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28.6.19

{ Ingrediente Secreto } Focaccia de espelta, cebola roxa e azeitonas verdes

Foccacia de Espelta, cebola roxa e azeitonas

Entre a adrenalina da descoberta e o receio do desconhecido corre-se o risco de encontrar novos ingredientes que mudam para sempre a face da nossa alimentação. Cá por casa há muito nos rendemos à espelta, o ingrediente (pouco) secreto da receita de hoje. Por ser da família do trigo, a espelta possui glúten e todas as características inerentes às farinhas que servem o pão nosso de cada dia. É o sabor especial que faz deste um ingrediente que se tornou indispensável na nossa despensa e que surge cada vez mais nos pães, bolos e outras gulosices.

Como tal, e antes que o Verão chegue de malas e bagagens e faça do forno um território fora do alcance, arregaçamos as mangas para amassar uma focaccia.

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Foccacia de Espelta, cebola roxa e azeitonas

A focaccia é um tipo de pão de origem italiana e que é confeccionado com uma massa de hidratação elevada, de consistência húmida e que deve ser manuseada com rapidez e mãos passadas por azeite! Apesar disso é fácil de fazer e faz sempre um brilharete, servida com sopa ou em jeito de aperitivo para entrada de uma refeição informal.

As possibilidades para a "cobertura" são múltiplas e a mais tradicional talvez seja o tomate. A combinação escolhida faz uso do que havia e junta cebola roxa em meias-luas e azeitonas verdes, com umas pitadas de orégãos secos. Fica deliciosa!

Foccacia de Espelta, cebola roxa e azeitonas

29.10.13

Rolinhos de queijo com compota de cebola roxa e alecrim

Rolinhos de compota de cebola roxa, alecrim e queijo

No casamento entre vinho e queijo há um permanente jogo de afastamento e aproximação. Quando a ideia é juntar aos dois mais alguns sabores a coisa complica-se. Fui dizendo de outras vezes como acho fascinante a arte de combinar vinhos e comidas. A primeira regra (e a única verdadeiramente essencial) é o bom senso. A segunda, quase tão importante como a primeira é provar. Depois é só decidir, esperar que resulte e que todos gostem. De um modo geral, nunca há unanimidade. O que nos leva alegremente à regra número três: discutir as opções e trocar impressões. Que isto de comer e beber é um assunto sério.

Entre a vontade de sabores fortes e a necessidade de uns aperitivos que acompanhem um Quinta da Aveleda Alvarinho-Loureiro 2012 fica a combinação de cebola roxa e alecrim em massa crocante. Quase perfeitos para um dia de sol tímido de Outono com a família a comemorar dois aniversários e muitos anos de vida.

mal-me-quer, muito, pouco e nada Rolinhos de compota de cebola roxa, alecrim e queijo

Vou até ao Minho num copo de vinho. É assim de cada vez que provo um Alvarinho, seja verde ou não. Do desejo antigo de visitar a bonita Quinta da Aveleda em Penafiel fico-me, desta vez, pela viagem no copo e à descoberta do queijo amanteigado produzido pela Aveleda e que, confesso, ainda não conhecia.

Preparar aperitivos ou canapés para servir com um vinho não tem de ser complicado. A sugestão de hoje é de uns rolinhos de massa filo com queijo, cebola roxa e alecrim. Fáceis de fazer, deliciosos e sempre recebidos com sorrisos gulosos.

Rolinhos de compota de cebola roxa, alecrim e queijo

28.10.11

Sopa de cebola gratinada ou uma ode às lágrimas

Sopa de cebola gratinada // Onion Soup

Eu não sou mulher de muitas lágrimas. A vida trata-me bem. Nem tristezas, nem medos, nem anseios. Poucas ou nenhumas razões para chorar. Acredito que de tão pouco serem chamados a cumprir essa função, os meus olhos se esqueceram de como fazê-lo. Uma ironia poética. Uns olhos que não sabem chorar. Chega a ser comovente. Há melhor desculpa para ser feliz do que não ter lágrimas para chorar?

E eis que surge uma cebola para descascar e cortar. Ou dez. Um choro sem fim. Nem óculos, nem mezinhas, nem nada. É um dique que se abre dentro de mim para deixar passar um rio em louca cavalgada. Bochechas molhadas, olhos inchados, nariz a fungar. Quantas lágrimas perdidas! Um desperdício. Resolvo aproveitar. Choro a falta dos seres queridos que deixaram os meus dias e que usualmente relembro com gargalhadas e memórias felizes e as pequenas tristezas sem conserto de uma vida já vivida. Uma catarse que há-de dar em sopa.

Sopa de cebola gratinada // Onion Soup

O meu livro Les118 recettes françaises refere a sopa de cebola com origem em Lyon mas tendo ganho popularidade durante o século XIX graças aos trabalhadores do mercado parisiense des Halles. Apontamentos históricos à parte, é uma receita de preparação simples e barata que precisa de tempo para ser confeccionada. Depois de todo o processo de descascar e cortar finamente as cebolas, a sopa faz-se praticamente sozinha pelo que é uma boa opção para quando se tem uma tarde em casa com coisas para fazer.

É uma sopa substancial para dias mais frios e uma refeição em si mesma. As cebolas são cozinhadas lentamente para que os açúcares se desenvolvam e caramelizem ligeiramente. Um caldo de carne, frango ou de legumes caseiro é essencial. O resultado "em camadas" de sabor depende disso. A minha versão é feita com caldo de frango e uma mistura de cebolas novas, amarelas e roxas tão somente porque cada uma traz pequenas diferenças de aroma que reforçam a densidade da sopa. A combinação de caldo de frango (ou legumes) com um vinho branco seco pode ser substituida por caldo de carne e vinho tinto para uma sopa (ainda) mais forte em sabor. Na finalização pode escolher-se entre levar a sopa a gratinar com o pão e o queijo por cima ou fazê-lo apenas com o pão torrado e o queijo derretido colocado em cada tigela no momento de servir.

Sopa de cebola gratinada // Onion Soup