quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Flores de caranguejo e lima para um aniversário

Flores caranguejo e lima

Na sua sabedoria desprovida de "mel" e directa ao assunto, os dinamarqueses costumam dizer que o caminho que leva à casa de um amigo nunca é longo. Sobretudo quando o convite para cozinhar é feito em tão simpáticos termos e a ocasião se propicia. Não sou de flores e bombons quando os amigos me convidam para a sua casa, mas hoje abro uma excepção e trago flores à Moira. São de comer e não me contive: pelo caminho comi duas ou três... Sorte que a minha casa é já ali ou não restaria nenhuma para a festa. Feliz aniversário ao Tertúlia de Sabores!

Flores caranguejo e lima

Quiches de caranguejo e lima
Adaptado ligeiramente de O livro essencial dos aperitivos, KÖNEMANN.

12 mini quiches (ou uma grande)

2 ovos pequenos ou 1 grande
150 ml leite coco
1 colher chá sumo lima
casca de 1 lima, finamente ralada (pode usar-se limão)
120 grs carne caranguejo, escorrida (usei de conserva)
1 colher sopa salsa, picada
12 círculos massa refrigerada para empadas*
pitada colorau (opcional)

Pré-aqueça o forno a 200°C. Forre com a massa um tabuleiro de empadas (ou muffins), previamente untado. Bata os ovos ligeiramente e junte os restantes ingredientes. Tempere com sal e pimenta preta moída na altura. Encha as formas até 2/3 da sua capacidade. Polvilhe com colorau. Leve ao forno por 20-25 minutos até a massa estar dourada. Sirva quente.

* A massa pode facilmente ser feita em casa com o uso de um processador. Coloque 150 grs de farinha, 75 grs de manteiga fria em pedaços, 1 colher chá de açucar, uma pitada de sal no processador e pulse para misturar os ingredientes. Adicione 30 ml água e pulse simultaneamente até formar uma bola. Retire a massa da tigela do processador e numa superfície enfarinhada amasse duas ou três vezes. Forme um círculo, cubra com película e refrigere 30 minutos. Estenda e corte à medida (cerca de 8 cm diâmetro). O excedente da massa pode ser congelado para uso posterior ou mantido no frigorífico por 2 dias.

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

4 por 6 - Uma refeição com aromas africanos

Os picantes e as inspirações nas chamadas cozinhas étnicas não são propriamente o forte das minhas experimentações culinárias. Como o 4 por 6 tem sido um desafio no que toca à conta, resolvi aproveitar a oportunidade e aventurar-me por terrenos por onde normalmente não passo. Hoje fica um cheirinho à costa norte do continente africano pelo uso da Harissa e um piscar de olho a terras do médio oriente com um puré de grão e a beringela grelhada e uma taçã de sementes de romã e pistácios.

Grilled aubergine with chickpea purée and Harissa

Beringelas grelhadas com puré de grão e Harissa*
Adaptado ligeiramente de Nigel Slater, Real Fast Food
Receita original aqui

600 grs grão, cozido
raminho tomilho fresco + 1 colher sopa folhinhas
3 batatas pequenas (cerca de 350 grs)
4 dentes alho, picados
sal
2 beringelas médias (cerca de 400 grs)
125 ml azeite (ou mais, se necessário)
50 grs manteiga
3 colheres sopa iogurte natural
harissa, a gosto
1 limão, cortado em 4 gomos longitudinais

*Harissa é um condimento picante característico da cozinha norte-africana, sobretudo da marroquina e tunisina. Pode ser encontrada em molho ou pasta e é feita de malagueta e pimento vermelho, contendo muitas vezes cominhos, coentros e alho. Comprei a minha no Jumbo, mas creio que pode ser encontrada na secção de produtos internacionais dos grandes supermercados.

Aubergines & Harissa

Coloque o grão numa caçarola e cubra com caldo de vegetais ou água. Junte o raminho de tomilho e deixe levantar fervura. Adicione as batatas às fatias e 3 dentes de alho cortados ao meio. Tempere com sal e ferva 15 minutos. Entretanto, corte as beringelas em rodelas de cerca de 1 cm de espessura. Pique o dente de alho que resta e misture com as folhinhas de tomilho e o azeite. Pincele as fatias de beringela e grelhe 7-8 minutos de cada lado, pincelando novamente se necessário. Vire uma vez. Para o puré de grão, remova o tomilho, escorra o grão e reduza a puré, com um esmagador manual. Acrescente a manteiga e o iogurte. Corrija o tempero. Coloque 6 fatias de beringela num prato de servir aquecido e coloque uma colherada de puré em cada. Pincele as restantes fatias com um pouco de harissa e coloque a sobrepor as outras, formando sanduíches, três por cada pessoa. Sirva com puré. Acompanhe com limão (para temperar à medida que se come) e uma salada de alface.

