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5.6.18

Panqueca de grão e beringela (com rebentos de rúcula)

Panqueca de grão e beringela

Bem-vindo, Junho. Todos os anos, entre os desejos de um Verão que chega e um ano lectivo que acaba, desenha-se a mistura perfeita de sentimentos contraditórios. Mais luz, mais horas de claridade, menos tempo para as gozar. Porque os almoços continuam a fazer-se frequentemente de pratos vegetarianos e a necessidade de refeições nutritivas e retemperadoras pede sabores em harmonia, nada como recorrer às leguminosas e aos legumes da estação.

São as frutas que carregam a bandeira gulosa de Junho mas os legumes mudam também e é sempre um prazer voltar a ter beringelas e curgetes para cozinhar. O tomate há-de vir mais tarde e as ervas aromáticas estão mais perto do auge. Talvez seja a vontade de virar a página e escrever novos capítulos de um amor maior pelos vegetais ou apenas a gulodice do costume. A vida é demasiado breve para almoços aborrecidos!

Panqueca de grão e beringela
Panqueca de grão e beringela

Dos livros que me fazem companhia e a que volto uma e outra vez. Este de Nadine Abensur, sem fotografias, nem imagens, faz-me sempre partir para outras paragens em renovadas aventuras vegetarianas. É de lá que vem esta "panqueca" feita no forno, com raízes na farinata italiana, e cobertura de beringela. Fez-se almoço um destes dias em que tirámos do armário as camisolas que são farda por estes dias.

E enquanto não chega o calor, liga-se o forno. Usam-se os rebentos de rúcula que crescem no parapeito da janela da cozinha e engana-se a ânsia de um Verão que não vem com o doce possível de uns tomates cereja. Feliz Junho!

flores
Panqueca de grão e beringela

18.1.17

Ovos (com feijão branco e pimento vermelho)

Ovos com feijão branco e pimento

Sem resoluções, nem promessas, começa o ano. Mais do mesmo ou a vontade de comer o mundo. Sempre mais, com mais determinação, mais daquela curiosidade que não deixa sossegar a alma e se transforma em fome de viver. Apetece-me dizer como Albert Camus: em pleno Inverno, descobri em mim um Verão invencível. Não é das estações que o poeta fala e eu não consigo deixar de pensar que o frio que faz lá fora só muda tudo ao meu redor se eu quiser. Se não há sol, que se crie um no prato. Se chove, que haja abrigo à mesa.

De volta à cozinha e às rotinas, a conversa repete-se de vez em quando. Não contamos almoçar em casa e de repente a vida muda-nos os planos. Inventa-se em minutos o que a despensa e o frigorífico oferecem e a barriga pede. A escolha cai muitas vezes nos ovos e é invariavelmente vegetariana, colorida e bem disposta.

a ver o mar Ovos com feijão branco e pimento

Ao longo dos últimos meses tenho feito da minha Actifry panaceia para todos os males, seja a falta de tempo ou a intenção de cozinhar com menos gordura. Os resultados têm sido quase sempre um sucesso e volto a utilizá-la uma e outra vez, seja na granola (quase) semanal, nos desejos repetidos de scones ou na necessidade (permanente) de guardar o Verão soba a forma de um prato de ratatouille.

A receita de hoje faz-se de feijão branco estufado com pimentos vermelhos e ovos abertos, num piscar de olho aos muitos pratos do género que fazem parte das mesas de outras cozinhas. Para finalizar, salsa e requeijão esfarelado e pão, que é imprescindível para a gema a escorrer. Talvez seja um prato mais comum nos pequenos-almoços para valentes mas pelo meio-dia e em jeito de almoço não fica nada mal.

