ligeira e quase a pedir para não ser levada a sério. Como as aparências, a palavra escrita ou os pratos que parecem mais simples encerram tantas vezes a quantidade certa de tudo o que faz parte de uma boa receita.

Gaspacho e dias de praia Gaspacho e dias de praia

Setembro chegou apressado e com ele uma mudança nas dinâmicas do mundo: volta-se ao trabalho, reinicia-se a rotina de todos os dias e aceita-se (com alguma tristeza) que as horas de sol são notoriamente mais curtas. É assim para quase todos. Este ano trocamos as voltas ao calendário e convencemos o Verão a ficar mais um pouco. Entre desejos, mézinhas e promessas fazemos tartes que nos lembram os dias estivais e continuamos a celebrar o delicioso tomate que ainda chega à nossa cozinha.

Os finais de tarde na praia pedem refeições frescas e a preguiça de quem não teve férias apela à facilidade extrema. A história deste gaspacho, tradicional em quase tudo menos num ingrediente, faz-se vezes sem conta neste Verão. Querendo acreditar que a estação ainda não mudou, assim o tomate chegue, e o gaspacho continuará a ser feito.

Gaspacho e dias de praia

14.8.15

Salada de tomate, pêssego e morangos e uma tarte

Salada de tomate, pêssego e mornagos

Como se nunca fosse acabar, o Verão continua a pintar as bancas do mercado, a encher a bancada da cozinha e a aparecer no nosso prato em tons de vermelho e laranja, ensolarado e quente, num pleno de alegria e exuberante manifestação de boa disposição. Pudesse eu e guardava cada bocadinho desta estação para dias menos fertéis, para temperaturas menos amenas. Entre planos de refeições simples e leituras postas em dia, é fácil confiar nos frutos e vegetais que, por si e quase sem transformação, se compõem em pratos vegetarianos que o mais intrépido carnívoro não consegue recusar.

Da improvável combinação de frutas, uma salada sem doce (para além do da fruta) e o contraste do azeite de sabor vincado a colocar as notas certas no acompanhamento de uma tarte de curegete e cebola roxa, cujo segredo fica guardado na massa de espelta.

Tarte de curgete e cebola roxa (massa de espelta) Azeite Quinta do Crasto Tarte de curgete e cebola roxa (massa de espelta)

Do olival ao prato vai um longo caminho onde o trabalho desenvolvido se traduz em azeites de aroma e sabor muito diversos. Como tantas vezes acontece, oliveiras e videiras coexistem no mesmo ecossistema, o que faz com que azeite e vinho andem a par, como na lindíssima Quinta do Crasto no Douro. Tão interessante como explorar o mundo infinito dos vinhos, o azeite oferece igualmente um território propício à prova e à descoberta de diferentes produtos e a sua utilização em pratos distintos.

Para esta salada inusitada, a escolha do azeite Quinta do Crasto Selection, muito aromático e ligeiramente picante, resultado das variedades de azeitona utilizadas, Cobrançosa e Madural, e das características únicas do lugar onde as oliveiras crescem e florescem. A recomendação é que a escolha se faça por um azeite com personalidade e onde o picante se encontre para reforçar nesta salada de fruta a sua faceta salgada e de acompanhamento da tarte de curgete e cebola roxa onde o sabor da espelta traz notas de frutos secos.

Azeite Quinta do Crasto Tarte de curgete e cebola roxa (massa de espelta)

6.7.15

Sopa de cenoura e tomate assado + ovo escalfado

Sopa de dois tomates (com ovo escalfado)

Junho foi um mês cheio. Cheio de trabalho, cheio de emoções, cheio de boas notícias, alguns nervos e um ciclo que se fechou com o final de um doutoramento. Quando tudo falha e as horas do dia não são suficientes para o muito que há para fazer, entramos em modo de sobrevivência. Cá em casa, é sinónimo de sopas e saladas rápidas, feitas em minutos, e de uma preparação mais rigorosa do que é costume. Das rotinas do fim-de-semana, a ida ao mercado e o arrumar das frutas e vegetais é feito enquanto no forno se assam beringelas e tomates (e se o tempo permitir um bolo de mirtilos e limão).

Por estes dias sonhamos com as férias que ainda demoram e aproveitamos cada minuto de luz. Num gesto fácil, picam-se os vegetais, juntam-se as ervas do momento, uns salpicos de azeite e assa-se tudo. Reduzidos a puré, tomates e cenouras pintam uma sopa onde o manjericão e o colorido de tomates-vereja vermelhos e amarelos acrescentam ainda mais sabor. Para uma refeição leve, um ovo escalfado e umas tostas caseiras completam a tigela.

manjericão Sopa de cenoura e tomate assado (com ovo escalfado)

Bom Verão!

