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5.6.18

Panqueca de grão e beringela (com rebentos de rúcula)

Panqueca de grão e beringela

Bem-vindo, Junho. Todos os anos, entre os desejos de um Verão que chega e um ano lectivo que acaba, desenha-se a mistura perfeita de sentimentos contraditórios. Mais luz, mais horas de claridade, menos tempo para as gozar. Porque os almoços continuam a fazer-se frequentemente de pratos vegetarianos e a necessidade de refeições nutritivas e retemperadoras pede sabores em harmonia, nada como recorrer às leguminosas e aos legumes da estação.

São as frutas que carregam a bandeira gulosa de Junho mas os legumes mudam também e é sempre um prazer voltar a ter beringelas e curgetes para cozinhar. O tomate há-de vir mais tarde e as ervas aromáticas estão mais perto do auge. Talvez seja a vontade de virar a página e escrever novos capítulos de um amor maior pelos vegetais ou apenas a gulodice do costume. A vida é demasiado breve para almoços aborrecidos!

Panqueca de grão e beringela
Panqueca de grão e beringela

Dos livros que me fazem companhia e a que volto uma e outra vez. Este de Nadine Abensur, sem fotografias, nem imagens, faz-me sempre partir para outras paragens em renovadas aventuras vegetarianas. É de lá que vem esta "panqueca" feita no forno, com raízes na farinata italiana, e cobertura de beringela. Fez-se almoço um destes dias em que tirámos do armário as camisolas que são farda por estes dias.

E enquanto não chega o calor, liga-se o forno. Usam-se os rebentos de rúcula que crescem no parapeito da janela da cozinha e engana-se a ânsia de um Verão que não vem com o doce possível de uns tomates cereja. Feliz Junho!

flores
Panqueca de grão e beringela

25.2.16

Panquecas de avelã com calda de laranja

Panquecas de avelã com calda de laranja

Os livros são o alimento da alma. Das paixões que não escondo e que comigo permanecerão para sempre, entre as páginas impressas, as lombadas marcadas e os cantos às vezes estragados, escreve-se a minha compulsiva afeição pelos livros. Vivo rodeada por eles, espalhados pela casa, às vezes esquecidos nas estantes ou atirados sobre as mesas. São companhia para todas as ocasiões. Tenho, claro, centenas de livros sobre comida.

Na ordem do dia, as diferentes opções alimentares que caracterizam filosofias de vida muito variadas. O que comemos é antes de mais uma escolha pessoal, marcadamente cultural e que deve preencher as necessidades específicas de cada um. Apesar de ter as minhas bem definidas, gosto muito de ler sobre o tema e a minha biblioteca não podia ser mais inclusiva. O último livro a chegar é sobre a dieta paleo. Irena Macri descreve-a e eu leio avidamente sobre a dieta do Paleolítico, os alimentos que a caracterizam, os ingredientes abolidos e as razões para tal. Gosto da sua escrita explicativa e sistematizada, da atitude positiva com a comida e da perspectiva moderada que marca este Livro de Receitas Paleo, onde os lacticínios ou o arroz aparecem de vez em quando em pequenas quantidades.

O livro começa com a história de Irena e muitas referências e informação sobre a dieta paleo e os seus básicos. Depois as receitas dividem-se em secções temáticas ou por ingrediente: Toca a acordar, Da horta, Carne; Peixe e companhia, Doces malandrices, Rapidinhos, Faça em casa e À nossa, na maiorida das vezes há uma fotografia bonita a acompanhar, um breve texto sobre cada receita e dicas sobre técnicas ou ingredientes. Ao folhear o livro, ainda antes de o ler, avanço para espreitar a primeira receita e passar os olhos pelas fotografias. As panquecas de avelã com calda de laranja-sanguínea deixam-me cheia de vontade de as experimentar, mesmo sem ler a receita. É a ela que volto para o lanche.

Citrinos Panquecas de avelã com calda de laranja

Feitas de avelã e farinha de coco, estas panquecas não têm glutén e podem ser acompanhadas por frutos vermelhos, banana e mel. Mas para mim é a calda que torna esta receita especial. Como não tinha laranjas-sanguíneas, fiz com laranjas normais a que acrecentei algumas framboesas congeladas para obter uma cor semelhante. Fica muito bom na mesma! As panquecas são saborosas e muito substanciais, perfeitas certamente para iniciar o dia, como aconselha Irena.