Ovos com feijão branco e pimento

29.1.16

Granola fácil, em duas versões, doce e salgada

Granola de amendoim, anánas e gengibre

Na minha cozinha o espaço não abunda. Ora me falta bancada ou armários capazes de albergar todos os meus utensílios, loiças e mais apetrechos de que se faz uma cozinha, ora me apaixono por mais uma tigela ou um bule sem o qual não posso viver. Já a relação com as máquinas é muito ponderada. Até há um mês atrás não tinha um robot ou uma fritadeira. Quis o Natal e o Ano Novo mudar essa premissa e eis que tanto se altera. Não exactamente os hábitos pois há muito que cá em casa fazemos o nosso iogurte, as compotas, o muesli e a granola e tantas outras comidas fáceis de fazer em casa, muito mais baratas e infinitamente melhores que as processadas. O que mudou foi o tempo e a maior facilidade dos processos. Ainda em aprendizagem para lidar com a Actifry, os resultados têm sido muito compensadores.

Hoje trago duas versões de granola: uma doce para lanches e pequenos-almoços e uma salgada, perfeita para sopas ou saladas. Ficam prontas em pouco mais de 10 minutos e usam muito pouca gordura. Os sabores escolhidos podem ser substituídos por outros, a gosto.

Granola de amendoim, anánas e gengibre Granola de amendoim, anánas e gengibre Granola salgada de cajú e caril

Para a granola doce, a base de aveia e uma mistura de amendoim e amêndoa para uma combinação de limão e gengibre, com ananás desidratado. É uma boa opção para o lanche, servida com iogurte e fruta, e com o doce que baste. Para a versão salgada, um piscar de olho aos sabores indianos com o caril e o cajú a tomarem primazia. A escolha de flocos de centeio, mais robustos e com um sabor mais pronunciado, serve bem o propósito de combinar com sementes e frutos secos e uma pontinha de picante. A mistura de caril utilizada determina o resultado final e o índice de picante. O chutney de manga não é essencial mas é delicioso, em conjunto com o caril. Pode ser substituído por compota de pêssego ou alperce para uma combinação compeltamente isenta de picante.

Bom apetite!

Granola salgada de cajú e caril Granola salgada de cajú e caril

22.9.15

Blinis, salmão fumado e pickles rápidos de cenoura e pepino

Pickles de cenoura e blinis de trigo sarraceno

Da excitação de começar de novo, o retorno aos dias com horas marcadas. É o ano lectivo que se inicia, o Outono que chega e as rotinas que se alteram. Nada que impeça um brunch descansado ao fim de semana ou uma refeição leve para finalizar um dia de trabalho. Nestas alturas é um conforto poder contar com os frascos cheios de fruta ou legumes que lembram ainda os dias mais quentes e que num piscar de olhos enchem a mesa, a fast food favorita cá de de casa.

Durante o Verão as enchentes de fruta ou vegetais determinam a necessidade de os preservar e guardar para as estações mais frias onde estas não abundam, em compotas, molhos ou conservas. Este ano não foi assim, com a vida a ter outros planos, e a vontade de explorar outras possibilidades de conservas mais rápidas e simples tornou-se a única opção. Com um pouco de organização, resta fazer pickles que ficam prontos em poucas horas e permitem matar a saudade de sabores agridoces.

Pickles de cenoura e blinis de trigo sarraceno Pickles de cenoura e blinis de trigo sarraceno

À boleia dos pickles de cenoura e pepino vem a ideia de fazer uns blinis. Estas pequenas panquecas lêvedas, normalmente feitas com farinha de trigo sarraceno, são muito comuns nas cozinhas do leste da Europa. Servidos com acompanhamentos salgados e natas ou iogurte, os blinis podem ser vistos como acepipes (comidos à mão, numa dentada só) ou como entrada de uma refeição (no prato e em tamanho um pouco maior).

Pickles e blinis preparados, falta apenas picar o cebolinho e dispor o salmão fumado no prato e deixar o crème fraîche à mão. Ácido e doce, macio e crocante. Sabores e texturas que se complementam para as boas vindas à nova estação. Olá Outono!