Para a sobremesa, romã e pistácios. Para torrar pistácios, coloque-os numa frigideira anti-aderente (suficientemente grande para estes formarem apenas uma camada) sobre lume médio. Deixe tostar, agitando a frigideira frequentemente, até os frutos secos começarem a ficar dourados, cerca de 5 minutos. Deixe arrefecer ligeiramente antes de usar. Pique os pistácios e junte as sementes de romã.

Pomegranate Yoghurt with Toasted Pistachios

Dica de poupança: A carne e o peixe são dos alimentos mais caros que compramos e que mais consumimos em excesso, isto é, em quantidades superiores às nossas necessidades. Tente reduzir e/ou alternar o consumo de proteína animal com a confecção de refeições vegetarianas, que podem ser igualmente nutritivas e muito mais baratas.

Factura:
beringelas (1.39 €/Kg) - 0.56€
batatas (0.53 €/Kg) - 0.19€
grão cozido (0.91 €/Kg) - 0.55€
iogurte (1.29€/4 un.) - 0.32€
manteiga (1,24€/250 grs) 0.25€
azeite (2.99€/garrafa) - 0.60€

romãs (2.99€/Kg) - 1.50€
pistácios (2.99€/250 grs) - 0.60€

total - 4.57€

Os preços de referência são do continente. Não foram considerados valores para o tomilho, alho, harissa e do sal e da pimenta. Os valores são, como sempre, indicativos.

domingo, 1 de Novembro de 2009

E vão 2!

bolodeclarascomrecheio

As datas são o que delas fazemos. Registamos o dia e é esse o nosso predicado. Não tenho grande queda para aniversários. Fazem-me questionar o óbvio, como acontecia quando eu andava nos colégios de inspiração religiosa que marcaram a minha infância e onde os dogmas me faziam levantar o braço e fazer perguntas desconcertantes. [Sorte a minha que sempre tive interlocutores ponderados e respeitadores da vontade alheia de quem tem 7 ou 8 anos...] Porque hei-de celebrar o dia de hoje e não o de ontem ou de amanhã? Não mudei. Esqueço-me das datas dos aniversários dos amigos, troco os dias ou os meses, atraso-me. Hoje este blogue faz dois anos. Não me lembro de ter celebrado o primeiro... Passou-me. Porquê hoje então?

Sou de novo a menina de farda azul escura, pespineta e de mão no ar que responde: E porque não hoje? Um dia como outros, bom o suficiente para um reconhecimento de tudo o que ganhei em sorrisos, experiências, amizade, conhecimento, dias bem passados, gargalhadas e melhores pratos. Levantem o garfo. O bolo está na mesa. ;)

Birthday cake

Bolo de claras
Adaptado da receita original da minha amiga Marizé no Tachos de Ensaio

250 grs farinha
200 grs açúcar
70 grs açúcar baunilhado
150 grs manteiga, à temperatura ambiente (usei margarina, mas aconselho manteiga)
400 ml leite (usei de soja)
½ colher chá sal
1 colher sopa fermento em pó
5 claras (cerca 150 grs)

Use três tigelas. Numa média, peneire a farinha com o fermento e reserve.
Bata as claras em castelo firme com o sal e reserve.
Numa tigela grande, bata a manteiga com os açúcares. Misture alternadamente o leite e a farinha peneirada e continue a bater até obter uma massa homogénea. Envolva as claras cuidadosamente, sem bater. Deite a massa numa forma bem untada e forrada com papel vegetal.
Pré-aqueça o forno a 180º e coza o bolo durante 45-50 minutos.
Deixe arrefecer ligeiramente antes de retirar da forma.

Xarope:
1 chávena açúcar
250 ml água
¼ chávena ginginha

Leve ao lume a água e o açucar até a calda atingir um ponto fraco. Retire do lume e junte a ginginha. Deixe arrefecer.

Creme para rechear:
200 ml natas
200 ml leite
150 grs açúcar
2 gemas
2 ovos
1 vagem baunilha, aberta ao meio e as sementes raspadas

Coloque o leite, as natas e a vagem de baunilha (as sementes inclusivé) numa caçarola e leve ao lume até levantar fervura. Retire do lume e reserve. Numa tigela, bata os ovos, as gemas e o açucar até obter uma mistura fofa e esbranquiçada. Retire a vagem de baunilha da mistura de leite e natas e envolva a dos ovos. Leve ao lume para engrossar, mexendo sempre com uma vara de arames. Se criar grumos, passe por um passador de rede antes de usar.

Compota de frutos vermelhos:
1 chávena mistura amoras, framboesas, groselhas frescas (ou congeladas)
2 colheres sopa açucar
1 colher sopa sumo limão

Leve ao lume todos os ingredientes numa caçarola. Deixe ferver 2 minutos. Reserve até arrefecer.

