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14.12.16

Rabanadas de brioche (com mel e pinhões)

Rabanadas (com mel e pinhões)

Dezembro de todos os encantos, todas as corridas, todos os sorrisos, ansiedades e mais que venha. Se há mês que garantidamente há-de ser uma montanha russa de emoções, é este. Respirar fundo, acreditar que tudo vai correr bem e encontrar compensação em chávenas de chá sem fim. E rabanadas. Dezembro foi inventado para que se pudesse comer rabanadas. É a minha convicção e não há maneira de me demover.

Pão, ovo e leite para uma fritura que se quer seca. Açúcar e canela como roupagem de festa tradicional para um Natal que não se faz sem estes aromas. Depois só fica o desejo de repetir vezes sem conta este prazer.

Rabanadas (com mel e pinhões)

Estas rabanadas são rápidas e praticamente sem gordura. É só colocar na Actifry o pão de eleição, neste caso brioche, passado por uma mistura de ovo e leite (que pode até ser vegetal) e 10 minutos depois, voilá! Porque os gulosos inventam sempre alternativas ao açúcar é o mel a escorrer e os punhões torrados que dão graça a estas rabanadas. Têm sido desculpa para os lanches de tardes a parecerem-se já com noites e têm feito dos nossos dias lugares com outra luz. Feliz Dezembro!

Que a força esteja convosco e que o último mês do ano vos traga muitas coisas boas. Entre as quais duas ou três rabanadas.

Rabanadas (com mel e pinhões)

4.11.16

Scones de aveia e chocolate

Scones de aveia e chocolate

Dos dias em que tudo parece juntar-se para fazer da vida um lugar mais difícil, há sempre um refúgio seguro. Para alguns vem em forma de quadrados de chocolate, para outros bebe-se dum copo ou de uma chávena e ainda há os que encontram redenção numa fatia de pão com manteiga. Com o fim-de-semana à vista, fazem-se planos para dias de trabalho com muita escrita e reúnem-se munições para tardes longas. As infindáveis chávenas de chá estão convocadas e as refeições acontecem ao sabor de pratos rápidos, ao som de uma playlist em repeat.

No caso de haver alguma urgência de última hora, fazemos scones. Panaceia para grandes males e remédio para mentes cansadas e espíritos em desespero. Nunca falha. Quentinhos, acabados de fazer, nada bate scones com manteiga a derreter e compota de fruta.

Scones de aveia e chocolate

A receita de hoje tem tudo a que temos direito: cereais, chocolate e muito amor. Fáceis de fazer, requerem pouco manuseamento e quase zero atenção. Estes são feitos na Actifry e estão prontos num abrir e fechar de olhos. Podem ser reaquecidos, se necessário, mas a experiência diz que não sobrarão.

Uma combinação de flocos de aveia e pepitas de chocolate negro é sempre uma aposta ganha. Da aveia fica a textura interessante e o chocolate torna os scones mais bonitos e faz feliz quem os come. À boleia de um chá de lúcia-lima, comemos os nossos com iogurte grego e compota de pêra e cenoura. Juntem-se a nós!

Scones de aveia e chocolate Scones de aveia e chocolate

3.10.16

Ratatouille fácil

Ratatouille

Querido Verão, fica mais um pouco. Podes ir depois quando eu já não tiver vontade de frutos cheios de açúcar e ceús pintados às cores. Fica enquanto durar o desejo de vegetais de todas as formas e feitios. Não vás que ainda não tenho a minha conta de sobremesas de fruta e saladas entre o doce e o salgado. Fica só mais um pouco e prometo não ter muitas saudades tuas. Esqueço-me de ti assim que houver romãs e castanhas, juro. Mas já, já não.

Fica e deixa-me continuar a fazer ratatouille.

Ratatouille Ratatouille

Dizem que é proveniente de Nice e que é apenas um estufado de vegetais, com cebolas, curgetes, tomates, beringelas e pimentos, fritos e estufados em azeite e que pode ser servido quente ou frio. Cá em casa tem sido o prato deste Verão, em jeito de acompanhamento, como refeição com queijo, em crumble, batido em sopa ou comido no pão, como uma tartine.

