terça-feira, 24 de Novembro de 2009

A propósito de uns cupcakes de banana sem cobertura

Banana cupcakes & no frosting

De quando em vez tenho um ataque de nostalgia. [Regra geral a coisa dá para a lamechice, o que é sempre uma péssima notícia.] Começa por razões inexplicáveis como um dia de Outono cheio de sol ou um livro retirado da estante de passagem e as memórias de bons momentos passados e mesas de café, meias de leite, formas para bolos e marmelada. Uma ideia puxa a outra. É muito bom ter amigos. Diz-se por aí que eles são o principal ingrediente na receita da vida... [Eu avisei que ia acabar nisto. E antes que piore vamos ao que interessa.] Fiz uns cupcakes de banana sem cobertura a pensar na minha amiga Pipoka, que me ofereceu o livro de presente de aniversário e na querida Carlota, responsável última pela delicadeza única destas formas de papel estampado. :)

Cupcakes de banana [sem cobertura]
Adaptado de Tarek Malouf, The Hummingbrid Bakery Cookbook

12-16 cupcakes

120 gr farinha
140 gr açucar
1 colher sopa fermento em pó
1 colher chá canela
1 colher chá gengibre moído
pitada de sal
80 gr manteiga sem sal, à temperatura ambiente
120 ml leite gordo
2 ovos grandes
120 gr banana, esmagada (1 banana média)

Pré-aqueça o forno a 170°C. Peneire a farinha, o fermento em pó e as especiarias para uma tigela grande. Bata com a manteiga até obter uma mistura homogénea. Vá batendo à medida que acrescenta o leite devagar. Adicione os ovos e bata bem. Envolva a banana esmagada. Deite a massa nas formas de papel e leve ao forno 20 minutos ou até os bolinhos estarem dourados.

A receita leva uma cobertura de chocolate que não fiz.

Presentes da Carlota

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

[4 por 6] Pasta, pasta!

Não é que seja costume eu fazer bifes da vazia e nacos de peixe a toda a hora, mas há alturas em que da minha cozinha tendem a sair pratos vegetarianos uns atrás dos outros... O Provador, coitado, resigna-se à ditadura de quem armado de colher de pau e poucos desejos de proteína animal, comanda as panelas. Só que desta vez a ausência da carne não foi notada - este prato de massa merece o papel de solista por mérito próprio. É delicioso. Por isso, a sugestão deste 4 por 6 é novamente vegetariana. Para me redimir completamente, fiz também uma sobremesa (porque a gestão das compensações dá sempre resultado). ;)

Courgette Pasta with Spinach Balls

Massa com molho de curgete e almôndegas de espinafres
Adaptado de Antonio Carluccio, Simple Cooking (via delicious. magazine, Outubro 2009)

4 pessoas

400 gr massa fresca, rigatoni ou penne

para o molho:
2 dentes alho, picados finamente
120 ml azeite (usei cerca de metade)
1 malagueta fresca, sem sementes, picada
2 curgetes médias, raladas
60 gr parmesão (ou grana padano), ralado

para as almôndegas:
500 gr espinafres
pitada noz moscada
1 dente alho (pequeno), picado finamente
2 ovos médios (ou 1 grande)
100 gr miolo pão, em migalhas (usar pão do dia anterior)
50 gr parmesão, ralado
(pão ralado para moldar)
(óleo e) azeite para fritar

Courgette Pasta with Spinach Balls

Para as almôndegas de espinafres, coza os espinafres em água com sal por 2 minutos. Escorra o máximo de água possível e pique. Misture com os restantes ingredientes numa tigela. Tempere com sal e pimenta. Se a mistura estiver demasiado mole, acrescente 1 colher sopa de pão ralado. Molde em bolas do tamanho de nozes. Cubra com azeite e/ou óleo vegetal o fundo de uma caçarola larga. Frite as almôndegas (4-5 minutos de cada lado) até estarem douradas. Escorra o excesso de gordura em papel de cozinha. Reserve num prato aquecido.

Coza a massa em bastante água com sal, conforme as indicações da embalagem. Reserve parte da água da cozedura.

Coloque o alho, azeite e malagueta num tacho grande e deixe alourar 1 minuto. Junte as curgetes e cozinhe por 3-4 minutos. Retire do lume. Adicione a massa escorrida, o parmesão ralado e parte da água da cozedura que reservou. Envolva e sirva de imediato com as almôndegas quentes. Se desejar polvilhe com extra parmesão ralado.

Coconut Pudding

Pudim de Coco

A receita base deste pudim é a mesma medida de ovos, leite e açucar. Os sabores extra podem ser adicionados garantindo a consistência da mistura. As quantidades indicadas a seguir servem 4 gulosos.

