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31.8.26

Uma vindima de cada vez: onde apanhar e pisar uvas, provar mostos e vinhos

Vindimas 2026

O gesto repete-se a cada passo, a acção renova-se a cada nova linha de videiras e a esperança renasce a cada nova vindima. Há um nervoso miudinho e uma expectativa boa que antecipa momentos especiais. Ir vindimar é sinónimo de festa em qualquer parte do país: de Norte a Sul onde houver uvas para apanhar, há mãos zelosas para as cortar e corações prontos a desfrutar da emoção.

Do Douro ao Alentejo, passando pelo Tejo, muitos produtores já iniciaram a vindima e recebem visitantes para diferentes programas na vinha e na adega. 

Estes são os nossos favoritos em 2026: 

24.8.26

Dormir no meio da vinha e a tradição secular do Douro na Quinta da Pacheca

Quinta da Pacheca, Lamego

Do caminho de plátanos que conduz à Quinta da Pacheca vê-se as barricas gigantes nas vinhas, que se estendem até às margens do Rio Douro, cumprindo a geografia única da região. Ao formar socalcos, a paisagem desenha-se em patamares que acolhem muitas castas tradicionais que desde tempos longínquos dão corpo à cultura do vinho do Porto e, mais recentemente, dos vinhos do Douro.

 

Este é um território mágico onde se entra com muitas expectativas e se sai sempre com a certeza de ter vivido algo único. Seja as margens do rio, as encostas vinhateiras ou a beleza da quinta, há na Pacheca uma promessa de dias felizes que não deixa de surpreender quem por cá passa. 

 

Quinta da Pacheca, Lamego

Situada na aldeia de Cambres, a Quinta da Pacheca vê o seu nome surgir a partir do legado da proprietária D. Mariana Pacheco Pereira, mulher forte conhecida como "a Pacheca". Herdeira de uma história secular, a presença na propriedade de um dos marcos pombalinos da primeira demarcação do Douro consolida (em meados do século XVIII) uma cultura vitivinícola, que culmina em 1977 com o engarrafamento de vinhos da região sob marca própria, em que a quinta é pioneira.

Hoje, também uma referência em enoturismo, as suas propostas desenham-se no compromisso entre a herança ancestral e uma visão vanguardista da nova relação com a cultura do vinho: desde as icónicas suites em barricas gigantes aos ateliers de pintura com vinho, os programas das vindimas disponíveis todo o mês de Setembro e provas personalizadas que permitem explorar os seus vinhos num encontro entre o legado do passado e a promessa de uma cultura do vinho de futuro.

Quinta da Pacheca, Lamego

16.7.24

Vida nova e novos vinhos na Quinta do Sampayo

Quinta do Sampayo, Cartaxo

Vinhas, história e um legado familiar fazem parte da Quinta do Sampayo que, fruto da determinação de Ana Macedo e depois de 10 anos de pausa na produção, inicia uma nova era em que o passado se junta com o presente para desenhar o futuro. Se a memória da Quinta se encontra imortalizada na literatura de Almeida Garrett, que por lá repetidamente passeou, é também no seu percurso vínico que se inscreve a importância da propriedade. O trabalho de enologia pertence a Marco Crespo e o de viticultura está a cargo de Alberto Miranda, sendo o lançamento dos primeiros dois vinhos o culminar de um passo inicial para a construção de um portfólio alargado que represente o terroir e faça justiça ao potencial dos recursos naturais e humanos plasmados na representação dos rótulos (com design de Carolina Miranda).

Para descobrir nos diversos programas de enoturismo oferecidos, os diferentes patamares do terreno e as vinhas espalhadas pelos 90 hectares, divididos com o olival centenário de azeitona galega e a adega, e procurar os cedros que pontuam a paisagem. Das visitas às barricas de carvalho francês e americano na adega ao piquenique e caminhada nas vinhas, há ainda para descobrir os vinhos na prova e entrar na mente do enólogo para conhecer as castas tintas e brancas presentes na Quinta e a sua utilização no lote dos vinhos produzidos. 

Quinta do Sampayo, Cartaxo

4.7.23

Vinhos n'Aldeia e uma aventura na Quinta do Pinto e na Quinta dos Plátanos

Vinhos n'Aldeia, Aldeia Galega da Merceana

A paisagem, a história e as pessoas fazem de Alenquer um território onde a vinha e o vinho criam laços e se concretizam num terroir muito próprio. Quando se encontram no copo as estórias e a história de uma região, há aventura garantida a quem se atreve a descobrir as aldeias em volta e as suas tradições. Os Vinhos n'Aldeia levaram à Aldeia Galega da Merceana e à Aldeia Gavinha dias de encontro e celebração das adegas e casas vitivinícolas, sempre com os vinhos da região de Lisboa no centro das actividades. 