São servidos?

22.9.15

Blinis, salmão fumado e pickles rápidos de cenoura e pepino

Pickles de cenoura e blinis de trigo sarraceno

Da excitação de começar de novo, o retorno aos dias com horas marcadas. É o ano lectivo que se inicia, o Outono que chega e as rotinas que se alteram. Nada que impeça um brunch descansado ao fim de semana ou uma refeição leve para finalizar um dia de trabalho. Nestas alturas é um conforto poder contar com os frascos cheios de fruta ou legumes que lembram ainda os dias mais quentes e que num piscar de olhos enchem a mesa, a fast food favorita cá de de casa.

Durante o Verão as enchentes de fruta ou vegetais determinam a necessidade de os preservar e guardar para as estações mais frias onde estas não abundam, em compotas, molhos ou conservas. Este ano não foi assim, com a vida a ter outros planos, e a vontade de explorar outras possibilidades de conservas mais rápidas e simples tornou-se a única opção. Com um pouco de organização, resta fazer pickles que ficam prontos em poucas horas e permitem matar a saudade de sabores agridoces.

Pickles de cenoura e blinis de trigo sarraceno Pickles de cenoura e blinis de trigo sarraceno

À boleia dos pickles de cenoura e pepino vem a ideia de fazer uns blinis. Estas pequenas panquecas lêvedas, normalmente feitas com farinha de trigo sarraceno, são muito comuns nas cozinhas do leste da Europa. Servidos com acompanhamentos salgados e natas ou iogurte, os blinis podem ser vistos como acepipes (comidos à mão, numa dentada só) ou como entrada de uma refeição (no prato e em tamanho um pouco maior).

Pickles e blinis preparados, falta apenas picar o cebolinho e dispor o salmão fumado no prato e deixar o crème fraîche à mão. Ácido e doce, macio e crocante. Sabores e texturas que se complementam para as boas vindas à nova estação. Olá Outono!

Pickles de cenoura e blinis de trigo sarraceno

13.5.15

{Amor à Terra} Chá e waffles com compota de figo e amoras

Amor à Terra e waffles de aveia e limão

Há poucos momentos mais retemperadores que um chá ao fim da tarde em boa companhia. Sem grandes cerimónias ou delicados preceitos, são duas chávenas servidas enquanto se preparam umas waffles. Pelo meio uma conversa sem fim, de tudo e de nada, daquelas em que a vida acontece e que devem ser apreciadas. Sem ser um hábito de todos os dias, às vezes pomos a mesa e aproveitamos estes momentos de acalmia.

À procura de uma infusão de perpétuas roxas, panaceia para gargantas cansadas e vozes a precisar de conforto, cruzo-me com a Amor à Terra. Só o nome remete para o meio natural de onde vêm os ingredientes, com a Serra da Arrábida como casa, e essa proximidade com a natureza a servir de inspiração. Fico a saber mais sobre este Galapos Tea, uma mistura bonita de nome curioso feita de cidreira e perpétuas roxas.

Amor à Terra e waffles de aveia e limão jarros

Infusão feita e a massa de waffles no frio é tempo de preparar a fruta que as há-de acompanhar. Desta feita são as últimas amoras descongeladas e polvilhadas com açúcarem pó e uma compota de figo da Amor à Terra, sem açúcar adicionado. É uma espécie de chamamento do Verão, com as temperaturas lá fora a ajudar à ilusão.

Estas waffles de aveia e limão são muito fáceis de fazer. Podem ser preparadas na véspera se se quiser servi-las ao pequeno-almoço e sendo integralmente de aveia a textura é um pouco diferente das tradicionais. São muito versáteis nos sabores a combinar, normalmente gosto delas com uma fruta fresca, uma compota (ou mel) e iogurte natural.

São servidos?

Amor à Terra e waffles de aveia e limão

12.3.15

Panquecas de cacau e trigo sarraceno

Panquecas de cacau e trigo sarraceno

Eu não sou uma pessoa das manhãs. Não sou. Antes das nove da manhã não se devia passar nada de importante. Têm as contingências da vida mudado a natureza de quem assim sente. Desejos à parte, das melhores coisas que as manhãs trazem consigo são os pequenos-almoços. Não há refeição menos celebrada e mais subvalorizada. Culpemos os horários a cumprir e a vertigem do quotidiano e anos de maus hábitos. Fixemo-nos nas possibilidades: café acabado de fazer, torradas, fruta, compotas e queijo são a minha opção de todos os dias. E depois há as ocasiões especiais. Panquecas, crepes, scones, iogurte grego e mel. Olhos bem abertos que o dia vai começar.

