
Uma das mulheres que a História merecidamente guarda e reconhece como incontornável na cultura, na literatura e na pedagogia é D. Leonor de Almeida Portugal Lorena e Lencastre (1750-1839), mais conhecida pelo seu título nobiliárquico de Marquesa de Alorna. É ela que dá nome aos vinhos topo de gama do portofólio vínico da Quinta da Alorna e que hoje conhecemos à mesa na bonita sala de jantar da quinta.
A inspiração de figuras como a Marquesa de Alorna, poetisa com o nome literário de Alcipe e mulher de grande presença política e visão social inovadora, dão ao vinho uma dimensão para além da sua natureza enogastronómica e permitem conhecer melhor quem dá nome aos brancos e tintos da Quinta da Alorna. Da tradição visionária da casa faz igualmente parte o olhar contemporâneo de outra mulher, a enóloga Martta Reis Simões, cujos vinhos trazem uma perspectiva nova sobre o território de que provêm, com a influência sempre presente do Tejo.
Os vinhos Marquesa de Alorna são de lote e as castas utilizadas no blend não são reveladas mas a sua intensidade e elegância marcam o perfil de grandes vinhos do Tejo, estruturados e minerais, com vivacidade e muita vida pela frente. Se cada garrafa de Marquesa de Alorna traz consigo a homenagem a uma mulher do século XIX, encerra igualmente a promessa de futuro que permanentemente fez parte da vida de D. Leonor.
