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23.3.16

{10 razões para voltar a Paris} Bonjour gulosos e gourmands!

Paris, 10 razões para voltar

Para voltar a Paris não são necesssários pretextos elaborados. Pode ser a vontade de caminhar nos boulevards, percorrer a cidade sempre junto ao Sena ou simplesmente ficar a namorar no Champ de Mars à espera que a Torre Eiffel se ilumine. Mas a nossa paixão por Paris começa e termina sempre a uma mesa, num jardim a comer ou de copo na mão. Escreve-se em tartes e tartines, conta-se em croissants e crepes, explica-se em baguettes e galettes. Padarias, pastelarias e mercados aqui vamos nós.

Como todas as listas, esta é pessoal, parcial e em mutação. É feita de comidas e lugares que povoam o nosso imaginário parisiense e sem as quais uma visita a Paris, mesmo que curta, nunca está completa. Tem glúten, lactose e (muita) manteiga. Bon courage!

23.4.12

{10 razões para relembrar o Peixe em Lisboa 2012} Vinho, peixe e emoções

Santola

A edição deste ano do Peixe em Lisboa terminou. Se há um balanço a fazer, para mim, traduz-se nas memórias do que fica, daquilo que se guarda por ter deixado marca e dos planos que se vão fazendo para reviver essas emoções. Restaurantes a (re)visitar, percursos a seguir, cozinhas a experimentar, lugares a conhecer.

Sem outro critério que o mero preenchimento das vontades, deixo aqui o que não esqueço. 3 experiências inolvidáveis + 3 apresentações de chefs + 3 pratos + 1 extra = 10 razões. Fica o registo das pessoas, dos sabores e das experiências que trago deste Peixe em Lisboa. Para mim, o melhor de sempre. Já tenho saudades.

Apresentação de Ángel Léon, restaurante Aponiente Apresentação de Ángel Léon, restaurante Aponiente

13.1.12

{10 razões para voltar a Roma} As escolhas do coração, estômago e cérebro

Roma

Voltar a um lugar conhecido que nos tratou bem é um conforto que nem sempre se repete. Volta-se muitas vezes na procura do que não se viu e na ânsia de repetir as boas experiências. Carregam-se anotações mentais do que não pode faltar e o desejo secreto que as boas recordações não estejam contaminadas pelo tempo de espera. É um misto de desejo de aventura e novas descobertas, por um lado, e de que tudo se mantenha inalterado, por outro. Crio com as cidades da minha vida laços difíceis de quebrar e os meus sentimentos em relação a elas são guardados em compartimentos protegidos a que volto uma e outra vez para limpar o pó e rearrumar memórias. É um processo que se desenrola entre o prazer de reviver momentos e um sentimento de falta. Uma espécie de doce tortura auto-infligida. Benvenuti a Roma!

Estive na capital italiana uma única vez na vida. Espero voltar. Nem que seja pela Dolce Vita e mais umas 10 razões que aqui deixo. São escolhas do coração, estômago e cérebro. Por esta ordem ou por outra.

Cappucino

30.6.10

{10 razões para voltar a Barcelona}

Barcelona


Podiam ser mais. Ou menos. São 10 as razões para voltar à capital da Catalunha. Escolhidas quase ao acaso, ao som de uma pianada, entre a vontade de arrumar de vez as muitas fotografias feitas, a lembrança de dias serenos e voltar. Voltar à cidade dos sonhos. Caminhar devagar por entre o burburinho, fazer um exercício de portuñol enquanto se compra um abanico vermelho, subir a pé o Montjuic fazendo das tripas pulmão. Seguir as bandeiras. Perder o norte.

10 razões para voltar a Barcelona. Nenhuma ordem ou categoria. Lugares, emoções e outros 'consumíveis'. Para baralhar e dar de novo.


Barcelona


1. Percorrer a Rambla del Mar. Um passeio pedestre que se desenrola entre o porto e o Mirador de Cristovão Colombo (em terra firme) e os cinema Imax e o Aquário de Barcelona. Uma espécie de prolongamento físico das Ramblas sobre a água onde a azáfama permanece a mesma a todas as horas do dia, entre os que caminham num ou noutro sentido e os que aproveitam para parar e olhar o infinito.


