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2.4.19

Torta de amêndoa e limão (com doce de framboesa)

Torta de amêndoa e limão (com doce de framboesa)

Os meses mais escuros e cinzentos parecem ter ficado para trás e uma esperança maior nos dias vindouros desperta devagarinho. O conforto de saber que as estações se sucedem é garantia que os adorados ingredientes estarão em breve disponíveis e a ansiedade é grande. Falta apenas um pouco mas ainda não é tempo de encontrar no mercado o colorido saboroso dos vegetais e frutos que trazem a Primavera.

Em momentos de saudade sem fim é preciso encontrar refúgio nos frascos que guardam, intacto, o aroma da fruta madura. Para a sobremesa, um bolo fácil e que faz sempre furor: uma torta na mesa traz sempre sorrisos em forma de aprovação, com secreta inveja pela destreza de quem enrola em forma de gula o final da refeição. Para os gulosos, a colher extra de doce é felicidade portátil e única companhia necessária a uma chávena de café.

Torta de amêndoa e limão (com doce de framboesa)

De amêndoa e limão, a combinação ganhadora sai directamente dos citrinos da estação passada e da dispensa e transforma-se em torta recheada com doce de framboesa. Esta receita é também uma boa escolha para usar claras que sobram e confeccionar rapidamente a sobremesa de um almoço preguiçoso. O recheio serve a vontade de quem decide qual o fruto da época que se quer trazer a esta combinação. A escolha foi o doce de framboesa da Quinta de Jugais que faz boa companhia ao limão e amêndoa do bolo e dá cor ao conjunto. É que os olhos comem antes da barriga!

Panaceia para saudades do tempo quente e o desejo que chegue rápido o próximo fim-de-semana, eis a torta perfeita.

Torta de amêndoa e limão (com doce de framboesa)
Torta de amêndoa e limão (com doce de framboesa)

1.11.16

Pavlova de pistácio com amoras e curd de papaia para 9 anos de blog

Pavlova de pistácio com amoras e curd de papaia

9 anos. N-O-V-E. Repito baixinho, uma e outra vez. 9 anos. Nove. Para quem não tem na nostalgia uma forma de estar e confia nas palavras até ao fim do mundo, aqui fico a gerir memórias de um passado feliz, sem saber o que escrever. Falta-me o chão, sobram-me emoções. Talvez o melhor deste caminho seja a lembrança das muitas criaturas especiais a quem servi um prato ou uma história e cujo sorriso me alimentou a alma e me fez (e faz) continuar. Ou talvez seja a permanente fome de aprender, explorar, falhar, repetir, reflectir, ir. Sempre. Num exercício de partilha, que é ao mesmo tempo uma forma egoísta de fazer o que mais gosto, este é um dia tanto meu como de todos os que me leêm.

Festa sem bolo é um mero encontro. E hoje quero tudo a que tenho direito. Quero doce e ácido, crocante e macio, fresco e intenso. Tudo o que só um merengue fofo e estaladiço me pode oferecer, com cores a condizer com o horizonte. Para brindar ao futuro, na certeza de que o melhor está ainda para vir. Obrigada por me acompanharem!

pelo bosque Pavlova de pistácio com amoras e curd de papaia Pavlova de pistácio com amoras e curd de papaia

28.4.16

O bolo merengue de amêndoa da minha mãe

Bolo merengue de amêndoa (com molho de maracujá)

Celebram-se ideias, valores, instituições ou pessoas todos os dias. Confesso a minha falta de atenção para datas específicas para além dos aniversários. Esqueço-me ou só percebo à última da hora. É assim também a minha relação com o dia da mãe. Apesar dos quilómetros que nos separam, tenho a sorte de ter com a minha mãe uma relação diária, feita de insignificâncias e conversa sem importância, de partilha de um quotidiano que é nosso e que em cada dia repetimos como se fosse o primeiro.