Esta é uma versão na Actifry, cheia de sabor mas muito fácil de fazer. Como no prato tradicional, a ordem dos ingredientes importa e a sequência deve ser cumprida. Porque é uma versão rápida, vou juntando ao ingrediente anterior o próximo e o sabor de cada um mantêm-se por é cozinhado pouco tempo. É importante que o molho de tomate usado seja de boa qualidade e o tomilho fresco dá mais uma camada de sabor. Deixo-vos um ratatouille que é a essência do Verão.

Ratatouille

31.8.16

Espetadas de queijo halloumi

Espetadas de halloumi, curgete e tomate (com menta e malagueta)

Olhar para as cozinhas do mundo é encontrar visões diferentes da comida, baseadas na tradição e nos ingredientes mais comuns numa determinada geografia. A nossa alimentação é determinada sobretudo pela nossa história e pela cultura de que fazemos parte. Explorar novas formas de confecção ou produtos de outras latitudes mesmo que a distância não seja grande é sempre garantia de aventura no prato.

Da infinidade de queijos que se encontram nos países mediterrânicos, o cipriota halloumi é talvez um dos mais curiosos. Por não derreter como os demais, permite receitas onde o queijo é grelhado ou utilizado de maneira a manter a sua forma mesmo quando sujeito a temperaturas altas.

Espetadas de halloumi, curgete e tomate (com menta e malagueta)

A ideia de umas mini-espetadas pode ser servida como parte de uma refeição ou como fingerfood. A combinação de curgete e tomate cereja pisca o olho ao Verão, com uma marinada de hortelã / menta seca e malagueta a completar a noção de que se trata de espetadas grelhadas. A montagem é divertida e muito simples de fazer. Cozinhei as minhas na Actifry e servi com uma salada de quinoa mas as possibilidades para estas espetadas são quase infinitas, podendo utilizar-se outros vegetais como a beringela e o pimento ou a cebola roxa e as malaguetas frescas adaptando a receita ao gosto de cada um e que se tem mais à mão.

Esta é uma receita perfeita para o final do Verão, celebrando o sol e o bom tempo, ou para uma refeição ligeira do agrado de miúdos e graúdos!

Salada de quinoa, beterraba e feijão verde

2.8.16

Camarões estaladiços (com aïoli)

Camarões estaladiços (com aïoli)

Agosto chegou. Na cidade grande a vida abrandou o ritmo e mesmo quem trabalha reconhece o tom de uma música diferente, mais pausada e descontraída. Já para quem partiu de férias tudo acontece ao sabor do ansiado descanso, entre mergulhos e sestas. Num e noutro caso, a mesa muda de feição e torna-se mais descomprometida e fresca. Quer-se comida cheia de sabor, pouco tempo na cozinha e cores bonitas.

A promessa de refeições simples, encontros com os amigos e muita conversa finalmente posta em dia dão brilho aos dias longos e quentes. Os ingredientes disponíveis no mercado abrem a porta a receitas saborosas, cheias de cor e com esforço mínimo. São assim estes camarões gulosos, a pedir uma cerveja ou um chá gelado.

cebolos Camarões estaladiços (com aïoli)

É muito fácil panar camarão em quantidades maiores desde que se organize a "linha de montagem", passando por farinha de milho, ovo batido e coco ralado. Na Actifry consegue-se ainda uma versão mais saudável onde o sabor se mantém e a textura estaladiça está presente. A receita de hoje tem o bónus de ser isenta de glúten, com a farinha de milho a ajudar a criar o crocante que se quer quando se dá uma dentada num panado.

Para servir, um aïoli verde de manjericão para um contraste de cor e textura e mais uma camada de sabor. Fácil de fazer e com a garantia de nunca falhar, é o molho perfeito para muitas comidas de Verão. Os camarões estaladiços podem ainda ser servidos em folhas de alface, para uma refeição ligeira. E viva o tempo quente!

Camarões estaladiços (com aïoli)

1.7.16

Almôndegas asiáticas de frango (versão rápida)

Almôndegas asiáticas

Viajar no prato é um privilégio ao alcance dos que não conseguem ficar quietos e sonham acordados com novos lugares, aromas nunca sentidos e sabores de outras paragens. Quando o desejo é partir para Oriente e na direcção do sol nascente nada como puxar de dois ou três temperos e seguir à aventura.