11.9.14

Fritata de curgete e tomate cereja

Tortilha leve de curgete e queijo

Não me mostres o teu lado feliz / A luz do teu rosto quando sorris / Faz-me crer que tudo em ti é risonho / Como se viesses do fundo de um sonho. A música, em modo repeat, vai fazendo eco de um sentimento sorumbático que em dias como o de hoje se mostra mais. Culpa do tempo? Talvez. O tempo tem as costas largas e pode bem arcar com as culpas. Mas enquanto o sol não volta, há mézinhas quase infalíveis.

Não há maior conforto que ligar o forno em dias de chuva e céu cinzento. Para alguns é sinónimo de bolo e intermináveis chávenas de chá. Para mim, e enquanto as temperaturas frias não chegam, é desculpa para um almoço que se faz sozinho e nos recebe na mesa como se fosse Domingo. Não é e a ilusão dura apenas o tempo necessário para o mundo parecer um sítio um pouco melhor. São os ovos e o conforto do queijo e dos tomatinhos quentes que ofuscam o meu lado lunar por uns momentos.

erva caril Tortilha leve de curgete e queijo

Do forno sai uma fritata. Palavra inventada entre a frittata italiana e a tortilla espanhola e cunhada no desespero de uma mente (demasiado) preenchida. Serve-nos de almoço à boleia de uma enorme tigela de salada de alfaces e rúcula.

Ainda com os tomates de todas as cores a dar alegria à cozinha, em cestas acabadas de chegar, há também os livros de autores favoritos que iluminam qualquer macambúzio. Afinal não faltam razões para resgatar sorrisos perdidos, uma por cada tomate pequenino de cores diversas.

eat + tomatoes


13.8.14

Tomates recheados com queijo-creme e ovo cozido

Tomates com queijo-creme e ovos cozidos

Comida bonita, gente feliz à mesa. O mote, inscrito em cada página do diário imaginário da cozinha cá de casa, dá direito a algum debate. E o sabor? Pode um prato mais bonito ombrear com um mais saboroso? O melhor dos dois mundos resulta de um equilíbrio nem sempre fácil. Cor, textura e sabor. Garantia de uma aparência catita e de muito sabor. Um e outro estão dependentes da qualidade dos produtos e da confecção, do cuidado e da atenção dispensada por quem os cozinha.

Estes tomates recheados são exemplo do binómio desejado. Piscam o olho a um Verão tímido e compensam um ou outro dia mais cinzento. São um raio de sol no prato.

Tomates com queijo-creme e ovos cozidos Tomates com queijo-creme e ovos cozidos

Agosto é tempo de aproveitar certos vegetais e frutos no seu auge. O tomate é um desses produtos que está ao seu melhor nível quando o tempo aquece, em termos de sabor e aparência. É também a altura em que é mais barato. Razões de sobra para, por estes dias, fazer uma aparição em quase todas as nossa refeições.

Desta feita, um prato largo de tomates recheados com queijo-creme dos Lacticínios das Marinhas (de que muito gosto) e ovo cozido para uma entrada colorida, deliciosa e equilibrada. Um bónus para quem se preocupa também com a contagem de calorias.

Tomates com queijo-creme e ovos cozidos

25.10.12

{Dia Mundial das Massas} Conchiglioni com beringela, pimento assado e feta

Conchiglioni com beringela, pimento assado e feta

A mais justa homenagem aos ingredientes simples é a celebração do dia-a-dia. Com felicidade garantida, assim o cozinheiro escolha integrá-los na ementa. É tê-los na mesa a acompanhar um quotidiano feito de refeições mais ou menos a correr, das que se fazem em cima do relógio e das outras sem a pressão do tempo. Alimento de todos os dias, as massas fazem parte da cozinha simples e têm lugar em muitas mesas. Dia 25 de Outubro é Dia Mundial das Massas. Vamos comer massa hoje?

Por serem versáteis, económicas e nutritivas, as massas oferecem possibilidades quase infinitas e são um veículo perfeito para levar vegetais ao prato. De todas as formas e feitios, as minhas preferidas são as que oferecem "bolsos e ranhuras" onde o molho se possa esconder. E aquelas que podem ser recheadas, como estes Conchiglioni.

Beringelas e tomates // Aubergines & Tomatoes Conchiglioni com beringela, pimento assado e feta

A comemoração do Dia Mundial das Massas é um lembrete que se agradece. Traz consigo uma chamada de atenção para um alimento cheio de qualidades. Não vejo a massa como um acompanhamento, papel que na cozinha em Portugal tantas vezes lhe é conferido. É antes uma base multifacetada, na cor, na forma e na textura, para uma infinidade de combinações a que o queijo raramente é alheio.