5 ovos (250 ml)
160 gr açucar (um pouco menos de 250 ml)
250 ml leite
2 colheres sopa coco ralado
1 colher sopa licor coco (tipo Malibú) ou 1/2 chá extracto (opcional)

caramelo (num tacho alto coloque a mesma quantidade de água e açúcar, deixe ferver e quando atingir o ponto de caramelo - ou seja, quando atingir uma cor acastanhada - retire do lume.)

Bata os ovos ligeiramente e misture os restantes ingredientes. Deite numa forma de pudim (com tampa) forrada com caramelo e leve ao forno a 180ºC cerca de 30 minutos em banho-maria ou cozana panela de pressão (cerca de 10 minutos).

Dica de poupança: Use a panela de pressão para cozer alimentos que demoram muito tempo numa panela convencional. É o caso das leguminosas e também deste pudim. A cozedura é mais rápida sob pressão, os alimentos são cozidos a uma temperatura mais elevada, cozinham mais rápido e consequentemente consome-se menos energia.

Factura:
pão (1.29€/un.) - 0.15€
espinafres (1.89€/Kg) - 0.95€
massa fresca (0.79€/400grs) - 0.79€
queijo parmesão (€ 4,50€/250grs) - 1.80€
curgetes (1.20€/Kg) - 0.30
azeite (2.99€/garrafa) - 0.60€
óleo (1.21€/L) - 0.10€ (considerei óleo de girassol)

ovos (1,64/12 un.) - 0.96€
coco (0.49/200grs) - 0.05€
açucar (0.94/Kg) - 0.08€
leite (0.54€/L) - 0.14€

total - 5.92€

Os preços de referência dos ingredientes são do continente. Não foram considerados valores para o alho e malagueta, nem para o licor. Os valores são, como sempre, apenas indicativos.

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

O que se leva desta vida

Octopus with Sweet Potato

O que se leva desta vida é um título roubado (leia-se: gentilmente pedido emprestado) à peça em cena no São Luiz. A história? Dizem os autores que é sobre a arte e a ciência da cozinha, sobre a insatisfação permanente e o espírito inventivo de dois cozinheiros que acabam por descobrir que um prato conta sempre a história de quem o cozinhou. É sobretudo uma poderosa metáfora sobre diferentes visões do mundo e como aquilo em que acreditamos forma o modo como nos relacionamos com o que nos rodeia. A acção desenrola-se numa cozinha, mas podia passar-se numa sala de aula, no Parlamento ou à mesa de um café. Trata-se, para os chefs Gonçalo Waddington e Tiago Rodrigues, da criação de um prato e todo o stress que 'rola' na cozinha de um restaurante em plena laboração. É o conflito de dois olhares, duas cozinhas, dois mundos. São os valores de cada um, as distintas perspectivas sobre a vida que os faz defender os seus pontos de vista desavindos e que, afinal de contas, não são obrigatoriamente inconciliáveis.

Fiz há dias este prato. Polvo com batata-doce. Combinação inusitada? Talvez. Mas tão saboroso. Descobri a receita no Cinco Quartos de Laranja, depois de saber que o chef Bertílio Gomes assina um prato de polvo e batata-doce na Casa da Comida. Fomos todos ao teatro na semana passada. Eu gosto mais do que vi a cada dia que passa. A Laranjinha conta o olhar dela sobre a peça aqui.

Octopus with Sweet Potato

Polvo no forno com batata-doce
Adaptação de meia receita, o original no Cinco Quartos de Laranja

Para 3-4 pessoas

750 gr polvo, cabeça e tentáculos separados
750 gr batata-doce, às rodelas (usei com casca, bem lavadas)
1 cebola média
1-2 dentes alho
300 gr tomates
1 folha louro
100 ml vinho branco
50 ml azeite
salsa picada
1/2 colher chá colorau
sal e pimenta preta moída na altura

Coloque o polvo num tabuleiro de ir ao forno e tempere com sal e pimenta. Junte as batatas-doces, a cebola, os alhos e o tomate picados, a folha de louro, colorau, vinho branco e o azeite. Polvilhe com salsa picada e leve a assar em forno a 170ºC durante cerca de 45 minutos a uma hora. Sirva de imediato.

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Flores de caranguejo e lima para um aniversário

Flores caranguejo e lima

Na sua sabedoria desprovida de "mel" e directa ao assunto, os dinamarqueses costumam dizer que o caminho que leva à casa de um amigo nunca é longo. Sobretudo quando o convite para cozinhar é feito em tão simpáticos termos e a ocasião se propicia. Não sou de flores e bombons quando os amigos me convidam para a sua casa, mas hoje abro uma excepção e trago flores à Moira. São de comer e não me contive: pelo caminho comi duas ou três... Sorte que a minha casa é já ali ou não restaria nenhuma para a festa. Feliz aniversário ao Tertúlia de Sabores!

Flores caranguejo e lima

Quiches de caranguejo e lima
Adaptado ligeiramente de O livro essencial dos aperitivos, KÖNEMANN.