E se todos os dias dou e recebo da minha mãe os mais preciosos presentes, sob a forma de tempo e atenção, nem sempre (ou quase nunca) é dia de bolo. Valha o pretexto do dia da mãe para eu me esquecer da diabetes dela e fazer vista grossa à fatia maior que acaba no seu prato. A receita hoje é da minha mãe e este é, definitivamente, um bolo para ocasiões especiais.

Bolo merengue de amêndoa (com molho de maracujá)

Pudesse um espírito criativo seguir receitas e o mundo seria menos interessante. A minha mãe não consegue fazer a mesma receita duas vezes. Alguma coisa há-de mudar, seja o aroma ou tempero, um dos ingredientes (ou todos), a forma ou o tamanho, o recheio ou a cobertura. Razões de sobra para a emoção estar garantida e não ser fácil registar a dita receita. Este bolo foi feito várias vezes, uma só com os seus 3 ingredientes, outra com "duas colheres de sopa de farinha autolevedante, porque cresce mais" (mãe dixit). Por mim continuo a preferir a versão simples (sem farinha) que para mais não tem glúten. Por ser feito apenas com claras, este bolo merengue de amêndoa é uma boa alternativa para aproveitar sobras de outras receitas. Nesse caso pode ser servido com natas batidas e frutos vermelhos ou ananás. Cá em casa usamos também uma coalhada de limão ou frutos tropicais para servir este bolo ou, caso se utilizem os ovos inteiros, ovos moles. Esta é (claro!) a opção preferida da minha mãe e a sua receita original (ou o mais próximo que se consegue). É também a versão mais doce e especial, a que faz a felicidade dos gulosos e amantes dos doces "conventuais".

Para a minha mãe, o mesmo que lhe desejo todos os dias, beijos, juízo e até amanhã. Porque o dia das mães é todos os dias! Não há é sempre bolo.

Bolo merengue de amêndoa (com molho de maracujá) Bolo merengue de amêndoa (com molho de maracujá)

1.11.13

Pavlova de coco e ruibarbo e 6 anos de gourmets amadores

Pavlova

De mansinho instala-se a vontade. Sem razão para além da fútil ideia de imortalidade. Como registo, para guardar para sempre as memórias, as experiências, as emoções e aprisionar os sabores, os aromas e o prazer da mesa. Depois toma forma e instala-se no nosso quotidiano, como se fosse seu. Senta-se à mesa connosco, atrasa-nos os dias, prolonga as conversas. Faz-nos felizes. Existe para além desta existência digital sem corpo palpável. Talvez as palavras sejam demasiado simples para expressar o que de facto esta criatura representa. Manter um blog é quase um exercício de fé. É acreditar que ali se constroem pontes entre lugares distantes e se ganha a eternidade. Nem que seja apenas por uns minutos.

6 anos. Meia-dúzia. Juntem-se à festa. Sejam servidos. Um blog é apenas de quem o lê, das pessoas a quem chega, dos sorrisos que consegue provocar.

são rosas ruibarbo e laranja

Uma pavlova é sinónimo de mesas bonitas e própria de dias de festa. Inúmeras discussões sobre a origem da criação e nenhuma dúvida sobre a sua beleza. Resta-me combater o medo dos merengues achatados e seguir em frente. Trancas ao forno e a mais linda a repousar e arrefecer durante a noite. Acordo para a recompensa de um merengue alto. Temos sobremesa!

Doce, ácido, fofo e estaladiço. Cada colherada é um fogo de artifício na boca. Cheia de opostos, (com sorte) equilibrada, esta é a sobremesa do ano. Pecaminosa q.b. Perfeita para hoje. Afinal 6 anos não se fazem todos os dias.

Pavlova

28.2.12

Bolo de laranja e sementes de papoila para um aniversário

Bolo de laranja e sementes de papoila // Orange Poppy Seed Cake

As minhas flores de eleição? Papoilas. Nos campos, a anunciar dias felizes. E festas. Aniversários, sorrisos e bolo. Porque se há festa, há bolo. Se há bolo, abrem-se os sorrisos e há alegria para todos. E se o bolo se pode fazer com papoilas, então perfeito. Como se tudo fizesse sentido e as peças se encaixassem por si num puzzle imaginário. Um aniversário, sorrisos, bolo e papoilas. O mundo nos eixos. Laranjas e papoilas para um aniversário.