A minha sugestão de hoje é uma refeição vegetariana, com uma combinação de legumes assados e queijo Feta, que servem de recheio a umas bonitas conchas gigantes. Com um molho de 3 tomates, que é como quem diz, tomate assado, tomate seco e tomate maduro. Não é uma receita para todos os dias. Implica algum tempo e um período de meditação (que corresponde a rechear cada uma das conchas gigantes) e uma longa lista de ingredientes e procedimentos. Mas vale cada um dos esforços. E pode ser preparada aos poucos, assando os vegetais e fazendo o molho num dia e recheando e finalizando o prato no outro. Se ainda restarem pimentos vermelhos e os últimos tomates, este prato oferece uma excelente oportunidade para os usar.

Pimentos // Red Bell Peppers

22.8.11

Peixe. mar e um gratinado de tomate e espinafres

peixe fresco

Não há peixe como o da costa portuguesa. Não sou só eu que o digo. É uma impressão generalizada e que é corroborada por quem o prova. Infelizmente o bom peixe português chega a cada vez menos portugueses. Porque o peixe é caro. Porque a oferta de peixe pescado e produzido sabe-se lá onde é cada vez maior. Porque os mercados estão abertos apenas a horas em que a maioria das pessoas não está disponível e peixarias com havia há uns anos nem vê-las. mas por muitas que sejam as dificuldades, nada bate o bom peixe. Português.

As minhas férias no Algarve são sempre uma altura de celebração do peixe. As duas "viúvas" da fotografia foram deixadas pelo meu pai para o nosso almoço de abertura da época balnear. Não podiam ser melhores. Desconfio que as "viúvas" têm outro nome mas foi assim que o pescador lhes chamou. Ou assim diz o meu pai.

banho ao fim da tarde

Gratinado de tomate e espinafres // Spinach Tomato Gratin

Um gratinado de tomate e espinafres é pretexto para um acompanhamento diferente. Nas cores da estação e fazendo uso dos deliciosos tomates, é uma alternativa que também pode fazer de prato principal. E demora literalmente minutos a fazer.

31.7.11

Azeite, farinha, ervas e uma tarte de tomate, curgetes e ricotta

Tarte fina de tomate e ricotta //Tomato Ricotta Tart

Julho de todos os sabores. Doce, salgado e agridoce. Temperado com frio e vento, trabalho e férias, luz e escuridão. Cara e coroa. Dias felizes. Mar e sol. Livros e mais livros. Boas leituras. Horas sem fim. Julho de todos os silêncios, em que A Voz se calou. Penas e pedras. Discos perdidos. Rádio ligada. Celebrações. Encontros familiares e muitas gargalhadas. Tudo e mais alguma coisa.

Um banco com vista para o infinito. Não importa onde ou quando, há no mar que caminha para o céu uma garantia de aconchego. É como se em qualquer parte pudéssemos reconhecer o cantinho de água onde desde sempre molhamos os pés e a nesga de céu azul onde o olhar pode descansar. Uma espécie de chegada ao destino, um retorno continuado a um lugar conhecido.

vista de mar
Tarte fina de tomate e ricotta //Tomato Ricotta Tart

Diz o provérbio que três é a conta que Deus fez. Um triângulo. Uma troika. Três. Como se a conta fosse redonda. Perfeita na sua harmonia de vértices e ângulos rectos e agudos, numa geometria de vontades. Ou de sabores. De sons. De cores. Tomate, curgetes e ricotta. 3 dos meus ingredientes favoritos para comemorar o 3º aniversário do Figo Lampo e fazer votos de muitos e longos anos de vida!

Tarte fina de tomate e ricotta //Tomato Ricotta Tart

11.10.10

Caponata, presunto e dias felizes

Caponata

A vida leva-nos a muitos sítios. A minha nunca me levou a terras italianas. Não calhou. E por muitos e largos anos, eu tive um livro de cozinha italiana que não explorei devidamente. Até agora. Comi um antipasto com a minha amiga M. numa recente incursão num restaurante italiano preparado à base de berinjela, tomates, aipo, alcaparras e outros ingredientes. Decidi e comuniquei: vou fazer caponata em casa. Esta receita é um prato vegetariano da região da Sicília em Itália que me lembra sempre o muito francês ratatouille. A mistura dos vegetais e o perfume do manjericão parece sintetizar na perfeição a filosofia da cozinha italiana, o gosto pelos ingredientes e o colorido do prato. A caponata siciliana pode ser servida como acompanhamento - contorni - ou como refeição, acompanhada de presunto ou queijo peccorino. A receita que se segue é uma mistura de várias sendo que a caponata pode ser feita no tacho ou no forno e utilizar diferentes combinações de ingredientes.