De repente as manhãs ganham novos encantos e tudo parece menos difícil com um prato de panquecas de cacau e trigo sarraceno à frente e uma colherada de doce de castanhas e erva-doce.

por mares nunca dantes navegados cacau ou chocolate

Não será o ideal para agendas preenchidas e dias de semana sobrelotados mas estas panquecas fazem-se num abrir e fechar de olhos ao fim-de-semana. Sobretudo se a mistura de sólidos ficar feita do dia anterior e o creme de castanhas e erva-doce preparado.

Estas são também panquecas isentas de culpa. A escolha das farinhas em glúten é facultativa, podendo a farinha de arroz ser substituída por trigo. A farinha de trigo sarraceno é contudo essencial devido ao sabor característico cuja combinação com o cacau é perfeita. E não confundir cacau com chocolate em pó, uma vez que este último tem açúcar adicionado.

São servidos?

Panquecas de cacau e trigo sarraceno

27.5.14

Panquecas de milho para um brunch de Domingo

Panquecas de milho

Ausentes entre alergias e um gato que não faz boa companhia a jarras floridas. São as flores que não posso ter em casa e estão perto do meu coração. Nada que não se resolva com o lavar dos olhos nos passeios pelo campo, que agora está no seu quase esplendor. Com o cebolinho todo florido, é boa ideia aproveitar também no prato as flores das ervas aromáticas.

As refeições leves fazem parte integrante do dia-a-dia cá de casa. Quer seja nos almoços de semana ou nas horas mais calmas do fim-de-semana, pratos coloridos e fáceis de fazer são sempre bem-vindos. Crepes e panquecas salgados são uma opção que arranca sorrisos mesmo em Domingos mais cinzentos. Servidas num brunch ou como almoço ligeiro, na companhia de uma salada, e estamos prontos para outras aventuras.

Panquecas de milho

A satisfação de colocar na mesa uma refeição feita a pensar na partilha da mesa com a família não tem obrigatoriamente de consumir horas a fio na cozinha. É esse o pressuposto do livro Paixão pela cozinha, que faz uma selecção das melhores receitas da Continente Magazine e as apresenta em forma de compilação.

É de lá que vem a receita de umas panquecas de milho deliciosas. Servidas com molho de iogurte e um chutney de pimento vermelho. A repetir muitas vezes.

Panquecas de milho Panquecas de milho

16.10.13

{World Bread Day} Wraps asiáticos de pato

Crepes de pato

Fazer pão é uma das melhores coisas do mundo. Todos os dias, só às vezes ou em ocasiões especiais. Família, sustento ou terapia, o pão é veículo e espelho da nossa cultura. Não vivo sem o pão alentejano do meu pai e tenho desejos de croissants ou brioche. Sonho amiúde com um pão quase perfeito e volta e meia meto as mãos na massa.

Mas aquilo a que chamamos pão e nos preenche pode ter múltiplas formas. Será o tempo de levedação, o ser feito no forno, o conter leveduras na massa? Então, talvez o meu "pão" de hoje não cumpra os requisitos. Nenhum se verifica. No mundo dos pães achatados que fazem a cultura oriental e asiática abre-se uma nova realidade. Para mim que o amassei e para quem o teve nas mãos enquanto comia, este é um pão por direito próprio.

No dia em que se celebra o World Bread Day (e também o dia da alimentação), trago uns wraps de inspiração asiática. São servidos?

Pepino e cebolo Crepes de pato

22.2.13

Crepes de farinha de castanha com butelo, casulas e grelos

Crepes de farinha de castanha com butelo, cascas e grelos

Dos laços com que os lugares nos prendem, são os cheiros e memórias que mais perduram. Na arrumação metódica das lembranças, vamos associando aos sítios o que mais nos marca. Etiquetas das nossas preferências, recados do que não pode ser esquecido. Sempre que penso em Trás-os-Montes, penso em castanhas. São elas que trazem o Inverno e vêm quase sempre assadas. Quando do butelo e das casulas ficou apenas o fim do cozido transmontano, resolvi juntar-lhe grelos. E enrolá-los numa massa de crepe com farinha de castanhas e umas folhinhas de tomilho. Crepes salgados.

