22.12.25

Quando Bacalhau Lugrade rima com gastronomia e arte

Quando Bacalhau Lugrade rima com gastronomia e arte

Há várias décadas que a Lugrade traz de terras distantes o fiel amigo e transforma este peixe dos mares do Norte no melhor bacalhau do mundo. Pela mão de Vítor e Joselito Lucas, esta empresa familiar da região de Coimbra tem uma longa tradição nas artes e na cultura nacional, apostando no design e na expressão artística como meio para uma comunicação centrada nas pessoas e na comunidade. Este sentido de família estende-se ao chef Diogo Rocha, embaixador da Lugrade desde 2015, que juntou a sua voz à apresentação das novidades e das Edições Limitadas de Bacalhau Natal 2025.

É com a exposição das tiras de Hugo van der Ding que se comemora mais uma campanha Lugrade. Parte da rubrica LugrArte, com espaço nas redes sociais, o ilustrador explora o bacalhau a partir da sua linguagem sagaz e que mostra um humor inteligente onde o bacalhau é protagonista e desafia o ideário e as vivências de cada um, em torno deste produto tão icónico da gastronomia portuguesa.

Quando Bacalhau Lugrade rima com gastronomia e arte

Todos os anos no Natal, o bacalhau Lugrade ocupa um lugar especial na mesa de muitos portugueses e faz parte das memórias das famílias que se reúnem em torno de uma tradição culinária secular. Feito de tempo, conhecimento e técnica, a preservação do bacalhau com a sua cura particular é marcado pela proveniência. Entre a Islândia e a Noruega, desenha-se uma tranche da história da alimentação em Portugal nas mile uma maneiras de cozinhar bacalhau e trazê-lo para a mesa nas festas de família. 

 

O que comemos no Natal é parte integrante de uma refeição festiva onde aquilo que sentimos ao comer um prato de bacalhau se traduz no que partilhamos com as pessoas que se sentam à nossa mesa nesses momentos 

 

A mais bonita época do ano só fica completa com o bacalhau Lugrade e o caráter único das suas Edições Limitadas. Demos as boas-vindas ao Vintage, 20 meses de cura, origem islandesa (o sabor do Natal), ao Vintage, 20 + 12 meses de cura (ideal para os momentos especiais) e ao grande Magnus Noruega, 6 meses (com um sabor bem português)!

Quando Bacalhau Lugrade rima com gastronomia e arte

5.12.25

De Cascais até à Costa Amalfiana nos sabores italianos do Don Alfonso 1890

Don Alphonso, Cascais

Quando a comida de conforto da nonna encontra a delicadeza da cozinha do chef Andrea Astone no Ristorante Don Alfonso 1890, há um sentimento de quem chega a casa e é abraçado calorosamente pela família. É em Cascais, no Legacy Hotel Cascais, que os clássicos intemporais italianos que fazem parte da nossa memória e representam uma tradição gastronómica secular se transformam numa descontraída viagem no prato até à Costa Amalfiana.

Na icónica sala cheia de cor, onde entra a luz de um dia solarengo, a mesa posta promete um almoço de celebração de uma vera lasagna alla bolognese que agora faz parte da carta. Entre velhos conhecidos (como o delicioso Spaghetti Don Alfonso) e novidades doces, a oferta toca os sabores italianos característicos de uma refeição reconfortante.

Don Alphonso, Cascais


Em cada prato quase se pode ouvir o Mediterrâneo, à medida que se aprende sobre os ingredientes, a sua combinação e as técnicas que fazem a cozinha do Don Alfonso 1890 a partir das experiências partilhadas pela família Iaccarino ao longo da sua história

 

Carpaccio di Spigola é exemplo desse conhecimento e dessa mestria mas, como os olhos também comem, marca igualmente pela sua presença visual, sendo um dos pratos mais bonitos da carta. Fresco e vibrante, este carpaccio de robalo marinado em citrinos, brunoise de melancia e mescla de folhas verdes é perfeito para iniciar a refeição.

Don Alphonso, Cascais

Don Alphonso, Cascais

E se nem só de pizzas napolitanas se faz a carta, fica sempre a faltar alguma coisa numa ida ao Don Alfonso 1890 se não houver uma fatia da nossa favorita, uma suficientemente picante Diavola com molho de tomate San Marzano, queijo Fior di latte D’Agerola, manjericão fresco, salame picante e pasta Nduja de Spilinga. 

27.11.25

A empolgante autenticidade da cozinha de Pedro Pena Bastos no Broto

Broto, Lisboa

Num tempo em que a autenticidade parece cada vez mais difícil de alcançar no mundo dos restaurantes, a comida de verdade servida por Pedro Pena Bastos no Broto tem um encanto muito próprio. Situado no Largo Rafael Bordalo Pinheiro, ao Chiado, a sala acolhedora e luminosa onde se recebe os amigos e se põe a mesa para encontros mais alargados, almoços de família ou refeições mais intimistas é parte do ambiente descontraído que o chef quer construir neste seu novo projeto.