Da visita às quintas em redor ficam memórias dos vinhos que, uma vez conhecidos através da voz de quem os faz, ganham uma nova dimensão inesquecível. Feitos pelas famílias que escrevem novas páginas na história dos seus vinhos, a Quinta do Pinto e a Quinta dos Plátanos são locais inspiradores para quem quer conhecer melhor a região.

Vinhos n'Aldeia, Aldeia Galega da Merceana

O caminho a partir da Aldeia Galega da Merceana para a Quinta do Anjo onde se fazem os vinhos Quinta do Pinto é cumprido em poucos minutos, com a companhia das vinhas que pontuam a paisagem, a serra do Montejunto ao fundo e o oceano a 25 Km. Há movimento na quinta com as vinhas à direita do Solar, a casa principal, a ganharem outra vida com novas cepas de Arinto. 

Rita Cardoso Pinto, administradora da propriedade, guia-nos numa visita de jipe enquanto fala sobre o passado, o presente e o futuro da Quinta do Pinto e dos seus vinhos. Se antes a propriedade tinha uma finalidade agrícola que ia para além da vinha, no presente (e já na mão da família Cardoso Pinto), as 27 castas que compõem o espólio vitivinícola são essenciais para pensar o futuro dos vinhos, numa ligação entre as castas da região e algumas castas francesas.

Vinhos n'Aldeia, Aldeia Galega da Merceana

3.5.23

{ À mesa com } Marquesa de Alorna

À mesa com Marquesa de Alorna

Uma das mulheres que a História merecidamente guarda e reconhece como incontornável na cultura, na literatura e na pedagogia é D. Leonor de Almeida Portugal Lorena e Lencastre (1750-1839), mais conhecida pelo seu título nobiliárquico de Marquesa de Alorna. É ela que dá nome aos vinhos topo de gama do portofólio vínico da Quinta da Alorna e que hoje conhecemos à mesa na bonita sala de jantar da quinta. 

A inspiração de figuras como a Marquesa de Alorna, poetisa com o nome literário de Alcipe e mulher de grande presença política e visão social inovadora, dão ao vinho uma dimensão para além da sua natureza enogastronómica e permitem conhecer melhor quem dá nome aos brancos e tintos da Quinta da Alorna. Da tradição visionária da casa faz igualmente parte o olhar contemporâneo de outra mulher, a enóloga Martta Reis Simões, cujos vinhos trazem uma perspectiva nova sobre o território de que provêm, com a influência sempre presente do Tejo. 

Os vinhos Marquesa de Alorna são de lote e as castas utilizadas no blend não são reveladas mas a sua intensidade e elegância marcam o perfil de grandes vinhos do Tejo, estruturados e minerais, com vivacidade e muita vida pela frente. Se cada garrafa de Marquesa de Alorna traz consigo a homenagem a uma mulher do século XIX, encerra igualmente a promessa de futuro que permanentemente fez parte da vida de D. Leonor. 

À mesa com Marquesa de Alorna
À mesa com Marquesa de Alorna

27.3.23

Descobrir Alenquer: entre vinhos e quintas há um Oeste imenso à espera

Descobrir Alenquer

Alenquer é Terra de Vinho e da Vinha e a paisagem marcada pela serra de um lado e pelo oceano do outro faz-se de recantos únicos, história e muitas estórias para contar. Integrado na região dos Vinhos de Lisboa, as suas características únicas fazem deste um território privilegiado para a cultura vitivinícola e gastronómica, com vinhos reconhecidos pela sua acidez e frescura.

Sai-se de Lisboa pela manhã para cumprir as quatro dezenas de quilómetros que Alenquer dista da capital. Em poucos minutos, muda a envolvente ambiental e o tempo desacelera. Entramos numa realidade que se torna mais propícia ao contacto com a natureza e à ligação ao espaço aberto pontuado por conventos, igrejas, quintas e adegas e onde a vinha é rainha. O nosso programa irá levar-nos a 3 enoturismos muito distintos: da dimensão secular da Quinta de D. Carlos, à diversidade de vinhos e experiências da Casa Santos Lima na Quinta da Boavista, para terminar na Quinta do Monte D'Oiro, lugar de inspiração e ligação ao território.  

Vamos descobrir o Oeste?

Descobrir Alenquer

Quinta de D. Carlos — vinhos Quinta de D. Carlos Tinto Cabernet Sauvignon e pátio de entrada

5.4.22

De Castelão e Fernão Pires se faz a Reserva das Pedras na Quinta da Alorna

Quinta da Alorna, viagem entre Fernão Pires e Castelão

Chega-se atravessando as terras que fazem da Quinta da Alorna uma propriedade agrícola com alma e história incomparáveis. Por aqui produzem vegetais, frutos secos, cortiça e, claro, uvas. Muitas uvas em 220 hectares de vinha. A entrada que mostra a casa ao fundo cumprimenta quem vem em busca de experiências com um misto de realidade e magia em doses iguais. Por um lado, o cenário idílico dos jardins que conduzem ao pórtico e, por outro, a presença serena da adega onde se sonham os vinhos. 

