23.7.26

Celebrar 5 Anos de Estrela Michelin A Ver Tavira com o chef Luís Brito

A Ver Tavira

Tavira que se escreve em forma de rio e séculos de história que atravessam civilizações e culturas, dos romanos aos árabes até aos cristãos e ao reino do Algarve. De todos guarda um património de conhecimento, tradição, ingredientes, utensílios e saber-fazer que chega à mesa pela mão do chef Luís Brito e da sua equipa. Do cimo do terraço, perto da muralha do castelo mourisco, em noite de celebração ficamos A Ver Tavira na companhia dos chefs Dieter Koschina (Vila Joya, duas estrelas Michelin, Albufeira), Alexandre Silva (LOCO, uma estrela Michelin, Lisboa), Rui Sequeira (Alameda, uma estrela Michelin, Faro) e Shirley Alves (As Casas, Bahia, Brasil).


Para comemorar cinco anos, junta-se outros tantos amigos e cozinha-se um menu a 10 mãos (e muitas estrelas) que traduza o gosto pelo mar e pela terra numa simbiose de sabores do Algarve e mais além, enquanto se brinda com champagne André Jacquart. 

 

É sob um céu azul que projecta luz rasante que se dá início à festa que marca a entrada num novo ano do galardão que reconhece a exceptionalidade do restaurante que traz a cidade no nome e no prato, em cada passo bem coordenado de um serviço de sala e cozinha que trabalha em harmonia. O segredo também reside na estreita ligação entre a sommelier Cláudia Abrantes, cujo olhar sereno dirige a sala com precisão, e o chef Luís Brito, numa parceria no trabalho e na vida.

A Ver Tavira

Com o azul da sala a mimetizar o céu da vista lá fora, começa-se “Do grão ao pão" com pão caseiro de massa mãe e manteiga de bolota, servido pelo chef, e um champagne Vertus Experience Extra-Brut de André Jacquart. A noite há-de mostrar muitas faces desta casa francesa e oferecer a cada prato um pairing cheio de nuances. 

11.6.26

Uma homenagem ao passado cinéfilo de Lisboa no Bistrô Olympia

Bistrô Olympia

Dos lugares com muitas vidas e que convidam a entrar num universo particular, o Bistrô Olympia abre a porta para a experiência de uma Lisboa de outrora, agora renascida. Situado no Olympia Lis Boutique Hotel, com uma magnífica Valquíria Olympia de Joana Vasconcelos a dar as boas-vindas na entrada, é no bar onde impera o vermelho, o dourado e o preto que o olhar repousa. Já a mesa perpetua uma ambiência que invoca o teatro e o cinema e celebra a comida portuguesa das tradicionais cervejarias, numa homenagem ao passado. 


É no piso térreo do renovado Olympia Lis Boutique Hotel, na Rua do Condes n.º 27 junto à Praça dos Restauradores, que se escreve uma nova história a invocar os sabores da cidade, sobre as memórias do restaurante original da década de 1920. 

 

As cores do elegante espaço envolvente convidam a entrar num ambiente boémio e performativo, com espelhos do antigamente e pedra vermelha nas mesas, reminiscências do lugar onde o cabaret e a música sempre se encontraram com a gastronomia. É à boleia de umas gambas salteadas com azeite e alho, num encontro da tradição com a contemporaneidade, que a cozinha do chef Bernardo Demoustier toma forma no prato. 

Bistrô OlympiaBistrô Olympia

A carta desenha-se a partir de entradas de um receituário tradicional que pisca o olho ao Bulhão Pato (associando esta confeção aos cogumelos) e ao pica-pau (do lombo) ou a uma sopa de peixe (da nossa costa). E assim se prepara o caminho para os pratos principais.

25.5.26

Os vinhos, as vinhas e a vida singular na Herdade da Malhadinha Nova

Herdade da Malhadinha Nova

Da calma e da alegria que só se encontra ao mesmo tempo no campo, há na Herdade da Malhadinha Nova um entusiasmo descansado que energiza e relaxa simultaneamente. As vinhas, os vinhos e a vida singular de um território onde as pessoas, os animais e as plantas formam um ecossistema de afetos e partilha, como só o Alentejo sabe oferecer. 


Há lugares especiais e depois há a Malhadinha Nova, um paraíso na terra providencialmente integrado na rede Relais & Châteaux. Este projeto de vida da família Soares encontra em Albernoa, perto de Beja, a paisagem alentejana perfeita para receber quem quer conectar-se com a terra e o silêncio e usufruir de uma comunhão com a natureza.

  

Já o sol se despediu quando chegamos e é com um sorriso que somos recebidos e conduzidos à Casa do Ancoradouro, onde se celebra o barro e impera uma paleta de nuances terracota. Cada parte da experiência é pensada para criar memórias que perduram e, em cada momento, quem chega sente-se imediatamente em casa. À nossa espera, um cartão manuscrito dá-nos as boas-vindas e a mesa posta é um convite a entrar no universo particular do que é semeado, colhido e produzido localmente.