São Cinco Quartos de Laranja. Nem mais nem menos. A plenitude e mais uns gomos. O querer ser sempre inteiro. E querer ainda mais um pouco. O segredo dos perseverantes e dos sonhadores. Dos que espreitam a vontade pela fechadura e se fazem à mesa. De faca em punho, em busca da primeira fatia. Para comemorar Seis Anos e Uma Receita com Laranja e muitos pratos, viagens e emoções. Parabéns por mais um ano repleto de histórias e sabores, minha querida Laranjinha!

Bolo de laranja e sementes de papoila // Orange Poppy Seed Cake
Bolo de laranja e sementes de papoila // Orange Poppy Seed Cake

A cronologia deste bolo começa na árvore do quintal dos meus pais. Segue por uma combinação de sabores já testada, a fotografia de um bolo de laranja com rodelas no fundo na Jamie Magazine deste mês e a ideia de um bolo de limão só com claras no The Hummingbird Bakery Cookbook. E assim acontece.

Eu usei uma forma de fundo amovível mas talvez não seja necessário. O bolo desenforma-se facilmente e mantém intactas as rodelas de laranja e o açúcar caramelizado. E a calda confere-lhe uma textura agradável, pelo que não deve ser opcional. As gemas que sobram podem ser usadas para fazer orange curd (ver receita a seguir) que acompanha na perfeição cada fatia.

Papoilas // Poppies

24.8.11

Friands ou financiers e um receita com mirtilos

friands // financiers

Tenho para comigo que há receitas que surgem para resolver problemas levantados por outras. Umas são pensadas sem comprometimentos, sem pressões. E depois há as outras que têm de se ver com os restos, o que sobra ou o que falta, o que é barato, o que precisa de ser gasto. É uma escolha entre a receita higiénica e o lixo. E não há nada que me tire mais do sério que o desperdício. Por isso sou fã de financiers. Ou friands como lhe queiram chamar. Tenho para comigo que se há receita que viu a luz por causa de claras e mais claras a amontoarem-se numa qualquer cozinha, esta foi uma delas. Nada que retire qualquer mérito aos autores ou aos bolinhos propriamente ditos.

A discussão sobre o nome é antiga. Financiers são também chamados Friands na terminologia anglo-saxónica. Alguns defendem que os bolinhos de inspiração francesa (financiers) são apenas feitos com amêndoa enquanto os friands podem levar outros ingredientes como coco ou nozes raladas. Nomes à parte fica a sugestão para quando as claras abundam.

Flores em Paris
friands // financiers

15.10.10

Financiers de coco e framboesas ou o que fazer com claras

Financiers de coco e framboesa // Coconut and raspberry financiers

A primeira quinzena de Outubro é o tempo de todos os aniversários na minha família. Temos uma história onde se desenha a tendência de nascer aos pares em dias iguais (ou consecutivos) que o meu sobrinho mais velho veio reforçar. É um sempre-em-festa que começa no dia 1 e termina a 14 com mais um par. Quando o meu pai e a minha sogra nasceram há 61 anos no mesmo dia, nada nas estrelas indicava que viessem a celebrar por muitos e longos anos o aniversário em conjunto. São as coincidências do mundo. Não me perco a ver um sinal ou a pensar muito nelas. Farto-me é de fazer bolos e ficar com um excedente de claras. E se a vida me dá claras, eu faço financiers.