Caponata

Caponata Siciliana

4 a 6 porções

4 berinjelas pequenas
2 cebolas grandes, cortadas em fatias finas
3 ramos de aipo, cortados em pedaços
400g tomates maduros, sem pele (cerca de 5 ou 1 lata)
1 colher (chá) de açúcar
4 filetes de anchova
50g de azeitonas verdes (sem caroço), picadas
1 colher (sopa) de alcaparras
3 colheres (sopa) de vinagre de vinho tinto
4 colheres (sopa) de azeite extra virgem
1 colher (sopa) de passas
folhinhas de manjericão fresco

Corte as berinjelas em fatias e grelhe num grelhador antiaderente. Vire ao fim de 2-3 minutos. Pincele com azeite e tempere generosamente com sal e pimenta. Reserve e repita até grelhar todas as fatias. Parta cada fatia ao meio ou em quatro. Numa caçarola larga, aqueça o azeite e frite as cebolas (até estarem translúcidas) e acrescente o aipo. Junte as anchovas e mexa até estarem incorporadas. Adicione os tomates, as azeitonas e as alcaparras. Tempere com sal e pimenta. Cozinhe por cerca de 5 minutos. Junte as berinjelas e deixe cozinhar por mais 10-15 minutos, mexendo ocasionalmente. Adicione o açúcar, as passas e o vinagre. Deixe cozinhar por mais 3-4 minutos. Disponha as folhas de manjericão e sirva com presunto e pão.

30.8.10

Sopa fria de tomate assado

Sopa tomate assado // Roasted Tomato Soup

Quando eu era miúda adorava a Mafalda e as suas resmunguisses, o que de acordo com a família só reforçava as minhas parecenças com a personagem e o seu mau feitio... Para meu enorme desgosto nunca usei franja e tive de suportar viver com o nome da sua "amiga", a detestável Susaninha. O único departamento em que eu e a Mafalda divergíamos era na sopa: a Mafalda DETESTA sopa, ao contrário do seu hermanito Gui. Eu que adoro caldos e caldinhos, mais espessos ou mais singelos, tenho com as sopas frias uma relação turbulenta. Não é que eu não goste de gaspacho ou de vichyssoise mas mesmo no Verão acabo invariavelmente por continuar no registo das sopas quentes, se bem que mais leves e caldosas. Desta feita resolvi aventurar-me e graças a uns deliciosos tomates oferecidos pela minha amiga Laranjinha do Cinco Quartos de Laranja não me dei por insatisfeita. Os tomates assados lentamente libertam com o azeite e as ervas o melhor do seu sabor e há lá coisa melhor!

Sopa tomate assado // Roasted Tomato Soup

Sopa fria de tomate assado
Ligeiramente adaptado de Canteen - Great British Food

4-6 porções


2Kg tomato vermelho maduro
500ml caldo vegetais
50ml azeite
1 colher sopa vinagre sherry
1 folha louro
5 pauzinhos tomilho fresco
3 dentes alho
pitada de colorau doce
sal e pimenta preta moída na altura
queijo fresco aos cubos, para servir
tomilho seco sal-puro Ervas da Zoé, para servir (merci, Pipoka!)

Pré-aqueça o forno a 150ºC. Corte os tomates em bocados grosseiramente e coloque num tacho (ou caçarola) com tampa que possa ir ao forno. Junte os restantes ingredientes e mexa bem. Tape e leve ao forno durante 1 hora e meia a 2 horas. Mexa a meio do tempo de cozedura. Retire do forno, deixe arrefecer ligeiramente e passe pelo passe-vite ou triture. Corrija o tempero, se necessário. Leve ao frio depois de completamente arrefecida e deixe pelo menos 2 horas. Sirva com queijo fresco aos cubos e umas folhinhas de tomilho seco.

