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21.2.08

Café noir?



English Version

A viciada em café que existe em mim sente-se em casa quando o cheiro familiar chega à mesa, o amargo não pode ser mais doce e a cafeína se espalha pelo sistema. Não preciso de açucar ou chocolate ou dois pratos e um guardanapo. Eu preciso mesmo é de café, mas qualquer petit noir em Paris é uma pequena mega produção em si mesmo. A bonita chávena na foto em cima chegou depois de um delicioso almoço num restaurante a que fomos pela primeira vez. Mas antes de falar do adorável Bergamote tenho de dizer que o café em Paris tem um preço sobredimensionado. E de que maneira! Também o famoso café au lait atinge valores inimagináveis, que o friozinho da rua trata de relativizar.



O Bergamote foi mais do que uma agradável surpresa. Localizado no Boulevard Saint Germain a apenas dois passos da estação de metro de Mabillon, este pequeno restaurante é uma pérola escondida, sobretudo para os amantes das ervas frescas na cozinha. Cada prato vem acompanhado de uma sinfonia de sabores, proporcionada pelo uso habilidoso de tomilho, coentros ou manjericão e de uma nota subtil de especiarias. Almoçámos e jantámos (o nosso jantar de despedida de Paris) no Bergamote. O restaurante oferece diferentes menus (também em inglês) e ainda um plat du jour cada almoço e jantar. Recomendo vivamente o Bergamote: a comida é deliciosa, o serviço simpático e a sala adorável. E pensar que antes de ir ao Bergamote eu não ligava nenhuma a Créme Brulée!



Bergamote
8, Rue Montfaucon, Paris

19.2.08

Constant(emente)



English Version

Tenho uma paixão assolapada pelo Christian Constant. Uma paixão culinária, naturalmente! O Chef Constant é a brilhante mente por detrás do restaurante haute cuisine Le Violon d'Ingres, do novo conceito de Les Cocottes e do meu adorado Café Constant. Embora saiba exactamente o que comi na primeira visita (saumon froid e uma mais que memorável tarte de figos), já não me lembro como fomos parar ao Café Constant. A ideia de Christian Constant servir a clássica cuisine française num bistro de bairro a preços acessíveis levou-me primeiro à comida que à personalidade. Não fazia ideia de quem era o Christian Constant e à medida que fui descobrindo a sua carreira, fiquei presa à sofisticação descomprometida da sua cozinha. Na nossa viagem a Paris, levei "Ma cuisine au quotidien" na esperança de que o Chef Constant o pudesse assinar... Não arranjei coragem para lhe pedir. O que me dá uma desculpa mais que perfeita para voltar!

Porque é o Café Constant tão especial? Frequentemente cheio, o Café Constant é um bistro de ambiente eclético - clientes regulares de idade avançada, locais habitués de passagem para um copo de vinho, casais jovens, famílias ou (sortudos) turistas como nós - o Café Constant serve boa comida mas nada produzida. Jantámos por duas vezes no Constant: sempre perfeito. O menu escrito em grandes ardósias foi-nos simpaticamente "descodificado" por um rapaz português que lá trabalha. Reconhecemo-lo de há dois anos atrás - ele ficou mais que desconfiado quando lhe perguntámos se falava português!! Merci R. e a todo o staff!

a minha refeição perfeita




Café Constant
139, rue Saint-Dominique, 7th

16.2.08

Paris, je t'aime!

Paris

English Version

E cá estou eu de volta de uns fantásticos dias na solarenga Paris!

Paris foi uma das últimas capitais europeias que conheci. Levou-me 30 anos de vida e quando finalmente fui (há pouco mais de dois anos), as minhas expectativas não eram nada de especial. E depois cheguei e apaixonei-me. Irremediavelmente. Foi um amor maduro, de gente crescida, como se estivesse para ser desde sempre. Voltei apenas uns meses depois para continuar a descobrir mais coisas para gostar sobre Paris. A comida foi uma delas: mercados, lojas, pâtisseries, boulangeries, restaurantes... Paris é o céu na Terra para os amantes da boa mesa! Esta viagem foi memorável nesse departmento. Comemos maravilhosamente em velhos e novos lugares. Como eu adoro Paris!

Mais a seguir sobre o meu bistrot parisien favorito e uma deliciosa descoberta. À toute à l'heure!

4.2.08

À Bientôt!

Paris (Setembro 2005)

A dona desta cozinha parte por uns dias para verificar in loco se os gauleses continuam doidos, para matar saudades da pirosa Torre Eiffel, jantar no Café Constant, babar na montras das boulangeries e pâtisseries, empaturrar-se de exposições e namorar. As imagens são de há dois anos na última passagem pela cidade luz e trazem queridas memórias.

Antes de ir, devo à Paulucha do All Sogno e à Anette do Freak Veggie, um obrigada por este não ser um mau blog. Não é por mal, mas sou uma desorganizada com os prémios e desafios. Beijos às duas!

A Filipa, no seu Receitas, desafiou-me a contar 5 coisas esquisitas sobre a minha persona... Aqui vos deixo 5 coisas (mediamente) estranhas sobre mim, food-related, of course:
1. O meu amor pelos gatos não me deixa comer coelho. Não dá.
2. Adoro pescada cozida e não gosto muito de bacalhau.
3. Se nunca mais pudesse comer chocolate na vida não me ralava um nadinha e se me tirassem o queijo tornava-me um ser abominável.
4. Nunca comprei um limão na vida.
5. Raramente provo os bolos e doces que faço.

Eu disse mediamente esquisitas. As outras não são publicáveis, pelo menos de livre vontade! E nada de pensarem em sequestrar a minha gata! :p

Volto a esta cozinha na próxima semana. Até lá!

26.11.07

Malas Voadoras

Há pouca coisa que me faça despachar a mala quando viajo. Em tempos idos, quando os aviões comerciais eram apenas meios de transporte e não potenciais armas de destruição massiva, vi a minha mala descer do porão - foram 3 metros a pique até aterrar no carrinho da bagagem. A visão foi profiláctica. Deixei de despachar bagagem e tornei-me uma experienciada fazedora de malas de cabine: o procedimento tem requintes de precisão científica, tudo tem o seu sítio e nada de vagamente supérfluo tem lugar na minha malinha vermelha. O problema é à volta... e é regra geral nos supermercados que me desgraço.



Este molho de cranberry (juntamente com o chutney de cebola caramelizada) foi um dos últimos frutos do desejo, responsáveis pela espera no tapete das bagagens. Ficou delicioso com broa, espinafres vermelhos e peito de frango fumado.