Financiers de coco e framboesa // Coconut and raspberry financiers

Financiers* de Coco e Framboesa
Adaptado ligeiramente de Sarah Lewis, Pâtisserie Facile, Marabout

Faz 9 unidades

80g de manteiga sem sal, derretida
50g de amêndoa ralada
50g de coco ralado
100g de açúcar superfino
40g de farinha, peneirada
1/4 colher (chá) fermento em pó
3 claras ovo grandes
pitada de sal
75g de framboesas frescas (ou congeladas)
1 colher (chá) raspa de limão (opcional)
açúcar em pó, para polvilhar

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Numa tigela coloque a amêndoa, o coco, o açúcar, o fermento em pó, a farinha e a raspa de limão (se usar). Bata as claras em castelo com uma pitada de sal e incorpore-as delicadamente nos ingredientes secos. Acrescente a manteiga e mexa apenas até a mistura estar homogénea.

Deite uma colherada de massa em cada forma (previamente pincelada com manteiga e polvilhada com farinha) e deite algumas framboesas por cima. Coza por 15-20 minutos ou até os bolinhos estarem dourados. Desenforme e deixe arrefecer sobre uma grelha metálica. Polvilhe com açucar em pó antes de servir.

* Financiers (também chamados Friands) são pequenos bolos de amêndoa feitos com claras e normalmente cozidos em formas individuais rectangulares ou trapezoidais, com a forma de lingotes. Algumas teorias sugerem que o nome vem do facto destes bolos serem muito poulares no bairro financeiro de Paris, enquanto para muitos o nome "financier" vem da forma tradicionalmente usada que lembra uma barra de ouro.

1.11.09

E vão 2!

bolodeclarascomrecheio

As datas são o que delas fazemos. Registamos o dia e é esse o nosso predicado. Não tenho grande queda para aniversários. Fazem-me questionar o óbvio, como acontecia quando eu andava nos colégios de inspiração religiosa que marcaram a minha infância e onde os dogmas me faziam levantar o braço e fazer perguntas desconcertantes. [Sorte a minha que sempre tive interlocutores ponderados e respeitadores da vontade alheia de quem tem 7 ou 8 anos...] Porque hei-de celebrar o dia de hoje e não o de ontem ou de amanhã? Não mudei. Esqueço-me das datas dos aniversários dos amigos, troco os dias ou os meses, atraso-me. Hoje este blogue faz dois anos. Não me lembro de ter celebrado o primeiro... Passou-me. Porquê hoje então?

Sou de novo a menina de farda azul escura, pespineta e de mão no ar que responde: E porque não hoje? Um dia como outros, bom o suficiente para um reconhecimento de tudo o que ganhei em sorrisos, experiências, amizade, conhecimento, dias bem passados, gargalhadas e melhores pratos. Levantem o garfo. O bolo está na mesa. ;)

Birthday cake

Bolo de claras
Adaptado da receita original da minha amiga Marizé no Tachos de Ensaio

250g farinha
200g açúcar
70g açúcar baunilhado
150g manteiga, à temperatura ambiente (usei margarina, mas aconselho manteiga)
400ml leite (usei de soja)
½ colher (chá) sal
1 colher (sopa) fermento em pó
5 claras (cerca 150g)

Use três tigelas. Numa média, peneire a farinha com o fermento e reserve.
Bata as claras em castelo firme com o sal e reserve.
Numa tigela grande, bata a manteiga com os açúcares. Misture alternadamente o leite e a farinha peneirada e continue a bater até obter uma massa homogénea. Envolva as claras cuidadosamente, sem bater. Deite a massa numa forma bem untada e forrada com papel vegetal.
Pré-aqueça o forno a 180º e coza o bolo durante 45-50 minutos.
Deixe arrefecer ligeiramente antes de retirar da forma.

Xarope:
1 chávena açúcar
250 ml água
¼ chávena ginginha

Leve ao lume a água e o açucar até a calda atingir um ponto fraco. Retire do lume e junte a ginginha. Deixe arrefecer.