13.8.10

O que fazer com tomate?

tomates+manjericão


É o tempo dele. Eis que a pergunta vem em forma de cestas, caixas e caixotes repletos do precioso fruto. Sim, que os vermelhinhos (amarelos, verdes, rosados, às riscas) ou de outra cor qualquer são frutos. Não fosse o calor abrasador e este seria o melhor dos tempos, com refeições rápidas e coloridas e a cabeça perdida em policiais e manhãs à beira-mar. Mas voltemos ao tomate. Pensa-se em frascos de molho e chutneys mas possibilidades imensas acabam invariavelmente nos sempre requisitados pratos de salada, gaspacho ou tartes e clafoutis salgados. E na felicidade estampada no rosto de quem podia comer tomate a toda a hora e nunca se fartar.


comida de praia

Salada de tomate arco-íris com vinagrete de manjericão

para 4 pessoas, como acompanhamento

250g mistura tomates cereja, mini-chucha, mini-ananás, etc.
flor de sal
folhinhas de manjericão para decorar

para o vinagrete de manjericão
3 colheres sopa azeite extra-virgem
1 colher sopa vinagre vinho tinto
4-6 folhas de manjericão em juliana fininha

Coloque todos os ingredientes do molho num frasco com tampa hermética. Agite até emulsionar. Lave e parta os tomates ao meio. Tempere com flor de sal. Verta o molho sobre os tomates e decore com as folhinhas de manjericão. Sirva sobre triângulos de polenta grelhada, como acompanhamento de carne ou adicione queijo parmesão às lascas para uma alternativa vegetariana.


tomates+polenta

29.7.10

Tarte folhada de tomate, beringela e chèvre para um almoço de praia

caminho da praia // beach path

Se os pontos cardeais fossem mais do que meras convenções e cada ser humano viesse de série com uma bússola integrada, a minha indicaria sempre o sul - o que pode explicar eu andar sempre perdida. Sigo a direcção das planícies, as vinhas e as oliveiras e a imensidão a perder de vista. Não temo a serra mas não a procuro. A linha de um horizonte longínquo é mais um conforto que uma opressão e a promessa de dias felizes está inscrita em cada marco da estrada. É manhã cedo e parece tudo no seu devido lugar. Há na infinidade do campo uma calma sem fim. Ninguém à minha volta parece notar: o gato está descansadamente de olho em mim, a minha cara metade conduz concentrado e o vaso de manjericão repousa direito entre os meus pés. Vamos todos para um sítio (mais) a sul onde a paisagem muda e as flores surgem espalhadas pelos recantos. Aqui há árvores frondosas e uma brisa fresca e ao longe o mar bate.

nós, o gato e o manjericão
reservado

A viagem é feita ao sabor da corrente. Nós, o gato e o vaso de manjericão chegamos a bom porto. Entre cigarras, pardais e jacarandás, pessegueiros e roseirais ainda com flor voltamos a pôr a mesa no terraço. Passou um ano desde que cá estivemos. Parece tudo igual. Até os pássaros. Penduramos fatos de banho e enchemos travessas de tomate e pimentos. Aguardamos que os figos encham as bancas do mercado. Fazemo-nos às férias com dupla vontade. E com fome.

tarte tomate e beringela //

Tarte folhada de tomate, beringela e chèvre

1 placa massa folhada (preferencialmente biológica)
1 beringela media, às fatias (1 cm)
1 tomate grande maduro com pele, às fatias (1 cm)
150g queijo chèvre, às fatias (1 cm)
75ml natas + 2 colheres sopa leite
2 ovos
sal e pimenta preta moída na altura
azeite para pincelar a beringela

para o crumble:
1 chávena de tostas esmagadas (até obter migalhas grandes)
2--3 colheres azeite
1 colher sopa folhinhas de tomilho

tarte tomate e beringela //

Grelhe as fatias de beringela num grelhador antiaderente. Vire ao fim de 2-3 minutos. Pincele com azeite e tempere generosamente com sal e pimenta. Reserve e repita até grelhar todas as fatias. Escorra as graínhas do tomate, sem desmanchar as fatias.

Junte todos os ingredientes do crumble numa tigela e mexa com uma colher até misturar. Reserve.

Pré-aqueça o forno a 220ºC. Num tabuleiro rectangular, desenrole a massa folhada e arranje os cantos. Pique a massa com um garfo. Coloque uma folha de papel vegetal e encha com pesos de cerâmica (ou feijão seco). Leve ao forno por 10 minutos ou até começara a ficar dourada no rebordo. Retire o papel vegetal e os pesos e leve de novo ao forno por mais 3-4 minutos.

Bata os ovos, as natas e o leite. Tempere com sal e pimenta preta. Retire a base do forno e faça filas alternadas com uma fatia de beringela grelhada, uma de tomate e uma de queijo. Desencontre na fila seguinte . Repita até cobrir toda a superfície da massa e usar todos os ingredientes. Distribua o crumble por cima.

Reduza a temperatura do forno para 180ºC. Leve a cozer 25-30 minutos ou até o crumble estar dourado e a tarte cozida. Sirva com uma salada verde de alfaces e rúcula.