A identidade dos lugares é também feita de memórias e afetos e quando se cozinha a pensar no conforto e nas vivências partilhadas, muitas vezes produz-se uma experiência que convoca cheiros esquecidos ou sabores de outros tempos, ao mesmo tempo que traz algo de contemporâneo. 

Broto, Lisboa

O nosso almoço inicia-se com terra e cacau, um cocktail discreto na aparência e vibrante na boca, com Bourbon, Vermute 7 mares, beterraba, cacau e especiarias a anunciar o tempo mais frio e o consolo de chegar a casa. 


Do Broto sobressai a memorável simbiose entre um novo desconhecido e o de sempre revisitado, numa saudade do que está para vir da cozinha de Pedro Pena Bastos. 

 

Broto, LisboaBroto, Lisboa

Com o couvert, começa a traçar-se um padrão: há sempre no menu do Broto uma dimensão humana, pessoal e transmissível, que é o mesmo de dizer, partilhada. A acompanhar o excelente pão de malte e trigos nacionais vem um azeite verde da região de Tomar, produção do do chef, e uma manteiga dos Açores, com óleo e pó de folha de figueira. É a paisagem a tomar forma numa visita guiada pelo território nacional à boleia dos produtos e dos seus produtores que são celebrados em cada prato e das experiências pessoais de Pedro Pena Bastos.

Para comer À MÃO, as primeiras propostas do menu que vêm aos pares, a Barriga de atum rabilho, bouquet de folhas do Quintal Urbano, tempura de algas é tão bonita como saborosa, em contraste de temperatura e texturas com as Pataniscas de lula, pickle de couve, papada de porco Alentejano que desencadeiam memórias de sabores da infância de alguns à volta da mesa.  

Broto, Lisboa

10.11.25

Pedra da Mãe, o muito esperado vinho de Madalena Vidigal

Pedra da Mãe, um vinho que é a menina dos olhos de Madalena Vidigal

Chega num dia de sol, a anunciar o outono, e faz-se de dedicação, coragem e partilha de um Alentejo desconhecido. Sendo um projeto familiar, o muito esperado vinho Pedra da Mãe tinto Reserva 2021 é a menina dos olhos de Madalena Vidigal e o resultado de 13 anos de sonhos e de muito trabalho. Este é um vinho que é ponto de encontro, de quem o cultiva, pensa e faz e de quem o torna seu ao provar e beber, sempre a construir laços entre as pessoas.

Do nome faz-se homenagem à terra, onde repousa uma pedra de granito cinzento e amarelo à sombra de uma oliveira e que serve de lugar de descanso à mãe de Madalena quando ao fim do dia se senta para apreciar a vinha. A pedra da mãe é afinal o testemunho do que é, foi e será o melhor do vinho: a ligação à terra e às pessoas através das memórias vividas em conjunto. Na garrafa, lacrada a verde, inscreve-se a branco a pedra que lhe dá nome e as palavras compostas em capitulares e serigrafadas, um projeto de design da agência Another Collective.

Pedra da Mãe, um vinho que é a menina dos olhos de Madalena Vidigal

É em terras do Alentejo, perto de Évora, que crescem as uvas que dão corpo a este vinho especial. Na vinha de 3 hectares, as castas durienses Touriga Nacional, Touriga Franca e Sousão encontram condições particulares para a sua existência, com práticas de viticultura sustentável e o cuidado dos vizinhos da terra — o senhor João, o Roberto e a dona Delfina que são também, muitas vezes, uma extensão dos olhos e das mãos de Madalena. Se a região e as castas se encontram num universo particular só seu, para além das caraterísticas que lhes são com frequência associadas, o Pedra da Mãe tinto Reserva 2021 apresenta um perfil repleto de frescura e fruta, com boa acidez e maior potencial de envelhecimento.

Como explica a enóloga Joana Silva Lopes, nesta aventura com Madalena há 4 anos em parceria com a Sociedade Agrícola da Perescuma, este é um vinho que "exige tempo. Tempo depois de abrir, tempo para saborear ou tempo para continuar a repousar em garrafa. Aliás, só poderá melhorar com o tempo. Também exige mesa! É um vinho cheio de personalidade, diria até com alguma irreverência”. O Outono no copo, como Madalena gosta de dizer, é promessa cumprida mas o Pedra da Mãe tinto Reserva 2021 reinventa-se na sua relação com o prato e tem uma palavra a dizer quando a temperatura baixar e chegarem as comidas de Inverno.

Pedra da Mãe, um vinho que é a menina dos olhos de Madalena Vidigal

7.7.25

Do Audrey's Café, Bistro & Bar em Alfama vê-se o Green House no Alentejo

Audrey's Alfama, Lisboa

Entre obras de arte e descobertas arqueológicas, o Audrey's Café, Bistro & Bar nasce no coração da cidade num edifício do século XIV, integrado no Santiago de Alfama — Boutique Hotel. Se o nome retrata a personalidade luminosa da filha dos proprietários, a abordagem ligada à terra e à natureza é fruto de uma ligação umbilical a Vila Nova da Baronia no Alentejo. É lá que Audrey cultiva um espaço de descanso e lazer onde a horta se junta ao bem receber no Green House, um lugar de fronteira fora da grande urbe onde acontecem muitas coisas especiais.