Herdade da Malhadinha Nova

Herdade da Malhadinha Nova

Depois de uma noite descansada, o dia começa com um passeio a pé na Vinha do Olival. O campo repleto de flores é um convite a explorar a herdade num dos buggies que espera por nós à entrada e promete desde logo uma aventura no montado, com as vacas, os porcos e as éguas que andam livremente por entre sobreiros e oliveiras centenárias.

Não fosse a Primavera um tempo de recomeços, há flores a perder de vista e um sem fim de malmequeres que pintam o chão pelo meio das vinhas. Há que olhá-los como um prenúncio de vigor das abelhas (e de delicioso mel) e uma antecipação dos frutos da vinha para uma nova colheita. Na Malhadinha Nova, a paixão pelo vinho constrói-se a partir do solo e das videiras (em modo de agricultura biológica), num bouquet de castas que se encontra nos diferentes blends ou em monocastas, que expressam um terroir muito particular.

Herdade da Malhadinha Nova

De novo em movimento e em total liberdade pela propriedade, eis que se avista o Monte da Peceguina onde tudo começou. 

30.4.26

Eis o Prémio Rótulo Histórico 2026! O Soalheiro Clássico é o grande vencedor desta edição dos Mutante Awards Design at Wine

Soalheiro Alvarinho Clássico, Prémio Rótulo Histórico 2026

Cada rótulo de um vinho icónico é um testemunho histórico, definindo uma identidade visual e nacional ao longo do tempo e constituindo-se como parte do imaginário coletivo português. O design dos rótulos de vinho desempenha historicamente um importante papel na relação entre produtores e consumidores, com a sua evolução nos últimos trezentos anos a ser marcada pela alteração das tecnologias de impressão e pela cresecente relevância atribuída à marca e à embalagem. Hoje, o rótulo mantém a função de oferecer uma garantia de qualidade mas é também um marcador simbólico, para além de ser uma ferramenta de comunicação. 

Na edição de 2026, os Mutante Awards Design at Wine instituem o Prémio Especial Rótulo Histórico que celebra o design dos rótulos ao longo do tempo e presta homenagem aos autores da tipografia, da ilustração ou da composição responsáveis por criar numa garrafa de vinho a ligação entre produtores e consumidores. Este prémio especial celebra um património imaterial que é território, paisagem e tradição ao entender o design e a identidade visual como central à cultura do vinho. São considerados rótulos com mais de 25 anos e que se mantenham em uso presentemente, apenas com pequenas alterações na identidade visual e na garrafa. É avaliada a relevância (reconhecimento e impacto) e intemporalidade (caráter memorável e capacidade de evolução) do rótulo, bem como a sua contribuição para a marca e para o ecossistema económico, social e cultural do vinho, do produtor, da região e do país. 

Soalheiro Alvarinho Clássico, Prémio Rótulo Histórico 2026

 

O Soalheiro Alvarinho Clássico é Prémio Rótulo Histórico 2026. 

 

"A história do Soalheiro começou em 1974, quando João António Cerdeira, com a ajuda dos seus pais e da sua mulher, Palmira Cerdeira, decidiu arriscar e plantar a primeira vinha contínua de Alvarinho em Melgaço. Essa parcela, que deu nome à marca, foi o ponto de partida para um caminho cheio de paixão e pioneirismo. Em 1982, nasceu a nossa adega e com ela o primeiro vinho “Clássico”, que ainda hoje continua a ser um símbolo da nossa identidade"

 

A escolha recai sobre o projeto familiar responsável pela primeira marca de Alvarinho em Melgaço, criada em 1982, e que é um dos pilares da região dos Vinhos Verdes. Aliás, a história do Soalheiro confunde-se em parte com o caminho feito pela própria casta Alvarinho, até chegar ao seu presente reconhecimento, nacional e internacionalmente. O design do rótulo e da garrafa afirma-se como um traço identitário essencial à identificação, distinção e conexão emocional excecional entre o Soalheiro Alvarinho Clássico e os consumidores. 

Parabéns Maria João Cerdeira, parabéns a toda a família e parabéns à equipa Soalheiro! 

O concurso Mutante Awards Design at Wine é organizado por João Manaia Rato e Suzana Parreira no âmbito do projeto científico design at wine, apoiado pelo CIEBA — Centro de Investigação de Estudos em Belas-Artes da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e pela Mutante Magazine. 

17.3.26

Belle journée! De estação em estação, no Boubou's com a chef Louise Bourrat

Boubou's, Lisboa

Num final de dia frio, casacos e cachecóis retirados, eis que entramos numa primavera sem fim. A carta do Boubou's é uma promessa de vida nova que acompanha o ciclo das estações no prato, numa sala em que se desenha uma eterna Primavera. O projeto do coração da chef Louise Bourrat em Lisboa, no Príncipe Real, é luz em cada recanto, assim que se vai avançando para a mesa e para o jantar que se fez do menu Folha, numa celebração do Outono em companhia de amigos. 