Montagem do bolo:
Corte o bolo ao meio com uma faca de serrilha apenas quando este estiver completamente frio. Regue com o xarope. Espalhe o creme com uma espátula, deixando cerca de 1 cm a toda a volta. Deite a compota de frutos por cima do creme de forma igualitária (mas sem usar qualquer utensílio para tal). Coloque a outra metade do bolo sobre a primeira e a camada de recheio. Polvilhe com açucar em pó e sirva com groselhas frescas.

Este bolo deve ser consumido no dia da montagem ou no seguinte. Guarde no frigorífico.

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Macarons, avelãs e saudades

Hazelnut Macarons with Toffee

Tenho-me lembrado muito de Paris ultimamente. Qual patologia, a vontade vai-se adensando. Os sintomas são os usuais: tenho saudades de andar ao longo do Sena e do Boulevard Saint Michel, de entrar nas livrarias e invariavelmente sair com mais um livro sobre comida. Tenho muitas saudades dos meus bistrots favoritos, dos mercados e dos vendedores de rua. Até tenho saudades dos parisienses! Sonho com croissants estaladiços, pain au raisins et café au lait, chocolate quente e... macarons. O modo perfeito de me levar até Paris sem sair de casa é trazer Paris até mim, sob a forma de um colorido e saboroso macaron!

Os macarons remontam ao século XVIII e são feitos de claras de ovo, amêndoa ralada e açucar em pó. As delicadas bolachas são depois recheadas com creme ou ganache e servidas duas a duas formando uma sanduíche. A história recente é feita de chefs como Pierre Hermé ou (o meu preferido) Sadaharu Aoki e combinações de sabores rebuscadas e inusitadas. Fazer macarons tem estado na minha lista desde há algum tempo, mas por qualquer razão a ideia sempre se mostrou aterradora e de cada vez que passava os olhos pelas receitas marcadas da Tartelette o medo de fracassar aumentava. Até agora.

Hazelnut macarons & Paris

Macarons de avelãs com recheio Toffee

Ligeiramente adaptado de Claudia Fleming’s The Last Course: The Desserts of Gramercy Tavern e da receita da Helen de Pecan Pie Macarons

180 grs açucar em pó (icing sugar)
60 grs amêndoa ralada
55 grs avelã ralada
35 grs açucar granulado
3 claras (cerca de 90 grs), à temperatura ambiente

É importante usar claras de ovo "velhas". No dia antes de fazer os macarons, separe os ovos. Deixe as claras (tapadas) na bancada da cozinha durante 24h. Se planear deixar as claras 48h ou mais, mantenha-as no frigorífico.

Coloque o açucar em pó, a amêndoa e a avelã ralada (ou inteira) num processador (ou picadora) e moa até estar reduzido a um pó fino. Bata as claras em castelo. Lentamente adicione o açucar granulado e bata mais um pouco até conseguir um merengue brilhante e denso. Adicione um terço da mistura de amêndoa e avelã ao merengue e envolva cuidadosamente até os ingredientes estarem combinados. Acrescente a restante mistura de secos. Não trabalhe a massa demasiado, envolvendo apenas até obter um resultado homogéneo. [Conselho da Helen: Envolva com movimentos rápidos de ínicio para quebrar o merengue. Todo o processo não deve implicar mais de 50 "mexidelas". Teste uma pequena quantidade num prato: se o topo ficar plano por si só sem necessitar de uma espátula, a massa está pronta. Se se formar um pequeno pico, mexa mais um pouco a massa.]
Deite a massa num saco de pasteleiro com uma ponta lisa (ou use um saco plástico com uma ponta cortada). Disponha pequenas quantidades de massa (2.5 cm) em tapetes de silicone ou tabuleiros cobertos com papel vegetal.

Pré-aqueça o forno a 150ºC. Deixe os macarons descansar nos tabuleiros durante 30 minutos a 1h antes de levá-los ao forno. Coza os macaroons por 15-20 minutos (dependendo do seu tamanho). Remova o tabuleiro do forno e deixe arrefecer ligeiramente antes de retirar os bolos (se tiver dificuldade deite alguma água no tabuleiro por debaixo do tapete ou do papel vegetal e aguarde 2 minutos). Deixe arrefecer completamente antes de rechear.

Para o recheio:

50g manteiga com sal
125 grs açucar amarelo (ou light brown sugar)
125 grs golden syrup
125 ml natas
1/2 colher chá extracto baunilha

Combinme todos os ingredientes numa caçarola. ferva até engrossar (5 minutos), mexendo ocasionalmente. Deixe arrefecer antes de rechear os macarons.

Notas: Deixei as minhas claras 3 dias no frigorífico. Devia ter peneirado a amêndoa e a avelã para evitar os pedaços maiores e conseguir macarons menos "rústicos" e mais lisos. Infelizmente não o fiz e os topos ficaram irregulares, o que não alterou o resultado final em termos de sabor ou textura. Deixei os macarons descansar nos tabuleiros durante 30 minutos a 1h antes de levá-los ao forno e acho que fez toda a diferença: a segunda fornada ficou melhor que a primeira. Usei tapetes de silicone e papel vegetal e ambos permitiram descolar os bolos com uma espátula sem problemas.