São mais de três séculos de história inscritos na paisagem e servidos nos copo e nas palavras. É com a enóloga Martta Reis Simões a conduzir a prova que entramos na viagem que nos levará a conhecer as novas colheitas e algumas das experiências do espaço Wine Creations onde a inovação tem lugar privilegiado.

Quinta da Alorna, viagem entre Fernão Pires e Castelão
Quinta da Alorna, viagem entre Fernão Pires e Castelão

Das castas que são parte identitária do terroir que caracteriza os vinhos do Tejo, talvez as mais honoráveis sejam Fernão Pires e Castelão. Se a primeira é conhecida pela sua flexibilidade, prestando-se a integrar espumantes e vinhos doces a partir de uma colheita tardia, já a segunda vai ganhado faces particulares em função da proveniência sempre sem perder um certo carácter muito particular. 

Para a prova começamos com Fernão Pires, a grande uva do Tejo. É esta casta muito identitária da região que há-de alimentar o novo Reserva das Pedras, em busca de elegância, frescura e fruta presente. Das vinhas velhas da Charneca nascem vinhos gastronómicos provenientes de um solo de areia e pedras. Mas o caminho da casta Fernão Pires na Quinta da Alorna é ainda mais rico e diversificado. Como os vinhos em prova nos mostram.

Quinta da Alorna, viagem entre Fernão Pires e Castelão

25.11.19

Caminhos Cruzados, o Titular Dão Novo e o elogio do Outono

Caminhos Cruzados, Titular Dão Novo 2019

Com a chegada de Novembro, as celebrações fazem-se de castanhas, dióspiros, medronhos e vinho novo na adega Caminhos Cruzados. Estamos em Nelas, no coração do Dão, e aqui trabalha-se todos os dias com memórias construídas em torno dos vinhos que fazem a história da região e a trazem para um merecido lugar de destaque. Se esta foi a primeira região demarcada do país, os segredos e os encantos do Dão estão ainda por descobrir e há todo um mundo vínico para explorar.

Aqui os vinhos são tão especiais como a paisagem e as pessoas, aliando uma elegância serena à dinâmica da diversidade. Da paixão que dá corpo às palavras de Lígia Santos fica a certeza de que estes vinhos são a sua casa e explicar as razões que a levaram a regressar a Nelas para liderar este projecto de família deixa-lhe um brilho novo nos olhos. O convite para conhecer a adega e descobrir onde tudo acontece é aceite com energia por um grupo bem-disposto e curioso.

Caminhos Cruzados, Titular Dão Novo 2019
Caminhos Cruzados, Titular Dão Novo 2019

À medida que o caminho se faz pela adega de linhas direitas e naves cruzadas vão sendo mostrados os diferentes passos que as uvas seguem até à vinificação. Com a curiosidade sobre o primeiro vinho da vindima a crescer, queremos saber mais sobre as suas características. Feito à imagem do Beaujolais Nouveau, o Titular Dão Novo 2019 resulta de uma ideia do enólogo Manuel Vieira e é feito a partir da casta Jaen com o intuito de ser consumido de imediato e estar pronto para as castanhas e a celebração dos aromas e sabores do Outono.

Já de volta à loja, é tempo da prova do primeiro vinho da vindima e o ambiente de festa ajuda a descobrir o seu carácter versátil e descomplicado. O Titular Dão Novo 2019 é um vinho harmonioso, fácil de gostar e que convida à conversa: bem-vindo!

Caminhos Cruzados, Titular Dão Novo 2019
Caminhos Cruzados, Titular Dão Novo 2019

24.9.19

Em Vila de Frades, na Adega ACV faz-se vinho como os romanos faziam

Adega de Vila de Frades, a fazer vinhos como os romanos

Fugimos do sol do Alentejo e encontramos refúgio para lá das portas da Adega ACV junto às talhas onde repousa o néctar dos deuses. O processo de vinificação que remonta aos romanos chega aos nossos dias inalterado e o resultado deste método natural traduz-se num conjunto de vinhos surpreendentes e com características muito diferentes do habitual. A história da adega escreve-se a partir da vida da família Frade e da sua relação com a produção do vinho de talha, que começa na taberna do avô Frade onde todos paravam para um copo e alguns petiscos em Vila de Frades.

O enoturismo recentemente inaugurado é herdeiro dessa tradição familiar, da vontade do pai Alexandre (que estudou enologia para compreender melhor e aprimorar todo o processo) e do filho Sérgio que traz os vinhos até ao seu restaurante O Frade em Lisboa. Com a adega como ponto de partida, seguimos à aventura para saber mais e conhecer os vinhos de talha que se fazem nesta vila alentejana e que perpetuam a herança histórica da região.