A ideia é simples e reveste-se de delicadeza, como será repetido ao longo da refeição: há algo que adormece no tempo mais frio que também merece atenção e cuidado.

 

É um convite a juntar as mãos e sentir o aroma e o calor de ingredientes combinados em cuidadas harmonizações com os vinhos, escolhidos criteriosamente e apresentados pela sommelier Anastasiia Kornilova. Onde habita uma identidade luso-francesa não é estranho ser recebido com um espumante próprio, uma garrafa com rótulo exclusivo do Boubou's Alvarinho 2018, que há-de fazer as honras da casa para uma reinterpretação da chef do arroz de lingueirão. 

Boubou's, Lisboa

Servido numa taça em forma de mãos juntas, o molusco recriado (e totalmente comestível) remete para casca do lingeirão com uma tuile fina com recheio de lingueirão, arroz de coentros e azedinhas e é um bom augúrio para o jantar. Os snacks seguintes trazem consigo uma paleta em tons de amarelo e ocre que marca o registo da estação: o pão de milho, a lembrar uma madeleine, encimado por trufa e Royal Baeri caviar, tem um toque picante que desperta as papilas e prepara o contraste com a mimosa tartelette de alcachofra, secretos de atum e wasabi de capuchinhas onde a nota picante é distinta e misteriosa. 

Boubou's, Lisboa

está dado o mote para uma refeição de muitas subtilezas deliciosas.

5.1.26

Vinhos preferidos 2025

vinhos preferidos 2025

2025 em vinhos. 12 garrafas para recordar outros tantos encontros, na expectativa do ano novo os trazer de volta e, se possível, de os provar novamente na companhia de quem partilhou o copo, o saber e os afectos que se inscrevem na cultura vínica. Espumante, branco, rosé, clarete, tinto ou licoroso, há na infinidade de possibilidades que se desenham a partir da vinha uma extasiante panóplia de vinhos que passaram na nossa mesa este ano. As escolhas, como sempre, são fruto do momento, da emoção, do espírito e do tempo em que são feitas. Aqui deixamos em jeito de memória ou recomendação, uma dúzia de vinhos que nos fizeram mais felizes em 2025.

Feliz Ano Novo! 

22.12.25

Quando Bacalhau Lugrade rima com gastronomia e arte

Quando Bacalhau Lugrade rima com gastronomia e arte

Há várias décadas que a Lugrade traz de terras distantes o fiel amigo e transforma este peixe dos mares do Norte no melhor bacalhau do mundo. Pela mão de Vítor e Joselito Lucas, esta empresa familiar da região de Coimbra tem uma longa tradição nas artes e na cultura nacional, apostando no design e na expressão artística como meio para uma comunicação centrada nas pessoas e na comunidade. Este sentido de família estende-se ao chef Diogo Rocha, embaixador da Lugrade desde 2015, que juntou a sua voz à apresentação das novidades e das Edições Limitadas de Bacalhau Natal 2025.

É com a exposição das tiras de Hugo van der Ding que se comemora mais uma campanha Lugrade. Parte da rubrica LugrArte, com espaço nas redes sociais, o ilustrador explora o bacalhau a partir da sua linguagem sagaz e que mostra um humor inteligente onde o bacalhau é protagonista e desafia o ideário e as vivências de cada um, em torno deste produto tão icónico da gastronomia portuguesa.

Quando Bacalhau Lugrade rima com gastronomia e arte

Todos os anos no Natal, o bacalhau Lugrade ocupa um lugar especial na mesa de muitos portugueses e faz parte das memórias das famílias que se reúnem em torno de uma tradição culinária secular. Feito de tempo, conhecimento e técnica, a preservação do bacalhau com a sua cura particular é marcado pela proveniência. Entre a Islândia e a Noruega, desenha-se uma tranche da história da alimentação em Portugal nas mile uma maneiras de cozinhar bacalhau e trazê-lo para a mesa nas festas de família. 

 

O que comemos no Natal é parte integrante de uma refeição festiva onde aquilo que sentimos ao comer um prato de bacalhau se traduz no que partilhamos com as pessoas que se sentam à nossa mesa nesses momentos 

 

A mais bonita época do ano só fica completa com o bacalhau Lugrade e o caráter único das suas Edições Limitadas. Demos as boas-vindas ao Vintage, 20 meses de cura, origem islandesa (o sabor do Natal), ao Vintage, 20 + 12 meses de cura (ideal para os momentos especiais) e ao grande Magnus Noruega, 6 meses (com um sabor bem português)!

Quando Bacalhau Lugrade rima com gastronomia e arte