Este foi o tema proposto pela Ami S como desafio de Outubro dos Daring Bakers.

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

4 por 6 - Voltamos à sopa

O Outono parece finalmente chegado para ficar. E não o digo com qualquer mágoa - é a minha estação do ano preferida: gosto das cores, da temperatura e da mudança para comidas que confortem os sentidos. A sugestão de hoje é um típico almoço de semana cá em casa, onde a sopa e um acompanhamento fácil e rápido têm sempre lugar. Sejam portanto bem-vindos ao Outono!

sopa de legumes

Sopa de Legumes

4 colheres sopa azeite
2 cebolas
2 dentes alho
2 folhas louro
2 batatas médias
3 cenouras médias (cerca 300 grs)
1 alho francês médio (cerca 150-200 grs)
1 mão cheia feijão verde (cerca 150 grs)
2-3 nabinhos novos + as folhinhas "esfarrapadas"
sal e pimenta
1500 ml água
coentros para guarnecer (opcional, mas aconselhado)

Numa panela, coloque o azeite e o louro com a cebola e o alho picados grosseiramente e deixe alourar até a cebola estar translúcida. Junte as batatas, alho francês, feijão verde, os nabos (e a rama) e as cenouras. Adicione a água, tempere com sal e pimenta e tape. Deixe ferver 10-15 minutos. Retire as folhas de louro. Corrija o tempero e triture até obter um puré cremoso. Sirva com coentros picados e um fio de azeite.

tortillas

Tortillas com tomate amarelo, bacon e alho francês

1-2 colher(es) sopa azeite
150 grs bacon, em cubos
4 tomates pequenos (usei amarelos), aos quartos
1 alho francês (só a parte branca), fatiado finamente
2 colheres chá de paprika
2 colheres chá de cominhos
1 colher chá de piri-piri em pó
2 colheres chá de orégãos
sal

12 tortillas
queijo ralado (usei emmental)

COloque o azeite numa frigideira. Adicione os cubos de bacone deixe aquecer. Junte o alho francês e o tomate. Acrescente as especiarias e o sal e deixe apurar 2 minutos.

Aqueça as tortillas (eu costumo fazê-lo numa frigideira anti-aderente por 20 segundos cada e guardar dentro de um guardanapo de pano). Sirva com o recheio e o queijo para que cad um possa enrolar as suas.

(Consulte a receita de fajitas de frango da Mariana)

Dica de poupança: Não compre especiarias em "mix". A mistura para fajitas ou burritos pode ser facilmente replicada a partir das especiarias que existem em casa. Desta forma, fica a garantia de sabor e o preço é virtualmente zero, quando comparado com o preço dos pacotinhos pré-preparados.

Factura:
cenoura (0.39€/Kg) - 0.18€
nabos (1.45€/Kg) - 0.29€
batata (0.89€/Kg) - 0.30€
alho francês (1.30€/Kg) - 0.39€
feijão verde (2€/Kg) - 0.50€
cebolas (0.58€/Kg) - 0.06€

bacon (1.87€/250 grs) - 1.12€
alho francês (1.30€/Kg) - 0.19€
tomate (1.30/Kg) - 0.26€

tortillas (€ 2,45€/12 un.) - 2.45€
queijo emmental (1,15/200 grs) - 0.25€

total - 5.99€

Os preços de referência dos ingredientes são do continente, à excepção das tortillas cujo preço é do el corte inglês. Não foram considerados valores para especiarias, alho e azeite. Os valores são, como sempre, apenas indicativos.

Outras receitas do 4 por 6 nas cozinhas da Mariana, Pipoka, Laranjinha, Elvira e Marizé.

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Beterraba & Companhia

Purple & Green

São beringelas, beterrabas e outros 'b'. É um sorriso aberto em forma de celebração. Uma mão cheia de ruibarbo e faço a festa. Esqueçam as rosas e os caríssimos presentes florais. Não me ofereçam perfumes. Apareçam à minha porta com uma cesta de verdes e púrpura e uns raminhos de hortelã e já conversamos. Provavelmente a uma mesa e de colher em punho.

Roasted Balsamic Beetroot

Beterrabas assadas com vinagre balsâmico
Adaptado de Donna Hay, Issue 45, p. 50

4 pessoas, como acompanhamento

3 beterrabas médias, bem lavadas, sem os topos e cortadas
1/2 chávena (125 ml) caldo legumes (ou carne)
1 colher sopa vinagre balsâmico
2 colheres sopa açucar amarelo

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Coloque todos os ingredientes num prato de ir ao forno e mexa bem até as beterrabas estarem envolvidas nos restantes ingredientes. Cubra com papel de alumínio (ou use um prato coberto) e leve ao forno por cerca de 1h ou até as beterrabas estarem macias. Sirva como acompanhamento de carne.