12 mini quiches (ou uma grande)

2 ovos pequenos ou 1 grande
150 ml leite coco
1 colher chá sumo lima
casca de 1 lima, finamente ralada (pode usar-se limão)
120 grs carne caranguejo, escorrida (usei de conserva)
1 colher sopa salsa, picada
12 círculos massa refrigerada para empadas*
pitada colorau (opcional)

Pré-aqueça o forno a 200°C. Forre com a massa um tabuleiro de empadas (ou muffins), previamente untado. Bata os ovos ligeiramente e junte os restantes ingredientes. Tempere com sal e pimenta preta moída na altura. Encha as formas até 2/3 da sua capacidade. Polvilhe com colorau. Leve ao forno por 20-25 minutos até a massa estar dourada. Sirva quente.

* A massa pode facilmente ser feita em casa com o uso de um processador. Coloque 150 grs de farinha, 75 grs de manteiga fria em pedaços, 1 colher chá de açucar, uma pitada de sal no processador e pulse para misturar os ingredientes. Adicione 30 ml água e pulse simultaneamente até formar uma bola. Retire a massa da tigela do processador e numa superfície enfarinhada amasse duas ou três vezes. Forme um círculo, cubra com película e refrigere 30 minutos. Estenda e corte à medida (cerca de 8 cm diâmetro). O excedente da massa pode ser congelado para uso posterior ou mantido no frigorífico por 2 dias.

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

4 por 6 - Uma refeição com aromas africanos

Os picantes e as inspirações nas chamadas cozinhas étnicas não são propriamente o forte das minhas experimentações culinárias. Como o 4 por 6 tem sido um desafio no que toca à conta, resolvi aproveitar a oportunidade e aventurar-me por terrenos por onde normalmente não passo. Hoje fica um cheirinho à costa norte do continente africano pelo uso da Harissa e um piscar de olho a terras do médio oriente com um puré de grão e a beringela grelhada e uma taçã de sementes de romã e pistácios.

Grilled aubergine with chickpea purée and Harissa

Beringelas grelhadas com puré de grão e Harissa*
Adaptado ligeiramente de Nigel Slater, Real Fast Food
Receita original aqui

600 grs grão, cozido
raminho tomilho fresco + 1 colher sopa folhinhas
3 batatas pequenas (cerca de 350 grs)
4 dentes alho, picados
sal
2 beringelas médias (cerca de 400 grs)
125 ml azeite (ou mais, se necessário)
50 grs manteiga
3 colheres sopa iogurte natural
harissa, a gosto
1 limão, cortado em 4 gomos longitudinais

*Harissa é um condimento picante característico da cozinha norte-africana, sobretudo da marroquina e tunisina. Pode ser encontrada em molho ou pasta e é feita de malagueta e pimento vermelho, contendo muitas vezes cominhos, coentros e alho. Comprei a minha no Jumbo, mas creio que pode ser encontrada na secção de produtos internacionais dos grandes supermercados.

Aubergines & Harissa

Coloque o grão numa caçarola e cubra com caldo de vegetais ou água. Junte o raminho de tomilho e deixe levantar fervura. Adicione as batatas às fatias e 3 dentes de alho cortados ao meio. Tempere com sal e ferva 15 minutos. Entretanto, corte as beringelas em rodelas de cerca de 1 cm de espessura. Pique o dente de alho que resta e misture com as folhinhas de tomilho e o azeite. Pincele as fatias de beringela e grelhe 7-8 minutos de cada lado, pincelando novamente se necessário. Vire uma vez. Para o puré de grão, remova o tomilho, escorra o grão e reduza a puré, com um esmagador manual. Acrescente a manteiga e o iogurte. Corrija o tempero. Coloque 6 fatias de beringela num prato de servir aquecido e coloque uma colherada de puré em cada. Pincele as restantes fatias com um pouco de harissa e coloque a sobrepor as outras, formando sanduíches, três por cada pessoa. Sirva com puré. Acompanhe com limão (para temperar à medida que se come) e uma salada de alface.

Para a sobremesa, romã e pistácios. Para torrar pistácios, coloque-os numa frigideira anti-aderente (suficientemente grande para estes formarem apenas uma camada) sobre lume médio. Deixe tostar, agitando a frigideira frequentemente, até os frutos secos começarem a ficar dourados, cerca de 5 minutos. Deixe arrefecer ligeiramente antes de usar. Pique os pistácios e junte as sementes de romã.

Pomegranate Yoghurt with Toasted Pistachios

Dica de poupança: A carne e o peixe são dos alimentos mais caros que compramos e que mais consumimos em excesso, isto é, em quantidades superiores às nossas necessidades. Tente reduzir e/ou alternar o consumo de proteína animal com a confecção de refeições vegetarianas, que podem ser igualmente nutritivas e muito mais baratas.