Creme para rechear:
200 ml natas
200 ml leite
150 grs açúcar
2 gemas
2 ovos
1 vagem baunilha, aberta ao meio e as sementes raspadas

Coloque o leite, as natas e a vagem de baunilha (as sementes inclusivé) numa caçarola e leve ao lume até levantar fervura. Retire do lume e reserve. Numa tigela, bata os ovos, as gemas e o açucar até obter uma mistura fofa e esbranquiçada. Retire a vagem de baunilha da mistura de leite e natas e envolva a dos ovos. Leve ao lume para engrossar, mexendo sempre com uma vara de arames. Se criar grumos, passe por um passador de rede antes de usar.

Compota de frutos vermelhos:
1 chávena mistura amoras, framboesas, groselhas frescas (ou congeladas)
2 colheres sopa açucar
1 colher sopa sumo limão

Leve ao lume todos os ingredientes numa caçarola. Deixe ferver 2 minutos. Reserve até arrefecer.

Montagem do bolo:
Corte o bolo ao meio com uma faca de serrilha apenas quando este estiver completamente frio. Regue com o xarope. Espalhe o creme com uma espátula, deixando cerca de 1 cm a toda a volta. Deite a compota de frutos por cima do creme de forma igualitária (mas sem usar qualquer utensílio para tal). Coloque a outra metade do bolo sobre a primeira e a camada de recheio. Polvilhe com açucar em pó e sirva com groselhas frescas.

Este bolo deve ser consumido no dia da montagem ou no seguinte. Guarde no frigorífico.

27.7.08

Deliciosos Frutos Vermelhos

Raspberry Financiers

Não creio que alguma vez tenha estado tão para trás na publicação das minhas receitas... Serenidade, prometo que não repito a lamúria de 'o tempo não me chega para nada!' Normalmente fotografo de forma mais ou menos criteriosa: se se trata de uma boa receita, de uma versão diferente ou de uma receita específica, escolhida por uma qualquer (e sempre pouco clara) razão. Depois, aquilo que publico é escolhido sem grandes reflexões. Ao verificar as minhas receitas para publicar conclui que tinha perto de 20 desgraçadamente a aguardar melhores e maiores dias... Está decidido: não fotografo (sim, porque não cozinhar está fora de questão!) até publicar pelo menos metade das receitas em espera! (A ver se a decisão dura pelo menos uma semana...)

Financiers* de Framboesa

8-10 unidades

5 colheres de sopa manteiga sem sal, em cubos
5 colheres de sopa amêndoa lascada
2/3 chávena açucar superfino
1/4 chávena farinha, peneirada
1/2 colher chá fermento em pó
3 claras ovo grandes
pitada de sal
1/3 chávena de framboesas frescas (ou congeladas)
1/4 colher chá extracto de rosa, ou mais a gosto (opcional)

Coloca-se a manteiga numa pequena frigideira em lume moderado, até esta se encontrar ligeiramente dourada (cerca de 3 minutos). Reserva-se. Num robot de cozinha, colocam-se as amêndoas, o açucar, o fermento em pó e a farinha, e tritura-se até os pedaços de amêndoa deixarem de ser visíveis). Adiciona-se as claras de ovo, levemente batidas com uma pitada de sal, e o extracto de rosa. Mistura-se tudo até a massa estar fofa. Acrescenta-se a manteiga. Cobre-se com película e refrigera-se pelo menos por 3 horas ou preferencialmente de um dia para o outro.

Aquece-se o forno a 180ºC. Mexe-se a massa uma vez para sair o ar entretanto formado. Coloca-se uma colherada de massa em cada forminha e deitam-se algumas framboesas por cima. Cozem-se por 15-20 minutos ou até estarem dourados. Removem-se do forno, desenformam-se e deixam-se arrefecer sobre uma grelha metálica. Polvilham-se com açucar em pó antes de servir.

* Financiers, também chamados Friands, são pequenos bolos de amêndoa, feitos com claras e normalmente cozidos em formas individuais rectangulares ou trapezoidais. Podem no entanto utilizar-se formas redondas como as dos queques e dos brioches - eu usei as minhas formas de silicone em forma de coração.

Pink