
Mesa posta e uma fileira de velas para guiar a despedida. Para trás um ano que parece ter durado uma eternidade e meia, sempre a suster a respiração. Na dureza de tantos momentos, um sorriso pelos desafios ultrapassados e pela sorte de poder levantar o copo e brindar à bem-aventurança de tantas horas felizes.
Adeus 2021. Despeço-me com um misto de esperança e receio contido. É que as promessas de leveza e dias luminosos têm-se esgotado nas palavras preferidas da estação e um Próspero Ano Novo é agora apenas um desejo. Mas é preciso acreditar e quando se quer muito, tarde ou cedo, lá se há-de chegar.




A expressão "sobremesa de colher" pouco faz para descrever este pudim. Na verdade corta-se à faca e pode (quase) comer-se com garfo. Não fosse o caramelo que escorre pelo prato e seria dispensável o utensílio que, dizem as regras do serviço de sala, deve sempre acompanhar o doce no final da refeição. Abóbora e noz para a combinação vencedora que acompanha a mudança de ano e se faz com facilidade e ingredientes da época. Dos desejos que se dizem baixinho e dos que ninguém se atreve a murmurar, fica a eterna vontade de um ano novo com gargalhadas, abraços e muitos (re)encontros.
Feliz 2022!





