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Há sempre o pão...

Hearty Seven-Grain Bread

Quando tudo o resto falha, eu cozinho.

Depois de um dia para esquecer, algumas pessoas vão bater numa bola de ténis ou rebentar com as articulações numa pista de fitness. Eu tinha uma amiga em Coral Gables que fugia para a praia com uma cadeira de abrir e queimava o stress com sol e um romance ligeiramente pornográfico que nunca teria sido apanhada a ler no seu mundo profissional - ela era uma juíza de comarca. Muitos dos polícias que conheço apagam as suas misérias com cerveja na cafetaria da esquadra.

Nunca fui particularmente atlética e não havia nenhuma praia decente a uma distância de carro razoável e a bebida nunca resolveu nada. Cozinhar era uma indulgência para a qual não tinha tempo na maioria dos dias e apesar da cozinha Italiana não ser o meu único amor, tem sido sempre aquilo que faço melhor.
*


Mesmo se me identifico completamente com estas palavras, elas não são minhas. Na realidade pertencem a uma personagem literária e não a uma pessoa "real", embora eu suspeite que a Patricia Cornwell empresta muito da sua alma quando dá voz à Dr. Kay Scarpetta no seu primeiro livro, Post-mortem. Kay Scarpetta é uma médica legista que adora comida. E acreditem, a senhora cozinha! Fui recentemente conquistada pela personagem por causa destas 6 palavras - Quando tudo o resto falha, eu cozinho. Deixem-me refrasear ligeiramente e não podem descrever melhor os meus sentimentos - Quando nada resulta, eu faço pão.

*Tradução minha.

Hearty Seven-Grain Bread

Pão de Sete Cereais
Ligeiramente adaptado de Patricia Cornwell e Marlene Brown, Food to Die For - Secrets from Kay Scarpetta's Kitchen

Faz 2 pães

1/2 chávena (50 gramas) farinha de centeio
2 colheres sopa nozes picadas e tostadas
1/2 chávena (40 gramas) flocos de aveia
1/4 chávena sementes de girassol
1/4 chávena (15 gramas) gérmen de trigo tostado
3 colheres sopa sementes de sésamo, tostadas
2 1/2 chávenas (325 gramas) farinha de trigo, extra para amassar e polvilhar
1 1/2 chávena (180 gramas) farinha de trigo integral
2 colheres chá levedura
2 chávenas (500 ml) leite gordo
1/4 chávena (60 ml) mel
1/4 chávena (50 gramas) manteiga com sal
2 colheres chá sal

para a cobertura:
1 clara, ligeiramente batida
1 colher sopa água
sementes de sésamo e/ou de girassol para polvilhar

Numa tigela pequena, misture a farinha de centeio, as nozes, aveia, sementes de sésamo e de girassol e o gérmen. Reserve.

Numa caçarola, aqueça o leite, manteiga e mel até estar tudo derretido e combinado. Retire do lume e reserve.

Numa tigela grande, combine as farinhas de trigo com a levedura. Faça um buraco no fundo. Adicione a mistura do leite e mexa com garfo (se utilizar um processador, deite a mistura do leite lentamente com a pá a funcionar a baixa velocidade). Amasse por 10 minutos ou até a massa estar elástica e macia. Acrescente leite ou àgua (mornos) extra caso a massa esteja muito seca (1 colher de sopa de cada vez).Coloque a massa numa tigela pincelada com azeite, cubra e deixe levedar num local seco por 1 hora ou até quase duplicar de tamanho. Deite a massa numa superfície enfarinhada e retire o ar, esmurrando a massa. Deixe descansar um par de minutos e amasse por mais 5 minutos. Cubra com uma toalha de cozinha e deixe descansar 10 minutos. Divida a massa ao meio e faça dois pães redondos mais ou menos do mesmo tamanho. Coloque cada um num tabuleiro untado ou num tapete de silicone. Numa tigela pequena, bata ligeiramente a clara com a água. Pincele os pães abundantemente e polvilhe com as sementes. Cubra e deixe levedar por mais 35-45 minutos, até quase duplicar de tamanho.

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Leve ao forno por cerca de 25-30 minutos. Retire da forma e deixe arrefecer sobre uma grelha metálica. Sirva quente ou à temperatura ambiente com manteiga ou azeite.

Nota: esta receita pode ser feita na máquina do pão. Nesse caso, colocar primeiro os ingredientes líquidos, depois os sólidos e por último o fermento, que não deve entrar em contacto com os líquidos antes do início do programa. Deve utilizar-se o programa "massa" e depois do primeiro levedar continuar com a receita.

Comemora-se hoje à semelhança de outros anos, o Dia Mundial do Pão, numa bela manifestação de apreço pelo melhor alimento do mundo. Este é o meu contributo para este dia especial. O World Bread Day 2009 é brilhantemente organizado pela Zorra.

