8.6.17

Espetadas de frango com batata-doce grelhada

Espetadas de frango fáceis

Tempo de grelhados é sempre mas assim que começa o calor, cresce a vontade de esquecer o forno e ligar o grelhador, numa espécie de antecipação das férias e preparação para os dias longos de Verão. É um ritual de entrada no espírito que há-de fazer dos próximos meses momento de descanso de muitos de nós, seja na praia ou no campo ou em dias mais calmos passados em casa.

Enquanto as desejadas férias não chegam, as rotinas se mantêm as mesmas e não sobra tempo para preparar as refeições é com frequência o peixe e os legumes que servem de pretexto ao almoço que se faz com esforço mínimo e o máximo de sabor. Mais esporadicamente a opção recai sobre a carne, como nestes dias em que é o frango a proteína escolhida.

Espetadas de frango fáceis Espetadas de frango fáceis

As espetadas são uma forma simples de cozinhar diferentes ingredientes, mantendo-as juntos e tornando mais uniforme a confecção. No caso dos grelhados a espessura igual do que se cozinha é essencial para garantir bons resultados. Com o meu Optgrill da Tefal esse é o princípio número um e as espetadas são um técnica que permite fazê-lo com facilidade. Para a carne os espetos de metal são os melhores pois conduzem o calor para o interior e não queimam. Nas espetadas de frango o segredo é a marinada (com cominhos e limão) e o molho de pimento assado e iogurte e o acompanhamento de batata-doce grelhada finaliza o prato.

São servidos?

Espetadas de frango fáceis

7.6.17

Como combinar vinho e comida (e uma mousse de vinho tinto)

Que vinho para um ceviche?

Que vinho escolher? A pergunta é feita de cada vez que temos de decidir o que servir em função do prato que será almoço ou jantar, celebração especial ou apenas parte do quotidiano. Alimentar o estômago passa também por dar à alma consolo e não há prato que não fique melhor acompanhado por um copo de vinho. É essa a premissa do desafio colocado à chef Mónica Pereira e que resulta em propostas de receitas para os vinhos Santos da Casa, disponíveis online numa plataforma que pode auxiliar quem procura o vinho e o prato certos para servir em conjunto.

Do branco para o tinto, se é peixe ou carne, recorremos aos princípios elementares de combinação. Depois surgem as dúvidas quando nos aventuramos por cozinhas ou sabores menos tradicionais. Nestes casos aumenta o risco e ajuda contar com a colaboração de quem sabe. E quando o prato é um ceviche de salmão com batata-doce?

Que vinho para um ceviche?

A resposta chega fresca num copo de branco feito a partir das castas Viosinho, Rabigato e Gouveio, com a chancela Santos da Casa Douro DOC. É o vinho a apelar à serenidade quando o prato se multiplica em sabores instensos, numa harmonia que pede sempre mais um copo! Com o vinho escolhido, chega a explicação de como confeccionar o prato, passo a passo, Mónica Pereira desvenda todos os segredos que fazem do ceviche uma receita ao alcance de todos. E perfeita para os dias de Verão que se avizinham.

Porque uma refeição não termina sem sobremesa, a proposta doce vem não apenas acompanhada de um vinho mas confeccionada com ele. A mousse de vinho tinto chama a atenção aos mais gulosos e a todos os curiosos na sala. Por mim quero de imediato saber a receita. O vinho escolhido também foi criado no Douro e faz da Touriga Franca, Touriga Nacional e Sousão a escolha do enólogo. Na taça o seu contributo para a mousse é discreto, para se afirmar na total plenitude quando se prova este tinto aromático e muito fácil de beber. A combinação remete para texturas que apelam às memórias de infância com sabores de adulto e tem muita graça.

Que vinho para um ceviche? Mousse de vinho tinto

25.5.17

Quiche de brócolos e beterraba (com salada de cenoura e avelãs)

Quiche de brócolos e beterraba (com salada de cenoura e avelãs)

O que comer por estes dias? Abro o frigorífico, consulto as minhas notas mentais e recebo sugestões do comensal mais esfomeado cá de casa. Tivesse o universo feito de mim uma cozinheira organizada e nunca acabaria a sopa. Valha-me que tenho quem nunca se esquece das compras e assim temos sempre salada e queijo, fruta e café. E eu podia viver só de sopas e saladas, pão e queijo e o ocasional pedaço de mau caminho.

Esta é comida para gente sem tempo. Sobretudo quando já se vê o Verão ao longe e se sente na pele o sol mais intenso. Faz-se uma tarte que há-de salvar um par de jantares durante a semana e ajudar a restaurar a sanidade mental de mais um mês de Maio, que tem sido tudo (e mais) que prometeu.

Quiche de brócolos e beterraba (com salada de cenoura e avelãs)

Da salada de hoje, que os franceses conhecem de cor e faz parte da minha infância, faço acompanhamento para a última das minhas obsessões. Tartes e quiches, galettes e outras que tal, com ou sem massa, de recheio variado. Ainda entre estações com os últimos brócolos a receberem as sempre alegres beterrabas, para uma combinação temperada com queijo da ilha. Sem grande dificuldade, rale-se a cenoura e regue-se com sumo de limão. A adição das avelãs ganha em textura e traz sabor. É a minha nova salada favorita e adivinha-se visita frequente nas próximas semanas.

são servidos?