Pickles de cenoura e blinis de trigo sarraceno

24.7.15

Leituras de férias, o livro Brunch e uma receita de muesli

Livro Brunch, Choupana Caffé

Num bom livro o melhor vem nas entrelinhas. Se estas palavras fossem pertença minha, eu não mudaria uma letra. Resultado da sabedoria popular, este é um provérbio nórdico que resume aquilo que qualquer leitor atento já suspeitava: um livro reinventa-se em cada ser que o lê e escreve-se uma e outra vez no olhar único e irrepetível de quem o vive. Porque os livros são para ser vividos, Brunch é o meu guião para estas férias. Da cozinha e da lente da Cláudia Villax e sua filha Sara de Lemos Macedo saem imagens que se querem repetidas em cada mesa posta, em cada prato partilhado, em cada receita recriada.

Bebidas, batidos, pão, pastelaria, ovos, batatas, saladas e frutas são capítulos onde cabe o mundo inteiro e todas as vontades do amante do brunch (e não só). São receitas, quase sempre simples, que trazem cor e muito sabor à mesa e devem ser encaradas como um argumento para reunir os amigos e a família. Se a preguiça prevalecer, há ainda sugestões dos melhores brunches de Lisboa e Porto e uma lista das lojas onde encontrar ingredientes para confeccionar tudo em casa num piscar de olhos. E para quem queria aprender, há vídeos e tutoriais para a maionese perfeita, o molho hollandaise sem mácula ou o melhor pesto.

Brunch Brunch

Este é um livro para ser namorado, lido e experimentado. Fiz-me à missão de sorriso aberto, antecipando o resultado. As compras da semana, onde o tomate é rei e os frutos vermelhos continuam a imperar, ditaram uma incursão na salada de tomate spicy, onde a combinação de gengibre e coentros não podia ser mais surpreendente. Depois foi o aïoli e os devilled eggs que conquistaram a atenção e a barriga dos comensais. Finalmente, porque os cereais não podiam faltar, fez-se um enorme frasco de muesli que há-de alegrar também as manhãs corridas de outras rotinas.

A minha versão do muesli da Cláudia é feita com flocos de centeio mas a aveia é sempre uma boa opção. Os frutos secos e as sementes podem ser substituídas por outras, assim como as frutas desidratadas. A canela pode igualmente ceder em parte o seu lugar, talvez, a uma mistura de gengibre, cravinho e outras especiarias. Já na tigela as possibilidades são imnesas, com o igurte a poder ser trocado por alternativas vegetais e a fruta fresca da estação a determinar o colorido da tigela.

Brunch Brunch Brunch

10.4.15

Espargos grelhados, salmão fumado e ovo escalfado

Espargos, salmão fumado e ovo

Das águas de Abril, dos dias instáveis e das horas em que o céu escurece e desaba sobre as nossas cabeças, não quero saber. São caprichos de uma estação a despontar, indecisa e insegura. Esqueço os seus acessos repentinos de mau feitio, empaturro-me de horas de luz e tardes maiores, encanto-me com as flores do campo e sempre que as temperaturas deixam tiro o casaco. Coisas simples, alegrias do quotidiano a que dou cada vez mais valor.

A felicidade é ver as bancas do mercado a mudar as cores, cheias de velhos conhecidos, novos ingredientes e muitas flores. Esta semana são os espargos a chamar por mim. Ao lado do ruibarbo fazem um par estranho em que as formas e as cores não parecem deste mundo. Tantas saudades de um e do outro!

Espargos, salmão fumado e ovo Espargos, salmão fumado e ovo

Com o fim-de-semana à porta e a previsão de mais dias às caretas, a melhor forma de aproveitar os momentos de chuva é preparar um brunch rápido, colorido e muito saboroso. A inspiração da receita é do senhor Jamie Oliver, a preguiça é toda minha, que alterei todos os passos mais complicados. O resultado é ainda assim delicioso. Se tiverem interesse e um tempinho livre, leiam a proposta de Jamie Oliver para incluir a alimentação no currículo escolar e contribuir para a literacia alimentar.

Bom fim-de-semana!

