
Can you read my mind?
Can you read my mind?
The teenage queen, the loaded gun
The drop dead dream, the Chosen One
A southern drawl, a world unseen
A city wall and a trampoline
Conheço Londres demasiado bem para ser fácil pôr por palavras os sentimentos diversos que me assaltam de cada vez que volto. A música dos The Killers, Can you read my mind? (cover do David Fonseca na barra lateral) oferece-me uma síntese perfeita. Londres consegue sempre ler-me o pensamento. Volto a ter quinze anos quando percorro Trafalgar Square e me recordo da primeira vez que vi punks e um Velásquez ao vivo - no mesmo dia e a apenas curtos metros de distância uns dos outros. A vertigem da grande metrópole: o melting pot total. Todos se integram. Até eu, com a minha postura teimosa, um casaco às flores, saia cor-de-rosa (e sabrinas...) a subir os degraus da National Gallery. Volto a Trafalgar Square apenas alguns anos atrás quando Londres ganhou o direito de receber as Olimpíadas de 2012 - momentos antes dos ataques terroristas que espalharm o terror pela cidade. Não, não, não, outra vez NÃO! A minha mente voa para o primeiro crumble, um bread pudding ou baked beans, e avança para as grandes livrarias onde qualquer livro à superfície da Terra pode ser encontrado.

Mas Londres está longe de ser um local de sonho. Ir de visita é sempre uma emoção, viver lá é algo completamente diferente. O que parece organização quando se está de passagem torna-se em estreiteza de espírito ao fim de um tempo, a luta competitiva por tudo e mais alguma coisa fica exasperante, o tempo húmido entra nos ossos e no cérebro. Ainda assim. Londres é a cidade que escolheria se saísse do meu país. Porque nada se compara à sua capacidade de oferecer pequenos nadas a cada passo, quando se caminha pelas ruas que levam a Convent Garden ou Notting Hill. Aonde quer que se vá, há um canto, uma loja ou um lugar encrustado nas vibrações da sua zona que nos rouba a alma. Inacreditável, esta coisa. É excitante, chocante (assustador, até) estar numa cidade que nos lê a mente...
Oh well I don't mind, you don't mind
Cause I don't shine if you don't shine
Before you go
Tell me what you find when you read my mind

Suzana, adorei o relato. Que vontade de regressar a Londres!...
ResponderEliminarE essa coisa da última fotografia também não me parece nada mal... O que é?
Beijoca *
Mariana
Interessante seu ponto de vista.
ResponderEliminarConcordo em muitos aspectos.
C.
Pois eu nunca fui a Londres mas adorava ir... Um dia talvez. Está nos meus planos futuros!
ResponderEliminarLindo o teu relato...
beijinhos
Adoro o seu blog, é sempre uma fonte de inspiração.
ResponderEliminarEstou de partida para Londres, viajo na próxima semana, em lazer e futuro trabalho, espero eu...
Concordo contigo, tu sabes que eu tenho uma paixão por Londres, mas é como tu bem dizes, para viver seria sempre a segunda opção.
ResponderEliminarBeijão e bom fim de semana
Apreciei o discurso lúcido e desencantado, a lembrar algumas das "Cidades Invisíveis" do Calvino.
ResponderEliminarMuito bom! Um dia disse algo parecido de Florença, a minha "londres"
Deixe que lhe diga que, de todas as cidades europeias que conheço, Londres é a que menos me seduz.Apesar de a achar cosmopolita e interessante, deprime-me o aspecto sempre acinzentado que ela ostenta a maior parte das vezes. Das 3 vezes que aí estive, mesmo em pleno Verão, nunca apanhei dias bem soalheiros , daqueles que nos enchem a alma e aquecem o corpo. E acho os Ingleses pessoas muito frias e calculistas.E se em tempos íamos a Londres aos saldos, já nem isso é possível pois está tudo muito caro.
ResponderEliminarbom fim de semana
Ah! Eutropia, a cidade que se mantém igual à custa das eternas mudanças...
ResponderEliminarA minha "favorita" é Eufémia, a dsa fogueiras nocturnas e as suas mil histórias.
Bom fim de semana
Olá Suzana!!
ResponderEliminarMas que relato tão apaixonado! Como sempre, consegues fazer-nos vibrar até à última palavra...
Eu nunca estive em Londres, com imensa pena minha... podia já ter ído, mas quando os meus pais foram, estava com aulas e fiquei a tratar de toda a animalada!
Agora, mais do que nunca, posso dizer que me arrependo!...
Depois de ter lido tudo, confesso que fiquei com vontade de poder sentir tudo isso, ou, ao menos poder partilhar alguma experiência!
O fim-de-semana deve ter sido fantástico!...
"Quem é que quer saber da chuva?"
Um beijinho!
Suzana, tô odorando sua visita a Londres! Viajo com você....
ResponderEliminarConcordo plenamente, se saísse de Portugal (Lisboa) só para Londres, ou outra cidade inglesa ou irlandesa, o verde toma conta de nós. O cinzento das nossas cidades, lá transforma-se em verde, em jardins, em parques onde as crianças brincam na relva. Já para não falar nas lojas, oh! as lojas...
ResponderEliminarSuzana, acho que o que sentes por Londres eh o que eu sinto por New York - guardando-se as proporcoes. Acho que sempre podemos nos adaptar, mas sempre tem um lugar unico, especial que tem poder de nos atrair e acolher.
ResponderEliminarMe senti novamente nas ruas de Londres com seu texto tao intenso.
Beijo
Prendi-me a este post... Há jà algum tempo que nao vinha cá (o tempo não chega para tudo infelizmente) mas como podes ver tou a pôr a leitura em dia!
ResponderEliminarAdoro essa música... Mas não conheço Londres. Uma cidade que lê pensamentos... e essa! :D
Terá ela muitos segredos para guardar?!!!
"The stars are blazing like rebel diamonds,
cut out of the sun...
When you read my mind"
beijinho ;)
ahhhhhhhhhhhh e uma musiquinha dos Pulp?!!!
ResponderEliminarBem isso sim! 100% british...
:D