Factura:
beringelas (1.39 €/Kg) - 0.56€
batatas (0.53 €/Kg) - 0.19€
grão cozido (0.91 €/Kg) - 0.55€
iogurte (1.29€/4 un.) - 0.32€
manteiga (1,24€/250 grs) 0.25€
azeite (2.99€/garrafa) - 0.60€

romãs (2.99€/Kg) - 1.50€
pistácios (2.99€/250 grs) - 0.60€

total - 4.57€

Os preços de referência são do continente. Não foram considerados valores para o tomilho, alho, harissa e do sal e da pimenta. Os valores são, como sempre, indicativos.

domingo, 1 de Novembro de 2009

E vão 2!

bolodeclarascomrecheio

As datas são o que delas fazemos. Registamos o dia e é esse o nosso predicado. Não tenho grande queda para aniversários. Fazem-me questionar o óbvio, como acontecia quando eu andava nos colégios de inspiração religiosa que marcaram a minha infância e onde os dogmas me faziam levantar o braço e fazer perguntas desconcertantes. [Sorte a minha que sempre tive interlocutores ponderados e respeitadores da vontade alheia de quem tem 7 ou 8 anos...] Porque hei-de celebrar o dia de hoje e não o de ontem ou de amanhã? Não mudei. Esqueço-me das datas dos aniversários dos amigos, troco os dias ou os meses, atraso-me. Hoje este blogue faz dois anos. Não me lembro de ter celebrado o primeiro... Passou-me. Porquê hoje então?

Sou de novo a menina de farda azul escura, pespineta e de mão no ar que responde: E porque não hoje? Um dia como outros, bom o suficiente para um reconhecimento de tudo o que ganhei em sorrisos, experiências, amizade, conhecimento, dias bem passados, gargalhadas e melhores pratos. Levantem o garfo. O bolo está na mesa. ;)

Birthday cake

Bolo de claras
Adaptado da receita original da minha amiga Marizé no Tachos de Ensaio

250 grs farinha
200 grs açúcar
70 grs açúcar baunilhado
150 grs manteiga, à temperatura ambiente (usei margarina, mas aconselho manteiga)
400 ml leite (usei de soja)
½ colher chá sal
1 colher sopa fermento em pó
5 claras (cerca 150 grs)

Use três tigelas. Numa média, peneire a farinha com o fermento e reserve.
Bata as claras em castelo firme com o sal e reserve.
Numa tigela grande, bata a manteiga com os açúcares. Misture alternadamente o leite e a farinha peneirada e continue a bater até obter uma massa homogénea. Envolva as claras cuidadosamente, sem bater. Deite a massa numa forma bem untada e forrada com papel vegetal.
Pré-aqueça o forno a 180º e coza o bolo durante 45-50 minutos.
Deixe arrefecer ligeiramente antes de retirar da forma.

Xarope:
1 chávena açúcar
250 ml água
¼ chávena ginginha

Leve ao lume a água e o açucar até a calda atingir um ponto fraco. Retire do lume e junte a ginginha. Deixe arrefecer.

Creme para rechear:
200 ml natas
200 ml leite
150 grs açúcar
2 gemas
2 ovos
1 vagem baunilha, aberta ao meio e as sementes raspadas

Coloque o leite, as natas e a vagem de baunilha (as sementes inclusivé) numa caçarola e leve ao lume até levantar fervura. Retire do lume e reserve. Numa tigela, bata os ovos, as gemas e o açucar até obter uma mistura fofa e esbranquiçada. Retire a vagem de baunilha da mistura de leite e natas e envolva a dos ovos. Leve ao lume para engrossar, mexendo sempre com uma vara de arames. Se criar grumos, passe por um passador de rede antes de usar.

Compota de frutos vermelhos:
1 chávena mistura amoras, framboesas, groselhas frescas (ou congeladas)
2 colheres sopa açucar
1 colher sopa sumo limão

Leve ao lume todos os ingredientes numa caçarola. Deixe ferver 2 minutos. Reserve até arrefecer.

Montagem do bolo:
Corte o bolo ao meio com uma faca de serrilha apenas quando este estiver completamente frio. Regue com o xarope. Espalhe o creme com uma espátula, deixando cerca de 1 cm a toda a volta. Deite a compota de frutos por cima do creme de forma igualitária (mas sem usar qualquer utensílio para tal). Coloque a outra metade do bolo sobre a primeira e a camada de recheio. Polvilhe com açucar em pó e sirva com groselhas frescas.

Este bolo deve ser consumido no dia da montagem ou no seguinte. Guarde no frigorífico.