Chegados ao inspirador bar, as boas-vindas ficam a cargo de Bruno Achadinha, Head Bartender, que através das suas memórias do Green House nos leva a viajar até ao forno de lenha e aos sabores alentejanos de melão com presunto à boleia de um dos seus cocktails de assinatura. Leve, fresco e aromático, é o convite perfeito para entrar no universo particular de um tempo diferente: mais vagaroso, mais sereno e mais humano.

Audrey's Alfama, Lisboa

Em Vila Nova da Baronia, o Green House oferece uma experiência baseada na individualidade, com os seus 6 quartos de diferentes decorações e as suas refeições sustentadas na própria produção de vegetais e aromáticas e acompanhadas pelo pão amassado no dia e cozido no forno de lenha.

Já na sala de jantar do Audre's, é o chef Thiago César que fala sobre a ligação da sua cozinha às estações do ano e como o fornecimentos dos produtos é crucial: também é da horta da Green House que vêm os vegetais que dão corpo aos pratos que marcam a carta. Nesta altura é tomate, berinjela ou curgete que chega do Alentejo, com esta última em franca produção. Como explica o chef, é a horta que dita as escolhas da cozinha, como no caso da entrada, um carpaccio de curgete com camarões e pickles de cebola roxa.

Audrey's Alfama, Lisboa

13.5.25

Mutante Awards Design at Wine 2025: a vida secreta do design dos rótulos em Portugal

Mutante Awards Design at Wine 2025

Celebrar o design dos rótulos e promover o encontro de designers e produtores de vinho é razão de ser do concurso Mutante Awards Design at Wine que em 2025, na sua 2.ª edição, reforça a parceria entre a revista Mutante e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Promessa de rótulos excepcionais para um produto muito próximo do coração da cultura portuguesa, sendo que este ano ao vinho se junta o azeite, como tantas vezes acontece por este Portugal a fora quando vinhas e olival partilham o mesmo território. 

O júri desta edição é composto por Carlos Coelho (Ivity), Emílio Vilar (FBAUL), Frederico Duarte (FBAUL), Margarida Vaqueiro Lopes (Diário de Notícias), Patrícia Serrado (Mutante) e Teresa Barros (Xpose Consulting). Com prémios atribuídos nas categorias Espumante & Pét-Nat, Branco, Curtimenta, Rosado, Clarete & Palhete, Tinto, Licoroso e Aguardente e na categoria especial Azeite, os Mutante Awards Design at Wine galardoam 23 produtores (de regiões vitivinícolas de Norte a Sul, sem esquecer Açores e Madeira) e 19 designers, agências e ateliers de design nacionais e internacionais. 

E os vencedores são:

6.2.25

No restaurante Aires, há uma promessa de viagem no prato até à Argentina

Aires, Monte Estoril

Ao subir a rua estreita no coração do Monte Estoril, abre-se uma porta à direita, entramos no Aires e chegamos a terras argentinas com os aromas e sabores da cozinha da chef Marianela Ramadan. A decoração da sala, em azul e dourado, emoldura um espaço arquitetónico muito bonito onde, no andar superior, a garrafeira indicia uma atenção especial aos vinhos provenientes do Nordeste da Argentina.

Com múltiplas influências indígenas, espanholas ou italianas, a gastronomia argentina representa uma rica herança histórica que é feita de resiliência e criatividade na utilização dos ingredientes e das técnicas, bem como numa cultura da mesa como espaço social que é milenar. Das icónicas empanadas às carnes primorosamente grelhadas, no Aires a experiência é completa e autêntica, sempre acompanhada de um sorriso e de uma explicação de cada prato e de cada vinho. É uma viagem no prato.

Aires, Monte Estoril

Aires, Monte Estoril

Para início de refeição, o couvert remete de imediato para os Andes com o pão de ervas e a tortilla andina, servidos com uma mousse de beringelas e tomate e uma (deliciosa) maionese de aipo. A escolha do vinho é feita com a orientação informada de um serviço de sala atencioso e pronto para responder a quem quer saber mais sobre os vinhos argentinos. Optou-se pelo vinho a copo do portfólio Piatelli, disponível na carta, com dois brancos de proveniência diferenciada: um aromático Chardonnay de Mendoza e um fresco e vibrante Torrontés, mais a norte da região de Salta, de uvas produzidas em altitude.

Com uma oferta extensa nas entradas, escolhemos as incontornáveis empanadas (imagem inicial), que são servidas aos pares, em duas versões Empanada de carne cortada à faca e empanada caseira de “charqui gaucho”, acompanhada de molho de tomate picante. Se a primeira é feita no forno e tem um recheio com pouca batata num equilíbrio perfeito com a carne, já esta última, a empanada caseira vegetariana, remete para um universo conhecido lembrando quase um pastel de massa tenra mas com um recheio com sabores novos e longínquos. Num registo distinto, a Morcilla Aires, um par de Medalhões de morcela com borda de massa folhada, gotas de azeite verde, cebola caramelizada e chuva de praliné de nozes é muito gulosa e faz as delícias dos amantes de enchidos, aqui num registo contemporâneo e elegante

Aires, Monte Estoril