22.5.15

Bolo de cenoura e cherovia e uns amores mais que perfeitos

Bolo da horta

Quero um jardim que seja uma horta. E um pomar, com árvores de fruto a florir e sombras onde se possa fazer piqueniques. Quero mas não tenho. Refugio-me nos jardins dos outros, alimento-me das hortas alheias e procuro a luz bloqueada por ramos e galhos públicos. É quase a mesma coisa. De passeio pelo jardim da Estrela, na banca da Quinta do Poial no mercado do Príncipe Real ou no Parque do Monsanto, há em Lisboa lugares que são panaceia para desejos como os meus.

Com o fim-de-semana à porta nada como programar uma receita que seja a homenagem perfeita aos jardins e hortas que não são nossos. De amores perfeitos enfeitado, este é um bolo que celebra toda a alegria desta estação. As flores comestíveis são um tema de conversa que encontra sempre adeptos e firmes opositores. Porque são demasiado bonitas ou porque há um bloqueio cultural, comer flores é coisa que divide opiniões. Já os frutos ou as raízes são mais consensuais. Todos têm lugar neste bolo.

cenouras Bolo da horta

Com as cenouras a chegar em força, doces e delicadas como são nesta altura do ano, eis a oportunidade de juntar açúcar ao doce e fazer um bolo. Aqui combinadas com as últimas cherovias (também chamadas pastinacas) aproveita-se a textura destas raízes raladas, das nozes partidas e o quente das especiarias. A cobertura branca e alva é o suporte perfeito para os delicados amores perfeitos criados com carinho pela Maria José Macedo na Quinta do Poial. Não são obrigatórios e podem ser substituídos por outras flores, como as de sabugueiro. Deve sempre ter-se o cuidado de utilizar flores que não sejam tóxicas (e portanto comestíveis) e cuja proveniência seja biológica (isenta de químicos).

São servidos?

pastinacas Bolo da horta

20.5.15

Daiquiris de morango e tapas no Volver

Daiquiris e tapas, Volver

Vamos ali conhecer um restaurante diferente e aprender a fazer daiquiris? A proposta é feita e aceite no mesmo instante. Chegados ao Volver, onde a inspiração e o imaginário do chef Chakall estão por toda a parte, é a luz e os infindáveis pormenores de cor que povoam o restaurante que me prende a atenção. O desafio feito pela Zomato implica arregaçar as mangas e passar para o lado de lá do bar. De olho nos daiquiris de morango que tomam forma rapidamente graças às indicações da equipa Volver aguça-se a curiosidade por esta bebida Sul Americana onde o rum e a fruta se encontram numa combinação ganhadora.

Servidos os copos altos com palhinhas coloridas, há ainda tempo para aprender a fazer outras bebidas como o pisco sour e a deliciosa sangria de champanhe e frutos vermelhos. Sem ser muito dada a cocktails e nunca ter parado para pensar sobre daiquiris fico fã da bebida de cor vibrante e sabor a dias de Verão.

Daiquiris e tapas, Volver

Feita a sangria que há-de acompanhar o nosso jantar de tapas é tempo de ficar a conhecer os segredos de alguns pratos emblemáticos do Volver pela mão do chef David Page. Entre rolinhos de legumes e uma curiosa pannacotta de beterraba, é o cheesecake invertido, com goiabada e pó de amêndoas e caramelo que arrebata corações. Lá emprato o meu a custo (que isto de usar um saco de pasteleiro nunca foi o meu forte) e mando para o frio a minha sobremesa do jantar feita por mim. Não está bonito mas como hei-de comprovar é delicioso.

Depois de tanto esforço no bar e na cozinha encontramos a nossa mesa. Entretanto o dia perdeu luz e os candeeiros e velas que pontuam o espaço do restaurante criam agora um ambiente aconchegante muito convidativo à refeição que se segue. De Carne Y Alma.

Daiquiris e tapas, Volver

15.5.15

Sopa de ervilhas com parmesão e a Casa dos Sabores

Casa dos Sabores

De verde ervilha se escreve esta história. E depois há as favas, os grãos de soja e todas as tonalidades de verde que a natureza oferece e que ficam disponíveis numa paleta de pratos crus e cozinhados tão grande como a imaginação. Na Casa dos Sabores da Iglo o mote é a partilha. Porque quando uma dúzia de pessoas se sentam à mesa e comem juntas é muito mais do que uma refeição, com as conversas e as gargalhadas a contribuir para o burburinho de fundo que faz da cozinha o sítio preferido da casa.

Pela mão da Ana, da Isabel e da Sónia fui conhecer a bonita cozinha onde este projecto tem lugar e onde são servidos os jantares confeccionados pela Isabel Queiroz. O verde, esse, está garantido, seja nos pormenores da decoração, na mesa posta ou nas ervas aromáticas que dão vida à bancada.

Casa dos Sabores Casa dos Sabores Casa dos Sabores Casa dos Sabores

Mas o verde chega também ao menu. Da deliciosa guacamole de ervilhas e tortilhas caseiras ao delicioso creme de ervilhas, bacon e hortelã que fizeram as entradas, ao crocante de frango com recheio cremoso de alho e ervas acompanhado por legumes e queijo feta assim se fez a inauguração da Casa dos Sabores. No final as meninas arregaçaram as mangas e deram uma ajuda na sobremesa, um suspiro com natas batidas e frutos vermelhos que arrancou ainda mais sorrisos entre os gulosos de serviço!