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Macarons, avelãs e saudades

Hazelnut Macarons with Toffee

Tenho-me lembrado muito de Paris ultimamente. Qual patologia, a vontade vai-se adensando. Os sintomas são os usuais: tenho saudades de andar ao longo do Sena e do Boulevard Saint Michel, de entrar nas livrarias e invariavelmente sair com mais um livro sobre comida. Tenho muitas saudades dos meus bistrots favoritos, dos mercados e dos vendedores de rua. Até tenho saudades dos parisienses! Sonho com croissants estaladiços, pain au raisins et café au lait, chocolate quente e... macarons. O modo perfeito de me levar até Paris sem sair de casa é trazer Paris até mim, sob a forma de um colorido e saboroso macaron!

Os macarons remontam ao século XVIII e são feitos de claras de ovo, amêndoa ralada e açucar em pó. As delicadas bolachas são depois recheadas com creme ou ganache e servidas duas a duas formando uma sanduíche. A história recente é feita de chefs como Pierre Hermé ou (o meu preferido) Sadaharu Aoki e combinações de sabores rebuscadas e inusitadas. Fazer macarons tem estado na minha lista desde há algum tempo, mas por qualquer razão a ideia sempre se mostrou aterradora e de cada vez que passava os olhos pelas receitas marcadas da Tartelette o medo de fracassar aumentava. Até agora.

Hazelnut macarons & Paris

Macarons de avelãs com recheio Toffee

Ligeiramente adaptado de Claudia Fleming’s The Last Course: The Desserts of Gramercy Tavern e da receita da Helen de Pecan Pie Macarons

180 grs açucar em pó (icing sugar)
60 grs amêndoa ralada
55 grs avelã ralada
35 grs açucar granulado
3 claras (cerca de 90 grs), à temperatura ambiente

É importante usar claras de ovo "velhas". No dia antes de fazer os macarons, separe os ovos. Deixe as claras (tapadas) na bancada da cozinha durante 24h. Se planear deixar as claras 48h ou mais, mantenha-as no frigorífico.

Coloque o açucar em pó, a amêndoa e a avelã ralada (ou inteira) num processador (ou picadora) e moa até estar reduzido a um pó fino. Bata as claras em castelo. Lentamente adicione o açucar granulado e bata mais um pouco até conseguir um merengue brilhante e denso. Adicione um terço da mistura de amêndoa e avelã ao merengue e envolva cuidadosamente até os ingredientes estarem combinados. Acrescente a restante mistura de secos. Não trabalhe a massa demasiado, envolvendo apenas até obter um resultado homogéneo. [Conselho da Helen: Envolva com movimentos rápidos de ínicio para quebrar o merengue. Todo o processo não deve implicar mais de 50 "mexidelas". Teste uma pequena quantidade num prato: se o topo ficar plano por si só sem necessitar de uma espátula, a massa está pronta. Se se formar um pequeno pico, mexa mais um pouco a massa.]
Deite a massa num saco de pasteleiro com uma ponta lisa (ou use um saco plástico com uma ponta cortada). Disponha pequenas quantidades de massa (2.5 cm) em tapetes de silicone ou tabuleiros cobertos com papel vegetal.

Pré-aqueça o forno a 150ºC. Deixe os macarons descansar nos tabuleiros durante 30 minutos a 1h antes de levá-los ao forno. Coza os macaroons por 15-20 minutos (dependendo do seu tamanho). Remova o tabuleiro do forno e deixe arrefecer ligeiramente antes de retirar os bolos (se tiver dificuldade deite alguma água no tabuleiro por debaixo do tapete ou do papel vegetal e aguarde 2 minutos). Deixe arrefecer completamente antes de rechear.

Para o recheio:

50g manteiga com sal
125 grs açucar amarelo (ou light brown sugar)
125 grs golden syrup
125 ml natas
1/2 colher chá extracto baunilha

Combinme todos os ingredientes numa caçarola. ferva até engrossar (5 minutos), mexendo ocasionalmente. Deixe arrefecer antes de rechear os macarons.

Notas: Deixei as minhas claras 3 dias no frigorífico. Devia ter peneirado a amêndoa e a avelã para evitar os pedaços maiores e conseguir macarons menos "rústicos" e mais lisos. Infelizmente não o fiz e os topos ficaram irregulares, o que não alterou o resultado final em termos de sabor ou textura. Deixei os macarons descansar nos tabuleiros durante 30 minutos a 1h antes de levá-los ao forno e acho que fez toda a diferença: a segunda fornada ficou melhor que a primeira. Usei tapetes de silicone e papel vegetal e ambos permitiram descolar os bolos com uma espátula sem problemas.

Este foi o tema proposto pela Ami S como desafio de Outubro dos Daring Bakers.