Esta semana foi a vontade de explorar as combinações vietnamesas que prevaleceu. Sem muito tempo, o desejo de uma tigela de noodles de arroz, vegetais crús, pickles rápidos e almôndegas com coentros e gengibre fala mais alto. O prato original bun cha, que serve aqui de inspiração, usa carne de porco mas a versão de hoje é feita com aves na Actifry.

Almôndegas asiáticas

O segredo desta receita começa a ser desvendado quando se ignora o elevado número de ingredientes. Na verdade, todos os procedimentos são rápidos e pode deixar-se organizado o jantar (fazendo os pickles previamente) para depois apenas moldar as almôndegas, hidratar os noodles e servir as tigelas com os vegetais crús.

Tradicionalmente este é um prato servido à temperatura ambiente e que todos gostam. Ou não fosse o molho um apelo irresistível ao lado doce de cada um e a conquista de um sabor intenso que combina na perfeição com a massa de arroz e o crocante da alface e a textura dos pickles. Pode polvilhar-se com amendoins torrados para extra "crunch" e malagueta para os amantes do picante.

Almôndegas asiáticas

1.6.16

Rolinhos de sapateira e milho

Rolinhos de sapateira e milho

Tudo começa com uma vontade de aligeirar as refeições, depois vem o desejo de as tornar mais coloridas e finalmente damos por nós a contar os dias para as férias. Com o calendário a mostrar ainda muitas semanas antes dos esperados dias de descanso, é na cozinha que a mudança é primeiro sentida.

Amarelo, roxo e verde em múltiplas sobreposições de diferentes tons. Pudesse usar-se a comida como pigmento e cada receita seria uma página cheia de cor. A pensar na frescura que apetece encontrar no prato surgem uns rolinhos de sapateira e milho, com um recheio delicado envolto em massa philo crocante.

Amores perfeitos Recheio de sapateira e milho

Os ingredientes que agora desafiam novas combinações podem ser encontrados frescos ou recorrer-se às versões em conserva que ainda estejam na despensa. Tradicionalmente fritos, estes rolinhos ficam perfeitos na Actifry e fazem um aperitivo fácil para uma festa ou uma refeição ligeira, acompanhados de pimenta da terra e uma salada verde.

Dicas importantes para os melhores resultados é que o recheio seja o mais seco possível, a massa seja manuseada rapidamente para não secar e os rolinhos sejam servidos de imediato. Depois é só comer!

Rolinhos de sapateira e milho Rolinhos de sapateira e milho

6.5.16

Couve-flor panada (com maionese de caril)

Couve-flor panada (com maionese de caril)

No mundo da culinária, como noutros, as tendências ditam muitas vezes que ingredientes esquecidos assumam de repente o estatuto de indispensáveis. Pudesse a couve-flor falar e certamente contaria que durante anos foi desprezada até recentemente aparecer em todos os pratos, desde base de pizza a falso cuscuz passando por assados vegetarianos onde surge inteira e com o papel principal. Por ser tão versátil, a couve-flor presta-se a diferentes abordagens mas é quase sempre o forno ou a combinação com sabores fortes que trazem ao de cima toda sua graça.

A receita de hoje é muito fácil de fazer e por ser feita na Actifry utiliza apenas uma pequena quantidade de gordura. A couve-flor panada faz parte das minhas memórias de infância, na altura comida sem outros complementos. Aqui fica a sugestão de uma maionese de caril, que é uma combinação perfeita (e quase essencial) para este aperitivo e que faz as delícias de todos.

São servidos?

flores Couve-flor panada (com maionese de caril)

31.3.16

Arroz selvagem frito (com abóbora e cogumelos)

Arroz selvagem frito (com abóbora e cogumelos)

O último dia do mês de Março faz-se de sol às caretas e uma indecisão sobre o que vestir. Na cozinha continuam ainda a imperar as cores da estação que agora termina com as maçãs a dominar na fruteira e uma bóbora a espreitar por entre as batatas-doce. Há-de haver um dia em que este cenário muda mas ainda não é hoje.

Quase a decidir o que fazer para o almoço, num daqueles dias em que rápido, nutritivo e saboroso são palavras de ordem. Assim é este arroz frito, feito sem pensar muito para dar utilidade a meia dúzia de cogumelos e um resto de arroz selvagem que esperam impacientemente no frigorífico.

