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4.11.16

Scones de aveia e chocolate

Scones de aveia e chocolate

Dos dias em que tudo parece juntar-se para fazer da vida um lugar mais difícil, há sempre um refúgio seguro. Para alguns vem em forma de quadrados de chocolate, para outros bebe-se dum copo ou de uma chávena e ainda há os que encontram redenção numa fatia de pão com manteiga. Com o fim-de-semana à vista, fazem-se planos para dias de trabalho com muita escrita e reúnem-se munições para tardes longas. As infindáveis chávenas de chá estão convocadas e as refeições acontecem ao sabor de pratos rápidos, ao som de uma playlist em repeat.

No caso de haver alguma urgência de última hora, fazemos scones. Panaceia para grandes males e remédio para mentes cansadas e espíritos em desespero. Nunca falha. Quentinhos, acabados de fazer, nada bate scones com manteiga a derreter e compota de fruta.

Scones de aveia e chocolate

A receita de hoje tem tudo a que temos direito: cereais, chocolate e muito amor. Fáceis de fazer, requerem pouco manuseamento e quase zero atenção. Estes são feitos na Actifry e estão prontos num abrir e fechar de olhos. Podem ser reaquecidos, se necessário, mas a experiência diz que não sobrarão.

Uma combinação de flocos de aveia e pepitas de chocolate negro é sempre uma aposta ganha. Da aveia fica a textura interessante e o chocolate torna os scones mais bonitos e faz feliz quem os come. À boleia de um chá de lúcia-lima, comemos os nossos com iogurte grego e compota de pêra e cenoura. Juntem-se a nós!

Scones de aveia e chocolate Scones de aveia e chocolate

3.5.10

[Mais] scones para o Gang da Baunilha

Raisin scones

Nada como ter parceiros com talento interessados no golpe perfeito. Melhor ainda quando o plano mete bens preciosos de valor incalculável à distância de um click. O Gang da Baunilha é comandado pela Viz e tem membros de renome que se reúnem em casas de chá para comer scones quentinhos e dividir os resultados do plano. A minha parte está guardada em frascos fechados no breu do armário mais escuro, imersos em rum, atulhados em açúcar ou simplesmente enclausurados para que o aroma e o sabor não fujam. Temos é de iniciar novo plano ou reunir só pelos scones e pela conversa. ;)

Raisin scones

Scones de limão com passas
Ligeiramente adaptado de 'Australian Women's Weekly' Muffins, Scones and Breads

Faz 6-8 (dependendo do tamanho)

1 colher chá açúcar granulado
200g farinha com fermento
pitada de sal
100ml leite gordo + extra para pincelar
50ml água
15g manteiga sem sal (1 colher sopa), fria e cortada aos pedacinhos
1 colher chá raspa de limão
3 colheres sopa passas ou coríntios

Pré-aqueça o forno a 200ºC. Peneire o açúcar, a farinha e o sal numa tigela. Junte a raspa do limão e as passas e misture. Adicione o leite e a manteiga e mexa com uma faca até combinar os ingredientes e formar uma bola. Se necessário acrescente 1-2 colheres chá de água. Role rapidamente a massa (quase sem amassar) sobre uma superfície enfarinhada e achate, formando com uma placa com cerca de 3 dedos de espessura. Use um copo para cortar rodelas de 5 cm de diâmetro. Coloque num tabuleiro untado (ou sobre um tapete de silicone). Junte as sobras, amasse rapidamente de novo e corte mais rodelas de massa. Pincele com leite. Leve ao forno por 8 a 10 minutos, até os scones estarem crescidos e dourados.

Sirva com compota e manteiga.

30.10.08

Cream Tea para dois

London

Londres. Casa longe de casa. Talvez seja porque já lá estive mais vezes do que me lembro ou porque foi realmente casa por uns tempos ou porque foi a minha primeira viagem para fora do país sozinha, Londres é-me muito querida e familiar. A primeira vez que aterrei em terras de sua majestade, há meia vida atrás, foi uma aventura (conto qualquer dia!), a última aconteceu apenas há 4 meses quando numa viagem relâmpago fui a Londres para as semifinais de Wimbledon com a minha amiga N. - a minha parceira das jornadas tenísticas - e passei um par de dias com ela e a sua adorável família.

Eu e a N. tornámo-nos amigas há uma eternidade e já estivemos juntas em Wimbledon um zilião de vezes. Anos atrás, tomei o meu primeiro Cream Tea no Pergola Cafe quando a chuva interrompeu os encontros (o que em Wimbledon acontece... o tempo todo!). Desde sempre quando penso em Wimbly, não são morangos com natas ou Pimm's (tradicionais nos campeonatos) que me vêm à ideia mas - já adivinharam - Cream Tea. O Pergola foi mudado de sítio por causa das obras há dois anos. A N. e eu detestámos as cadeiras de metal e o open-space lounge, o chá servido em copos de papel e a falta de alma em geral do novo espaço. Este ano, o Pergola tinha voltado ao seu estado original e eu tomei o meu cream tea no jardim interior com cadeirões de madeira, numa chávena de porcelana. Até a chuva parou e o sol apareceu, para que o "quadro" pudesse ficar completo. Oh perfeição!