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

4 por 6 - Voltamos à sopa

O Outono parece finalmente chegado para ficar. E não o digo com qualquer mágoa - é a minha estação do ano preferida: gosto das cores, da temperatura e da mudança para comidas que confortem os sentidos. A sugestão de hoje é um típico almoço de semana cá em casa, onde a sopa e um acompanhamento fácil e rápido têm sempre lugar. Sejam portanto bem-vindos ao Outono!

sopa de legumes

Sopa de Legumes

4 colheres sopa azeite
2 cebolas
2 dentes alho
2 folhas louro
2 batatas médias
3 cenouras médias (cerca 300 grs)
1 alho francês médio (cerca 150-200 grs)
1 mão cheia feijão verde (cerca 150 grs)
2-3 nabinhos novos + as folhinhas "esfarrapadas"
sal e pimenta
1500 ml água
coentros para guarnecer (opcional, mas aconselhado)

Numa panela, coloque o azeite e o louro com a cebola e o alho picados grosseiramente e deixe alourar até a cebola estar translúcida. Junte as batatas, alho francês, feijão verde, os nabos (e a rama) e as cenouras. Adicione a água, tempere com sal e pimenta e tape. Deixe ferver 10-15 minutos. Retire as folhas de louro. Corrija o tempero e triture até obter um puré cremoso. Sirva com coentros picados e um fio de azeite.

tortillas

Tortillas com tomate amarelo, bacon e alho francês

1-2 colher(es) sopa azeite
150 grs bacon, em cubos
4 tomates pequenos (usei amarelos), aos quartos
1 alho francês (só a parte branca), fatiado finamente
2 colheres chá de paprika
2 colheres chá de cominhos
1 colher chá de piri-piri em pó
2 colheres chá de orégãos
sal

12 tortillas
queijo ralado (usei emmental)

COloque o azeite numa frigideira. Adicione os cubos de bacone deixe aquecer. Junte o alho francês e o tomate. Acrescente as especiarias e o sal e deixe apurar 2 minutos.

Aqueça as tortillas (eu costumo fazê-lo numa frigideira anti-aderente por 20 segundos cada e guardar dentro de um guardanapo de pano). Sirva com o recheio e o queijo para que cad um possa enrolar as suas.

(Consulte a receita de fajitas de frango da Mariana)

Dica de poupança: Não compre especiarias em "mix". A mistura para fajitas ou burritos pode ser facilmente replicada a partir das especiarias que existem em casa. Desta forma, fica a garantia de sabor e o preço é virtualmente zero, quando comparado com o preço dos pacotinhos pré-preparados.

Factura:
cenoura (0.39€/Kg) - 0.18€
nabos (1.45€/Kg) - 0.29€
batata (0.89€/Kg) - 0.30€
alho francês (1.30€/Kg) - 0.39€
feijão verde (2€/Kg) - 0.50€
cebolas (0.58€/Kg) - 0.06€

bacon (1.87€/250 grs) - 1.12€
alho francês (1.30€/Kg) - 0.19€
tomate (1.30/Kg) - 0.26€

tortillas (€ 2,45€/12 un.) - 2.45€
queijo emmental (1,15/200 grs) - 0.25€

total - 5.99€

Os preços de referência dos ingredientes são do continente, à excepção das tortillas cujo preço é do el corte inglês. Não foram considerados valores para especiarias, alho e azeite. Os valores são, como sempre, apenas indicativos.

Outras receitas do 4 por 6 nas cozinhas da Mariana, Pipoka, Laranjinha, Elvira e Marizé.

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Beterraba & Companhia

Purple & Green

São beringelas, beterrabas e outros 'b'. É um sorriso aberto em forma de celebração. Uma mão cheia de ruibarbo e faço a festa. Esqueçam as rosas e os caríssimos presentes florais. Não me ofereçam perfumes. Apareçam à minha porta com uma cesta de verdes e púrpura e uns raminhos de hortelã e já conversamos. Provavelmente a uma mesa e de colher em punho.

Roasted Balsamic Beetroot

Beterrabas assadas com vinagre balsâmico
Adaptado de Donna Hay, Issue 45, p. 50

4 pessoas, como acompanhamento

3 beterrabas médias, bem lavadas, sem os topos e cortadas
1/2 chávena (125 ml) caldo legumes (ou carne)
1 colher sopa vinagre balsâmico
2 colheres sopa açucar amarelo

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Coloque todos os ingredientes num prato de ir ao forno e mexa bem até as beterrabas estarem envolvidas nos restantes ingredientes. Cubra com papel de alumínio (ou use um prato coberto) e leve ao forno por cerca de 1h ou até as beterrabas estarem macias. Sirva como acompanhamento de carne.

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Há sempre o pão...

Hearty Seven-Grain Bread

Quando tudo o resto falha, eu cozinho.

Depois de um dia para esquecer, algumas pessoas vão bater numa bola de ténis ou rebentar com as articulações numa pista de fitness. Eu tinha uma amiga em Coral Gables que fugia para a praia com uma cadeira de abrir e queimava o stress com sol e um romance ligeiramente pornográfico que nunca teria sido apanhada a ler no seu mundo profissional - ela era uma juíza de comarca. Muitos dos polícias que conheço apagam as suas misérias com cerveja na cafetaria da esquadra.