Até 19 de Abril acontece em Lisboa, no Pátio da Galé, o Peixe em Lisboa. Terça, dia 14, às 15h estarei por lá à conversa com os autores do Fabrico Próprio, Nuno Carvalho da Padaria Portuguesa e Ana Faustino do Choupana Caffe a falar de pastelaria semi-industrial.

Espargos, salmão fumado e ovo

11.9.14

Fritata de curgete e tomate cereja

Tortilha leve de curgete e queijo

Não me mostres o teu lado feliz / A luz do teu rosto quando sorris / Faz-me crer que tudo em ti é risonho / Como se viesses do fundo de um sonho. A música, em modo repeat, vai fazendo eco de um sentimento sorumbático que em dias como o de hoje se mostra mais. Culpa do tempo? Talvez. O tempo tem as costas largas e pode bem arcar com as culpas. Mas enquanto o sol não volta, há mézinhas quase infalíveis.

Não há maior conforto que ligar o forno em dias de chuva e céu cinzento. Para alguns é sinónimo de bolo e intermináveis chávenas de chá. Para mim, e enquanto as temperaturas frias não chegam, é desculpa para um almoço que se faz sozinho e nos recebe na mesa como se fosse Domingo. Não é e a ilusão dura apenas o tempo necessário para o mundo parecer um sítio um pouco melhor. São os ovos e o conforto do queijo e dos tomatinhos quentes que ofuscam o meu lado lunar por uns momentos.

erva caril Tortilha leve de curgete e queijo

Do forno sai uma fritata. Palavra inventada entre a frittata italiana e a tortilla espanhola e cunhada no desespero de uma mente (demasiado) preenchida. Serve-nos de almoço à boleia de uma enorme tigela de salada de alfaces e rúcula.

Ainda com os tomates de todas as cores a dar alegria à cozinha, em cestas acabadas de chegar, há também os livros de autores favoritos que iluminam qualquer macambúzio. Afinal não faltam razões para resgatar sorrisos perdidos, uma por cada tomate pequenino de cores diversas.

eat + tomatoes


24.6.14

Clafoutis de flores de curgete e mozzarella

Clafoutis de flores de curgetes e mozzarella

Se eu puder escolher, quero que o verde mais verde seja pontuado de outras cores. Que ao longe se distingam uma e outra a seguir a muitas mais. São as flores do campo do meu encanto, que os olhos percorrem sem pressa aparente. Uma espécie de terapia, um encher a alma de luz e cor e aromas mil.

Comer ou não comer, eis a questão. Bonitas e delicadas, povoam campos e jardins e enquadram no horizonte um cenário mais acolhedor. As flores que embelezam os meus dias tendem a acabam no tacho ou no prato. Escolhê-las é trabalho para quem sabe mais que eu sobre o assunto. As flores que se podem, ou não, comer são assunto sério. Ando de trás para a frente com um dos livros favoritos do ano passado quando me chegam às mãos dois pares de curgetes com as suas flores.

Clafoutis de flores de curgete e mozzarella Flores de curgete

De acesso cada vez mais fácil, as flores de curgete são um daqueles ingredientes que apetece experimentar e colocar no prato só para apreciar as caras à volta da mesa. Porque alimentam a imaginação e são excelentes para rechear, fritar ou usar em comida de tacho, estão no topo das minhas preferências no que a flores comestíveis diz respeito.

Para abrir as hostilidades num Verão que teima em não se fazer notado, as primeiras curgetes da estação fizeram-se num clafoutis vegetariano. Almoço perfeito para um fim-de-semana a pedir conforto e pratos simples.

jardins e dias de sol

27.5.14

Panquecas de milho para um brunch de Domingo

Panquecas de milho

Ausentes entre alergias e um gato que não faz boa companhia a jarras floridas. São as flores que não posso ter em casa e estão perto do meu coração. Nada que não se resolva com o lavar dos olhos nos passeios pelo campo, que agora está no seu quase esplendor. Com o cebolinho todo florido, é boa ideia aproveitar também no prato as flores das ervas aromáticas.