O Provador e me estamos de partida para um fim de semana prolongado em Londres. Guarda-chuva, bilhetes para a exposição do Rothko na Tate e a previsão de chuva. Estamos prontos para seguir.

Cream Tea

Scones
Adaptado de Bill Granger, Bill's Food

Faz 8

1 colher sopa açucar em pó
310 grs (2 1/2 chávenas) farinha trigo
1 1/2 colher chá fermento em pó
pitada de sal
250 ml (1 chávena) leite
30 grs manteiga, derretida

Aqueça o forno a 220ºC/Gás7. Peneire o açucar, a farinha, o fermento em pó e o sal numa tigela. Adicione o leite e a manteiga e mexa até combinar os ingredientes. Amasse ligeiramente até a massa estar macia e coloque numa superfície enfarinhada.

Use um copo para cortar rodelas de 5 cm de diâmetro e 3 cm de espessura. Coloque num tabuleiro untado (ou sobre um tapete de silicone). Junte as sobras, amasse rapidamente de novo e corte mais rodelas de massa. (Pincelei com gema de ovo batido) Leve ao forno por 8 a 10 minutos, até estarem crescidos e dourados.

Cream Tea é originalmente servido com clotted cream, que não temos em Portugal. Servi os meus com manteiga e Blood Orange Marmalade da Duchy's, que a N. meteu na minha mala já no aeroporto quando eu estava de volta. A Duchy Originals é uma marca de que gosto muito, com uma filosofia de sustentabilidade e ajuda absolutamente fantásticas. E os doces são deliciosos!

Cream Tea

9.6.08

Gougères e um jogo de futebol

Gougères

Uma ressalva prévia para quem espera mais uma manifestação de euforia colectiva como as muitas que têm surgido nos últimos dias depois da vitória de Portugal frente à Turquia: este não é um post sobre futebol. Eu não sou uma fervorosa adepta do maior desporto do mundo e o Euro 2008 não é o centro das minhas atenções nos dias que correm. Mas é quase impossível não embarcar na insanidade nacional que se instalou! Não querer saber do Euro é como tentar não festejar o Natal: ou uma pessoa se cansa a explicar 347 vezes que não quer saber ou se associa e pronto, problema resolvido. Se os comboios não andam, se o Porto de Lisboa pára, se o meu sogro mete férias e até os meus amigos non-futebol-a-holics me perguntam onde vou ver o jogo da selecção, o que é que eu que posso fazer??

Pois faço aquilo que sei fazer. Faço gougères, que os nervos do jogo pedem algo que se mastigue. Depois dos profiteroles, andava ansiosamente à espera de uma oportunidade para experimentar esta variação de massa choux. Usei a receita de uma revista francesa que a minha amiga Pipoka me deu a conhecer, a Saveurs. E dei por mim a roer as unhas e arrancar os cabelos de cada vez que a bola foi ao poste e a gritar os golos como se percebesse alguma coisa do quatro-quatro-dois ou da subida dos médio-ala... O que hei-de eu fazer se a única ligação entre comida e futebol que me ocorre é a (pouco correcta) expressão de 'até os comemos'... aos gougères, claro!

Gougéres de Cheddar
Adaptado de Saveurs, n.160 Avril/Mai 2008

½ chávena (120 ml) água
½ chávena (120 ml) leite
80 grs manteiga sem sal
¾ chávena + 1 colher sopa (120 grs) farinha
4 ovos
½ chávena Cheddar, ralado + ½ chávena para polvilhar

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Colocar a água, o leite e a manteiga num tacho em lume forte até ferver. Adicionar a farinha (peneirada) e mexer com uma colher de pau. Levar a lume fraco, mexendo sempre, até a mistura despegar dos lados do tacho. Retira-se do lume e coloca-se numa tigela. Junta-se o queijo Cheddar. Bate-se com a batedeira eléctrica (com as varas para massa), adicionando gradualmente os ovos (um a um) até a massa estar homogénea. Deita-se a massa em pequenos montinhos, com bastante espaço entre si, num tabuleiro com papel vegetal. Polvilham-se com o restante queijo. Cozem-se durante 25 minutos ou até estarem inchados e dourados. Deixam-se no forno por 3 minutos, com a porta entreaberta. Arrefecem sobre uma grelha metálica.