Nunca fui particularmente atlética e não havia nenhuma praia decente a uma distância de carro razoável e a bebida nunca resolveu nada. Cozinhar era uma indulgência para a qual não tinha tempo na maioria dos dias e apesar da cozinha Italiana não ser o meu único amor, tem sido sempre aquilo que faço melhor.
*


Mesmo se me identifico completamente com estas palavras, elas não são minhas. Na realidade pertencem a uma personagem literária e não a uma pessoa "real", embora eu suspeite que a Patricia Cornwell empresta muito da sua alma quando dá voz à Dr. Kay Scarpetta no seu primeiro livro, Post-mortem. Kay Scarpetta é uma médica legista que adora comida. E acreditem, a senhora cozinha! Fui recentemente conquistada pela personagem por causa destas 6 palavras - Quando tudo o resto falha, eu cozinho. Deixem-me refrasear ligeiramente e não podem descrever melhor os meus sentimentos - Quando nada resulta, eu faço pão.

*Tradução minha.

Hearty Seven-Grain Bread

Pão de Sete Cereais
Ligeiramente adaptado de Patricia Cornwell e Marlene Brown, Food to Die For - Secrets from Kay Scarpetta's Kitchen

Faz 2 pães

1/2 chávena (50 gramas) farinha de centeio
2 colheres sopa nozes picadas e tostadas
1/2 chávena (40 gramas) flocos de aveia
1/4 chávena sementes de girassol
1/4 chávena (15 gramas) gérmen de trigo tostado
3 colheres sopa sementes de sésamo, tostadas
2 1/2 chávenas (325 gramas) farinha de trigo, extra para amassar e polvilhar
1 1/2 chávena (180 gramas) farinha de trigo integral
2 colheres chá levedura
2 chávenas (500 ml) leite gordo
1/4 chávena (60 ml) mel
1/4 chávena (50 gramas) manteiga com sal
2 colheres chá sal

para a cobertura:
1 clara, ligeiramente batida
1 colher sopa água
sementes de sésamo e/ou de girassol para polvilhar

Numa tigela pequena, misture a farinha de centeio, as nozes, aveia, sementes de sésamo e de girassol e o gérmen. Reserve.

Numa caçarola, aqueça o leite, manteiga e mel até estar tudo derretido e combinado. Retire do lume e reserve.

Numa tigela grande, combine as farinhas de trigo com a levedura. Faça um buraco no fundo. Adicione a mistura do leite e mexa com garfo (se utilizar um processador, deite a mistura do leite lentamente com a pá a funcionar a baixa velocidade). Amasse por 10 minutos ou até a massa estar elástica e macia. Acrescente leite ou àgua (mornos) extra caso a massa esteja muito seca (1 colher de sopa de cada vez).Coloque a massa numa tigela pincelada com azeite, cubra e deixe levedar num local seco por 1 hora ou até quase duplicar de tamanho. Deite a massa numa superfície enfarinhada e retire o ar, esmurrando a massa. Deixe descansar um par de minutos e amasse por mais 5 minutos. Cubra com uma toalha de cozinha e deixe descansar 10 minutos. Divida a massa ao meio e faça dois pães redondos mais ou menos do mesmo tamanho. Coloque cada um num tabuleiro untado ou num tapete de silicone. Numa tigela pequena, bata ligeiramente a clara com a água. Pincele os pães abundantemente e polvilhe com as sementes. Cubra e deixe levedar por mais 35-45 minutos, até quase duplicar de tamanho.

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Leve ao forno por cerca de 25-30 minutos. Retire da forma e deixe arrefecer sobre uma grelha metálica. Sirva quente ou à temperatura ambiente com manteiga ou azeite.

Nota: esta receita pode ser feita na máquina do pão. Nesse caso, colocar primeiro os ingredientes líquidos, depois os sólidos e por último o fermento, que não deve entrar em contacto com os líquidos antes do início do programa. Deve utilizar-se o programa "massa" e depois do primeiro levedar continuar com a receita.

Comemora-se hoje à semelhança de outros anos, o Dia Mundial do Pão, numa bela manifestação de apreço pelo melhor alimento do mundo. Este é o meu contributo para este dia especial. O World Bread Day 2009 é brilhantemente organizado pela Zorra.

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

4 por 6 - Lulas com recheio

Uma das muitas resoluções de ano novo da minha cozinha é quase todos os anos a de fazer mais cozinha tradicional portuguesa... Não é que eu tenha algo contra ou não goste, mas raramente calha e volta e meia passa. Como nem sempre, nem nunca, cá fica uma sugestão mais tradicional já que hoje a minha proposta do 4 por 6 vai buscar uma receita de lulas cujo único defeito é ser trabalhosa e consumir bastante tempo na sua preparação. O resultado vale no entanto todo o esforço. Ânimo e coragem!