Pareceu certo. Como se tudo fosse um somatório dos sabores que são a terra de onde provêm. Na companhia certa, só a forma muda.

Foi assim o nosso almoço.

Tomilho-limão // Lemon Thyme Crepes de farinha de castanha com butelo, cascas e grelos

Começa hoje, e decorre até dia 24 de Fevereiro, o Festival do Butelo e das Casulas de Bragança, com a organização da Câmara Municipal de Bragança. Nada como provar o cozido transmontano em Trás-os-Montes.

25.6.12

Crepes de chocolate, cerejas e iogurte ✽ Chocolate crepes, cherries & yogurt {my breakfast}

Crepes de cacao com cerejas e iogurte ✽ Cocoa Crepes with cherries and yogurt {my breakfast}
[scroll down for English]

Crepes ao pequeno almoço não é para todos os dias. Soa a celebração de alguma coisa, como que a premiar uma boa acção ou o atingir de algum objectivo há muito esperado. Mais ainda se os ditos crepes forem de chocolate e tiverem como companhia cerejas escuras e iogurte, numa alusão pouco subtil à combinação utilizada no bolo floresta negra. Mais saudáveis do que podem, à primeira vista, parecer, estes crepes são uma refeição frequente cá em casa. Assim alguém se levante mais cedo para os fazer.

E são deliciosos, posso garantir-vos.

mosaicos
Cerejas // Cherries

Crepes for breakfast is not an every day treat. Sounds like a celebration is due, to reward a good action or some long awaited achievement. Moreover if cocoa crepes come with dark cherries and yogurt, a not-so-subtle allusion to the combination used in the black forest cake. Healthier than it my look at first sight, these crepes are a meal we often have here at home. Just takes someone to get up earlier to made them.

And they're delicious, I can assure you.

Crepes de cacao com cerejas e iogurte ✽ Cocoa Crepes with cherries and yogurt {my breakfast}Crepes de cacao com cerejas e iogurte ✽ Cocoa Crepes with cherries and yogurt {my breakfast}Crepes de cacao com cerejas e iogurte ✽ Cocoa Crepes with cherries and yogurt {my breakfast}

O meu pequeno-almoço é parte do projecto 365 breakfasts a year da Alpro.

My breakfast is part of Alpro's project 365 breakfasts a year. Find the recipe below.

14.5.12

Panquecas de limão e sementes de papoila ✽ Lemon Poppy Seed Pancakes {my breakfast}

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[scroll down for English]

Cada novo dia tem de ser recebido com a devida alegria. Não há sol, chuva, trabalho ou passeio que me mude as ideias: o pequeno-almoço é a refeição mais importante do dia. Cá em casa é sempre tomada à mesa, com talheres, pratos e guardanapos a combinar e quase (quase) sempre com vontade de começar mais um dia. Conversas e planos para as horas que se seguem e muita animação que enche a cozinha, seja um dia de semana ou de fim-de-semana. E é nesses Sábados e Domingos que os pequenos-almoços são a celebração da ausência de horários e outras rotinas. É tempo de panquecas.

Limão e sementes de papoila numa combinação tradicional, farinha de trigo sarraceno e de arroz e iogurte de soja. Deliciosas e saudáveis, estas são umas panquecas sem glúten e sem lactose. Servidas com groselhas pretas e mel aquecido. Para fazer justiça ao sol de Primavera e preparar o corpo e a alma para uma caminhada no campo.

Primavera // SpringPrimavera // Spring

Every new day must be greeted with joy. No sun, rain, work or free time can change my mind: breakfast is the most important meal of the day. Here at home it's always served at the table, with cutlery, plates and napkins to match and (almost) always willing for a brand new day. Talking and planning the next few hours and lots of entertainment that fills the kitchen, no matter if it's a weekday or weekend. In those Saturdays and Sundays, breakfasts are a celebration of a loose schedule and new routines. It's time for pancakes.