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

4 por 6 - Lulas com recheio

Uma das muitas resoluções de ano novo da minha cozinha é quase todos os anos a de fazer mais cozinha tradicional portuguesa... Não é que eu tenha algo contra ou não goste, mas raramente calha e volta e meia passa. Como nem sempre, nem nunca, cá fica uma sugestão mais tradicional já que hoje a minha proposta do 4 por 6 vai buscar uma receita de lulas cujo único defeito é ser trabalhosa e consumir bastante tempo na sua preparação. O resultado vale no entanto todo o esforço. Ânimo e coragem!

Stuffed Squids

Lulas recheadas

4 Pessoas

600 grs lulas limpas, inteiras
100 grs chouriço, picado finamente
1 colher sopa azeite
1 dente alho, picado
1 cebola, picada
2 tomates (usei amarelos)
1 malagueta pequena, sem sementes e picada
2 cenouras pequenas
2 colheres sopa azeitonas pretas, fatiadas
1 colher sopa salsa, picada
sal e pimenta

para o molho:
1 cebola grande, picada
1 dente alho, picado
2 colheres sopa azeite
1 folha louro
3 tomates grandes, maduros
100 ml vinho branco (seco)
sal e pimenta

500 grs batatinhas novas, cozidas com sal
1 colher sopa salsa, picada

Arranje as lulas. Separe os tentáculos e pique. Reserve os tubos. Aloure ligeiramente a cebola e o alho com o azeite numa frigideira larga. Adicione os tentáculos, as cenouras, a malagueta e o chouriço e mexa. Junte os tomates picados e deixe reduzir (3 minutos). Misture as azeitonas e a salsa picada e tempere com sal e pimenta. Deixe arrefecer quase completamente. Com uma colher de café, recheie as lulas, enchendo os tubos até 2/3. Feche com um palito de madeira.

Coza as batatas, cortadas ao meio, em água com sal, cerca de 5 minutos. Escorra e reserve.

Faça o molho numa caçarola larga. Junte a cebola e o alho ao azeite e adicione os tomates com a folha de louro. Tape e deixe cozinhar 5 minutos. Coloque as lulas na caçarola e tempere com sal e pimenta. Deixe levantar fervura e regue com o vinho. Com a caçarola destapada, deixe cozer. Sirva com as batatas e salsa picada

Suffed Squids & yellow tomatoes

Para a sobremesa, uma fatia de melão.

Dica de poupança: É necessário muito menos energia para ligar o fogão uma só vez e cozinhar uma maior quantidade do que para a confecção repartida de pequenas quantidades várias vezes. Cozinhar grandes quantidades de alimentos quando estes estão em época (como molho de tomate, por exemplo) e congelamento para uso posterior é uma opção sustentável e que compensa em termos financeiros.

Factura:
lulas limpas congeladas (1.99 €/400grs) - 2.99€
tomate (0.99 €/Kg) - 0.99€
cebolas - 0.30€
cenoura (0.45€/Kg) - 0.10€
azeitonas (0,99€/350 grs) 0.05€
vinho branco (1.99€/garrafa) - 0.27€

batatas (0.76€/Kg) - 0.38€

melão (0.98€/Kg) - 0.75€

total - 5.83€

Os preços de referência são do continente. Não foram considerados valores para a salsa, azeite, malagueta e do sal e da pimenta. Os valores são, como sempre, indicativos.

Mais sugestões de 4 por 6 nas minhas parceiras de aventura: Mariana, Pipoka, Laranjinha, Elvira e Marizé.

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Tomate aos molhos...

Tomato Sauce

E em molho! São os primeiros dias de chuva de um Outono que tardava em chegar. Ainda tenho a fartura de frutos e vegetais que caracteriza os dias mais risonhos a povoar os cestos e as prateleiras, e os projectos de compotas e chutneys em pleno working process... Há qualquer coisa de previsível na minha cozinha, que fluí com o ritmo das estações e dos ingredientes. Nada de estranhar que há um ano atrás, quase neste exacto dia, a receita publicada aqui fosse dedicada aos tomates. Para não variar e porque em breve não haverá mais tomates crescidos em dias solarengos, nada como armazenar em molho para o Inverno uma ou outra pitada de Verão.

Molho de tomate com vinho tinto
Adaptado de Donna Hay, Cozinha Rápida - para saborear devagar

1,5 Kg tomates maduros (6-8 grandes)
1 colher sopa azeite
1 dente alho, picado finamente
2 cebolas, picadas
125 ml (1/2 chávena) vinho tinto
2 colheres sopa oregãos e manjericão
sal e pimenta preta moída na altura

Para pelar o tomate merguilhe cada um durante alguns segundos em água a ferver. Escorra e retire a pele. Pique o tomate grosseiramente para uma tigela, reservando também o líquido que possa escorrer.