Arroz selvagem frito (com abóbora e cogumelos)

O arroz frito é um prato de raízes asiáticas a que se associam normalmente sabores frequentes nestas cozinhas. A minha versão usa apenas ervas secas e cebolos tão característicos neste tipo de confecções e junta abóbora e cogumelos para um almoço express na Actifry.

Pode ser utilizado como acompanhamento para carne assada ou servido como refeição com um ovo estrelado. Esta foi a opção vegetariana para o almoço de hoje. São servidos?

Arroz selvagem frito (com abóbora e cogumelos)

3.3.16

Falafel de batata-doce com molho de iogurte

Falafel de Batata-doce

Na longa lista de receitas a experimentar, ideias mais ou menos vagas sobre um ingrediente ou uma técnica e pratos memoráveis a recriar têm estado há largos os falafel. Estes bolinhos pequenos e deliciosos são uma espécie de croquetes dourados, estaladiços por fora e macios por dentro que fazem parte da herança gastronómica do Médio-Oriente. Normalmente feitos com grão triturado e especiarias, são fritos e comidos como parte de uma refeição ou transformados em comida de rua, dentro de pães espalmados, com vegetais e hummus.

A versão fácil e saudável de falafel que faz parte da minha lista é a que invariavelmente peço quando em Londres entro numa Leon, a cadeia de fast food natural, que os serve com arroz integral, molho de iogurte e salada de couve. De colheres em riste e pronta a moldar falafel, eis que se faz o jantar (e o almoço do dia seguinte).

Falafel de Batata-doce Falafel de Batata-doce

A pensar nessa abordagem equilibrada e cheia de sabor, é a batata-doce que faz as vezes do grão o que resulta em bolinhos húmidos no interior com uma boa crosta, prontos em 15 minutos na Actifry. Para servi-los, um cuscuz simples com passas, beterraba assada e coentros e uma salada verde.

Esta quantidade de massa faz um número considerável de falafel mas vale a pena fazer a receita completa. Pode ser guardada no frigorífico por 24 horas e os bolinhos também são excelentes frios. A marmita com os restos do jantar fez um almoço feliz para o dia seguinte, com um pequeno boião de molho de iogurte à parte.

Falafel de Batata-doce

29.1.16

Granola fácil, em duas versões, doce e salgada

Granola de amendoim, anánas e gengibre

Na minha cozinha o espaço não abunda. Ora me falta bancada ou armários capazes de albergar todos os meus utensílios, loiças e mais apetrechos de que se faz uma cozinha, ora me apaixono por mais uma tigela ou um bule sem o qual não posso viver. Já a relação com as máquinas é muito ponderada. Até há um mês atrás não tinha um robot ou uma fritadeira. Quis o Natal e o Ano Novo mudar essa premissa e eis que tanto se altera. Não exactamente os hábitos pois há muito que cá em casa fazemos o nosso iogurte, as compotas, o muesli e a granola e tantas outras comidas fáceis de fazer em casa, muito mais baratas e infinitamente melhores que as processadas. O que mudou foi o tempo e a maior facilidade dos processos. Ainda em aprendizagem para lidar com a Actifry, os resultados têm sido muito compensadores.

Hoje trago duas versões de granola: uma doce para lanches e pequenos-almoços e uma salgada, perfeita para sopas ou saladas. Ficam prontas em pouco mais de 10 minutos e usam muito pouca gordura. Os sabores escolhidos podem ser substituídos por outros, a gosto.

Granola de amendoim, anánas e gengibre Granola de amendoim, anánas e gengibre Granola salgada de cajú e caril

Para a granola doce, a base de aveia e uma mistura de amendoim e amêndoa para uma combinação de limão e gengibre, com ananás desidratado. É uma boa opção para o lanche, servida com iogurte e fruta, e com o doce que baste. Para a versão salgada, um piscar de olho aos sabores indianos com o caril e o cajú a tomarem primazia. A escolha de flocos de centeio, mais robustos e com um sabor mais pronunciado, serve bem o propósito de combinar com sementes e frutos secos e uma pontinha de picante. A mistura de caril utilizada determina o resultado final e o índice de picante. O chutney de manga não é essencial mas é delicioso, em conjunto com o caril. Pode ser substituído por compota de pêssego ou alperce para uma combinação compeltamente isenta de picante.

Bom apetite!

Granola salgada de cajú e caril Granola salgada de cajú e caril