Lemon and poppy seeds in a traditional combination, buckwheat and rice flour and soy yogurt. Delicious and healthy, these pancakes are gluten and lactose free. Served with warm honey and currants. To do the Spring sun some justice and prepare body and soul for a walk in the countryside.

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O meu pequeno-almoço é parte do projecto 365 breakfasts a year da Alpro.

My breakfast is part of Alpro's project 365 breakfasts a year. Find the recipe below.

29.11.11

Crepes de legumes salteados para a Maria

Crepes de legumes salteados

Na minha rua há três frutarias, duas mercearias e um talho. Ao alcance de uma dúzia de passos, tudo e mais alguma coisa disponível para o almoço ou para o jantar. Na minha cozinha reúne-se um batalhão de artefactos e há um utensílio ou dois para cada função e uns quantos que nem eu faço ideia para que servem. Armários e gavetas repletos disto e daquilo e promessas de ajuda eterna. Eu não sei (e nem imagino) o que é não ter estas certezas. O que é estar limitado a uma dezena de ingredientes e a uma cozinha elementar. E mesmo assim ter de pôr na mesa um prato de comida que apeteça comer. Um verdadeiro desafio.

É este o caso da Maria que está em Timor numa missão das Nações Unidas. E é para ela que hoje se fazem uns crepes de legumes salteados que requerem poucos recursos e alguma destreza mas prometem deixar uma barriga contente. E a mesa de aniversário do Tertúlia de Sabores da minha amiga Moira mais completa com mais "uma Receita para a Maria".

Pimentos e legumes salteados

20.8.08

Panquecas e Pêras Caramelizadas

Caramelized pear pancakes

cream coloured ponies and crisp apple strudels
doorbells and sleigh bells and schnitzel with noodles
wild geese that fly with the moon on their wings
these are a few of my favorite things


Já reconheceram certamente a letra das 'coisas favoritas' de Julie Andrews em Música no Coração. Eu, como muitos antes e depois de mim, vi vezes sem conta o filme que continua a passar religiosamente no Natal de cada ano. E se a história romântica de lágrima ao canto do olho não me comoveu particularmente (eu sou mais do género Mary Poppins), a canção em que Maria enumera para as crianças as suas coisas favoritas sempre me fez trautear a dita. De que gosto eu? De gatos e livros, do cheiro da terra molhada, de figos e jogos de ténis, de abraços e cidades grandes... Mas por mais que eu goste de strudel, gosto muito mais de panquecas! ADORO panquecas à Americana (especialmente altas e fofas com fruta e mel ou maple syrup) mas perco-me igualmente por crepes ao melhor estilo Francês (estaladiços e finos, dobrados com chocolate). E já que estamos em maré de coisas favoritas, fica uma receita da sempre fantástica (e minha mais que favorita) Donna Hay.

Caramelized pear pancakes

Panquecas e Pêras Caramelizadas
Adaptado de Donna Hay, Cozinha Rápida Para Saborear Devagar, p. 138, 162-164

15 panquecas

2 chávenas (250 g) farinha, peneirada
3 colheres chá fermento em pó
1/3 chávena (85 g) açucar granulado
2 ovos
1 1/2 chávena (375 ml) leite
75 g manteiga, derretida
sal

Peneira-se a farinha, o fermento, o açucar e o sal para uma taça e faz-se uma covinha ao centro. Batem-se ligeiramente os ovos, o leite e a manteiga numa taça à parte. Verte-se a mistura para a cova e mexe-se até a massa estar macia. (Adiciona-se leite extra, se necessário, até conseguir a consistência desejada).

Aquece-se uma frigideira antiaderente em lume médio. Deita-se 1/3 chávena (cerca de 80ml) de massa na figideira e deixa-se cozer, até que apareçam bolhas à superfície. Vira-se a panqueca e coze-se por mais 1 minuto ou até estar dourada. Repete-se com a restante massa.

Para as pêras caramelizadas

Alouram-se as fatias de pêra (eu usei duas pêras grandes, maduras mas ainda firmes) em 60g de manteiga e 3 colheres de sopa de açucar amarelo, até ficarem macias. Dispõe-se as pêras em camadas, intercalando com as panquecas. Adiciona-se 3 colheres de sopa de açucar amarelo à frigideira, juntamente com 1 chávena (250ml) de natas. Deixa-se ferver até obter um molho espesso. Verte-se sobre o monte de panquecas e pêra e serve-se.