2. Comer uma ensaimada numa das pastelarias junto às Ramblas. A ensaimada é um bolo tipicamente maiorquino que os estabelecimentos catalães adoptaram desde há algum tempo. Podia jurar que foi feito a pensar numa chávena de chocolate quente...


Barcelona


3. Provar uma paella. Dizem que depois de Valência, é em Barcelona que se comem as melhores paellas. Eu e o Provador comemos uma que não estando mal confeccionada era, no mínimo, desinteressante. Talvez tenhamos tido azar. Nada como tentar novamente.


4. Visitar o macba - Museu d´Art Contemporani de Barcelona. Parar obrigatoriamente na obra de Weiner e tirar dois minutos para ler:

Some objects of desire +
some objects of necessity +
some objects of no concern -
those things that escape notice /
a force majeure
= some things
.........................................

macba, Barcelona
Museu d´Art Contemporani de Barcelona, Lawrence Weiner, "Some Objects of Desire", 2004


5. Comprar fruta em La boqueria cujo nome é Mercat de Sant Josep. Turistas, clientes habituais e um sem número de passantes. Os mercados de Barcelona são sempre desculpa para mais um copo, neste caso de fruta: morangos, ananás, kiwis. Batidos com leite ou água e vendidos com palhinha. Eu por mim fiquei a sonhar com alcachofras e azeitonas. Dispensável mesmo só os cigarros de vendedores e compradores. [/reclamação]

Outro mercado que merece uma visita, por fora e por dentro, é o Mercat Santa Caterina, na Ciutat Vella. Visita virtual aqui.


Alcachofras


6. Ir à Escribá, beber um chocolate quente com um pastel, comprar chocolates em bonitas embalagens ou só olhar. Eu comprei também cacau, achei-o mediano e não recomendo. A loja da Rambla (existem outras na cidade) fica a dois passos do mercado La Boqueria e merece uma visita nem que seja pela fachada. A encantar desde 1820.


Escribá, Barcelona


7. Passar na Baluard (na Barceloneta) e levar uma fatia de uma tarte salgada ou doce para o caminho. Pão não comprei mas vontade não me faltou: há-os de todas as farinhas, formas e feitios. Apetece levar um de cada. Os clientes são sobretudo os habitantes e as idades variam dos 8 aos 80. A Barceloneta é um bairro de pescadores na zona das praias, perto do Port Vell, a fazer fronteira com o El Born e voltada para o mar. Carrega o peso de uma vivência de muitos anos e é, na minha opinião, uma das mais autênticas áreas de Barcelona.


Baluart, Barceloneta


8. Comer xocolata. Tem de ser. Uma cidade que tem um museu do chocolate (que não visitámos) tem uma loucura pelo manjar divino que muitos dizem ser a chave para o céu... Mestres chocolateiros e chefes pasteleiros de renome têm feito de Barcelona a sua casa e muitas lojas podem ser encontradas por toda a cidade.


Barcelona xocolata


9. Visitar a Vinçon, que tem de ser a loja mais bonita da cidade. O edifício classificado no Passeig de Gràcia é património nacional, projectado em 1899 pelo arquitecto Antoni Rovira i Rabassa. Vale pelos interiores e pelo terraço ao lado da Casa Milà, conhecida como La Pedrera de Gaudí. Se conseguir sair sem ter comprado nada ganhou uma visita a custo zero. As probabilidades disso acontecer é que são quase nulas...


Vinçon, Barcelona


10. Ficar num hotel bonito chamado Praktik Rambla. Este tem pessoas simpáticas, um terraço de tirar a respiração e uma arquitectura de prender o olho. Para além disso, fica bem no centro da acção em plena Rambla de Cataluña (uma das mais sossegadas).


Hotel Praktik Rambla, Barcelona

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A publicação de hoje estava meio escrita e à espera de ser terminada. A viagem foi há meses. Receitas, relambórios e outras reclamações hão-de voltar um dia destes. Ou ASAP. ASsim a Azáfama Permita. Este blogue segue dentro de momentos.