Stuffed Squids

Lulas recheadas

4 Pessoas

600 grs lulas limpas, inteiras
100 grs chouriço, picado finamente
1 colher sopa azeite
1 dente alho, picado
1 cebola, picada
2 tomates (usei amarelos)
1 malagueta pequena, sem sementes e picada
2 cenouras pequenas
2 colheres sopa azeitonas pretas, fatiadas
1 colher sopa salsa, picada
sal e pimenta

para o molho:
1 cebola grande, picada
1 dente alho, picado
2 colheres sopa azeite
1 folha louro
3 tomates grandes, maduros
100 ml vinho branco (seco)
sal e pimenta

500 grs batatinhas novas, cozidas com sal
1 colher sopa salsa, picada

Arranje as lulas. Separe os tentáculos e pique. Reserve os tubos. Aloure ligeiramente a cebola e o alho com o azeite numa frigideira larga. Adicione os tentáculos, as cenouras, a malagueta e o chouriço e mexa. Junte os tomates picados e deixe reduzir (3 minutos). Misture as azeitonas e a salsa picada e tempere com sal e pimenta. Deixe arrefecer quase completamente. Com uma colher de café, recheie as lulas, enchendo os tubos até 2/3. Feche com um palito de madeira.

Coza as batatas, cortadas ao meio, em água com sal, cerca de 5 minutos. Escorra e reserve.

Faça o molho numa caçarola larga. Junte a cebola e o alho ao azeite e adicione os tomates com a folha de louro. Tape e deixe cozinhar 5 minutos. Coloque as lulas na caçarola e tempere com sal e pimenta. Deixe levantar fervura e regue com o vinho. Com a caçarola destapada, deixe cozer. Sirva com as batatas e salsa picada

Suffed Squids & yellow tomatoes

Para a sobremesa, uma fatia de melão.

Dica de poupança: É necessário muito menos energia para ligar o fogão uma só vez e cozinhar uma maior quantidade do que para a confecção repartida de pequenas quantidades várias vezes. Cozinhar grandes quantidades de alimentos quando estes estão em época (como molho de tomate, por exemplo) e congelamento para uso posterior é uma opção sustentável e que compensa em termos financeiros.

Factura:
lulas limpas congeladas (1.99 €/400grs) - 2.99€
tomate (0.99 €/Kg) - 0.99€
cebolas - 0.30€
cenoura (0.45€/Kg) - 0.10€
azeitonas (0,99€/350 grs) 0.05€
vinho branco (1.99€/garrafa) - 0.27€

batatas (0.76€/Kg) - 0.38€

melão (0.98€/Kg) - 0.75€

total - 5.83€

Os preços de referência são do continente. Não foram considerados valores para a salsa, azeite, malagueta e do sal e da pimenta. Os valores são, como sempre, indicativos.

Mais sugestões de 4 por 6 nas minhas parceiras de aventura: Mariana, Pipoka, Laranjinha, Elvira e Marizé.

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Tomate aos molhos...

Tomato Sauce

E em molho! São os primeiros dias de chuva de um Outono que tardava em chegar. Ainda tenho a fartura de frutos e vegetais que caracteriza os dias mais risonhos a povoar os cestos e as prateleiras, e os projectos de compotas e chutneys em pleno working process... Há qualquer coisa de previsível na minha cozinha, que fluí com o ritmo das estações e dos ingredientes. Nada de estranhar que há um ano atrás, quase neste exacto dia, a receita publicada aqui fosse dedicada aos tomates. Para não variar e porque em breve não haverá mais tomates crescidos em dias solarengos, nada como armazenar em molho para o Inverno uma ou outra pitada de Verão.

Molho de tomate com vinho tinto
Adaptado de Donna Hay, Cozinha Rápida - para saborear devagar

1,5 Kg tomates maduros (6-8 grandes)
1 colher sopa azeite
1 dente alho, picado finamente
2 cebolas, picadas
125 ml (1/2 chávena) vinho tinto
2 colheres sopa oregãos e manjericão
sal e pimenta preta moída na altura

Para pelar o tomate merguilhe cada um durante alguns segundos em água a ferver. Escorra e retire a pele. Pique o tomate grosseiramente para uma tigela, reservando também o líquido que possa escorrer.

Num tacho largo, aqueça o azeite com o alho e junte as cebolas. Deixe alourar até a cebola estar macia (2-3 minutos). Junte o tomate, o vinho e as ervas aromáticas. Deixe ferver por 20 minutos ou até o molho ter engrossado e apurado. Tempere com sal e pimenta.

Coloque ainda quente em frascos esterilizados, feche e deixe arrefecer invertidos (para criar vácuo). Guarde no frigorífico ou congele em doses individuais.