Num tacho largo, aqueça o azeite com o alho e junte as cebolas. Deixe alourar até a cebola estar macia (2-3 minutos). Junte o tomate, o vinho e as ervas aromáticas. Deixe ferver por 20 minutos ou até o molho ter engrossado e apurado. Tempere com sal e pimenta.

Coloque ainda quente em frascos esterilizados, feche e deixe arrefecer invertidos (para criar vácuo). Guarde no frigorífico ou congele em doses individuais.

terça-feira, 29 de Setembro de 2009

Freud, a América e uma salada verde de maçã e aipo com uvas e nozes

Waldorf Salad

Talvez seja a ressaca da ida a Nova Iorque que me leva a pegar de novo no livro The interpretation of murder (em português, A interpretação do crime) de Jed Rubenfeld. O livro baseia-se em factos reais e traça uma viagem pela Manhattan do início do século XX, quando esta recebe pela primeira (e única) vez Sigmund Freud e o seu discípulo Carl Yung. Ao conhecido psicanalista é pedido que auxilie no tratamento de uma doente e que ajude a solucionar um crime. No livro, as personagens vão deambulando pelos círculos académicos e da alta sociedade nova-iorquina, assim como por ambientes mais obscuros ou mais familiares. A determinada altura, Rose - a mulher de Brill (o tradutor dos ensaios de Freud em solo americano) - faz uma salada Waldorf que oferece aos seus convidados, sem que estes apreciem grandemente a combinação de aipo, nozes, uvas e maçã...

Esta salada surgiu pela primeira vez no Waldorf Astoria Hotel em 1893 e tornou-se num clássico americano, tendo tantas versões como chefs e cozinheiros. De acordo com a história, esta salada de maçã e aipo com uvas e nozes terá sido criada pelo conhecido chef e autor francês Auguste Escoffier e oferecida a Oscar Tschirky, chef do hotel e seu grande amigo.

Waldorf Salad

Salada Waldorf
Adaptado de Jamie's America

2 pessoas

75 grs (aproximadamente) mistura agriões, alface, rúcula
1 chávena uvas verdes, sem graínhas e cortadas ao meio
2 paus aipo
1 maçã vermelha pequena, fatiada
75 grs queijo cabra, em migalhas
1/2 chávena nozes, aquecidas na frigideira e grosseiramente partidas

para o molho:
1/2 colher chá mostarda de Dijon
1 colher sopa vinagre vinho tinto
azeite (cerca de 3 colheres sopa)
1/2 - 1 colher sopa iogurte natural
salsa picada
flor de sal e pimenta preta

Numa tigela grande, coloque os agriões, alface e rúcula e misture as uvas. Retire os veios exteriores do aipo com um descascador e pique finamente na diagonal. Acrescente à tigela de "verdes". Use um frasco de vidro com tampa para preparar o molho, colocando todos os ingredientes e agitando até emulsionar. Deite sobre a salada. Junte a maçã fatiada e o queijo e por fim enfeite com as nozes e sirva de imediato.

sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

4 por 6 - Reina o tomate, Viva o pimento

Fazendo aquilo que prego, na minha cozinha a sazonalidade dos alimentos assume grande preponderância. Dito desta forma soa bem... Não fosse que de há um par de semanas para cá tenha afluído de forma descontrolada uma quantidade de tomate e pimentos que duas bocas, por mais que gostem, não conseguem dar vazão (a Matilde dispensa). Assim, vão-me perdoar mas partilho convosco neste 4 por 6 mais uma sugestão em que o pimento vermelho aparece e o tomate é rei.

Roasted Red Pepper Soup

Sopa de Pimentos assados

4 pimentos vermelhos (cerca de 600 grs), sem sementes e cortados em tiras largas
4 colheres sopa azeite
6 dentes alho
1 colher sopa vinagre vinho tinto (opcional)
sal e pimenta
3 cenouras grandes (cerca 500 grs)
2 cebolas, picadas grosseiramente
1 tomate maduro (ou 2 colheres de sopa de polpa tomate)
1 L caldo de legumes
manjericão para guarnecer

Aqueça o forno a 150ºC. Coloque os pimentos e os dentes de alho num tabuleiro antiaderente. Regue com 3 colheres de sopa de azeite e o vinagre. Tempere com sal e pimenta. Leve ao forno por 45-50 minutos ou até os pimentos estarem assados. Retire a pele aos alhos e reserve os sucos.

Numa panela, coloque a cebola com o restante azeite e aloure até esta estar translúcida. Junte o tomate e as cenouras e adicione metade do caldo. Deixe cozer 8-10 minutos. Junte os pimentos, o alho e os sucos resultantes. Adicione o restante caldo. Deixe levantar fervura. Corrija o tempero e triture até obter um puré cremoso. Sirva com folhas de manjericão ou manjericão picado.