Apesar da sobremesa ainda me estar na memória, é sopa que me tem apetecido mais ultimamente. A minha versão com ervilhas deixa de fora o bacon e junta queijo parmesão à combinação. Tão fácil de fazer quanto é de comer, o verde brilhante desta sopa nunca deixa de surpreender.

As inscrições para os jantares já estão fechadas e o jantar com a Sónia é hoje mas na próxima semana ainda podem jantar com a Isabel ou com a Ana.

Casa dos Sabores

13.5.15

{Amor à Terra} Chá e waffles com compota de figo e amoras

Amor à Terra e waffles de aveia e limão

Há poucos momentos mais retemperadores que um chá ao fim da tarde em boa companhia. Sem grandes cerimónias ou delicados preceitos, são duas chávenas servidas enquanto se preparam umas waffles. Pelo meio uma conversa sem fim, de tudo e de nada, daquelas em que a vida acontece e que devem ser apreciadas. Sem ser um hábito de todos os dias, às vezes pomos a mesa e aproveitamos estes momentos de acalmia.

À procura de uma infusão de perpétuas roxas, panaceia para gargantas cansadas e vozes a precisar de conforto, cruzo-me com a Amor à Terra. Só o nome remete para o meio natural de onde vêm os ingredientes, com a Serra da Arrábida como casa, e essa proximidade com a natureza a servir de inspiração. Fico a saber mais sobre este Galapos Tea, uma mistura bonita de nome curioso feita de cidreira e perpétuas roxas.

Amor à Terra e waffles de aveia e limão jarros

Infusão feita e a massa de waffles no frio é tempo de preparar a fruta que as há-de acompanhar. Desta feita são as últimas amoras descongeladas e polvilhadas com açúcarem pó e uma compota de figo da Amor à Terra, sem açúcar adicionado. É uma espécie de chamamento do Verão, com as temperaturas lá fora a ajudar à ilusão.

Estas waffles de aveia e limão são muito fáceis de fazer. Podem ser preparadas na véspera se se quiser servi-las ao pequeno-almoço e sendo integralmente de aveia a textura é um pouco diferente das tradicionais. São muito versáteis nos sabores a combinar, normalmente gosto delas com uma fruta fresca, uma compota (ou mel) e iogurte natural.

São servidos?

Amor à Terra e waffles de aveia e limão

8.5.15

Cafés do mundo e um pequeno-almoço especial

Pequeno-almoço Nespresso, Feitoria, Lisboa

Começa mais um dia de sol. O pequeno-almoço é o momento em que toda a actividade se inicia e a azáfama do quotidiano se instala na rotina. Imprescindível o aroma de café pela manhã, a tomar lugar à mesa, num ritual que marca o arranque de mais um dia de trabalho ou de lazer. Por mim são razões de sobra para os brasileiros chamarem à primeira refeição do dia café da manhã. É que as minhas manhãs não começam sem ele.

De onde vem o café que chega à nossa chávena e nos ilumina os dias? O mapa mundo que ocupa toda a parede tem assinalados três países: Guatemala, Brasil e Índia. Pistas deixadas numa sala luminosa com vista para o Tejo onde pela manhã a Nespresso apresenta os seus cafés destinados aos restaurantes e hotéis e que podem ser encontrados por todo o país. O local escolhido, o Feitoria, não podia pois ser mais apropriado. O chef pasteleiro José Pedro Silva responde ao desafio de conceber um pequeno-almoço em torno do café, integrando-o em pratos doces e salgados, em inusitadas combinações e saborosas criações. Uma proposta cheia de nuances e algumas provocações ao palato sempre com o café por perto, entre um (falso) expresso cappuccino de chocolate, um excelente croissant de cogumelos e bacon (que à primeira vista parece de chocolate mas que é de facto pó de café que também se sente na massa) ou um riquíssimo clássico francês gateau ópera pontuado por um gel de café a fazer toda a diferença na combinação com as camadas de chocolate e bolo.

Pequeno-almoço Nespresso, Feitoria, Lisboa Pequeno-almoço Nespresso, Feitoria, Lisboa Pequeno-almoço Nespresso, Feitoria, Lisboa Pequeno-almoço Nespresso, Feitoria, Lisboa Pequeno-almoço Nespresso, Feitoria, Lisboa

O pequeno-almoço pensado pelo chef José Pedro Silva é um hino ao café. Inspirado nos cafés de diferentes países de origem, considera as características de cada um onde o terroir influencia e molda aroma e sabor e permite conhecer melhor a gama Pure Origin da Nespresso para o segmento profissional: o novo Lungo Origin Guatemala (intensidade 6) é feito a partir de robusta de alta qualidade, surpreendente por ser um café intenso e ao mesmo tempo tempo delicado e o Espresso Origin Brazil (intensidade 4), muito aromático e suave, graças às arábicas que o compõem; e que se vêm juntar ao Ristretto Origin India, um café de intensidade 10 feito a partir de uma mistura de Arábica e Robusta do sul da Índia, onde as especiarias estão muito presentes.

Apenas algumas regiões no mundo reúnem as condições necessárias ao crescimento da planta do café. Ficam sobretudo em zonas tropicais e em países abençoados com temperaturas certas, níveis de humidade convenientes e altitudes que favorecem mais uma espécie de café ou outra. As variantes robusta ou arábica diferem em quase tudo, seja no sabor, aroma ou níveis de cafeína. Os Pure Origin da Nespresso são cafés muito diferentes uns dos outros cujo conhecimento permite alargar e refinar o gosto pelo café ou encontrar o tipo e a origem do café que mais se ajusta às preferências de cada um. Agora também fora de casa.

Pequeno-almoço Nespresso, Feitoria, Lisboa