Quiche de brócolos e beterraba (com salada de cenoura e avelãs) Quiche de brócolos e beterraba (com salada de cenoura e avelãs)

12.5.17

{ Lisboa } Do Varanda do Hotel Mundial à cave de vinhos do Hotel Portugal

Varanda de Lisboa + Cave de Vinhos do Hotel Portugal

Se Lisboa precisasse de mais uma declaração de amor, as palavras que se seguem serviriam bem o propósito. Se fosse o coração a guiar-me hoje seria o dia em que estas linhas ajudariam a relembrar os mais esquecidos da benção que é viver aqui ou explicar aos distraídos porque devem querer conhecer melhor a cidade das mil cores que, dizem, se espalha por sete colinas. Porque a minha bússola é o estômago, embarco numa viagem gastronómica que se esconde bem no centro da nossa geografia e que carrega a história de muitas gerações de lisboetas e outros apaixonados por Lisboa. Deixo o Rossio ali ao lado e chego ao Martim Moniz já o sol vai alto. No topo da praça fica o Hotel Mundial onde me espera um almoço com vista privilegiada e muitas estórias para contar no restaurante Varanda de Lisboa.

As janelas que se abrem sobre uma tela de cores esbatidas que se estende do Castelo até ao Carmo são assinatura de um espaço onde um serviço de sala muito especial é parte da experiência. No Varanda de Lisboa mantém-se a tradição de cozinhar na sala. Dos dias de festa onde há crepes Suzette, finalizados à mesa, ao sempre presente carro de sobremesas de todos os dias onde cada um escolhe a sua dose de doçura para terminar a refeição, até ao cuidado na hora de aconselhar o vinho.

Varanda de Lisboa + Cave de Vinhos do Hotel Portugal

No dia em que a entrada de espargos com maionese de caril me sorriu assim que abri a carta havia nuvens num céu quase azul e um monocasta viosinho D. Graça no copo, fruto da magia que só os escanções fazem e que os leva a saber antes de nós próprios o que nos apetece beber. As tradições são tratadas com carinho no Varanda de Lisboa e enquanto decido o que comer chega à mesa o couvert (que é sempre oferecido) e um mimo do chef. Decido-me por um espadarte grelhado com sésamo e lima e deito o olho (e mais tarde o garfo) ao porco com mostarda da minha simpática companhia de almoço. Com uma cozinha tradicional cuidada, o Varanda de Lisboa segue a sazonalidade dos produtos que fazem da gastronomia portuguesa um infindável território a explorar. Há lampreia e sável enquanto for tempo deles e nunca falta o bacalhau. A triologia do mesmo é uma das razões porque quando se quer mostrar Lisboa a quem vem de fora se sobe até ao topo do Hotel Mundial e se junta à vista o fiel amigo, sempre cozinhado impecavelmente.

Varanda de Lisboa + Cave de Vinhos do Hotel Portugal Varanda de Lisboa + Cave de Vinhos do Hotel Portugal Varanda de Lisboa + Cave de Vinhos do Hotel Portugal

E quando chega a hora da sobremesa, eis que chega à mesa o tão amado carro. Há fruta para os menos gulosos e muita escolha para os restantes. Perco-me de amores por uma tarte de requeijão que é cuidadosamente cortada e servida com simplicidade e elegância. Cada garfada sabe ainda melhor aproveitando a vista e antecipando a visita que se segue. Deixando para trás os ceús de Lisboa, desço até à cave do bonito Hotel Portugal.

4.5.17

Tarte de cogumelos em massa de arroz (e uma cerveja feliz)

Tarte de cogumelos e arroz (para uma cerveja)

Escolhe-se a bebida em função do que vamos comer ou o contrário? A pergunta parece decalcada da recorrente inquirição aos músicos sobre o que vem primeiro, se a melodia, se a letra. Esgares e expressões de tédio quando se trata de explicar, uma e outra vez, que... depende. Confesso que a ditadura do prato determina muitas vezes o que acompanha no copo, ao sabor dos desejos dos comensais e da inspiração do momento, com o meu cara-metade a demonstrar amiúde o seu grande amor pela cerveja.

Das questões mais repetidas cá em casa é o que vamos beber ao almoço. Num dos últimos fim-de-semana, escolhemos em uníssono uma cerveja Dois Corvos. A Creature IPA tem um rótulo bonito e original e vem com a promessa de ser uma cerveja feliz. Por nós, ficámos também do lado solar com a sua companhia à mesa e a combinação com a tarte de cogumelos. Muito gastronómica, são as notas cítricas que primeiro chegam que melhor par fazem com a fatia que espera no prato ao lado das cenouras. Depois vem todo o frutado e finalmente o registo pouco amargo que a torna perfeita para a ocasião.

Tarte de cogumelos e arroz (para uma cerveja)

Da receita de hoje fica a descberta de uma alternativa fácil às bases de tarte feitas de farinha e gordura. O arroz integral é o ingrediente que assume protagonismo e com um pouco de queijo e ovo para ligar cobre a tarteira que há-de receber o recheio de cogumelos que passaram previamente na frigideira. Com o tempo às caretas, entre o sol aberto e a chuva prometida, é ligar o forno e fazer esta tarde. Sem complicações, é garantia de refeição completa com a vantagem de ser uma proposta vegetariana. O cebolinho não é essencial mas torna tudo mais bonito e as flores que agora despontam são comestíveis. E deliciosas!

Com a cerveja perfeita a acompanhar, deixo-vos mais uma ideia para almoços sem esforço e com total sabor.

Tarte de cogumelos e arroz (para uma cerveja) Tarte de cogumelos e arroz (para uma cerveja)