Tomato Feta Cake with Anchovies and Nigella Seeds

Cake de tomate e feta com anchovas e sementes de nigella

1 chávena + 2 colheres de sopa (180 grs) farinha autolevedante
1 pitada de sal
1 colher chá fermento
⅓ chávena (80 ml) azeite
3 ovos grandes
½ chávena (125 ml) leite
200 grs queijo feta
4-5 filetes anchovas
100 grs tomate assado
2 colheres sopa sementes de nigella*

Pré-aqueça o forno a 180°C. Bata os ovos, com o leite e o azeite numa tigela de tamanho médio. Peneire a farinha, o fermento em pó e o sal para outra tigela. Combine as duas misturas (a líquida na seca). Bata apenas até obter uma massa homogénea e sem grumos. Esmigalhe o queijo feta e pique o tomate e as anchovas. Envolva na massa, juntamente com as sementes e uma pitada de pimenta preta moída na altura. Deite a massa numa forma untada e polvilhada com farinha e leve ao forno 45 minutos ou até o cake estar dourado. Remova da forma e deixe arrefecer sobre uma grelha metálica.

Sirva com um alface roxa e coentros.

*As sementes de nigella podem ser encontradas nos upermercados indianos.

Dica de poupança: Não compre água engarrafada. A qualidade da água nas nossas cidades tem vindo a melhor e na grande maioria pode ser consumida directamente da torneira. Se ainda assim não estiver convencido(a), pode sempre adquir um filtro de água para jarro ou para aplicar à torneira. Para além da carteira, o ambiente também agradece!

Factura:
cenoura (0.39€/Kg) - 0.18€
pimento vermelho (0.99€/Kg) - 0.60€
cebolas (0.58€/Kg) - 0.06€

queijo feta (€ 2,86€/200grs) - 2.86€
ovos (1,64/12 un.) - 0.41€
tomates (0.78€/Kg) - 0.39€
azeite (3.78/75cl) - 0.39€
leite (0.59€/L) - 0.07€
farinha (0,57€/Kg) - 0.10€
anchovas (1.49/43g) - 0.50€
alface roxa (1.30/Kg) - 0.26€

total - 5.82€

Os preços de referência dos ingredientes são do continente, à excepção do queijo feta cujo preço é do Jumbo. Não foram considerados valores para ervas e sementes. Os valores são, como sempre, apenas indicativos.

Outras receitas do 4 por 6 nas cozinhas da Mariana, Pipoka, Laranjinha, Elvira e Marizé.

segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Um almoço em Nova Iorque

Uma das razões que levou o ser humano a começar a fotografar foi a necessidade incessante de capturar o momento. Prendê-lo e guardá-lo para lhe podermos chamar "nosso", esperando que os dias e os anos não desbotassem as cores e os brilhos. Mas as fotografias não registam os cheiros, os sabores e os sons - esses temos de guardar numa parte da memória que não dorme, numa espécie de reserva essencial. Simone De Beauvoir costumava dizer que há qualquer coisa no ar de Nova Iorque que torna o sono desnecessário. Não são, no entanto, as luzes e o rebuliço da cidade que nunca dorme que guardo no cantinho resguardado e sem correntes de ar da memória. Guardo o último almoço em Nova Iorque num terraço repleto de sol e sombra, ali ao lado de Central Park e com Columbus Circle a espreitar. Memorável. Hei-de voltar.

Nougatine at Jean Georges, NY

Saímos cedo. O dia estava solarengo e as malas ficaram para trás no hotel à espera que as fossemos apanhar para voltar para casa. Uma visita ao Cooper-Hewitt e uma passagem relâmpago pelo Guggenheim e lá se foi a manhã. Nada em Nova Iorque é sossegado. Nem as manhãs! Por isso corremos a atravessar Central Park sem saber o que nos esperava. A conselho de um passarinho, almoçámos no Nougatine do Chef Jean-Georges que partilha a cozinha do conceituado (e caro) restaurante Jean Georges no Trump Plaza hotel (Obrigada, Constance!). O menú de almoço (25$) é excelente na qualidade/preço que oferece e o serviço é cuidado e simpático, sem ser excessivo ou intimidante. Eu comi uma salada de melão e endívias com queijo de cabra e vinagrete de maracujá que estava perfeita, enquanto o Provador se deliciou com uma alcachofra com maionese de mostarda e limão. Pedimos peixe como prato principal, eu um peixe vermelho com tomate confitado e o Provador um bacalhau fresco com ervilhas e vinagrete de cenoura: ambos bem confeccionados e muito equilibrados na combinação de sabores. Para sobremesa, eu escolhi um bolo de baunilha com morangos e merengue (que estava bom) e o Provador decidiu-se pelo bolo assinatura de Jean-Georges (de chocolate morno e derretido com gelado de baunilha) que o levou ao céu - se há um bolo de chocolate que é o melhor do mundo é este. Palavra de Provador.

Nougatine at Jean Georges
1 Central Park West,
New York, NY 10023