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11.2.19

Bolo de nozes e marmelada

Casa do Vinho: que vinho escolher?

Como termina a refeição perfeita num fim-de-semana cinzento? Com um cálice de vinho do Porto na mão e uma fatia, generosa, de bolo no prato. Porque nem só de aparência se faz uma receita cinco estrelas, é preciso que o sabor esteja à altura das expectativas e a textura dê que fazer a quem mastiga. Depois é só juntar uns pózinhos de pirlimpimpim e acompanhar com uma colherada de natas batidas.

As memórias das taças e pratos de marmelada a secar fazem parte do cenário. Quando o tempo frio se vai prolongando é a essas reservas de doce que recorremos, mesmo quando o plano é fazer um bolo que sirva de sobremesa para o almoço.

marmelos
Casa do Vinho: que vinho escolher?

Marmelada e nozes. A combinação é própria dos meses mais frios, com os ingredientes a oferecerem complementaridade um ao outro e a garantir satisfação a cada dentada. A receita é fácil e rápida de executar e tem a vantagem de não conter qualquer gordura. Por isso o bolo é fofo e leve e fica muito especial quando é servido com natas batidas, envolvidas delicadamente em marmelada.

Boa semana!

Casa do Vinho: que vinho escolher?
nozes

18.11.13

Clafoutis de marmelo e noz

Clafoutis de marmelo

Em cada folha amarela que cai de uma árvore há uma promessa de dias bonitos. Diz-se que o Outono é o tempo para os últimos sorrisos do ano, uma espécie de bom augúrio antes da apatia do Inverno e do tempo frio e cinzento. No mercado as bancas perdem as cores de outras estações mas ganham novos frutos e raízes. Pastinacas, batata-doce ou alcachofras de Jerusalém, dióspiros, castanhas e marmelos. Sou eu quem sorri. Faço planos para assados e gratinados, tartes e bolos.

O Outono é mais uma desculpa para ligar o forno, juntar família e amigos à mesa e beber infinitas chávenas de chá.

marmelos // quinces Clafoutis de marmelo

Um clafoutis de marmelo é uma piscadela de olho a uma das sobremesas favoritas cá de casa e uma quase homenagem aos dias outonais. As nozes tomam o lugar das tradicionais amêndoas e os aromas de marmelada invadem a cozinha. Servido com iogurte ou simples, este clafoutis é perfeito até para quem diz não gostar de marmelo.

Preparem os garfos (ou as colheres), a sobremesa está na mesa e o café está servido.

Clafoutis de marmelo

8.11.10

Um bolo de natas com marmelo e especiarias

Bolo de natas com marmelo // Sour cream Cake with Quince

Ao sabor da estação enche-se o chão de folhas caídas e os cestos de romãs, castanhas e marmelos. Uma vontade imensa de ligar o forno e fazer um bolo. O Outono chegou e consigo trouxe uma paleta nova de tons entre os laranjas e os castanhos, dias mais curtos e o desejo de aromas quentes. Fruta cozida num banho de especiarias. Um retorno ao conforto de uma chávena de chá. E bolo.

Os marmelos pedem uma imersão quente de especiarias ou baunilha antes de serem consumidos. Perfeitos apenas com iogurte, a sua utilização em bolo requer uma massa firme que os sustente, quase como se de uma tarte se tratasse. Esta é uma receita do tradicional bolo de natas que a minha avó fazia sem pesar ingredientes usando apenas a caixa como medida. Por uma questão de facilidade, forneço quantidades específicas.

Outono // Autumn
Bolo de natas com marmelo

Bolo de natas com marmelo e especiarias

8 a 10 fatias

2 marmelos
1 colher (chá) sumo limão
2 colheres (sopa) açúcar amarelo
1 estrela de anis
400ml água

para o bolo:
2 ovos grandes
200ml natas (usei sour cream)
150g açúcar amarelo
50g açúcar superfino
100g manteiga sem sal, derretida
1 colher (chá) extracto de baunilha
250g farinha com fermento
1/2 colher (chá) fermento em pó
1 colher (chá) canela em pó
1 colher (chá) quatre épices (ou mistura de cravinho, gengibre, pimenta da jamaica, etc.)

Descasque os marmelos, corte em fatias e coloque-os na água com o sumo de limão. Polvilhe com o açúcar e junte a estrela de anis. Leve ao lume por 15-20 minutos até estarem cozidos. Retire as fatias de marmelo para um prato. Reserve o líquido.

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Bata a manteiga com os açúcares até obter uma mistura fofa e homogénea. Junte o extracto de baunilha e os ovos, um de cada vez, batendo entre cada adição. Numa tigela à parte, peneire a farinha, o fermento em pó e as especiarias. Adicione uma parte da farinha à mistura dos ovos, intercalando com uma parte das natas, até terminar com a farinha. Bata apenas até os ingredientes estarem misturados (é importante não trabalhar a massa em excesso). Pincele um tabuleiro com manteiga e polvilhe com farinha. Verta a massa e distribua as fatias de marmelo, empurrando levemente. Coza durante 35-40 minutos ou até estar dourado. Retire do forno e pincele generosamente com o líquido em que cozeu os marmelos. Deixe arrefecer no tabuleiro. Sirva em quadrados, acompanhado de iogurte grego e mais um pouco do líquido da cozedura.

10.11.07

Slow Jam Sessions

Todos os Outonos, a empreitada repetia-se: marmelos e mais marmelos para descascar, com as cascas e as sementes para a geleia e as fatias, fininhas, para a marmelada. Se esta fase do processo estava vedada a mãos pequeninas e pouco lestas no manejo de facas, as longas horas a mexer o tacho calhavam a todos e a concentração era necessária ou começava tudo a salpicar. A marmelada da minha infância era beige clarinha, orgulhosa cor de um processo moroso onde panelas de pressão e varinhas mágicas não tinham direito a entrar. Os odores da tarte de marmelo levaram-me de volta a estes dias de azáfama e mesmo se raramente provo os doces que faço, este valeu em memória olfactiva o equivalente a várias fatias!



Tarte de Marmelo

2 marmelos grandes
1 colher sopa bem cheia de manteiga (ou margarina)
2 colheres sopa açucar mascavado granulado
1 colher sopa sumo de limão
50 ml vinho do Porto
1 chávena de brown sugar escuro
2 ovos
canela e noz moscada
1 e 1/2 chávena de farinha
1 colher chá fermento
200 ml natas (usei soja)

Barra-se uma forma (abundantemente) com a manteiga ou margarina, salpica-se com o açucar mascavado e colocam-se os marmelos às fatias, de modo a cobrir todo o fundo da forma. Rega-se com sumo de limão e vinho do Porto. Prepara-se a massa, misturando o brown sugar, a farinha, fermento e as especiarias. Separadamente, batem-se os ovos com as natas e incorporam-se as duas misturas sem bater demasiado. Vai ao forno (180 ºC) por 30 minutos. Fica muito bem servida com gelado de baunilha ou crème fraîche.

Costumo fazer esta tarte com manga ou pêssego e não necessita do vinho do Porto. Como o marmelo é mais seco, acrescentei este ingrediente.


Vai uma?