Gougères

4.6.08

Quinoa, cálcio e osteoporose

Quinoa Muffins

A minha sogra sofre de osteoporose. Nada de novo considerando a sua idade (cinquenta e alguns anos) e o facto de, como muitos adultos, apresentar uma intolerância à lactose desde há uns anos para cá. Habituei-me a cozinhar tudo e mais alguma coisa sem nenhum ingrediente "proibido" e a adicionar outros ingredientes ricos em cálcio sempre que possível. Apenas muito recentemente descobri que a quinoa era um desses alimentos miraculosos capazes de fornecer grandes teores de cálcio. Adoro quinoa pela sua versatilidade, fantástica em doces ou salgados e sob todas as formas, no forno, ao natural ou combinada com mil e uma coisas. Quando a Susan do Food Blogga lançou uma sensibilização contra a osteoporose chamada (de forma muita feliz) Beautiful Bones, lembrei-me de uma receita da Fer que andava para fazer.

Muffins de Quinoa com Atum
Adaptado da querida Fer do Chucrute com Salsicha

6 unidades

1 lata atum em azeite (melhor qualidade possível), escorrido
1 1/2 chávena quinoa, cozida
1/2 chávena leite
1 chávena farinha, peneirada
2 ovos grandes
2 colheres sopa azeite
1 colher chá fermento em pó
1 colher chá raspa limão
1/4 chávena coentros, picados
1/4 chávena cebolinho, picado
Sal e pimenta

Aquece-se o forno a 180ºC. Combinam-se os ingredientes secos numa tigel, misturando a farinha, o fermento em pó com a raspa de limão. Noutra tigela, esmaga-se o atum e mistura-se com o azeite e as ervas. Batem-se os ovos com uma pitada de sal, adiciona-se o leite e a quinoa. Tempera-se a gosto. Combinam-se as duas misturas rapidamente e sem mexer demasiado. Coloca-se a massa numa forma de silicone para muffins (usei a forma dos brioche). Leva-se ao forno por 25 minutos ou quando se insere um palito e este sai limpo. Serve-se de imediato, com salada ou sopa de brócolos.

Quinoa Muffins

29.11.07

Muffins de Ervas com Recheio



English version

A motivação partiu de uns restos de perú com cogumelos e nozes. Eu sabia que queria rechear qualquer coisa, só não sabia bem o quê... No monte de caderninhos e papéis que se acumula na minha estante da cozinha, anda há décadas esta receita de muffins de ervas da brilhante Clotilde do Chocolate & Zucchini. Não foi tarde nem cedo.



Muffins de Ervas Frescas
Adaptado da receita de Fresh Herbs Muffins do Chocolate & Zucchini

(4 muffins grandes)

3 ovos
125 grs iogurte natural
3 colheres sopa pesto
3 colheres sopa parmesão ralado
150 grs farinha trigo
1 pacotinho de fermento (11 grs)
sal e pimenta q.b
1 colher sopa salsa picada
3 colheres sopa coentros picados
1 colher sopa sementes de sésamo
Margarina para untar as formas e pão ralado para polvilhar

Mistura-se a farinha peneirada, o fermento, o parmesão e as ervas (finamente picadas). À parte, batem-se os ovos com o iogurte e o pesto. Incorpora-se rapidamente no preparado anterior, sem bater muito. Deita-se a massa em forminhas e polvilha-se com sementes de sésamo e leva-se ao forno a 180 ºC durante 20-25 minutos. (Coloquei ainda umas tirinhas de peito de frango fumado - restos e mais restos!)

Recheio
Piquei o perú, os cogumelos e as nozes (aproveitei igualmente os restos de molho), levei ao lume numa frigideira, acrescentei uma colherzinha de farinha peneirada e leite.

Abri os muffins ao meio (depois de deixar esfriar ligeiramente) e coloquei duas colheres de recheio em cada um. Servi com tomates cherry no forno, cebola vermelha e salada verde. Utilizei os sucos e o azeite dos tomates para temperar a dita salada.

18.11.07

Muffins de Atum



Há uns tempos que andava de olho neste bolo de atum e azeitonas da Valentina. Na semana passada, a Anette fez bolo de atum com caril e passas e eu decidi-me. Como de costume, fiz tudo a partir do que havia à mão e saiu assim:



(5 unidades)

150 grs farinha de trigo + 50 grs farinha milho
1 colher chá fermento
1 colher sopa manteiga
4 folhas de manjericão fresco
200 grs atum em azeite
3 ovos
3 colheres sopa leite
2 colheres sopa azeite (usei o do atum)
1 colher sopa parmesão ralado
1 colher sopa requeijão
8 tomates cherry
sementes de sésamo

Misturam-se as farinhas peneiradas, o fermento, o parmesão e o manjericão (finamente picado) com a manteiga à temperatura ambiente ou ligeiramente derretida. À parte, batem-se os ovos com o leite e incorpora-se rapidamente no preparado anterior. Junta-se o azeite, o requeijão e o atum desfeito. Deita-se a massa em forminhas e distribuem-se os tomates partidos ao meio. Polvilha-se com sementes de sésamo e leva-se ao forno.

E porque as blogueiras têm assim uma espécie de telepatia, a Fer no seu Chucrute com Salsicha também fez bolinhos de atum!