As refeições leves fazem parte integrante do dia-a-dia cá de casa. Quer seja nos almoços de semana ou nas horas mais calmas do fim-de-semana, pratos coloridos e fáceis de fazer são sempre bem-vindos. Crepes e panquecas salgados são uma opção que arranca sorrisos mesmo em Domingos mais cinzentos. Servidas num brunch ou como almoço ligeiro, na companhia de uma salada, e estamos prontos para outras aventuras.

Panquecas de milho

A satisfação de colocar na mesa uma refeição feita a pensar na partilha da mesa com a família não tem obrigatoriamente de consumir horas a fio na cozinha. É esse o pressuposto do livro Paixão pela cozinha, que faz uma selecção das melhores receitas da Continente Magazine e as apresenta em forma de compilação.

É de lá que vem a receita de umas panquecas de milho deliciosas. Servidas com molho de iogurte e um chutney de pimento vermelho. A repetir muitas vezes.

Panquecas de milho Panquecas de milho

23.7.12

Rabanadas com mirtilos ✽ French Toast with blueberries {my breakfast}

French Toast
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Uma dentada e mil memórias passadas estão de volta. São dias de uma infância longínqua que retornam em segundos. Apetece fechar os olhos e fazer de conta que se voltou a ter 8 anos outra vez. Rabanadas soam a Natal e a noites de emoção. Hoje são apenas uma maneira de iniciar um dia que começa tarde. Com fruta e iogurte para completar o prato e proporcionar tudo o que é necessário para o passeio que aí vem.

Por caminhos floridos e com o sol a bater no rosto. Um descanso ansiado.

Papoilas // Poppies

Just a bite and a thousand past memories are back. Distant childhood days return in seconds. I feel like closing my eyes and pretend I'm 8 years old again. French Toast sounds like Christmas and long nights of excitement. Today is just a way to start the day. With fruit and yogurt to complete the dish and provide all that is required for the walk ahead.

Through a path of flowers, with the sun on my face. A much awaited break.

French Toast French Toast French Toast

O meu pequeno-almoço é parte do projecto 365 breakfasts a year da Alpro.

My breakfast is part of Alpro's project 365 breakfasts a year. Find the recipe below.

25.6.12

Crepes de chocolate, cerejas e iogurte ✽ Chocolate crepes, cherries & yogurt {my breakfast}

Crepes de cacao com cerejas e iogurte ✽ Cocoa Crepes with cherries and yogurt {my breakfast}
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Crepes ao pequeno almoço não é para todos os dias. Soa a celebração de alguma coisa, como que a premiar uma boa acção ou o atingir de algum objectivo há muito esperado. Mais ainda se os ditos crepes forem de chocolate e tiverem como companhia cerejas escuras e iogurte, numa alusão pouco subtil à combinação utilizada no bolo floresta negra. Mais saudáveis do que podem, à primeira vista, parecer, estes crepes são uma refeição frequente cá em casa. Assim alguém se levante mais cedo para os fazer.

E são deliciosos, posso garantir-vos.

mosaicos
Cerejas // Cherries

Crepes for breakfast is not an every day treat. Sounds like a celebration is due, to reward a good action or some long awaited achievement. Moreover if cocoa crepes come with dark cherries and yogurt, a not-so-subtle allusion to the combination used in the black forest cake. Healthier than it my look at first sight, these crepes are a meal we often have here at home. Just takes someone to get up earlier to made them.

And they're delicious, I can assure you.

Crepes de cacao com cerejas e iogurte ✽ Cocoa Crepes with cherries and yogurt {my breakfast}Crepes de cacao com cerejas e iogurte ✽ Cocoa Crepes with cherries and yogurt {my breakfast}Crepes de cacao com cerejas e iogurte ✽ Cocoa Crepes with cherries and yogurt {my breakfast}

O meu pequeno-almoço é parte do projecto 365 breakfasts a year da Alpro.

My breakfast is part of Alpro's project 365 breakfasts a year. Find the recipe below.