Adega de Vila de Frades, a fazer vinhos como os romanos
Adega de Vila de Frades, a fazer vinhos como os romanos
Adega de Vila de Frades, a fazer vinhos como os romanos

A visita à adega começa com a explicação do processo de preparação das talhas e do tratamento das uvas, etapas que são essenciais na definição do vinho que daí irá resultar. A apresentação feita por Alexandre Frade, num compromisso entre rigor técnico e a explicação dos procedimentos, é clara e concisa e as perguntas da audiência permitem adequar a comunicação. Cada questão é respondida até que não restem dúvidas sobre a pesgagem das talhas, as especificidades desta técnica de revestimento e o sistema desenvolvido para optimizar todo o processo de cobertura das enormes talhas com resina de pinheiro (ou pêz).

Entre as grandes talhas e fora do alcance do sol alentejano, começamos a prova dos vinhos de talha da Adega ACV com os brancos. O estágio de quase cinco meses nas talhas antes do engarrafamento confere características muito particulares ao vinho. Também os nomes dados a cada vinho representam uma parte da história da família, como a homenagem à mãe de Sérgio que dá nome ao D. Alice Branco 2016 e D. Alice Branco 2017 ou o 1856 Branco 2016 que deve a denominação à data da talha onde estagiou. Juntamente com o Escolha Branco 2016 compõem o conjunto de quatro vinhos brancos produzidos pela adega e que oferecem uma experiência muito especial a quem os prova. Vivos e com muita personalidade, trazem de forma vincada, os aromas e sabores do método que os produziu e desafiam quem se diz menos apreciador dos vinhos brancos. Também há tintos, mas esses contam outra estória.

Adega de Vila de Frades, a fazer vinhos como os romanos
Adega de Vila de Frades, a fazer vinhos como os romanos

23.5.19

Casa Relvas: vinhos na adega e o almoço na Herdade de São Miguel

Casa Relvas: vinhos na adega e o almoço na Herdade de São Miguel

Pela estrada a fora desenha-se um Alentejo em Primavera plena com períodos de sol e chuva. O caminho há-de conduzir à Casa Relvas cujo coração se situa na adega onde são pensados e desenvolvidos os vinhos, perto de São Miguel de Machede, e a alma se estende até à vizinha Herdade de São Miguel, que guarda o espírito e as raízes da família.

A visita à adega principal dá início a um dia passado entre vinhos e vinhas e muitas conversas. A Casa Relvas é herdeira de uma história escrita na ligação à terra que vê nas novas gerações da família o ensejo de continuar a aventura no mundo dos vinhos que em 1997 se iniciou pela mão de Alexandre Relvas. Entre a zona das talhas, o deambular pelas grandes cubas de inox e a sala das barricas provamos vários vinhos, sempre contextualizados por Alexandre (filho) que, com o seu irmão António, lidera o negócio que é também uma paixão.

Casa Relvas: vinhos na adega e o almoço na Herdade de São Miguel
Casa Relvas: vinhos na adega e o almoço na Herdade de São Miguel
Casa Relvas: vinhos na adega e o almoço na Herdade de São Miguel

O elogio da terra e das gentes está plasmado nas amostras de solo que nos recebem à entrada. É a partir delas que se percebem melhor os vinhos, ainda em processo de desenvolvimento pela equipa de enologia, que provamos com Alexandre Relvas Jr na visita guiada. As castas que caracterizam o perfil dos vinhos da Casa Relvas são fruto do terroir tipicamente alentejano, com mais de três centenas de hectares de vinha em produção integrada, distribuídos por São Miguel de Machede, Redondo e Vidigueira. Dos vinhos mais complexos aos mais simples, da talha ao rosé que chama o Verão, há lugar para todos numa abordagem sempre rigorosa e em harmonia com o meio envolvente.

Com espaço também para vinhos inesperados e que seguem novos perfis de consumo, surge o Madxa (branco e tinto) que é um vinho exclusivamente para exportação. Com o nome a fazer referência à terra fértil de São Miguel de Machede, o branco de 2018 fresco e floral que provámos é resultado dessa visão que assenta numa ideia de celebração da vida. O almoço na Herdade de São Miguel que se seguiu é bem exemplo dessa postura da Casa Relvas e dos seus vinhos.

Casa Relvas: vinhos na adega e o almoço na Herdade de São Miguel

Uma oportunidade única para conhecer melhor o enoturismo da Casa Relvas acontece já dia 25 de Maio com Um dia em São Miguel com a celebração do Alentejo, das petiscadas e da cultura local, que termina com música e um com concerto acústico de Tim, dos Xutos e Pontapés, ao cair da tarde.