
E de repente é outra vez véspera de Natal. Para onde foram os dias, as semanas e os meses que fizeram este ano alguém saberá mas não eu. Dou por mim de novo a pensar no bacalhau da Consoada, nos sonhos de abóbora da minha mãe e nas rabanadas da minha sogra. Já cheira a canela e açúcar e a mesa posta para 10 espera por miúdos e graúdos.
Não há Natal sem bolo e no forno coze uma coroa, assim chamada por ser circular e colorida, em jeito de decoração comestível que adorna a mesa e faz a espera pela meia-noite parecer mais curta. Com a inseparável chávena de chá serve de companhia à conversa e chama a música da época para um serão em família.


Entre a vontade de fazer um bolo lêvedo diferente do tradicional e manter os sabores preferido da Consoada, eis que a combinação ganhadora chila, amêndoa, cerejas ganha forma. A lembrar o azevinho e com um piscar de olho à neve feita de açúcar em pó, eis a coroa que celebra a partilha.
Feliz Natal!













